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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Eu te ajudo a escrever...


Ajudo você a concluir seu texto.
Não é curso, nem ebook, nem conselhos, nem ensinamentos, nem revisão gramatical.
Eu apenas harmonizo seu texto.
Pode ser redação, conto, livro, texto para blog, enfim, o que queira ser harmonizado.

Entre em contato comigo claraluciaescritora@gmail.com

Envie seu texto Word formato A4, Times New Roman, 12, espaçamento 1,5, laterais 2,00.
Preço por lauda R$ 2,00.

Com carinho, Clara Lúcia

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Inteligente


"Nossa, como você é inteligente!"
Típica frase para diferenciar uns dos outros, ou melhor dizendo, para classificar os seres como inteligentes ou não inteligentes.
Afinal, o que é ser inteligente?
Conhece algum? Já prestou atenção em seus gestos, questionamentos, argumentos? Conseguiu decifrar uma pessoa pensante?
Todo inteligente é curioso, logo, todos podem ter a inteligência denominada por muitos.
O tamanho do cérebro é o mesmo, os neurônios idem, portanto, ao longo da vida alguns se destacam pela capacidade de raciocínio, pela ousadia, pela coragem e perspicácia em atingir algum objetivo.
Dependendo de como lhe é passado o mundo, a mente reage a tal situação. Se desde o nascimento é incentivado a questionar, argumentar, estudar, pesquisar, criar etc, a mente, logicamente, ganha uma expansão, tornando o ser com uma capacidade evidente, a tal da inteligência.
Há também os que parecem nascer com todos esses adjetivos, não precisando de ninguém ou de nenhum outro incentivo para desenvolver a mente mais rapidamente.
A alma é eterna, e, para quem crê nesse assunto, há reencarnações. Se a alma é eterna e se reencarnamos, acumulamos conhecimentos passados. E a cada vinda à Terra, a mente continua progressivamente em expansão.
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento.
Repito que todos podem ter a inteligência, basta somente criar hábitos para expandir a mente.
Nem todos inteligentes são ricos, pois uma coisa não tem nada a ver com outra. Talvez o grau de conhecimento faz com que os que têm uma capacidade maior, não veja a riqueza física como essencial para a vida.
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 2.
Mas para sustentar uma mente pensante e criativa, há um preço não muito confortável.
Percebam que há o costume de seguir uma rotina, principalmente quando alguém, claro que inteligente, dita alguma regra e todos concordam e espalham. Até chegar alguém para contestar aquela verdade que foi obedecida há anos. E geralmente não existe a resposta, provocando no questionador uma pesquisa e um estudo aprofundado. Até chegar a uma segunda conclusão que a partir daquele momento existe uma outra regra sobre o mesmo assunto.
Geralmente quem não se contenta com apenas uma regra, quem questiona e conclui que talvez não seja bem assim, é classificado como chato. E talvez seja mesmo, mas é necessário haver divergências para que hajam mais pesquisas, mais conclusões e mais resultados a serem analisados.
É tão mais fácil deixar tudo como está, em perfeita zona de conforto, não é mesmo?
O inteligente sempre chama a atenção e provoca um certo mal-estar naqueles que não se preocupam com assuntos alheios aos seus costumes de vida. E, claro, esse mal-estar é provocado também em quem tem um conhecimento maior, que tem vontade de esclarecer aos demais, mas prefere o silêncio a demonstrar sua capacidade.
Cada um fica no seu mundo.
E aparece aquele ditado "Devemos ensinar a quem quer aprender".
É sabido que usamos somente 5% da capacidade de nosso cérebro. Vocês não acham muito pouco? E os outros 95%, a mente inconsciente, como podemos usá-las?
Ah, hoje em dia há inúmeros registros e fórmulas para expandir a capacidade cerebral.
Como diz um outro ditado "O que você procura também está te procurando".
Num mundo mecânico, capitalista e com facilidades infinitas, quem arrisca a se tornar um chato ou um ser exemplar a compartilhar informações a quem queira?
Quem? É só procurar!
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 3.
Qual a diferença de quem tem um vasto conhecimento?
Consegue ver os vários lados de uma questão; é observador; dificilmente acompanha a grande massa sem antes pesquisar e chegar as suas próprias conclusões; não se conforma com alguma afirmação imposta e que não seja convincente; é questionador; resolve problemas apenas ignorando-os; não reclama futilidades; lê muito sobre tudo (o ato de ler expande a mente); enfim, apesar de morar no mesmo planeta, enxerga o mundo de uma forma diferente. Alguns se sentem na obrigação de ajudar o próximo; são autodidatas e colocam o foco onde realmente vale a pena.
Lembrando que ter conhecimento é diferente de ter informação. E esperteza é bem diferente disso tudo.
Quem quer ser inteligente? Para quê?
Já pensou em ser autodidata e ampliar seus conhecimentos dependendo somente de sua vontade e capacidade em pesquisar e tirar suas próprias conclusões?
Cientistas, criadores, inventores etc, são autodidatas...
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 4.
Por falar em ler, na vasta internet existem vários meios de adquirir conhecimento. Uns de graça, outros com preços ótimos e existem também os cupons de desconto. Tem o CUPOM VÁLIDO, que já foi destaque na revista Exame, e que tem várias editoras parceiras: Saraiva, Americanas, amazon etc. Entrem no site para conhecerem os parceiros e fazerem uso dos descontos!
Coisa boa a gente compartilha!
Então, vamos expandir a mente lendo livros!

Clara Lúcia

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Morte Matada


Como já viram por aí, além da reforma ortográfica que causou um reboliço, agora estão querendo modificar novamente nossa amada e idolatrada Língua Portuguesa.

Me lembro de meu tempo de colégio, quando éramos obrigados a ler um livro por bimestre, Machado de Assis, José de Alencar, e outros tantos, e íamos muito bem, obrigada. Fazíamos resumo, interpretação de texto e tínhamos apenas onze anos. E nos saíamos muito bem. Afinal era matéria de prova e tinha que ser feito. Não havia escolha. Tínhamos que cumprir as tarefas e ponto final.

Me lembro de minha professora de Literatura, Dona Delze, uma senhora já na época e que não deve mais estar por aqui, altiva, voz firme, elegante e brava, muito brava. Hoje sei que não era brava, era enérgica. E, claro, ninguém gostava dela. Tínhamos medo. Olhava fundo nos nossos olhinhos e arrancava de nós poesias decoradas "Ora direis, ouvir estrelas...", "A última flor do lácio..." ambas de Olavo Bilac, e até parte da poesia Navio Negreiro, de Castro Alves. Tudo pesquisado em Biblioteca, copiado à mão e decorado linha por linha. Um show!

Dona Delze era uma dama. Hoje entendo-a perfeitamente e admiro-a mais ainda. Se falasse o que nos falou, na década de setenta, seria crucificada e quiçá apedrejada virtualmente. Dizia ela, sempre e sempre, que mulher foi feita pra enfeitar o mundo, e que os homens deveriam tratá-la com cuidado, carinho, proteção, amor, respeito... Os meninos riam e nós, as meninas, adorávamos. Claro que não tínhamos noção do que significavam suas palavras, mas era bom de se ouvir. E dizendo essas palavras não permitia que as meninas sequer apagassem a lousa, desejo de todos, e somente os meninos fariam esse trabalho em suas aulas. Que também incluía pegar algum lixo no chão, abrir janela, fechar cortina, abrir porta, enfim, todo o serviço era dos meninos.

Me lembro perfeitamente de tudo e amaria saber de algum aluno, homem, que seguiu seus conselhos tornando-se um gentleman, um respeitador, um educado e gentil com todos e não só com as mulheres.

Nesse mundo tão midiático, tão rápido e intenso de internet, os "sem rosto" esbravejam aos quatro cantos da tela soltando suas iras e dizendo o que não diriam, com certeza, se estivessem cara a cara. O anonimato se tornou uma arma poderosíssima e rápida. Isso me assusta muito. Mas, graças aos meus queridos mestres, como Dona Delze, que aprendi a ter bom senso nas minhas atitudes. Internet é ótimo, usada com moderação, claro. É no mundo virtual que vemos os absurdos que escrevem, tanto como opinião quanto a erros de português. Erros grotescos e totalmente descabidos. Erros amadores e primários, mesmo saindo de mãos de adultos. Ninguém é obrigado a saber de nada, mas falar e escrever corretamente a língua de seu país é uma obrigação, principalmente quando o ensino está tão fácil e tão acessível a todos.

Há uma inversão de valores onde as dificuldades são tratadas como empecilhos para uma boa educação e acham que é muito mais fácil simplificar tudo do que incentivar as pessoas a pensarem, raciocinarem, entenderem e dar sua opinião, segura, própria, sem se deixar influenciar por uma grande massa ou mesmo pelo governo. O governo, ah, esse nosso governo... Pra que iriam querer cidadãos pensantes? Heim?

Sinto pena das gerações futuras, que talvez não saibam nunca a beleza de uma língua, difícil e cheia de regras, harmoniosa e instigante. Pra poucos, garanto, um aprendizado eterno.

Não vou colocar link das mudanças que poderão vir, pois não aceito e não vou espalhar o que não concordo de jeito nenhum.

Tenham todos um ótimo fim de semana.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Ó Língua Portuguesa, Salve, Salve!


Fujam para as montanhas! O fim está próximo!

É com grande tristeza que todos nós tivemos o desprazer de ler isso nos noticiários, em todos!

Eu me recuso a acreditar que um aluno escreveu uma receita numa prova de redação e mesmo assim tirou nota razoável. Onde vamos parar, meu Pai?

Será o fim de uma língua maravilhosa, porém difícil, que anos e anos aprendemos, decoramos, procuramos escrever corretamente e de repetente alguém que não deve ter o mínimo de bom senso diz que a prova não fugiu do contexto do tema. Ah, vá!

Fico me lembrando do meu tempo de ginásio, onde éramos obrigados a ler livros, um ou dois por bimestre, que valeriam nota em provas oral e escrita. Era nota de bimestre. Me lembro do pavor de alguns que não conseguiam interpretar o texto e me lembro que comprava a coleção Vaga-Lume de Machado de Assis, José de Alencar e outros, encapava com plástico transparente (ainda os tenho até hoje) e lia e amava! A Pata da Gazela, Cinco Minutos, A Moreninha... Tantos!

Depois tínhamos aula de Literatura onde éramos obrigados a decorar poesias e declamar na frente de todos, também valendo nota de bimestre. Dona Delze, que era odiada por uns (por todos), e tanto bem nos fez! Castro Alves, Olavo Bilac... e outros que não me lembro agora. "Ora direis, ouvir estrelas...", Navio Negreiro... Como não se lembrar?

E redações e mais redações, ditados, interpretações, leituras, média sete para passar de ano, escola pública que era um exemplo. Acabou! Quem foi daquela época sabe como era difícil.

Depois inventaram essa progressão continuada. Leiam AQUI como toda essa palhaçada começou e quem foi ou quem foram os culpados do ensino estar em extinção.

Agora, com essa do ENEM parece que foi o tiro de misericórdia no ensino, na língua portuguesa, na esperança de gente com um mínimo de conhecimento para saberem escolher os funcionários ao qual nós pagamos, para tomarem conta do nosso país.

A impressão é que o povo, a grande maioria, toma conta de tudo. Se não "conseguem" seguir o ensino, por preguiça ou por outro motivo, o Estado dá uma forcinha para que ele não desista. Nunca vai incentivá-lo a melhorar. O ensino se adapta ao aluno quando deveria ser ao contrário. O que importa para o governo são os números, as estatísticas. O Estado prefere gente ignorante e burra, para poder ludibriar sem esforço nenhum. Eles sempre saem impunes porque são eles que fazem as leis e não vão fazer leis para prejudicá-los. Mas o povo que se contenta com o mínimo do mínimo não pensa que enquanto eles ganham o mínimo do mínimo, os canalhas governantes roubam milhares de milhões. Idolatram, fazem campanha, colocam num altar para depois serem esquecidos num canto qualquer do país.

Lamento muito! Muito triste com tudo isso!

Cada um pode fazer sua parte, continuando a dar exemplo aos seus filhos e não caindo nessa armadilha de que saber escrever corretamente, estudar e se esforçar não vale a pena.

Um ótimo fim de semana para todos!


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Idolatrada salve, salve!!!

Mais um 7 de Setembro. Virgi...
Como passa o tempo! Daqui a pouco é Natal, Ano Novo e começa tudo de novo.
Nesta data eu não deixo de me recordar da infância, onde era obrigatório cantar o Hino Nacional várias vezes ao ano, e principalmente no dia 7 de Setembro o Hino da Independência do Brasil. Alguém se lembra desse hino? Além de ficarmos ansiosos para podermos desfilar na avenida principal, todos lindos, todos ali, espinhas eretas, sérios (não podíamos rir de jeito nenhum - respeito).
Mas falou em ficar séria, pronto! Lá vai dona Clara (Clarice, na época) mostrar as covinhas na avenida.
Ficava só olhando o pessoal para ver se achava algum conhecido e dar tchauzinho escondido. E sempre achava.
Durante a semana toda, íamos todos ao pátio da escola, em fila indiana, os menores na frente e dona Clarice lá atrás, já era a maior da turma. Era um alívio, porque morria de vergonha... E se errasse a letra? Então está ótimo ficar no final, só com o cabeção aparecendo.
Eu só não entendia como as chefonas escolhiam os alunos para hastearem a bandeira. Nunca fui escolhida. Sempre eram as pequenas - talvez pela graça de serem pequenas - e também loirinhas, engraçadinhas, lindinhas, magrinhas, de bochechas rosadas etc. Acho que desde sempre o preconceito com os demais, onde os lindinhos eram sempre os escolhidos. Tudo bem, não guardo mágoa.
Tinhamos que ficar estátua o tempo todo, sem mexermos um músculo do corpo. Se acontecesse isso, lá vinha alguma chefona ficar do nosso lado para nos vigiar.
Mas era bom, porque assim não tinha aula. Qual aluno nesse mundo não vibra quando não tem aula?
Pronto, cantado o Hino Nacional, todos arrumadinhos, íamos para a rua ao encontro do batalhão de outras escolas para o desfile. Geralmente chovia. Aliás sempre chove no dia 7 de Setembro, levando embora toda aquela arrumação dos cabelos, batom e perfume. Era o máximo que podíamos usar. Sem bijouterias e sem nada mais. Calça jeans, uniforme da escola, tênis branco e só.
Sabe que eu gostava? Me achava importante. Todos ali me olhando passar...
Naquele tempo aprendíamos muitas coisas pelo medo. Não podíamos ficar perguntando ou debatendo ou não concordando com o professor. Ele só perguntava se tínhamos dúvidas mas ninguém se atrevia a levantar a mão para perguntar. Eu muito menos. Tímida, sentava sempre nos cantos, bem escondida dos professores.
Pensando nos dias de hoje, mudou muito o sistema. O respeito acabou, pouquíssimos sabem cantar o Hino Nacional e o desfile não tem tanto significado para a cidade. Meus filhos desfilaram uma única vez, por causa de uma diretora ótima que tiveram e que organizava tudo com o maior carinho e todos tinham incentivo. Depois não mais.
Isto é um ponto a se pensar, não pelo desfile, mas o que estamos fazendo com nossa pátria amada, idolatrada salve, salve.
Falta o respeito, falta vergonha na cara de quem é eleito e principalmente falta vergonha na cara de quem vota pensando somente no bem próprio, ou só por votar por obrigação.
Nem vou entrar nesta discussão porque é cansativo demais, e na oportunidade certa, estarei eu com meus palpites sobre política. Não entendo muito, mas palpite eu dou sim.
Um bom feriado à todos!
Será que aproveitaram para viajar? Tomara que não chova, e que aproveitem o descanso, já que desfile não tem mais aquele glamour... Não é?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Desafio Literário por Diva de Montalbán

Minha querida amiga blogueira, lindíssima Diva, que é uma diva, topou o desafio literário.
Convido todos que aqui visitam a conhecer o seu blog que é um luxo só.
P.S. Diva é escritora e musicista. Chique demais!!!

Tá aí o link: Diva
Outra amiga que também topou foi a querida Celina Dutra: leia aqui


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Escrever


Uma pessoa muito querida, um grande amigo me incentivou fazer um blog. Como assim?
Até então nunca tinha passado isso pela minha linda cabecinha. Mas escrever eu sempre gostei.
Tá bom, eu confesso, já ganhei prêmio, lá em 19 e bolinhas, no tempo de colégio. Também sempre me dei bem com a escrita e só. Mas fazer um blog? Escrever o quê?
Então tá. Vamos lá. Abri e cá estou... adorando por sinal. Eu já sabia mas a cada dia gosto mais e mais de escrever.
E me comprometi a escrever de domingo a sexta-feira. E dá trabalho!
Escrever qualquer coisa jamais, e copiar ideia do outro sem dar crédito também jamais.
Engraçado isso, como se prolifera um assunto na net. Um escreve um assunto interessante, daí a pouco outro também faz o mesmo, e o outro também, e o outro também. E a pouquíssimo tempo todos falam a mesma coisa.
Confesso que não gosto muito dessa atitude não. Eu posso é dar minha opinião e claro colocar um link pra mostrar de onde eu tirei o assunto. Isso eu já fiz.
Mas escrever algo todos os dias não é fácil. Alguns posts ficam bons e é claro que outros não. Já aconteceu de apagar um post por não ter gostado, depois de umas 2 horas no ar. Nem sei se alguém havia lido. Faz parte.
Mas como arrumar assunto todos os dias? Ora bolas, dona Clara, é só olhar à sua volta!
E é verdade, tudo é notícia, tudo é assunto, tudo dá um texto até bom.
Mas como colocar tudo no papel sem parecer chato ou cansativo?
Aí é que está... "Escreva com o coração... tudo que você escreve com o coração fica bom!". Foi o que o meu adorado amigo me disse. Fofooooooooo!!!
Eu sou muito crítica, e escrever é um tiro no escuro. Eu sempre acho que poderia ter feito melhor, mas já que fiz assim assim ficará.
E quem escreve deve ter os momentos de inspiração. E eu tenho os meus. Não tem hora certa nem dia, apenas ela vem e tenho que escrever. Às vezes não dá na hora, aí anoto num caderno pra depois mas... não sai de jeito nenhum. Ou é na hora ou nunca mais.
Ultimamente estou naquela fase de trocar nomes, esquecer coisas, etc. Pra vocês verem como estou, ontem eu quase destrui um controle remoto. Eu coloquei um DVD e simplesmente ele não funcionava. Fucei nas pilhas, dei uns tapas e nada. Chamei meu filho pra me ajudar, porque tava quase mandando ele na parede. Adivinhem...  O controle era da tv a cabo e não do DVD!!!
Também às vezes escrevo uma frase que quero escrever o texto depois e quem disse que lembro do que se trata? Não tenho a mínima ideia do que significa aquilo. Um texto perdido.
Eu comecei a escrever este aqui porque li no caderno "A menina que não sabia amar". Mas o que eu estava pensando na hora que escrevi o título? Não faço a mínima ideia. Pode ser que mais pra frente eu me lembre, ou nunca me lembre, ou escreva outra coisa no lugar, não sei. Mas terei que mudar o título porque com certeza não vai ficar bom.
É uma dúvida sem fim.
Eu tenho muita vontade de escrever um romance, um drama, um livro de crônicas. Mas não sei nem como começar, o que escrever, como me portar diante de tal desafio. Será que consigo?
Ainda é cedo pra imaginar uma coisa desse porte. Então continuo no blog com muito gosto e muito feliz com o todo o carinho que recebi até hoje das pessoas que por aqui passam e comentam.
Eu adoro quando comentam. Adoro saber quem são, se também tem blogs, etc. E agradeço a todos.
E se tiverem críticas, por favor, não deixem de fazê-las. Isso é muito importante pra mim.
Aí, tá vendo como tudo dá um texto. Não tinha nada em mente e já escrevi uma redação.
Então ficamos assim, eu aqui e vocês aqui também, certo?
Beijos e boa semana!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desafio Literário

Esta é a estante da minha casa... Alguns dos meus tesouros
Adorei essa ideia, então vou compartilhar esse desafio literário do blog do Alexandre Mauj Imamura
link aqui o blog

1) Existe um livro que você leria e releria várias vezes?
- Ah, tem vários, de cabeça assim não citaria nenhum em especial, a maioria eu gostei, então eu leria todos os que gostei até hoje.
- Isso sem contar que sou "meio esquisita" com livros. Eu começo a ler e não tenho paciência de ler ele todo pra saber do final. Então.... vou pro final, fico sabendo e volto pro começo e continuo. Pra não sofrer tanto, entende?

2) Existe um livro que você começou a ler, parou, recomeçou, tentou e tentou, mas nunca conseguiu ler até o final?
- Teve um que comecei a ler mas não sei o nome. Estava na 5a. série e era matéria de prova. Simplesmente não consegui a ler e discuti muito com a professora por ela ter indicado um livro sem pé nem cabeça. Não tirei nota, mas nem me preocupei porque era boa aluna e isso não iria me fazer falta. Topetuda!
- Tem um de Shakespeare que achei entediante e não consegui a ler... não me lembro qual tragédia.
- Tem mais alguns... mas deixo só estes daí.

3) Se você escolhesse um livro para ler para o resto da sua vida, qual seria ele?
- Bíblia Sagrada.

4) Que livro você gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo nunca leu?
- Os livros de Martha Medeiros. No momento estou sem grana pra comprar livros.

5) Qual livro que você leu cuja "cena final" você jamais conseguiu esquecer?
- Pássaros Feridos de Collen McCullough.
É um livro grosso e de letras pequenas, tão intenso que li em mais ou menos 3 dias. Não conseguia parar de ler.
- O Primo Basílio de Eça de Queiroz.
Esse me intrigou muito, a que ponto chega uma paixão e uma infelicidade no casamento.

6) Você tinha o hábito de ler quando criança? Se lia, qual tipo de leitura?
- Criança quase adolescente, Machado de Assis (todos), José de Alencar (todos), Eça de Queiroz, Graciliano Ramos - Vidas Secas fiquei impressionada... cachorra Baleia, Ágatha Christie - O Caso dos Dez Negrinhos, li tão rápido que reli, algumas poesias de Olavo Bilac, nós tínhamos que decorar poesias pra declamar na frente de todos... um horrorrrrrrrrr!!! Mas valeu porque até hoje me lembro de algumas.

7) Qual o livro que você achou chato, mas ainda assim o leu até o final?
- Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa. Acho que li pela fama e também porque gostei da minissérie quando passou. Mas o livro é chato pra dedéu. Nem me lembro do final.
- Outro também que eu esperava mais por ele é Eles não usam black tie de Gianfrancesco Guarnieri.
- Biografia de John Lennon... detestei, ainda mais quando apareceu aquele porre da Yoko. Li por curiosidade pra ver quem sabe se ela morria no final.... hahahaha maldade!

8) Indique alguns dos seus livros favoritos.
- O Primo Basílio - Eça de Queiroz
- A Divina Comédia - Dante Aligieri
- O Pagador de Promessas - Dias Gomes
- O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
- Antologia Poética - Mário Quintana
- Antologia Poética - Vinícius de Moraes
- Pássaros Feridos - Collen McCullough

9) Qual livro você está lendo no momento?
- Na verdade fiquei uns anos sem ler livros. Problemas pessoais que já estão sendo eliminados, então agora eu estou lendo o que tem em minha estante que ainda não li. Por isso a lista de livros clássicos e antigos. Mas com o tempo coloco tudo em dia.
- No momento estou lendo A Mulher do Vizinho de Fernando Sabino.
São crônicas muito divertidas. Estou gostando.

10) Indique outros blogues e blogueiros para participar desse desafio:
- Convido a todos os leitores que me visitam, a fazerem esse desafio literário.
- Se quiserem podem deixar nos comentários ou mandar email clarice.lucia@gmail.com

Obrigada ao querido amado, idolatrado salve, salve Alexandre por compartilhar mais esse espaço com a gente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

2 x 0 pra os alunos

Agora é fato, foi aprovado o livro polêmico sobre a linguística brasileira "Por uma vida melhor".
Não li o livro, mas é mais ou menos assim: não é errado você falar de um jeito e escrever de outro, ou seja, pode falar errado mas tem que escrever certo, quer dizer, aprenda a escrever e fale como achar melhor, etc...
Veja o link da notícia http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2011/05/21/associacao-brasileira-de-linguistica-defende-livro-do-mec.jhtm
Eu não sabia que precisava de livro pra aprender isso. Quem nesse mundo, numa conversa descontraída fala corretamente o português? Fica até meio chato uma pessoa assim.
Mas se você, por exemplo, precisar ficar diante de um juiz, de um professor renomado, de um gerente de RH pra aquele cargo tão almejado, vai falar como? Se você não se acostuma a pronunciar corretamente, pelo menos treinar durante toda uma vida, na hora vai conseguir falar como tem que ser? Ou vai tratar esse pessoal como seu amigo de boteco? Não que sejam melhores que os outros... longe disso, mas pra tudo tem lugar e hora. E se você não pratica diariamente como vai fazer? Decorar na hora como falar?
Aqui no Brasil infelizmente as coisas funcionam muito bem no papel.
Lembram quando os infelizes implantaram a progressão continuada? Aquela em que o aluno estudando ou não vai passar pra próxima série? O que aconteceu com o ensino depois disso?
Alunos que mal sabem ler, que não conseguem interpretar texto, que não exercitam o cérebro a pensar e tirar suas próprias conclusões. Mas não é exatamente isso que os governantes querem?
Isso sem falar do total poder que os alunos têm agora, que acham que podem fazer tudo, ou fazer nada, já que tanto faz, vão passar mesmo.
É lamentável, isso é um horror.E ainda os governantes defendem dizendo que o aluno tem que ter oportunidades, com aulas extras, reforços e o escambal. Os filhos desses governantes por acaso estudam em escola pública?
No meu tempo de escola pública, tempo em era a elite da cidade, orgulho, a média pra se passar era 7 pontos, hoje é 5. E final de ano se não alcançasse repetia o ano, Podia ficar de recuperação em 2 matérias, passando de ano. E hoje, tanto faz, quem tem consciência estuda, mas quem não tem, só vai à escola.
Daqui a pouco vão criar cotas em faculdades pra gente que fala errado, por conta da lei, pra não serem discriminados.
Esses são os futuros profissionais do país.
O tempo muda, a tecnologia avança e o estudo cada vez menos... Ao invés dos alunos se adequarem ao estudo, o estudo é que se adequa aos alunos.
E deu no que deu... Meu Deus, isso sim é o fim do mundo!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Todo mundo já viu... mas não leu!



- O que você tá fazendo aí?
- Eu quero abriii aquiiiiii...
- Sabe onde a mamãe vai levar a gente hoje?
- Eu não vou ir...
- No parquinho...
- Lá tem aqueles minino chato, eu não vou ir! Ele fica jogando terra na minha cabeça.
- Mas ela falou que vai te levar ir também... Você tirou a meia?
- Não, ela saiu do meu pé e se escondeu lá em cima.
- A mamãe vai te colocar naquele cantinho sem nada...
- Eu quero abri aqui pra esconder...
- Ela vai perguntar cadê você e vou falar...
- Se você falar eu falo que você é bobo-feio.
- A mamãe viu que você puxou o rabo do gato Coelho.
- Ha, ha, ele mostrou o dente pra mim. O Coelho fugiu, mas eu segurei forte o rabo dele e puxei...
- Não pode, bobo-feio.
- Ha, ha, bobo-feio e fedô é você.
- O Coelho vai arranhar sua cara assim ó....
- Ha, ha, eu falo pro Coelho que eu sou você e ele vai arranhar sua cara...
- Você tem que colocar a meia igual a minha, ó...
- Meu pé tá com calor e não quer colocar a meia...
- Eu vou contar pra mamãe que seu pé tá com calor e o meu vai ficar com calor também...
- Abriiiiiii... eu quero abriiiiiiiiiiii...
- A mamãe chamando... Vai ficar no cantinho pra pensar...
- Mas minha cabeça não gosta de pensar...
- Vamo lá que eu falo pra mamãe que sua cabeça não quer pensar...
- Vamo!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Língua nossa de cada dia

Notícia do Jornal Hoje, Rede Globo do dia 24/01: "Empresas não conseguem contratar pessoas qualificadas por causa da Língua Portuguesa"
É realmente um absurdo ouvir uma coisa desse tipo. Foram entrevistadas 8.320 pessoas - 48% foram reprovadas e apenas 1,9% conseguiram acertar as 30 palavras de um ditado.
É culpa da Educação? Em termos.
Hoje está tudo muito rápido, muito fácil, muito mastigado. Deu um clic, pronto, tudinho na tela, só imprimir.
A tecnologia é um grande avanço, um aliado, mas se o cérebro não trabalhar a seu favor, não funciona.
Ler, ler, ler, ler é a única solução.
Me lembro que quando cursava o primário, o ginásio, o colegial, éramos obrigados a ler 2 livros por bimestre. José de Alencar, Machado de Assis, José Lins do Rego, Guimarães Rosa, etc. E não era só ler, tinha prova oral e prova escrita, ou seja, não tinha escapatória. Tinha que ler e entender.
O que mais se ouve é:
- Os pais tem que incentivar, os professores tem que incentivar, mas não é bem por aí.
Acho que esse incentivo está no DNA das pessoas. Ou você gosta de ler ou não. Se fosse todo esse incentivo, todos os filhos de educadores seriam leitores. E não é o que acontece.
Navegando pela Internet, em qualquer espaço livre para fazer comentários, os erros são "gritantes". Frases sem nexo, sem pontuação, você lê e não consegue raciocinar o que a pessoa quis dizer com aquilo, uma aberração.
Agora, com a tecnologia, Ipad, Iphone e todos os "Is" inventados, será que os jovens, em sua maioria, vão simplesmente ler?
Já tentaram, sem sucesso, acabar com a profissão de jornalista, agora assassinam à queima-roupa a nossa Língua Portuguesa - poderia muito bem ser Língua Brasileira.
Tenho medo de imaginar onde isso vai chegar.
Já inventaram robô com sentimentos e feições humanas, e não deve faltar muito pra inventarem um robô que pense e raciocine como um ser humano.
Aí sim, é o final dos tempos.