quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Inteligente


"Nossa, como você é inteligente!"
Típica frase para diferenciar uns dos outros, ou melhor dizendo, para classificar os seres como inteligentes ou não inteligentes.
Afinal, o que é ser inteligente?
Conhece algum? Já prestou atenção em seus gestos, questionamentos, argumentos? Conseguiu decifrar uma pessoa pensante?
Todo inteligente é curioso, logo, todos podem ter a inteligência denominada por muitos.
O tamanho do cérebro é o mesmo, os neurônios idem, portanto, ao longo da vida alguns se destacam pela capacidade de raciocínio, pela ousadia, pela coragem e perspicácia em atingir algum objetivo.
Dependendo de como lhe é passado o mundo, a mente reage a tal situação. Se desde o nascimento é incentivado a questionar, argumentar, estudar, pesquisar, criar etc, a mente, logicamente, ganha uma expansão, tornando o ser com uma capacidade evidente, a tal da inteligência.
Há também os que parecem nascer com todos esses adjetivos, não precisando de ninguém ou de nenhum outro incentivo para desenvolver a mente mais rapidamente.
A alma é eterna, e, para quem crê nesse assunto, há reencarnações. Se a alma é eterna e se reencarnamos, acumulamos conhecimentos passados. E a cada vinda à Terra, a mente continua progressivamente em expansão.
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento.
Repito que todos podem ter a inteligência, basta somente criar hábitos para expandir a mente.
Nem todos inteligentes são ricos, pois uma coisa não tem nada a ver com outra. Talvez o grau de conhecimento faz com que os que têm uma capacidade maior, não veja a riqueza física como essencial para a vida.
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 2.
Mas para sustentar uma mente pensante e criativa, há um preço não muito confortável.
Percebam que há o costume de seguir uma rotina, principalmente quando alguém, claro que inteligente, dita alguma regra e todos concordam e espalham. Até chegar alguém para contestar aquela verdade que foi obedecida há anos. E geralmente não existe a resposta, provocando no questionador uma pesquisa e um estudo aprofundado. Até chegar a uma segunda conclusão que a partir daquele momento existe uma outra regra sobre o mesmo assunto.
Geralmente quem não se contenta com apenas uma regra, quem questiona e conclui que talvez não seja bem assim, é classificado como chato. E talvez seja mesmo, mas é necessário haver divergências para que hajam mais pesquisas, mais conclusões e mais resultados a serem analisados.
É tão mais fácil deixar tudo como está, em perfeita zona de conforto, não é mesmo?
O inteligente sempre chama a atenção e provoca um certo mal-estar naqueles que não se preocupam com assuntos alheios aos seus costumes de vida. E, claro, esse mal-estar é provocado também em quem tem um conhecimento maior, que tem vontade de esclarecer aos demais, mas prefere o silêncio a demonstrar sua capacidade.
Cada um fica no seu mundo.
E aparece aquele ditado "Devemos ensinar a quem quer aprender".
É sabido que usamos somente 5% da capacidade de nosso cérebro. Vocês não acham muito pouco? E os outros 95%, a mente inconsciente, como podemos usá-las?
Ah, hoje em dia há inúmeros registros e fórmulas para expandir a capacidade cerebral.
Como diz um outro ditado "O que você procura também está te procurando".
Num mundo mecânico, capitalista e com facilidades infinitas, quem arrisca a se tornar um chato ou um ser exemplar a compartilhar informações a quem queira?
Quem? É só procurar!
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 3.
Qual a diferença de quem tem um vasto conhecimento?
Consegue ver os vários lados de uma questão; é observador; dificilmente acompanha a grande massa sem antes pesquisar e chegar as suas próprias conclusões; não se conforma com alguma afirmação imposta e que não seja convincente; é questionador; resolve problemas apenas ignorando-os; não reclama futilidades; lê muito sobre tudo (o ato de ler expande a mente); enfim, apesar de morar no mesmo planeta, enxerga o mundo de uma forma diferente. Alguns se sentem na obrigação de ajudar o próximo; são autodidatas e colocam o foco onde realmente vale a pena.
Lembrando que ter conhecimento é diferente de ter informação. E esperteza é bem diferente disso tudo.
Quem quer ser inteligente? Para quê?
Já pensou em ser autodidata e ampliar seus conhecimentos dependendo somente de sua vontade e capacidade em pesquisar e tirar suas próprias conclusões?
Cientistas, criadores, inventores etc, são autodidatas...
Nada mais poderoso no Universo do que o conhecimento - 4.
Por falar em ler, na vasta internet existem vários meios de adquirir conhecimento. Uns de graça, outros com preços ótimos e existem também os cupons de desconto. Tem o CUPOM VÁLIDO, que já foi destaque na revista Exame, e que tem várias editoras parceiras: Saraiva, Americanas, amazon etc. Entrem no site para conhecerem os parceiros e fazerem uso dos descontos!
Coisa boa a gente compartilha!
Então, vamos expandir a mente lendo livros!

Clara Lúcia

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Amor Psicopata - O Livro


"Tem que aguentar, casou tem que aguentar..."
"Tenha paciência que com o tempo ele muda..."
"Acho que é exagero seu, não é não?"
"Que isso, é super gente boa..."
"O que você fez para provocá-lo?"
"É assim mesmo, casamento é assim..."
"Pense nos seus filhos sem pai, que tristeza seria..."
"Acho que você deveria tratar ele melhor, assim ele fica tão irritado..."
"Você aceita porque quer..."
"Vai ver você gosta do negócio..."
"O amor tem poder..."
"Não conta pra sua mãe não porque vai ser pior pra você..."
"Você acha que seu relacionamento não é normal?"
"Apanhar do companheiro é normal, já que você se considera culpada?"
"O amor realmente cura tudo?"


Quantas e quantas vezes ficamos sabendo de um provável relacionamento abusivo de alguém conhecido?
E o que fazemos? Nada! Afinal em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.
Você sabe como é o dia a dia de uma pessoa que vive com um relacionamento abusivo?
Sugestões e conselhos todos dão, mas e ajudar? Quem sem propõe?

Imagine que aquela sua vizinha que vive chorando e sendo agredida pelo marido tenha apenas uma chance, a de ler esse livro, na vida?
E sua prima que de uns tempos para cá ficou estranha e nem se cuida mais, vive apática e sem humor nenhum? Pense na alegria dela em saber que não precisa aguentar agressão de ninguém e que ela consegue sim viver sem aquele homem estúpido e agressivo?
E a amiga de trabalho que aparece com escoriações de vez em quando? Não vai presenteá-la com esse livro por que?

Será que as mulheres passam por relacionamentos abusivos porque querem ou porque não conseguem raciocinar que isso não é amor e nunca será?

Conhece alguém? Dê de presente! Ou então convide-a a dar um passeio e deixe-a ler o livro perto de você e ofereça seu abraço. Ela irá precisar, com certeza, e lhe agradecerá pelo resto da vida por ter-lhe aberto os olhos e tomado providências, antes que o pior pudesse acontecer.

Seja esse caminho para a liberdade que aquela pessoa que mudou tanto depois que começou a conviver com aquele rapaz e que não há mais aquele brilho nos olhos e nem amor pela vida!

À venda na Bok2
E também - amazon - Mercado Livre - Estante Virtual

Gratidão!
Clara Lúcia

terça-feira, 10 de julho de 2018

AS PANTUFAS DE NONNA


O tempo era meio esquisito no inverno, num dia um calor seco, no outro um frio cortante, daqueles de soltar fumaça pela boca. Ana Vitória nem podia sair de dentro de casa para brincar, devido a sua sensibilidade com o clima seco. Sofria no inverno a pequena. Mas invenções para brincadeiras é que não faltavam para entretê-la.
Ana Vitória, uma menina de cabelos encaracolados, olhos grandes e verdes, sardas no nariz e, no auge dos seus cinco anos, as janelas na boca eram inevitáveis. Os quatro dentes de leite da frente já não faziam mais parte de sua figura. Era uma criança doce, meiga, porém teimosa como uma mulinha em crescimento. Adorável quando queria alguma coisa, cativante para evitar broncas por alguma travessura, mas educada, que era o que mais importava.
Em sua casa, além dela e seus pais, sua bisavó vivia com eles em harmonia perfeita. Afinal que família não vive em harmonia quando se tem uma bisneta a querer brincar com a bisavó fazendo-a sentar no chão e cruzar as pernas? Ana fazia isso e depois gritava pela mãe para ajudar a nonna a se levantar. E ria da situação. Nonna se divertia demais! Fazia de propósito só para ouvir as gargalhadas da bisneta. E ficava mole quando sua neta, mãe de Ana Vitória, ia acudi-la para se levantar. Percy, mãe da pequena, tinha medo de nonna se machucar ou quebrar algum osso. "Que nada", dizia nonna, "aguento muita coisa ainda, fia".
E nesse tempo frio, Percy fez pantufas para nonna, toda colorida em crochê. Ela adorou! Qualquer ventinho mais frio que dava, lá estavam as pantufas a esquentar os pés da nonna.
Ana Vitória também ganhou pantufas, mas as dela eram de ursinho bem peludo. Tinham a sola antiderrapante e eram bem macias. Já as da nonna eram somente em crochê, sem sola antiderrapante nem nada. Mas  eram quentinhas e confortáveis. Nonna calçava-as e ficava sentada no sofá cobrindo as pernas com uma manta leve.
Ana Vitória ficava observando as suas pantufas e comparando com as da nonna. Eram diferentes uma da outra, apesar de terem o mesmo nome, deduzia a pequena. Ana indagava a bisavó sobre a sola não ter aquelas bolinhas, as antiderrapantes, e nonna apenas dizia que as pantufas que tinham bolinhas eram somente para crianças felizes poderem correr, brincar e não cair. Ana abria uma sorriso, colocava seu pé do lado do pé de nonna e comparava o tamanho, depois dava um beijo na bochecha dela e voltava aos seus brinquedos.
Num dia frio nonna preferia não se aventurar no chão com a bisneta. Mas engana-se quem imaginava que Ana Vitória ficasse quieta perto da nonna! Fazia questão de trazer seus brinquedos para perto dela, arrumava tudo em volta dos pés da nonna formando um círculo, e ali cantarolava com as bonecas e fazia chá para servir à nonna.
Percy ficava observando a criatividade da filha com a bisavó e sentia paz. A diferença de idade era de oitenta anos, porém não fazia a menor diferença. Nonna, encurvada e com os cotovelos apoiados nos joelhos, entrava na brincadeira e fazia tudo que Ana Vitória pedia. E riam descontroladamente das caretas que nonna fazia quando tomava o chá.
Percy, que ficava observando da porta da sala, ria também e se lembrava de quando era criança e nonna fazia chá para os netos. Era o chá de cheiro, saboroso e perfumado. Sempre era acompanhado por pão caseiro, bolinho de chuva ou bolo de fubá. Os netos se fartavam com as delícias de nonna! Depois de moça é que Percy descobriu o segredo do chá, apenas água com açúcar. E pensava que além desses dois ingredientes, havia também muito amor envolvido, muito capricho e bom humor. Percy fechava os olhos e imaginava o aroma do chá de cheiro com o pão caseiro invadir a casa... E olhava para a filha que brincava com nonna e se emocionava pela falta de seu bisavô e de seus pais, todos falecidos. A família havia diminuído, mas a energia do amor enchia a casa de Ana Vitória!
Não sabia por mais quanto tempo nonna estaria entre eles, mas fazia questão de proporcionar o maior conforto possível para ela. E fazia questão de Ana Vitória participar de tudo e ter uma lembrança maravilhosa da infância ao lado de nona por toda a vida.

Clara Lúcia

quinta-feira, 12 de abril de 2018

ME DIGAS COM QUEM ANDAS




Para quem usa as redes sociais, ou mesmo só a internet para pesquisas, sabe do gatilho ligado as nossas escolhas que impulsionam a nós vários links que poderiam nos interessar, de acordo com nosso gostos.
Chega a ser cansativo quando clicamos em algum link e logo depois um turbilhão de informações referentes ao assunto em questão nos aparece como sendo de nosso interesse também.
Às vezes pode ser que sim, mas na maioria das vezes foi só uma consulta que fizemos, nada além disso.
Vamos supor que você tenha um sonho, um plano, uma vontade de fazer algo, mas que acha difícil, mesmo antes de começar.
Qual o problema em ser difícil? Será que as coisas difíceis nunca deverão ser realizadas? Será que é difícil mesmo ou você já criou o hábito de rotular tudo que não faz parte de sua rotina?
Pela lógica, o mais difícil é fazer algo que nosso corpo não consegue fazer. De resto, tudo é possível. É difícil, fácil, tudo depende da intensidade ou do obstáculo que você coloca à frente de tudo que está por vir.
Se você tem, desde criança, um dom, mas que ao longo da vida não deu valor a ele e seguiu uma estrada que desvia desse dom, digo-lhe que mais cedo ou mais tarde esse dom vai bater forte na sua porta, e talvez seja sua segunda chance de ter o sucesso tão almejado.
Lembre-se que sucesso não quer dizer fortuna.
Então, caso esteja disposto a tentar fazer o que realmente sempre quis fazer, então tente!
Se é dom, então terá toda a facilidade em lidar com qualquer coisa, e além disso, acredite, tudo relacionado ao assunto virá até você.
Aquele ditado que diz que "tudo que queremos o Universo conspira a nosso favor" é verdadeiro...
O segredo disso tudo é o foco que você terá em realizar algo na vida. Se há o foco, há o ímã que impulsionará você a conquistar o que almeja.
Nós temos o livre arbítrio, e isso pode ser ótimo e pode ser um desastre também.
Lembre-se de sua infância, das facilidades que você tinha em desempenhar alguma tarefa... E que por influência do meio em que você vivia, deixou de lado, por motivos variados que já conhecemos. O maior motivo sempre foi "isso não dá dinheiro". E talvez tenha dado se você tivesse insistido e persistido no que realmente sabe fazer com facilidade.
Quando sabemos de nosso dom, certamente temos um diferencial de quem não tem o dom para o mesmo quesito. Então, não importa se metade da população já faz o que você sabe fazer com facilidade, seu dom, pois só por você tê-lo, já terá um diferencial, uma pitadinha mágica, uma cerejinha do bolo, e isso fará toda a diferença para seu sucesso.
Acredite nisso, acredite no seu potencial!
Outro ditado que é verdadeiro, "faça o que goste e nunca mais precisará trabalhar".
Quando temos um dom e trabalhamos nele, a satisfação em fazer sempre melhor, em executar com mais capricho e ser diferenciado no mercado, é visível. E isso pode lhe render além do que imaginava, além do que tantas pessoas lhe tiraram de cabeça em seguir seu instinto e vocação. Dependendo da estratégia que você usará, será bem-sucedido também.
Não importa o que seja, se há amor, dedicação, se for sua vocação e tiver uma boa estratégia, olha, o sucesso será garantido.
O mesmo acontece com as pessoas que vivem conosco no dia a dia. Se prestarmos atenção, todas têm um objetivo e muitas vezes são parecidos com os seus. Se você mudar os contatos, talvez seu objetivo também mude, e até seu modo de enxergar o mundo também mude.
Por essa lógica, me diga, qual seu objetivo? Você tem contato com pessoas que têm o mesmo objetivo que você? Não necessariamente o mesmo dom, mas pelo menos o mesmo tipo de conversa, os mesmos lugares frequentados, o mesmo modo de enxergar o mundo e os mesmos valores. Já pensou sobre isso?
Se forem pessoas que têm a curiosidade em aprender, seguir caminhos diferentes do seu, não há problema nenhum, mas quando você opta por seguir uma estrada e quer ter o foco absoluto para que seu objetivo seja alcançado, talvez seja necessário mudar os ares de sua vivência. E é normal isso. Ninguém vai abandonar ninguém, apenas irão seguir estradas diferentes.
Se você passar a ter contato com pessoas que têm a mesma vocação que a sua, certamente alguns deles já passaram por dificuldades e não terão problemas em compartilhar as pedras que encontraram pelo caminho. Quem já atravessou uma estrada e venceu o desafio, sente orgulho em compartilhar a batalha e mostrar a guerra vencida. Isso seria meio caminho andado para quem está no início da trajetória.
Portanto, se você perceber que está fora do contexto com algumas amizades e pretende se aprofundar no que realmente lhe importar, faça isso! Você obterá respostas das pessoas que já trilharam o caminho que você deseja percorrer, e como tem a vocação, você não terá dificuldades em aperfeiçoar o proposto objetivo. Tudo surgirá para você com a maior facilidade, creia, meu querido!
E, vamos pensar, a vida é tão curta e o mundo tão imenso de oportunidades, que não dá para abrir mão de nossos objetivos por essa ou aquela pessoa, afinal qual vida tem maior valor, a sua ou a de quem está com você lhe impedindo de prosseguir para o que você realmente quer? Todas as vidas são importantes. Cada uma deve ter um propósito a seguir, só isso.
Siga o seu, sem remorso!
Isso não é egoísmo... 
O que você acha?