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domingo, 2 de dezembro de 2018

Tudo Começa e Termina em Você


"Você se torna responsável por aquilo que cativa", O Pequeno Príncipe. Quem já leu o livro conhece muito bem esse garoto fofo que espalha pureza e amor. Porém essa frase eu nunca concordei.
Há tempos eu me sentia com a consciência pesada por ter feito algo, que pra mim não foi nada demais, apenas uma consequência de algo que tinha acabado, mas pela reação da pessoa envolvida, me sentia culpada. Isso durou anos e anos.
Quem tem a consciência pesada sabe, ou imagina, que prejudicou alguém de alguma forma.
Depois de vários anos reencontrei a pessoa. Queria saber como estava, se havia "sobrevivido" bem ao acorrido e soube que estava tudo bem sim.
Mas a consciência pesada permaneceu até que eu, depois de muitos estudos, análises e conclusões, soube que não é bem por aí esse negócio de responsável pelos sentimentos do outro.
Me colocando no lugar do outro, se alguém fizesse o mesmo que eu fiz, e, claro que já fizeram, simplesmente seguiria minha vida normal. A chateação dura pouco tempo, mas é questão de cultivar o sentimento negativo ou não, de aceitar uma suposta derrota ou não. E nem é derrota, é coisa que acontece sempre, querendo ou não.
Se eu tivesse voltado atrás e seguido à risca a responsabilidade pelo sentimento do outro, certamente a situação teria piorado bastante. Seriam duas pessoas infelizes que seguiriam apenas o ego de crenças impostas, passando por cima do real significado da vida, que é o amor, o respeito a si e ao próximo.
A responsabilidade é individual, o sentimento também, portanto cada um que cuide de seu sentimento e sua responsabilidade por si mesmo. A não ser que sejam filhos, pais ou alguém dependente de nós. Mesmo assim há ressalvas quanto a isso.
Como podemos ser responsáveis por algo que o outro sente? Se é o outro que sente, partiu dele sentir e partirá dele permanecer sentindo ou não.
Tudo começa e termina em nós mesmos.
Desde sempre somos instruídos (educados) a seguir normas e aconselhados a obedecer sob pena de castigo dos céus, de Deus.
Como Deus pode castigar se Ele é puro amor?
Tudo depende de nossas escolhas, nosso livre-arbítrio. E acredite ou não, tudo retorna a nós, inclusive essa responsabilidade aparente em provocar no outro qualquer tipo de sentimento.
Se o outro se sente ofendido ou magoado, significa que a expectativa dele por mim foi errada. Aliás a pior atitude é esperar algo de alguém. Cada um tem uma vida, um ritmo, uma verdade e pronto.
Do mesmo jeito que eu errei em me sentir de consciência pesada. Eu cultivei esse sentimento pensando ter prejudicado uma pessoa e não foi bem assim.
Mesmo sabendo disso, precisei saber quais eram as atitudes da pessoa no dia a dia, como ela encara a vida e as pessoas e fui percebi que o vitimismo sempre esteve presente na vida dela. Sempre os outros são culpados, os outros fizeram, os outros saíram e os outros prejudicaram.
E com certeza todo aquele meu passado me veio à memória, anos com depressão e pânico, sempre culpando os outros pela minha infeliz vida.
Bastou me responsabilizar por todas minhas escolhas, todas minhas atitudes e mudar totalmente meu foco e meus pensamentos pra tudo encaminhar da melhor maneira possível.
Depois de anos com os fantasmas desse fato rondando minha mente, dei o caso por encerrado e me libertei da suposta culpa.
Hoje sei que essa suposta culpa me retornou através de outras pessoas, como se houvesse um aviso num canto da minha mente pra não repetir aquela atitude ou então seria mais uma vez culpada.  Eu atraí tudo isso. E como obedeci minha mente e minha culpa, sofri desnecessariamente.
Mais uma certeza do poder da mente, dos pensamentos, das atitudes, de nossas escolhas e as consequências delas.
Nós escolhemos, nós aceitamos ou não, nós decidimos, nós sentimos, nós agregamos ou soltamos, nós, e ninguém é responsável por isso a não ser nós mesmos.
Cada um tem uma vida, e toda escolha tem retorno certo. A vida cansa de nos mostrar isso e mesmo assim achamos que conosco é diferente... Vai ver a gente veio de outro planeta e o que acontece com a gente não acontece com mais ninguém.
O ego brigando com a realidade...

Clara Lúcia

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Inteligente


"Nossa, como você é inteligente!"
Típica frase para diferenciar uns dos outros, ou melhor dizendo, para classificar os seres como inteligentes ou não inteligentes.
Afinal, o que é ser inteligente?
Conhece algum? Já prestou atenção em seus gestos, questionamentos, argumentos? Conseguiu decifrar uma pessoa pensante?
Todo inteligente é curioso, logo, todos podem ter a inteligência denominada por muitos.
O tamanho do cérebro é o mesmo, os neurônios idem, portanto, ao longo da vida alguns se destacam pela capacidade de raciocínio, pela ousadia, pela coragem e perspicácia em atingir algum objetivo.
Dependendo de como lhe é passado o mundo, a mente reage a tal situação. Se desde o nascimento é incentivado a questionar, argumentar, estudar, pesquisar, criar etc, a mente, logicamente, ganha uma expansão, tornando o ser com uma capacidade evidente, a tal da inteligência.
Há também os que parecem nascer com todos esses adjetivos, não precisando de ninguém ou de nenhum outro incentivo para desenvolver a mente mais rapidamente.
A alma é eterna, e, para quem crê nesse assunto, há reencarnações. Se a alma é eterna e se reencarnamos, acumulamos conhecimentos passados. E a cada vinda à Terra, a mente continua progressivamente em expansão.
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento.
Repito que todos podem ter a inteligência, basta somente criar hábitos para expandir a mente.
Nem todos inteligentes são ricos, pois uma coisa não tem nada a ver com outra. Talvez o grau de conhecimento faz com que os que têm uma capacidade maior, não veja a riqueza física como essencial para a vida.
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 2.
Mas para sustentar uma mente pensante e criativa, há um preço não muito confortável.
Percebam que há o costume de seguir uma rotina, principalmente quando alguém, claro que inteligente, dita alguma regra e todos concordam e espalham. Até chegar alguém para contestar aquela verdade que foi obedecida há anos. E geralmente não existe a resposta, provocando no questionador uma pesquisa e um estudo aprofundado. Até chegar a uma segunda conclusão que a partir daquele momento existe uma outra regra sobre o mesmo assunto.
Geralmente quem não se contenta com apenas uma regra, quem questiona e conclui que talvez não seja bem assim, é classificado como chato. E talvez seja mesmo, mas é necessário haver divergências para que hajam mais pesquisas, mais conclusões e mais resultados a serem analisados.
É tão mais fácil deixar tudo como está, em perfeita zona de conforto, não é mesmo?
O inteligente sempre chama a atenção e provoca um certo mal-estar naqueles que não se preocupam com assuntos alheios aos seus costumes de vida. E, claro, esse mal-estar é provocado também em quem tem um conhecimento maior, que tem vontade de esclarecer aos demais, mas prefere o silêncio a demonstrar sua capacidade.
Cada um fica no seu mundo.
E aparece aquele ditado "Devemos ensinar a quem quer aprender".
É sabido que usamos somente 5% da capacidade de nosso cérebro. Vocês não acham muito pouco? E os outros 95%, a mente inconsciente, como podemos usá-las?
Ah, hoje em dia há inúmeros registros e fórmulas para expandir a capacidade cerebral.
Como diz um outro ditado "O que você procura também está te procurando".
Num mundo mecânico, capitalista e com facilidades infinitas, quem arrisca a se tornar um chato ou um ser exemplar a compartilhar informações a quem queira?
Quem? É só procurar!
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 3.
Qual a diferença de quem tem um vasto conhecimento?
Consegue ver os vários lados de uma questão; é observador; dificilmente acompanha a grande massa sem antes pesquisar e chegar as suas próprias conclusões; não se conforma com alguma afirmação imposta e que não seja convincente; é questionador; resolve problemas apenas ignorando-os; não reclama futilidades; lê muito sobre tudo (o ato de ler expande a mente); enfim, apesar de morar no mesmo planeta, enxerga o mundo de uma forma diferente. Alguns se sentem na obrigação de ajudar o próximo; são autodidatas e colocam o foco onde realmente vale a pena.
Lembrando que ter conhecimento é diferente de ter informação. E esperteza é bem diferente disso tudo.
Quem quer ser inteligente? Para quê?
Já pensou em ser autodidata e ampliar seus conhecimentos dependendo somente de sua vontade e capacidade em pesquisar e tirar suas próprias conclusões?
Cientistas, criadores, inventores etc, são autodidatas...
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 4.
Por falar em ler, na vasta internet existem vários meios de adquirir conhecimento. Uns de graça, outros com preços ótimos e existem também os cupons de desconto. Tem o CUPOM VÁLIDO, que já foi destaque na revista Exame, e que tem várias editoras parceiras: Saraiva, Americanas, amazon etc. Entrem no site para conhecerem os parceiros e fazerem uso dos descontos!
Coisa boa a gente compartilha!
Então, vamos expandir a mente lendo livros!

Clara Lúcia

quinta-feira, 12 de abril de 2018

ME DIGAS COM QUEM ANDAS




Para quem usa as redes sociais, ou mesmo só a internet para pesquisas, sabe do gatilho ligado as nossas escolhas que impulsionam a nós vários links que poderiam nos interessar, de acordo com nosso gostos.
Chega a ser cansativo quando clicamos em algum link e logo depois um turbilhão de informações referentes ao assunto em questão nos aparece como sendo de nosso interesse também.
Às vezes pode ser que sim, mas na maioria das vezes foi só uma consulta que fizemos, nada além disso.
Vamos supor que você tenha um sonho, um plano, uma vontade de fazer algo, mas que acha difícil, mesmo antes de começar.
Qual o problema em ser difícil? Será que as coisas difíceis nunca deverão ser realizadas? Será que é difícil mesmo ou você já criou o hábito de rotular tudo que não faz parte de sua rotina?
Pela lógica, o mais difícil é fazer algo que nosso corpo não consegue fazer. De resto, tudo é possível. É difícil, fácil, tudo depende da intensidade ou do obstáculo que você coloca à frente de tudo que está por vir.
Se você tem, desde criança, um dom, mas que ao longo da vida não deu valor a ele e seguiu uma estrada que desvia desse dom, digo-lhe que mais cedo ou mais tarde esse dom vai bater forte na sua porta, e talvez seja sua segunda chance de ter o sucesso tão almejado.
Lembre-se que sucesso não quer dizer fortuna.
Então, caso esteja disposto a tentar fazer o que realmente sempre quis fazer, então tente!
Se é dom, então terá toda a facilidade em lidar com qualquer coisa, e além disso, acredite, tudo relacionado ao assunto virá até você.
Aquele ditado que diz que "tudo que queremos o Universo conspira a nosso favor" é verdadeiro...
O segredo disso tudo é o foco que você terá em realizar algo na vida. Se há o foco, há o ímã que impulsionará você a conquistar o que almeja.
Nós temos o livre arbítrio, e isso pode ser ótimo e pode ser um desastre também.
Lembre-se de sua infância, das facilidades que você tinha em desempenhar alguma tarefa... E que por influência do meio em que você vivia, deixou de lado, por motivos variados que já conhecemos. O maior motivo sempre foi "isso não dá dinheiro". E talvez tenha dado se você tivesse insistido e persistido no que realmente sabe fazer com facilidade.
Quando sabemos de nosso dom, certamente temos um diferencial de quem não tem o dom para o mesmo quesito. Então, não importa se metade da população já faz o que você sabe fazer com facilidade, seu dom, pois só por você tê-lo, já terá um diferencial, uma pitadinha mágica, uma cerejinha do bolo, e isso fará toda a diferença para seu sucesso.
Acredite nisso, acredite no seu potencial!
Outro ditado que é verdadeiro, "faça o que goste e nunca mais precisará trabalhar".
Quando temos um dom e trabalhamos nele, a satisfação em fazer sempre melhor, em executar com mais capricho e ser diferenciado no mercado, é visível. E isso pode lhe render além do que imaginava, além do que tantas pessoas lhe tiraram de cabeça em seguir seu instinto e vocação. Dependendo da estratégia que você usará, será bem-sucedido também.
Não importa o que seja, se há amor, dedicação, se for sua vocação e tiver uma boa estratégia, olha, o sucesso será garantido.
O mesmo acontece com as pessoas que vivem conosco no dia a dia. Se prestarmos atenção, todas têm um objetivo e muitas vezes são parecidos com os seus. Se você mudar os contatos, talvez seu objetivo também mude, e até seu modo de enxergar o mundo também mude.
Por essa lógica, me diga, qual seu objetivo? Você tem contato com pessoas que têm o mesmo objetivo que você? Não necessariamente o mesmo dom, mas pelo menos o mesmo tipo de conversa, os mesmos lugares frequentados, o mesmo modo de enxergar o mundo e os mesmos valores. Já pensou sobre isso?
Se forem pessoas que têm a curiosidade em aprender, seguir caminhos diferentes do seu, não há problema nenhum, mas quando você opta por seguir uma estrada e quer ter o foco absoluto para que seu objetivo seja alcançado, talvez seja necessário mudar os ares de sua vivência. E é normal isso. Ninguém vai abandonar ninguém, apenas irão seguir estradas diferentes.
Se você passar a ter contato com pessoas que têm a mesma vocação que a sua, certamente alguns deles já passaram por dificuldades e não terão problemas em compartilhar as pedras que encontraram pelo caminho. Quem já atravessou uma estrada e venceu o desafio, sente orgulho em compartilhar a batalha e mostrar a guerra vencida. Isso seria meio caminho andado para quem está no início da trajetória.
Portanto, se você perceber que está fora do contexto com algumas amizades e pretende se aprofundar no que realmente lhe importar, faça isso! Você obterá respostas das pessoas que já trilharam o caminho que você deseja percorrer, e como tem a vocação, você não terá dificuldades em aperfeiçoar o proposto objetivo. Tudo surgirá para você com a maior facilidade, creia, meu querido!
E, vamos pensar, a vida é tão curta e o mundo tão imenso de oportunidades, que não dá para abrir mão de nossos objetivos por essa ou aquela pessoa, afinal qual vida tem maior valor, a sua ou a de quem está com você lhe impedindo de prosseguir para o que você realmente quer? Todas as vidas são importantes. Cada uma deve ter um propósito a seguir, só isso.
Siga o seu, sem remorso!
Isso não é egoísmo... 
O que você acha?

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Picuinhas De Casal


Alguns e-mails que recebo sobre relacionamentos abusivos, nem sempre são abusivos. Às vezes as pessoas são complicadas, difíceis e não conseguem enxergar o outro como uma outra pessoa, um outro universo, um outro ser independente e pensante.
A maior dificuldade é essa mesma, de se colocar no lugar do outro, entender o que se passa com o outro, saber o que pensa, o que gosta, como age, como quer viver, como quer compartilhar. Em vez disso instala-se uma enxurrada de acusações e cobranças, muitas vezes infundadas.
O que eu percebo é a falta de comunicação, como sempre.
A mulher gosta de falar, gesticular, discutir (nem todas), e o homem foge de discutir alguma coisa (nem todos). Ou seja, há quem goste de discutir e há quem não goste de discutir nada, independente quem seja.
Conviver com outro ser humano é muito complicado.
Aí pode aparecer alguém e dizer: "Ah, mas você nem é casada, como pode dar palpite e saber se é assim ou assado?".
Eu fui casada, sei como é difícil, e a questão nem é sobre casamento, mas sobre o ser humano e sua individualidade.
Quantas vezes você chegou pra a pessoa que vive com você e perguntou se ela estava bem, se queria que fizesse de uma outra maneira, se estava confortável assim, se gostaria de alguma ajuda, enfim?
E quantas vezes você reclamou pra a pessoa, essa mesma que vive com você, que não aguenta mais, que só você faz as coisas, que não há colaboração de nada, ou então que só sabe reclamar e não tem a dignidade em ajudar ou tomar a iniciativa de nada?
Fatos corriqueiros em todo casamento.
O que falta é o diálogo E a aceitação do outro como sendo diferente de você.
Há os costumes que carregamos de casa, do seio da família, de pai, mãe, avós, irmãos e afins. E esses costumes estão entranhados em nós e definimos eles como se fossem a verdade absoluta a ser seguida. Essa atitude é inconsciente. E não é errado seguir regras e costumes que aprendemos dos pais. Errado é pensar e querer que nossos costumes se prevaleçam sobre os costumes da pessoa que vive com a gente.
Talvez o motivo de hoje em dia haver tanta separação, sem ao menos tentar superar os problemas é esse, não ter a tolerância em seguir os costumes impostos pelo(a) parceiro. Hoje a maioria é independente financeiramente, o que faz pensar que não é necessário passar por situações de incômodo com a outra pessoa, se se pode viver sozinho ou então ir procurando, procurando, até encontrar alguém que se encaixe em nossa vida como queremos que ela seja.
Isso também não é errado, isso é liberdade, é livre arbítrio.
O erro é não tentar entrar em um acordo, aceitar o outro como ele é, sem querer moldá-lo ao seu jeito, e também se encaixar na vida do outro, aprendendo a viver de uma maneira diferente da sua, mas que seja tão boa quanto.
Quando há o conflito, o que se imaginou na preparação para o casamento, acaba pouco tempo depois. Por falta de diálogo, a vida se torna um inferno! E conversas não existirão, nem acordos, nem respeito, nem vida individual.
Vocês acreditam mesmo que quando há o casamento os dois se tornam uma só pessoa? E a individualidade fica aonde? Talvez fique com um soberano reinando e o outro apenas se calando e aceitando tudo que lhe é imposto. Aí sim, apenas um vive, o outro se conforma com o que tem e passa a viver uma vida que não é sua.
Um exemplo bem clássico, mas que existe: a mulher, em vez de falar claramente o que lhe incomoda, prefere comentar sobre a relação com as amigas, a mãe, a tia... E como mulher é um ser pensante e que tem várias terminações nervosas no cérebro, embaralha tudo e chega a sua própria conclusão de que está certa e que o homem que ela escolheu não deveria agir de tal maneira. Isso sem que ele saiba o que se passa na cabeça linda dela. E ela começa a investigar, fuxicar, cheirar, perseguir, e transformar a vida dele, e dela também, claro, num inferno.
Com isso, o que o homem faz? Vai se afastando, aquele carinho que sentia quando namoravam vai se acabando, não há o entusiasmo de antes, não entende porque ela mudou tanto da noite pro dia, não quer conversar sobre o assunto pra não piorar... E os dias vão passando.
E a mulher, pressentindo o homem distante, sem aquele interesse que antes sentia por ela, fica mais encabulada e o acusa de ter mudado tanto do dia pra noite.
E a vida continua aquele inferno, cada um pro seu lado, sem conversa, sem carinho, sem sexo, apenas fazendo as vezes do casamento perfeito e esperando só uma oportunidade pra jogar tudo pro alto e se separarem.
Outra situação: o homem percebe que a mulher está se dando bem, está evoluindo no trabalho, anda bem arrumada, tem amigos, tem vida própria, e começa a perseguição, o ciúme infundado. Confisca celular, quer senha disso, daquilo, proíbe de usar certas roupas, afinal agora ela é casada e tem que se dar o respeito, não quer saber de amigas por perto, enfim...
Então nessa situação, a mulher, em vez de conversar, prefere contar com a ajuda da amiga, aquela que tudo entende e que sabe como ninguém dar conselhos. Ela volta diferente pra casa, cada vez mais. O homem continua com cenas de ciúme, não elogia mais, não colabora com a casa nem com nada, vive de mau humor... Então ele prefere sair e beber com os amigos, desabafar, esquecer um pouco, ou seja, ele se proporciona sair e espairecer com os amigos, mas a mulher dele, por ser casada, tem que se dar o respeito e ficar confiscada em casa.
E a vida vai se tornando um inferno.
Não há o diálogo, não há a paciência e a admiração acaba. O homem não consegue entender nada, e a mulher, que pensa muito, não consegue perceber que o homem é diferente dela. Não existe ela querer impor sua rotina, seu raciocínio. O homem não percebe que a mulher tem hormônios com vida própria e isso é involuntário a sua vontade.
Um gesto busca uma consequência, e outra, e outra. Tudo por falta de diálogo e entendimento.
Falta de conhecer e respeitar a individualidade do outro.
Falta de aceitar que cada um é cada um e que a casa, agora deles, é deles, e não de um só que vai impor regras.
Talvez a vida íntima do outro seja até mais interessante que a sua. Talvez o que você poderia aprender com o outro, seja de grande valia pra sua vida. Talvez o modo complicado ou então a facilidade com que o outro encara as dificuldades seja a resposta pra superar qualquer pendenga do casal. Gentilezas não significam submissão. Gentilezas são gentilezas mesmo. E feitas com vontade, certamente serão retribuídas.
Aceitação.
Respeito.
Admiração.
Companheirismo.
Amor.
Um não vive sem o outro.
Simples.

domingo, 3 de setembro de 2017

Geração De Crianças Mimadas


Ultimamente a geração diminui cada vez mais. Antes, quando era contada de dez em dez anos, hoje, creio eu, é de cinco em cinco anos (se alguém souber, por gentileza, me informe).

Não se pode comparar gerações, pois cada uma tem suas delícias e suas derrotas, mas o que vemos hoje são crianças em redomas, que não podem ser contrariadas ou que não devem sofrer.

Um dia, faz tempo, um grupo de psicólogos disse que criança tinha que ter autonomia e decidir, desde cedo, o que queria. Me lembro muito bem disso, mas não sei quando foi. Até hoje fico pensando qual o aprendizado, qual a opção de uma criança que ainda não tem histórico nenhum, em escolher o melhor pra ela?

Hoje em dia está tudo muito fácil, o que não é errado, só que, claro, a maioria não aproveita essa facilidade.

Viajando na minha infância, tínhamos que buscar respostas, fabricar brinquedos, esperar a roupa ficar pronta, a comida era feita em casa, enfim, coisas de minha geração. Pra mim, que não sabia como seria se fosse diferente, não foi dificultoso. Era costume.

Na infância de meus pais, era bem difícil em tudo! Eram de família humilde, como a maioria era, e tudo era longe! Não havia condução coletiva, carro, só os ricos tinham. A comunicação à distância era através de carta, ou então pelo rádio, caso houvesse algum falecimento.
Aprenderam tudo na lida dura do dia a dia, e não sofreram nada com isso. Sobreviveram muito bem!

Meus avós moravam em fazendas, comiam o que plantavam, não tinham geladeira, o fogão era à lenha, tudo muito simples. Escola era muito difícil, pois era tudo muito longe. Minha avó apenas assinava o nome e, pra mim, era a pessoa mais doce e esperta que já conheci, justamente pela dificuldade de não saber ler nem escrever. Meu avô sabia. E também sempre foi um exemplo. Tiveram sete filhos e do mais velho ao mais novo, uma diferença enorme! O mais novo tinha bicicleta e depois carro. Desfilava pelas ruas como se fosse o famoso do pedaço. Tudo bem ser assim, mas engraçado como um objeto modifica uma pessoa.

Voltando a minha infância, me lembro que brincava sozinha, conversava sozinha e era muito curiosa, como toda criança é.

Mas as crianças de hoje, gente, o que mais eu ouço do pais "Nossa, mas meu filho é muito esperto, aprende tudo muito rápido". Sim, eles são assim mesmo pela quantidade de informações que recebem. E são tratados como tal, como gênios, donos da verdade e supremacia. Não podem ser contrariados e nem adianta impor condição nenhuma. Não estão nem aí pra regras. Não são todos, claro, mas uma grande quantidade deles sim.

Eu não me acostumo em ver criança dando birra em público ou então ofendendo pai e mãe, seja a hora que for. A hierarquia mudou de lugar, o respeito deu lugar aos caprichos, filhos mandando mãe calar a boca e debochando de alguma frase dita por ela. E nem digo que são ricos, que têm tudo, são simples também. E vejo pais reclamando desses mesmos filhos, dizendo que são sem educação, agressivos e que não respeitam nada. Por que será, né?

Dia desses ouvi uma filha adolescente mandando a mãe calar a boca porque ela ainda estava falando. Me deu arrepio, mas como não tenho nada a ver com a vida de ninguém, engoli e continuei quieta.

Pra quem é de uma geração em que uma olhada do pai bastava pra obedecer, hoje presenciando filhos mandando os pais calarem a boca, dói.

Geração que basta um clique pra ter tudo à mão, que basta teclar e já se comunica com quem quiser, que basta um celular e o mundo à volta se torna invisível.

Não sei como é viver numa geração diferente da minha, mas fui muito feliz quando era criança, mesmo não tendo condições pra ter o que eu queria. Escorregar na terra, esfolar os joelhos no asfalto, tentar subir em árvore e não conseguir, devido ao pavor de altura, arrancar a tampa do dedão no asfalto e voltar sangrando pra casa, ah, isso nunca teve preço! A gente cresce sabendo como é a dor, como é a derrota, como é o querer e não ter, mas que futuramente, com trabalho, pode se ter tudo o que quiser, isso me fortaleceu muito! E o sofrimento não dura pra sempre, a dor um dia vai embora, o sorriso às vezes fica incontrolável, as lágrimas continuam sendo salgadas, o suor é saudável, andar descalço fortalece o corpo, cair, machucar, sarar e continuar tudo no outro dia, isso só acrescentou em mim. E cair, pra mim, nunca foi problema. Sempre tive a opção de me levantar e continuar. Apenas continuar...

Cada geração com sua infância, seja como for, nem melhor, nem  pior, apenas diferente.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Barulhinho


      - Me diga, Dra Camila, não existe um aparelho sem esse barulhinho medonho não?

      - Existe, só que é três vezes mais caro, e ainda não tenho previsão pra comprá-lo.

      Tá bom então. Mais uma vez me deito na poltrona, mais parecida como uma cadeira erótica daqueles vídeos... Bem, isso não importa. Respiro fundo e cruzo os braços. Dra Camila se prepara, como se fosse a um desfile da paz, toda de branco, com luvas, máscara e óculos. Num piscar de olhos já está sobre mim com aquele espelhinho que não sei qual o mistério que há nele que não embaça de jeito nenhum. Se embaça, creio eu que ela enxerga muito bem. Logo depois vem os palitinhos a cutucar meu dente. Dessa vez foi o lá de trás. Ainda se sentindo desconfortável ao me manipular, aperta um botão, depois outro e outro e estou praticamente de cabeça pra baixo na cadeira. Sinto meu estômago empurrar meus pulmões, mas vamos em frente.

      Mais um suspiro e Dra Camila se distrai com a secretária que lhe conta algo que não entendo. Piadas internas de consultório. Elas riem e imediatamente a doutora se concentra em minha boca aberta.

      A secretária Valéria, também com a máscara, liga o sugador e coloca no canto de minha boca. Sinto que minha bochecha, pelo lado de dentro, é sugada até fazer um côncavo do lado de fora. Imediatamente ela ajeita e o aparelho volta a chiar normalmente. Fecho os olhos e clamo por Jesus, pra que não me abandone nessa hora de angústia. Sei que Ele está por perto segurando minhas mãos, que nesse momento estão grudadas nos meus antebraços, como se eu estivesse pendurada num penhasco e eu mesma me segurando pelo braço pra não despencar. Aperto tanto as mãos que parecem estar hermeticamente presas aos meus braços.

      Dra Camila liga o tal aparelho barulhento e começa a tortura. Ah, mas antes ela enfiou uma agulha com anestesia na raiz do dente danificado. Vontade de morder a bochecha e não sentir nada, mas como a boca está aberta, isso nunca é possível fazer. Ela me pergunta se está tudo bem, eu afirmo que sim, mas é só um gesto involuntário da cabeça, por dentro estou numa angústia sem fim. Então, com o aparelho ligado começa a cutucar meu dente. Gente, pra quê ter dente se com o tempo temos que passar por tortura? Por que o dente não é como uma unha, que estraga, cai e nasce outro, infinitamente, até a morte? Mas, quem sou eu pra questionar a obra de arte do Altíssimo, né? Continuando com aquele barulhinho, fecho os olhos de novo e tento não pensar onde estou. Penso em quem numa hora dessa? Vou pensar em comida, que é um grande prazer que eu tenho. Não dá! Penso... Melhor continuar respirando e contar os minutos pra tudo acabar bem.

      Nossa Senhora, onde está a Senhora que não vem cuidar dessa sua filha que só tem tamanho? É claro que ela está por perto, caso aconteça a passagem já estará ali me esperando de braços abertos. Não, melhor pensar em trabalho, em planos, em contas...

      Fico de olhos fechados na esperança de tirar um cochilo e acordar quando tudo estiver acabado, mas que nada! O aparelho britadeira continua a percorrer o assoalho do meu dente, cavucando até chegar na China do meu queixo. Bendita anestesia que me dá tranquilidade de não sentir dor nenhuma, mas o que incomoda é o barulho, esse sim, não é de Deus. Nem dá pra dar uma olhada nas horas pra saber se já passou muito tempo ou se ainda falta muito tempo pra acabar...

      Num minuto relaxo e a imagem daquele homem lindo, amigo querido, tudo de bom aparece na minha mente... Ele me olha e sorri, consigo relaxar as bochechas parece que as duas mãos de Dra Camila estão dentro de minha boca. Volto pro rapaz que continua sorrindo pra mim, olhos brilhando... Aquele sorriso lindo... E me animo a continuar o tratamento sem reclamar pra poder beijar aquela boca carnuda e deliciosa... opa, isso é história pra um outro texto.

      Percebo que Dra Camila começa a encher minha bochecha de algodão. Sinal que o aparelhinho terminou seu serviço. Um jato de ar, uma cutucada aqui, outra li, uma mini pá pra misturar o reboco e pronto, tudo colocado dentro do buraco do dente. Respiro quase aliviada. Depois ela coloca um aparelho roxo em cima de mim, liga uma luz intensa, soa três sinais e pronto. Retira os algodões, enche minha boca de água e o sugador é percorrido por todo o lado. Não fica nenhuma gota. Vez ou outra é encostado na garganta. Fico com medo da secretária querer enfiá-lo guela abaixo, só pra ter certeza que não ficou nenhuma gotinha de água por lá. Pior, e se me der ânsia nessa hora? Enfim, nada aconteceu.

      O sugador é desligado. Sinal que a tortura acabou. Abro os olhos e Dra Camila diz que está prontinho, que acabou, que talvez o dente doa no outro dia, mas que tudo ficou perfeito. Que bom! Imagina ter que cutucar ele de novo, noutro dia? Imagina ter que arrancá-lo e ficar com aquele espaço vazio? Nem poderia sorrir mais! Tento desgrudar minhas mãos dos antebraços e imagino que tenha até feito aquele barulho de destampar algo com sucção. A cadeira volta ao seu lugar normal, a luminária é apagada e tenho certeza que irei embora.

      Primeira coisa, morder a bochecha do lado onde foi anestesiado. Será que só eu faço isso? É claro que ela vai doer quando acabar a anestesia... Mas é a bochecha e não o dente.

      Como é que um aparelhinho tão pequenininho, tão indefeso pode mexer tanto com a gente? O problema não é o aparelho e sim o barulhinho medonho que ele faz. Às vezes tenho a impressão que a anestesia vai acabar assim, do nada, e ele, com vida própria, vai enfiar fundo no nervo do dente me levando ao desmaio ou coisa pior. Bem, pra isso Nossa Senhora fica ali de guarda. Imagine então que a Dra espirre e não dê tempo de desligar o aparelho e com isso ela perfure toda minha língua e estrague todos os dentes ao redor. Imagina?

      Pra quem acha que tudo isso é exagero, é sim, exagero. Pessoa ansiosa pensa exatamente assim, mesmo quando a gente tenta se controlar ao máximo. Eu nem sabia que era ansiosa até ler sobre o assunto. Esquisito, mas nossa mente não para nunca e uma coisa puxa a outra e no fim acontece só o primeiro ato, a primeira cena e acaba ali mesmo.

      Algum leitor é ansioso também?

      Me lembrando aqui que meu primeiro emprego foi como secretária de um dentista... tsc, tsc, tsc...


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Geraldo Pelotão

Placa fixada ao lado da Casa do Artesanato, na Praça Barão, em Franca/SP

Uma figura peculiar de minha cidade, anos 80, que de certa maneira amedrontava alguns e causava curiosidade em outros. Mas é sabido que ele era muito querido em Franca, interior de São Paulo.

Geraldo Pelotão!

O que me lembro era da molecada provocando ele, chamando-o "Ô, Pelotão!", deixando-o muito irritado, pois passavam correndo por ele. Acho que Pelotão ficava tonto com os gritos e arruaças dos pequenos.  Daí pegava pedras que encontrava pela frente, colocava-as no bolso da calça e saía atrás dos meninos, que corriam ao seu redor, zunindo como uma espada sem plano de voo. Os garotos riam, e Pelotão desnorteado ameaçava jogar pedras neles. Não me lembro de alguma pedra ser lançada, pois eu também tinha medo e logo saía de perto.

Uns diziam que o dia que Pelotão não era provocado ele nem dormia direito à noite. Lendas urbanas, que fizeram parte de minha adolescência e que muitos francanos que lerem o texto vão se lembrar com carinho desse cidadão carrancudo, mas de bom coração.


"Quem não se lembra de um homem que frequentou a Praça Barão de Franca durante décadas e, se era chamado pelo apelido, rebatia com reação violenta xingando e jogando pedras? Geraldo Gomes, mais conhecido como Geraldo Pelotão. Faleceu com 85 anos no dia 7 de maio de 2000, mas seu comportamento único fez dele um dos tipos populares mais lembrados pelos francanos. Agora, sua figura ressurge na tela do artista plástico Ismael Donizete Oliveira e ganha o maior prêmio do Salão de Abril de Belas Artes. 
De acordo com os familiares, Geraldo Pelotão teve meningite quando criança e permaneceu com a mesma idade mental da época da doença. Ele morou em Franca com uma irmã e, após o falecimento dela, recebeu os cuidados de uma vizinha."
Link retirado DAQUI

Na pacata Praça Barão daquela época, era sagrado o encontro diário com vários amigos para tomar um café no famoso Café Globo que até hoje reina por aqui. O engraxate na porta que a tudo observava, certamente se emocionaria por saber ter presenciado uma lenda tão carismática como foi Geraldo Pelotão.

Muito poderia se falar dele, mas para os que tiverem paciência e gostarem de um pouco de nostalgia, tem o vídeo abaixo, com mais de uma hora (podemos acelerar com o mouse), para matar saudades e voltar àquela época quando ninguém passava pelo centro da cidade sem ouvir os berros e os xingamentos de Geraldo Pelotão, que tentava correr, mas só dava conta de acelerar os passos tentando atarracar em algum moleque desaforado!

Confessa! Você foi um dos moleques que provocou Geraldo Pelotão, sim, francano?



segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Triste Fim de Donana


      Uma última colherada de sopa na boca de Seu Romero, uma limpada no canto da boca com um guardanapo de papel e pronto, o moribundo já estava alimentado e pronto para dormir o sono dos justos.

      Donana ficava resmungando o tempo todo, dizendo frases feitas, como se quisesse gravá-las na memória para repeti-las no dia seguinte, vírgula por vírgula. Outras vezes parecia conversar com alguém invisível, perguntando e respondendo logo em seguida, outras parecia Deus a lhe ouvir, atencioso, e era nesse momento que as lamentações se aguçavam. Parecia questioná-Lo por tanto sofrimento e um fim de vida tão sofrido, tendo que carregar nas costas o marido puteiro. Mesmo assim cuidava de Seu Romero com um carinho embutido.

      Depois de cobri-lo, apagar as luzes e deixar a porta entreaberta, Donana se dirigia à cozinha para seus últimos afazeres. Ainda resmungando, balançava a cabeça de um lado para o outro, como se lembrasse de fatos não muito distantes e que a fizeram sofrer demasiado. Apoiava as mãos na pia, abaixava a cabeça e simulava um choro. Não saíam lágrimas, mas a ladainha constante e o zunido balbuciado, denunciavam que ainda havia amor e que ela sabia que sua missão, até os últimos dias, seria de cuidar do marido.

      Seu Romero mal se equilibrava em pé. Donana colocava ele apoiado no andador e ficava por perto ajudando-o a caminhar pela varanda, para pegar o ar da manhã e o sol bem fraquinho, tomando cuidado para não queimar-lhe a careca reluzente.

      Ele olhava-a com piedade e gratidão, mas não pronunciava sequer um "obrigado". Tinha vergonha de estar como estava e do trabalho que estava dando a Donana. Era a mulher escolhida, a rainha de seu lar, a mãe de seus filhos, a avó mais carinhosa do mundo e dotada de um coração imenso, incapaz de calcular quantas pessoas cabiam dentro dele. Era agradecido, mas preferia o silêncio a se sentir humilhado reconhecendo a preciosidade que o acompanhou durante uma vida inteira.

      Sabia que seu fim estava próximo, e o máximo que lhe permitia fazer era ficar em silêncio. Donana lhe perguntava coisas, se estava com fome, com frio, cansado, com sede ou se queria assistir à TV. Ele respondia meneando a cabeça e mais nada. Não conseguia mais encarar Donana. Era mulher demais para ele que se sentia tão inútil nesse fim da vida.

      Donana reclamava muito, lamentava, mas no fundo se sentia orgulhosa por ter que cuidar do marido até os últimos momentos. Era puteiro, cafajeste e não escondia de ninguém suas puladas de cerca. Se vangloriava de ser um conquistador nato, um colecionador de corpos estranhos, um Don Juan perdido nesse mundo de meu Deus.

      Mais um dia de cuidados, menos um dia para Seu Romero. Mais um dia de lamentações e menos um dia para lembrar das travessuras vividas fora do casamento. Donana dormia em paz, Seu Romero custava a pegar no sono e chorava em silêncio. Seu fim estava próximo, poderia ser hoje ou semana que vem. As carnes de seu corpo já anunciavam falta de mobilidade e falência. Desejava morrer dormindo. Só não se esquecia de beber bastante água antes de fechar os olhos. Para ele deveria ser muito triste morrer de sede. Morrer de fome não teria problemas, mas morrer de sede seria o inferno.

      O dia clareou, Donana no fogão preparando o café da manhã, mas antes disso uma olhada em seu marido, que dormia feito uma criança, com respiração profunda e olhos entreabertos mexendo as pupilas de um lado e de outro. Corpo deitado de lado, encurvado e com a mão debaixo do travesseiro. Como um anjo esperando sua hora de partir.

      Donana respirou fundo e seguiu a lida, até quando Deus quisesse.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A Felicidade Diferente Incomoda


Para quem ainda não viu, esta é a propaganda do O Boticário para o Dia dos Namorados, com casais gays. E está incomodando muito e já foi denunciada no CONAR, por pessoas que se sentiram ofendidas.

Mesmo com todo o avanço tecnológico, mesmo com toda a liberdade em redes sociais em se falar o que quiser, a vida alheia ainda incomoda muito. A vida íntima das pessoas ainda é assunto em todos os lugares.

Os defensores dos bons costumes, acham imoral a união entre pessoas do mesmo sexo, que agride a moral dos demais etc...

Cada um tem o direito de achar o que quiser, concordar ou não, mas fico pensando que no mundo há tantas coisas erradas e que fogem completamente dos bons costumes e mesmo assim não são condenadas. Mas a vida íntima de cada um, a felicidade, ah, mas incomoda muito.

Se é pecado ou não, é problema de cada um. Se relacionar com pessoas do mesmo sexo for pecado, eles são pecadores, assim como os julgadores que os condenam. Todos iguais pecadores.

Será que a vida sexual do cidadão está acima de seu caráter?

O que pode modificar na minha vida saber que não sei quem é gay e está feliz?

Ninguém precisa se tornar gay só porque há uma "revolução" pela liberdade de ser gay. Deixem eles em paz e cuide de sua vida, eduque seus filhos e seja honesto com as pessoas. Ninguém tem o poder de modificar o outro, então é de bom senso que se aceite o outro como é e não como você quer que ele seja..

A propaganda do Boticário não mostrou nada que fere os bons costumes. Mostrou apenas o amor entre as pessoas. Só isso!




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A Lei do Retorno


A lei do retorno existe e é pra todos, isso é fato!

Mas não creio que todas as coisas ruins e doloridas são consequências de algo ruim que fizemos, assim nenhuma criança ficaria doente ou sofreria maus tratos.

Parte do que fazemos nos retorna. Mas creio que que o segredo é qual será sua atitude perante as desventuras e sofrimentos que acontecem durante a vida. Essa atitude sim é que terá um retorno.

Assistam o vídeo.


Bom fim de semana a todos!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Menos de Três Minutos


O que você faz em três minutos?

Muitas coisas que levariam segundos, minutos, são deixadas pra depois por falta de tempo.

Quem é organizado sabe do valor dos três minutos. Pessoas cronometram seu tempo e fazem além do que se possa imaginar. E sempre dá tempo pra tudo!

Dá pra arrumar a cama ao se levantar, dá pra lavar a louça que sujou, guardar uma roupa, sapato...

Dá pra ouvir quase uma música antes de se levantar, passar um perfume, um batom, colocar bijuteria..

Dá pra colocar a roupa suja no sexto de roupa suja...

Dá pra dar um abraço antes de correr pra pegar a condução...

Dá pra relaxar, alongar, espichar...

Dá pra dar uma olhadinha no whatsApp , sei, quase impossível, mas dá!

Dá pra trocar de sapatos pra combinar com a roupa...

Se você deixar arrumada sua bolsa no dia anterior, dá pra dormir mais três minutos...

Dá pra jogar o lixo no lixo...

Dá pra ligar pra sua mãe pra avisar onde e com quem está e que horas voltará e como voltará.

Dá pra atender o celular e comprovar pra sua mãe que está vivo e bem...

Dá pra fechar os olhos, contar até dez e pensar se vale a pena responder a uma agressão...

Dá pra ler o final do livro pra não morrer de ansiedade até chegar nele (isso serve pra mim que leio o final antes de continuar o começo)...

Dá pra fazer uma oração...

Dá pra meditar, agradecer, agradecer, agradecer...

Dá pra fazer muitas outras coisas que antes achávamos que não dava tempo nunca, mas dá! Só questão de organizar e cronometrar o tempo. Tenha ele, o tempo. a seu favor, e não contra. Ele não para, então que entremos em sintonia. Não adianta reclamar e nem ficar mal humorado, nada vai mudar com a atitude negativa que às vezes temos. Os únicos prejudicados sempre somos nós. Nós conspiramos contra nós, sempre!

Já pensaram nisso?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Marlon Guido


Meu nome é Marlon Guido, sou filho de dona Marta e até hoje me lembro de coisas e fatos que se deram em minha vida, ocorridos quando eu ainda era bebê. Um deles, me lembro nitidamente, ainda ia fazer dois anos de idade, minha mãe confraternizava com amigos, sentados numa mesa às margens do Rio Paraíba do Sul, em São João da Barra, quando ela me pegou no colo e em fração de segundos me atirou lá dentro do rio. Caí próximo ao dique e logo a fadiga de estar bebendo água e tê-la entrando no meu nariz já tinha tomado conta de mim. 
Minha mãe foi mãe solteira, me teve aos 18 anos e, expurgada de casa, foi para o Rio de Janeiro comigo nos braços, e só voltou a ter contato com a família quase dois anos depois. Até um ano e meio de idade eu não tinha nome. Passeando comigo no carrinho, na rua, as pessoas brincavam com o filhinho de Marta e perguntavam: "qual o nome dele"? "Sorvete. Ele ainda não tem nome", dizia minha mãe. Pois bem, o tempo passou, minha mãe prosperava dia após dia, como vendedora, galgava postos cada vez mais altos nas empresas à nível nacional, como o grupo Garavelo na época, Golden Cross, foi gerente de banco e aparentemente era muito requisitada. Também, foi "Garota Alternativa", "Garota Objetiva", garota isso, garota aquilo, era um monte de concursos de beleza que hoje correspondem a esses novos que lançaram aí. Mamãe era de fato uma mulher muito bonita, eu a amava e passava horas olhando-a como se o tempo parasse. 
No decorrer de toda sua vida, todas as suas atitudes comigo foram no sentido de me fazer virar homem o quanto mais rápido possível. Era como se ela quisesse que eu fosse precoce em tudo, até na natação, como já relatei. Seu desejo era, que meu nível de entendimento, visão de mundo e defesas, fossem aguçados ainda que totalmente fora da minha capacidade. 
Depois de termos a vida que pedimos a Deus, de obtermos tudo aquilo que sempre queríamos, numa fração de pouquíssimo tempo minha mãe já havia se tornado totalmente dependente do álcool A rapidez com que aquela mulher obteve a ascensão foi a mesma do fracasso. Das reuniões nos restaurantes chiques no Rio de Janeiro pros pedaços de pedra embaixo da ponte da Lapa, acompanhada de outros alcoólatras e que muitos deles moravam ali mesmo. Foram quase quinze anos, onde ela parecia ter como objetivo o suicídio lento, regado pela bebida e pelo cigarro. 
Algumas manias ela nunca perdeu, como a de viajar por exemplo, só que agora nós não andávamos mais nos leitos dos ônibus e nem nos carros, mas nos caminhões de carona, onde eu passava noites em claro vigiando-a, a fim de coibir aquele momento em que o motorista mudaria a marcha e levemente se aproveitaria pra tentar alisar sua perna. Era quando eu sempre simulava uma tosse pra que ele percebesse que eu estava acordado e vendo, a fim de quebrar o clima e ele interromper a empreitada. 
Eu tinha um ciúme da minha mãe que não gosto nem de me lembrar. Eu tinha um cuidado com ela que minha disposição de levar dias acordado e sem me alimentar direito era abastecida pelo simples fato de saber que alguma coisa poderia lhe acontecer no momento em que eu dormisse, ou que me enfraquecesse por falta de comida. Minha saliva era suficiente e me manter longos minutos sem piscar era uma estratégia para espantar o sono. 
Ruas, becos, vielas, favelas, prédios abandonados, obras inacabadas, terrenos, rodoviárias e ate beiras de praias eram lugares comuns onde passávamos horas, dias e até meses. 
Muita coisa não dá pra ser explicada por aqui, mas o que eu quero trazer à tona, sem o mínimo constrangimento, é que eu amo minha mãe cada vez mais a cada dia, ainda que ela já não esteja mais aqui na terra há mais de dez anos. pois a cada momento em que me lembro dela, me lembro também de cada ato dela comigo durante o tempo em que passamos juntos. Parecia que ela já sabia que me deixaria cedo demais e talvez eu não estivesse ainda preparado pra enfrentar o mundo sem ela, sozinho. Mas sobrevivi, e tenho certeza que tudo que ela fez me ajudou, me preparou, me fortaleceu, até os atos mais loucos. Agradeceria a ela desde o dia em que me jogou naquele rio, onde alguns longos segundos depois, um cara que provavelmente estava sentado naquela mesa com ela, pulou e parece que posso sentir ate hoje suas mãos nas minhas costelinhas, me subindo de volta à superfície. Não sei quem ele é, mas tenho certeza que conta isso ate hoje, se estiver vivo. 
Agradeceria também a todas as noites nas rodoviárias, testemunhando aquelas cenas e fazendo feições de quem poderia fazer mal a qualquer um que se aproximasse dela, mesmo estando totalmente temeroso e indefeso, mas sabendo que havia um Deus que nos protegia e nos guardava, senão Ele sabia que pra mim não tinha sentido Ele não proteger nós dois, então que eu ficasse desprotegido, e não ela. 
Agradeceria também pelo nível de realidade que ela me ensinou a viver, por me ensinar a analisar as pessoas, as coisas, os ambientes, o "feeling" pra detectar os mínimos detalhes e fatos que se dão num curto espaço de tempo entre pessoas, sem que elas percebam que foram vistas e "lidas", me facilitando reações e me permitindo elaborar situações pra me safar do que quer que seja e progredir em qualquer necessidade. 
Eu ficaria aqui por horas, até dias, contando coisas que provavelmente você só verá em filmes, alguns até baseados em fatos reais, mas sem o teor e a veracidade do relato sendo contado pelo próprio autor da história real. Se valorize mais, vencer na vida é uma questão de visão, talvez você já seja um vencedor e não reconhece isso... ‪#‎Amor‬

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Este é Marlon Guido, de Campos de Goytacazes, RJ, amigo virtual querido, desses que a gente esbarra por aí e nem imagina que teve uma história dolorida. Rapaz sério de olhos brilhantes, olhos que falam e sentem, ternura que esbanja por onde passa, rapaz que sentiu as muitas dores na carne, na alma, e nunca se deixou abater. Vive como tem que viver, com Deus no coração sempre, valorizando o que é de valor e agregando o que lhe convém. Simples, como tem que ser. Um vencedor, produtor rural, que vive e faz a diferença por onde passa. Respira com vontade, com garra e nunca, jamais, desiste de seus sonhos e objetivos. Teve um anjo cuidador, sua mãe, mesmo, às vezes, com atitudes duras, e foi um anjo pra ela, cuidando-a com tanto cuidado como se tivesse a impressão que se quebraria caso alguém lhe encostasse um dedo. Ainda vamos ouvir falar muito dele. Guardem seu nome!

Obrigada, Marlon, por me permitir compartilhar sua vida.





terça-feira, 9 de setembro de 2014

É Fácil


Esta semana assisti a uma palestra com Roberto Shinyashiki. Muito boa! O cara sabe o segredo dos campeões, das pessoas que do nada fazem fortuna e alcançam seus objetivos. Como ele diz, fortuna não é nada, o segredo é ficar atento às mudanças do mercado, mas convenhamos que ele sabe como ganhar dinheiro com esse "segredo" que é do conhecimento de muitos, mas não sabem como utilizar a seu favor.

Ele começou contando sobre sua infância, que foi pobre, mas que sua mãe era de uma sabedoria fantástica. Simples, humilde e nunca havia frequentado escola, mas que aos poucos, com determinação e simplicidade, alcançou grande parte dos sonhos da família. "É simples", era a frase que ela mais usava.

E estava certa o tempo todo. Já pararam para pensar como é que complicamos a vida de um modo geral? É muito mais fácil ficar reclamando do que mudar, de criticar do que fazer diferente, de sentar do que dar mais dois passos à frente.

O mau humor geralmente toma conta de quem não consegue enxergar uma saída, uma luz, uma solução para um simples problema.

Contou ele que quando entrou na Universidade de Medicina, comentou com sua mãe que tinha medo de não passar no vestibular. "É simples", disse ela, é só você estudar mais que os outros que consegue. Percebem a simplicidade? E foi o que ele fez.

Quantas e quantas vezes reclamamos do trabalho, dos amigos, das situações, da casa, dos filhos, e de muita coisa sem ao menos parar para pensar numa solução?

Tem quem já acorde cansado, reclamando de tudo, xingando, cara amarrada e quer ter um bom dia. Como? E reclama do trabalho mas não faz nada para facilitar e nem se especializar numa nova carreira, num outro emprego, melhor salário e tudo o mais.

Outra coisa que ele fez questão de falar e, claro, agir, é sempre ter um sorriso nos lábios. Ser legal. Não perca a chance de ser legal com todos. As pessoas não têm nada a ver com sua vida, seus problemas, suas tristezas, decepções, suas contas para pagar e nem com seu mau casamento. Que culpa tem os outros se tudo que você almeja não acontece como deveria? Quanto tempo se gasta reclamando? Nós colocamos barreiras, nós dificultamos e complicamos. - observações dele.

Há um travamento e manipulação da mente contra nós mesmos. Ele disse que não é bom ficar lendo notícias de tragédias, de catástrofes, de acidentes, de notícias que ainda vão acontecer, mas que jornalistas deduzem que sejam assim mesmo. O que mudaria na nossa vida assistindo a tudo isso?

Ele é um marketeiro de mão cheia. Sabe como ganhar dinheiro e sabe como cativar. Tem talento e carisma e isso conta muito.

Por que alguns conseguem ser campeões e outros não? Destino? Quem sabe a resposta?

Na minha simples vida aprendi que o bom humor é fundamental, que às vezes é necessário sermos idiotas e rirmos de nós mesmos, que é de bom tom não se importar tanto com o que os outros dizem ou comentam a nosso respeito, que nosso sonho é único e intransferível e nós somos muito mais capazes do que imaginamos. Nossa mente é uma caixinha aberta, mas que se fecha facilmente quando invadida por negativismo mundial. Trava e não consegue raciocinar como deveria.

Ainda falta muito o que aprender com tudo isso, mas vamos em frente que ainda existe vida. Se há vida há solução para qualquer problema. Mesmo que a solução seja deixar o problema descansando um pouco e retomá-lo no momento mais oportuno.

Uma dica? Leiam. Leiam. Leiam. Leiam... De tudo! Cada dia um pouco, sobre todos os assuntos. Verão como a mente se abre e tudo se torna mais nítido e executável.

Vamos?

Vou contar uma historinha.
Havia um vendedor de laranjas que vendia na rodovia, perto de sua casa. Os sacos com aquele amarelo vivo e brilhante chamavam a atenção de quem por ali passasse. Aos poucos fez uma placa grande e bem legível para que enxergassem de longe que ali havia laranja da melhor qualidade. Depois fez uma barraca maior, caprichada, em madeira simples, um toldo cor de laranja para proteger do sol e chuva e oferecia também suco fresco, espremido na hora, sem açúcar, para degustação. 
Digamos que o vendedor fez uma pequena fortuna. Quando não se tem muito o pouco que entra e é guardado se torna uma pequena fortuna.
Um amigo, um dia, percebendo o progresso do vendedor de laranjas, levou um jornal do dia dizendo que era para tomar muito cuidado, pois uma crise estava para acontecer e que o mercado iria decair em todos os cantos do país.
Como o vendedor não tinha leitura e nem escrita acreditou no amigo. Afinal amigo é para isso mesmo.
Na outra semana levou menos sacos de laranja e diminuiu o tamanho dos copinhos para degustação. Depois trocou a enorme placa e colocou uma menor, pois estava esperando a tal crise. 
Resultado: voltou a ser um mero vendedor de laranjas, sem ânimo nenhum e ainda agradeceu ao amigo por lhe avisar da tal crise que chegara em sua barraca.

E assim a mídia nos empurra informações que muitas vezes são deduzidas e não confirmadas. E caímos como patinhos, pois são pessoas estudadas e letradas.
E assim ouvimos conversas que não nos diz respeito, mas que nos atinge de tal forma que nossa vida fica complicada. Ficamos cegos e surdos para as soluções que muitas vezes estão bem debaixo do nosso nariz.

Fim.





segunda-feira, 31 de março de 2014

Autossabotagem

30 coisas que você deve parar de fazer a si mesmo


Por: Marc e Angel. Link do texto AQUI!


1) Pare de perder tempo com as pessoas erradas. – A vida é muito curta para perder tempo com pessoas que sugam a sua alegria para fora de você. Se alguém quer você em sua vida, eles vão criar espaço para você. Você não deveria ter que lutar por um lugar. Nunca, jamais insista em aparecer diante de alguém que subestima o seu valor. E lembre-se, seus verdadeiros amigos não são as pessoas que estão ao seu lado quando você está vivendo seus melhores dias, mas sim aqueles que permanecem mesmo nos piores momentos.

2) Pare de fugir dos seus problemas. – Encare-os de frente. Não, não vai ser fácil. Não há ninguém no mundo capaz de sair ileso de cada pancada que leve. Não é esperado que estejamos aptos a imediatamente resolver quaisquer problemas.  Simplesmente não somos feitos desta forma. Na verdade, somos feitos para nos irritarmos, nos entristecermos, nos machucarmos, tropeçarmos e cairmos. E é por isto ser a razão mesma de viver – encarar problemas, aprender, se adaptar, e resolvê-los ao longo do tempo. Isso é o que efetivamente nos molda na pessoa que nos tornamos.

3) Pare de mentir para si mesmo. – Você pode mentir para qualquer outra pessoa no mundo, mas você não consegue mentir para si mesmo. Nossas vidas melhoram apenas quando arriscamos encarar as oportunidades, e a primeira e mais difícil oportunidade que podemos encarar é sermos honestos conosco mesmos.

4) Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano. – A coisa mais dolorosa é perder-se de si mesmo no processo de “amar” alguém demais, e esquecer de que você é especial, também. Sim, ajude aos outros; mas ajude-se também. Se existe um momento para correr atrás de sua paixão e fazer algo que realmente importa para você mesmo, este momento é agora.

5) Pare de tentar ser alguém que você não é.  – Um dos maiores desafios na vida é ser você mesmo em um mundo que tenta fazê-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, alguém sempre será mais esperto, alguém sempre será mais jovem, mas eles jamais serão você. Não mude para que os outros passem a gostar de você. Seja você mesmo e as pessoas certas vão amar quem você é de verdade.

6) Pare de se apegar ao passado. - Você não pode iniciar o próximo capítulo da sua vida se você continua relendo o anterior.

7) Pare de ter medo de cometer erros. – Fazer algo e falhar é ao menos dez vezes mais produtivo do que não fazer nada. Todo sucesso deixa uma trilha de falhas atrás de si, e cada falha é um passo rumo ao sucesso. Você acaba se arrependendo muito mais das coisas que NÃO fez, do que daquelas que fez.

8) Pare de se reprender por velhos tropeços. - Nós podemos amar a pessoa errada e chorar sobre as coisas erradas, mas não importa o quão erradas as coisas se tornem, uma coisa é certa, os enganos nos ajudam encontrar a pessoa e as coisas que são certas para nós. Todos cometemos enganos, temos tropeços e mesmo nos arrependemos das coisas em nosso passado. Mas você não é seus enganos, nem seus tropeços, e você está aqui AGORA com o poder de definir o seu dia e o seu futuro. Toda e cada coisa que aconteceu na sua vida está te preparando para um momento que ainda virá.

9) Pare de tentar comprar felicidade. - Muitas das coisas que desejamos são caras. Mas a verdade é que, as coisas que realmente nos satisfazem, são totalmente grátis – amor, risadas e trabalhar naquilo que nos apaixona.

10) Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros. – Se você não está feliz com quem você é por dentro, você tampouco será feliz em um relacionamento de longo prazo com quem quer que seja. Você precisa criar estabilidade na própria vida em primeiro lugar, antes que possa compartilhá-la com mais alguém.

11) Pare de ficar ocioso. - Não pense demais ou você criará um problema que nem existia, para começar. Avalie as situações e tome ações decisivas. Você não pode mudar o que se recusa a encarar. Progredir envolve assumir riscos. Ponto! Você não pode andar até a segunda base e manter o seu pé ainda na primeira.

12) Pare de pensar que você não está pronto. - Ninguém realmente se sente 100% pronto quando uma oportunidade aparece. E isto acontece porque as mais grandiosas oportunidades na vida nos forçam a crescer além das nossas zonas de conforto, o que significa que não estaremos totalmente confortáveis, no início.

13) Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas. – Relacionamentos devem ser escolhidos com sabedoria. É melhor estar só do que em má companhia. Não há necessidade de pressa. Se alguma coisa deve ser, ela acontecerá – no seu tempo certo, com a pessoa certa e pela melhor das razões. Se apaixone quando estiver pronto, não quando estiver solitário.

14) Pare de rejeitar novas relações por que as antigas não funcionaram. – Na vida você perceberá que existe um propósito em conhecer cada pessoa que você conhece. Alguns testarão você, outros te usarão, e outros te ensinarão. Mas, o que é mais importante, alguns despertarão o que há de melhor em você.

15) Pare de tentar competir com todo mundo. - Não se preocupe com o que os outros fazem melhor do que você. Concentre-se em bater os seus próprios recordes todos os dias. O sucesso é uma batalha travada apenas entre VOCÊ e VOCÊ MESMO.

16) Pare de ter inveja dos outros. – A inveja é a arte de contar as bençãos alheias, ao invés das próprias. Se pergunte o seguinte: “O que é que eu tenho que todas as outras pessoas desejam?"

17) Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo. – As “bolas com efeito” da vida são jogadas por um motivo – para mudar o seu caminho numa direção que se destina a você. Você pode não ver ou entender tudo no momento em que isto acontece, e pode ser difícil. Mas pense naquelas “bolas curvas” negativas que foram jogadas para você no passado. Você frequentemente perceberá que no final elas te levaram a melhores lugares, pessoas, estados de espírito, ou situações. Então sorria! Deixe todos saberem que hoje você é mais forte do que era ontem, e então você será.

18) Pare de guardar rancor. – Não viva a sua vida com ódio no coração. Você acabará machucando a si próprio muito mais do que as pessoas que você odeia. Perdoar não é dizer “o que você fez de errado comigo não tem importância”, é dizer “eu não vou permitir que o que você fez comigo seja a ruína eterna da minha felicidade”. Perdoar é a resposta… Desapegue, encontre paz e liberte-se! E lembre-se, o perdão não é apenas para as outras pessoas, é para si mesmo também. E você deve perdoar-se, seguir em frente e tentar fazer melhor na próxima vez.

19) Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles. – Recuse-se em baixar os seus padrões de qualidade para acomodar aqueles que se recusam a elevar os deles.

20) Pare de perder tempo se explicando aos outros. – De toda forma, seus amigos não precisam e seus inimigos não vão acreditar. Apenas faça o que seu coração aponta como o caminho certo.

21) Pare de fazer as mesmas coisas de novo e de novo sem uma pausa. - A hora certa de respirar profundamente é quando você não tem tempo pra isso. Se você continuar insistindo no que está fazendo, você vai continuar obtendo o mesmo resultado. Às vezes, você precisa se distanciar um pouco para ver as coisas mais claramente.

22) Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos. – Aproveite  as pequenas coisas, pois um dia você pode olhar para trás e descobrir que elas eram as grandes coisas. A melhor porção da sua vida será composta dos pequenos e inomináveis momentos que você passa sorrindo junto de alguém importante pra você.

23) Pare de tentar alcançar a perfeição. – O mundo real não recompensa o perfeccionismo, ele recompensa as pessoas que conseguem fazer as coisas.

24) Pare de seguir o caminho do menor esforço. – A vida não é fácil, especialmente quando você planeja alcançar algo de valor. Não pegue o caminho mais fácil. Faça algo extraordinário.

25) Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está. – É perfeitamente normal desmoronar por um breve período. Você nem sempre precisa fingir que é o mais forte, nem constantemente tentar provar que tudo está indo bem. Você tampouco deveria se preocupar com o que os outros pensam – chore se precisar – é saudável colocar suas lágrimas para fora. Quanto mais cedo você o fizer, mais cedo você estará apto a sorrir genuinamente de novo.

26) Pare de culpar os outros pelos seus próprios problemas. - A dimensão com que você conseguirá realizar seus sonhos depende da dimensão com que você assume responsabilidade pela própria vida. Quando você culpa os outros pelo que você está passando, você nega responsabilidade – você dá aos outros poder sobre aquela parte da sua vida.

27) Pare de tentar ser tudo para todos. – Alcançar isto é impossível, e tentar apenas te levará ao esgotamento. Mas fazer uma pessoa sorrir PODE mudar o mundo. Talvez não todo o mundo, mas o mundo dela. Então estreite o seu foco.

28) Pare de se preocupar demais. – A preocupação não removerá os obstáculos do amanhã, mas removerá as delícias do dia de hoje. Um modo de verificar se algo vale o esforço de super ponderar a respeito é se fazer a seguinte pergunta: “Isso importará daqui a um ano? Três anos? Cinco anos?”. Se não, então não é nada que valha o esforço de preocupar-se.

29) Pare de focar naquilo que você não quer que aconteça. – Foque naquilo que você quer que aconteça. Pensamento positivo está na dianteira de toda grande história de sucesso. Se você acordar toda manhã com o pensamento de que algo maravilhoso acontecerá na sua vida hoje, e você prestar muita atenção, você com frequência descobrirá que tem razão.

30) Pare de ser ingrato. – Não importa o quão bom ou o quão ruins as coisas estejam, acorde todo dia grato pela sua vida. Alguém em algum lugar está desesperadamente lutando pela própria vida. Ao invés de pensar naquilo que falta, tente pensar em tudo aquilo que você já tem e que quase todo mundo sente falta.