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terça-feira, 19 de março de 2019

O Dia Em Que Eu Gostei De Lady Gaga


Shallon é uma música linda, letra e melodia, e é de Lady Gaga e Mark Ronson.
Faz um bom tempo que presto atenção em Lady Gaga, mas nem sempre foi assim.
O ápice de minha eventual "revolta" com ela foi quando apareceu vestida de carne.


Achei simplesmente ridículo, gente que só quer aparecer. Essa era minha opinião. Somente minha.
Nem prestava atenção em suas músicas, nem nada, o que valia era como ela aparecia na mídia. E eu não gostava e criticava. Pra quê? Porque eu era assim, talvez preconceituosa por nada, crítica sem noção, infeliz e completamente fora do quesito "o outro faz e é do jeito que quer e é".
Faz muitos anos que eu tive essa postura, realmente eu era infeliz, amargurada, depressiva, rancorosa, e Lady Gaga não tinha nada a ver com isso.
Como tudo no mundo muda, eu mudei também e comecei a ver o mundo de uma forma maravilhosa!
Meu Deus, como a Terra é linda e o ser humano fantástico!
Como eu pude ser tão medíocre com quem nem sabe de minha existência? O que importava minha opinião?
Bem, passou...
Não assisti ao filme Nasce Uma Estrela, mas a música é linda e ela interpretou-a lindamente no palco do Oscar, juntamente com Bradley Cooper.
Esses dias vi um vídeo em que ela interpreta Elton John. Amei!
E também tive a oportunidade em ler sobre sua biografia. É uma vencedora e merece todo o brilho que possui.
Ela e todos que vivem seus dons, suas vidas, e estão no mesmo barco nesse planeta maravilhoso.
O tempo que temos por aqui é curto e cada um faz sua parte, o que bem entende.
Não existe certo ou errado, existe a maneira como enxergamos algo. O que é bom pra mim não precisa ser pra você.
O que determina nosso mundo é o conjunto de vivências que temos e como lidamos com os acontecimentos, sentimentos e escolhas que fazemos.
A gente enxerga o mundo de acordo com o que está em nosso coração.
E assim o mundo continua com seus humanos a bordo, fazendo o que têm vontade, independente de mim ou de você.

É isso.

Clara Lúcia


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Trilogia 50 Tons... - Comentado por um Homem



Por Ricardo Jordão Magalhães

"A não ser que você tenha tirado umas férias em Marte, não tenha nenhuma amiga mulher na sua vida, ou faça parte do Clube do Bolinha, você provavelmente já ouviu falar do livro 50 Tons de Cinza.
50 Tons de Cinza é o conto de fadas do Século 21. O livro conta a história de Christian Grey,
um jovem bilionário, brilhante, maravilhoso, ultra lindo, intimidador,... Super bem sucedido, um líder nato dos seus funcionários que ainda ajuda os pobres, piloto do próprio avião, fiel, super atencioso com as mulheres, um cara super bom de cama que se apaixona por uma menina de 22 anos totalmente tapada, virgem e que nem é o supra sumo da beleza feminina.
Eu prefiro acreditar que o livro vai salvar o casamento de muita gente que precisa ler o livro do jeito que foi escrito para aprender alguma coisa.
Quem sabe?
Agora, por que o livro é um sucesso?
50 Tons de Cinza foi escrito por uma mulher, inglesa, esposa, mãe de dois filhos.
85% das leitoras que se dizem apaixonadas pelo Christian Grey são mulheres, casadas e mães.
O que isso diz a você?
Para mim só tem uma resposta, existem milhões de mulheres em todo o mundo sendo super mal-tratadas, mal-entendidas e mal-amadas por milhões de homens modernos e toscos tipo Fred Flintstones 2.0.
O sucesso do livro 50 Tons de Cinza deve ser visto como mais um alerta para os homens.
Meses atrás eu fiz uma palestra em um evento fechado para 6 mil homens. O evento, bolado pelas mulheres da comunidade, reuniu seus maridos, filhos, cunhados, pais, sogros etc.
As mulheres da comunidade levantaram os temas que os homens deveriam se aperfeiçoar e convidaram palestrantes para falar a respeito. Eu fui até lá para falar sobre empreendedorismo, e o psicólogo que subiu ao palco depois de mim foi até lá para ensinar os homens como tratar uma mulher. O cara falou sobre como conversar com uma mulher, como fazer carinho em uma mulher, como beijar uma mulher, como tocar uma mulher, como inspirar uma mulher etc etc etc.
Na hora eu achei meio bizarro aquele monte de marmanjo metido a besta não saber nem como beijar uma mulher, mas a grande verdade é: os relacionamentos entre as pessoas hoje estão uma tristeza. Tudo joga contra para detonar as coisas. É preciso muita boa vontade de ambos os lados para fazer a coisa dar certo.
Como homem que sou, eu entendo um pouco da minha raça e imagino que a galera até sabe o que precisa fazer pelas mulheres, o que eles se perguntam é, “E vale a pena fazer todo o esforço para conquistar a mulher?”.
Bom, cabe a cada um descobrir essa resposta por si mesmo, mas uma coisa eu digo, se você não tratar bem o seu cliente, o concorrente vai encontrar uma maneira de tratá-lo bem.
Já que os homens não vão ler o livro, eu vou facilitar a vida de vocês e listar por aqui as razões porque as mulheres amam o Christian Grey:
1. Porque o Grey elogia a mulherada o tempo todo. Toda mulher quer se sentir sexy e maravilhosa. Os homens de hoje elogiam tão pouco as mulheres que ao fazê-lo, a mulherada já acha que o cara fez algo de errado. Então, coloca na cabeça a meta de crescer em 500% o número de elogios que você faz para a mulher que você ama. Diga à ela que você admira a atenção e dedicação que ela coloca na educação dos filhos mesmo ela tendo que dividir o seu dia entre trabalhar fora e cuidar da casa. A maioria das mulheres vivem preocupadas com a falta de feedback que recebem dos homens. Tire esse peso das costas da mulher, dê feedback! Para elas nós somos um mistério porque falamos muito pouco. A mulher precisa e quer saber a sua opinião sobre as coisas. Todo mundo precisa ouvir elogios, capricha nessa parte!
2. Porque o Grey faz a coisa acontecer. O FDP do Christian Grey além de pilotar um avião ainda sabe como consertar um ar condicionado. Mulher gosta de cara que resolve as coisas, tipo “Pode deixar que eu vou resolver isso em 2 horas” e “Pode deixar que hoje eu dou banho nos filhos, e coloco a turma para dormir”. O cara que só sabe encontrar a seção de batata frita em um supermercado e sintonizar o canal de esportes na televisão, tá danado. O homem precisa assumir a gerência de manutenção da casa e da família e fazer a coisa acontecer. Sim, todo mundo tem no mínimo dois empregos, aquele que traz o dinheiro para casa e aquele que traz o amor para dentro do seu lar.
3. Porque o Grey cria momentos de romance. Antes do sexo a mulher precisa de amor, antes do amor a mulher precisa de romance. Todo relacionamento esfria com o tempo, mas ninguém deseja para si um relacionamento frio onde as coisas são entediantes e sem paixão. Para mudar isso, o cara precisa dar 100% de atenção quando estiver presente. Ouvir mesmo, elogiar mesmo, dar a entender que qualquer pequeno gesto da mulher é a coisa mais maravilhosa do mundo. Uma das coisas mais irritantes do livro é a quantidade de vezes que o cara elogia a menina porque ela morde os lábios quando ela está envergonhada ou qualquer coisa do tipo. No primeiro livro isso acontece 46 vezes. Mas é isso, todas as pequenas coisas contam.
4. Porque o Grey se importa com a mulher. A verdade é que a grande maioria dos Fred Flintstones que tem por ai procuram uma mulher para substituir a mãe deles. O cara acha que a mulher tem que servi-lo e fazer tudo do jeito que a mamãe dele fazia quando era criança. BANDO DE BABACAS!!! O papel do cara é empurrar a mulher para frente. Incentivá-la a malhar, fazer o cabelo, comprar roupas novas, se alimentar direito, se preocupar com a sua saúde, e, claro, a satisfazer sexualmente e não apenas a si mesmo. E MAIS, o cara tem que fazer tudo isso sem que a mulher DIGA QUE ELE TEM QUE FAZER. Sim, é isso mesmo, o homem tem que ler a mente das mulheres. Fácil, né?
5. Porque o Grey tem seus problemas. Apesar das inúmeras virtudes, características e clichês de príncipe encantado, o cara não é perfeito - longe disso. Ele sofreu trocentos abusos quando era criança que afetaram drasticamente a maneira que ele se relaciona com as pessoas - nada muito diferente de qualquer homem que eu conheço. A heroína da história, por sua vez, apaixonada pelo cara que sempre faz a coisa acontecer, a elogia sempre, cria momentos de romance a todo momento e se importa com ela como mulher, acaba se vendo na responsabilidade de consertar o cara. Toda mulher que se preza acha que vai consertar os homens. É por isso que a mulherada se mete em relacionamentos furados, elas acham que podem mudar o homem. Kkk. Não rola. O ponto aqui é que ninguém precisa ser perfeito, mas todo mundo precisa se importar um pouco mais, ou muito mais, com aqueles que estão próximos da gente para que possamos pedir o mesmo em retorno.
Os relacionamentos no Século 21 estão quebrando ou se quebrando e cabe a VOCÊ consertar isso.
A sociedade que queremos deixar para os nossos filhos e netos DEPENDE da qualidade dos relacionamentos que estamos construindo hoje. Se estivermos de bem com quem está próximo de nós, vamos conseguir tratar com amor as pessoas que encontramos nas ruas, nas empresas, nos clientes, em todo lugar." 



Então, eu não li os livros, mas assisti ao 50 Tons... Não concluí o filme todo de primeira, depois, noutro dia, assisti tudo até o final. Livro é diferente de filme, e creio que o livro deve ser bem mais detalhados, não é?
Quem sabe eu mude de ideia e vá assistir 50 Tons Mais Escuros? Aí farei um texto com meu parecer. Só sei que a mulherada fica em pavorosa com esse tal de Sr.Grey... E por que não ficaria?

Texto publicado em 14 de junho de 2013.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O Cara


Dispensa apresentação: Sílvio Santos, o cara!


"Só não consegue o objetivo quem sonha demasiado, só não consegue o objetivo quem dá o passo maior que a perna, quem acredita que as coisas são fáceis. Todas as coisas são difíceis, todas as coisas têm que ser lutadas."

"Como camelô, eu já era um empresário. Mantinha três funcionários. Um ficava olhando quando vinha o rapa. O outro cuidava do estoque de canetas e o terceiro funcionava como farol. Ele chegava de 15 em 15 minutos e dizia: "Gostei da caneta, me dá uma", chamando a atenção dos clientes."

"Não se importe com o que sua esposa fala, o que seus filhos falam, seus amigos falam, se importe com aquilo que você vive no dia a dia. Pelo menos foi assim que eu consegui ir de camelô a banqueiro."

"Eu luto pela sobrevivência de meu grupo, e não para minha vaidade, para minha grandiosidade, para o meu poder."

"Eu não jogo dinheiro fora. As passagens de primeira classe são muito caras. Por que vou andar na primeira classe se ela é igual à executiva? Só andaria nessa categoria caso pudesse sair do avião por algum compartimento especial e me salvar se houvesse alguma pane."

"Não me arrependo de nada. Eu posso dizer que não levei a vida, a vida que me levou. Eu nunca fiz planos. Até virei candidato à Presidência da República (em 1989) sem premeditar. Adoro trabalhar."

"O filme de hoje na sessão das dez é muito bom... Eu não assisti, mas o filme é muito bom!".

"Muitas coisas na vida são mais importantes que o dinheiro, mas custam caro."

"Nunca dormi com mulher feia, mas já acordei com várias."

"Agora, com este microfone, me chamam na internet de Sílvio Madonna. Este é muito melhor do que o outro. Aquele da cruz parecia que eu estava caminhando para o cemitério."


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Parabéns Simples e Clara!


Dia 22 o blog faz quatro anos!

Dando uma espiada no começo do blog, ah, como eu melhorei! Meio perdida entre o teclado e o vídeo, não tinha noção de quem leria, quem acessaria, quem gostaria, quem se tornaria um fã... Eu tenho fãs!

Essa interação virtual é fabulosa, quando sabemos usá-la. Respeito é primordial sempre, em todos os lugares, e aqui, graças a Deus, nunca tive problemas de comunicação e nem qualquer tipo de agressividade. Talvez a vida seja mesmo um espelho, como já falei tantas vezes.

Não é fácil manter um blog por tanto tempo. Tantos que chegaram se foram... Talvez uma fase sem inspiração ou por não ter mais sentido escrever e não ter retorno. Eu tenho retorno, vários!

E como me propus a escrever contos, crônicas, publicar poesias e até alguns desabafos, não são todos dispostos a ler um texto longo. Eu entendo. Mas mesmo assim meus queridos leitores sempre estão por aqui, comentam ou não, mas estão.

Percebo também uma ajuda mútua entre os blogueiros ou só leitores. Isso é maravilhoso! Gente disposta a ajudar quando precisamos, a nos acariciar quando estamos tristes, a dar conselhos, a rir, a chorar, enfim, gente que lê e se emociona de alguma forma.

MUITO OBRIGADA!

Vamos em frente porque o mundo não para. São todos bem-vindos!


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Chico 7.0

Um amigo disse que todas as mulheres deveriam namorar Chico Buarque...


Ontem foi seu dia de comemorar mais um ano de vida, de genialidade, de flores no jardim, de sorrisos, de inspiração, de borogodó... Ôoooo, exagero de homem, né?


Um dia ele ousou jogar pedra na Geni, depois construiu como se fosse o último, brincou com a roda, falou de João e Maria...


Pecou com o cálice, se despediu do Brasil, estourou com a última gota d'água, dançou com a bailarina, consolou dizendo que vai passar, perguntou o que será?


Chorou atrás da porta, se partiu em pedaços, se fez tatuagem, lembrou dos anos dourados, ahhh, falou de amor, do dia a dia, de gente humilde...


E olhou nos olhos... bem fundo...

E tantas e tantas outras coisas...

Um jovem senhor talentoso... Que ainda joga uma pelada, que ainda se reúne com amigos, que bebe, que vive, como se ninguém estivesse olhando...

Simplesmente Francisco Buarque de Hollanda, Chico, pra nós, os mais íntimos.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Uma Mão, Um Mistério


      No trajeto de seu trabalho até o velório municipal Giordana não pronunciou nenhuma palavra. Dirigiu concentrada na visão que teria quando chegasse perto daquele caixão. Será que estaria lacrado?

      Professor de Direito Penal, Dr Sílvio era um homem sério, idoso, rígido nas suas aulas/palestras e que não gostava de ser interrompido até que tivesse concluído sua oratória. Uma inteligência fora do normal e um tanto excêntrico. Sempre vestia terno, impecável, e um detalhe chamava a atenção de todos. A mão esquerda sempre, sempre estava dentro do bolso da calça. Nunca se soube de alguém que teria visto sua mão esquerda. Será que tinha a mão esquerda? Era a pergunta geral. Do mesmo modo não havia ninguém que tivera a coragem de perguntá-lo o porquê da mão estar sempre no bolso. Não ousaria jamais. Não se sabe se pelo respeito ou pelo medo de encará-lo numa pergunta pessoal e ser fuzilado com aqueles pequenos olhos verdes. Melhor soltar a imaginação e tirar as próprias conclusões do que nadar e morrer na praia com uma resposta que poderia muito bem se transformar num trauma para o resto da vida. Quiçá até ser motivo de uma provável renúncia de uma carreira promissora, como a do Dr Sílvio.

      Giordana aproveitou o horário de seu almoço quando há mais vagas no estacionamento do velório e, sem pressa e perda de tempo, em rodar várias vezes à procura. Estava sozinha. Os outros alunos de sua turma iriam à noite. No fundo Giordana estava mais curiosa do que triste pela morte do querido mestre. Querido nem era o termo adequado, mas admirava-o muito sugando-lhe todas as palavras, tomando-o como exemplo e espelho como um excelente profissional. Se apaixonara pelo Direito depois da primeira aula ministrada por Dr Sílvio, mesmo divagando vez ou outra tentando decifrar como seria sua mão. Às vezes ficava imaginando-o levando um tropeção e tendo a necessidade de se apoiar nas duas mãos. Como se sairia? Rolaria chão abaixo mantendo a esquerda firme e segura em seu bolso? Os mais zombeteiros sempre se maginavam puxando-lhe o braço para acabar com a agonia de todos de uma vez. Mas cadê a coragem? Dr Sílvio se dava o respeito e de certa forma não permitia a aproximação demasiada dos alunos. Melhor deixá-lo quieto com sua mão misteriosa, pensavam e entravam em comum acordo. Bom para ambas as partes, assim era feito, brincavam, imitando a voz do advogado renomado e misterioso.

      No caminho entre o carro e a sala onde estava sendo velado Dr Sílvio, Giordana se sentiu sem chão. Um vazio lhe invadiu a alma que a fez chorar. Não queria entrar na sala e passar vergonha, aos prantos, com quem nem sequer era da família. Não sabia quem era a esposa, ou mesmo se havia uma esposa e filhos, e quem sabe netos também. Não conhecia ninguém da família. Já havia planejado tudo; entraria e desejaria os sentimentos para a mulher ou a pessoa que estivesse sentada na cadeira perto do caixão, que sem dúvidas seria a pessoa mais próxima de Dr Sílvio. Olharia em seu rosto e depois em suas mãos. Ou ao contrário? Não importaria, mas olharia, faria o nome do Pai, encostaria num canto e permaneceria em silêncio, em respeito, como fazia em todas suas aulas de Penal.

      Parou na entrada da sala a avistou grande parte de uma outra turma da Faculdade e alguns professores. Entrou, procurando não fazer barulho com o salto do sapato. Não havia ninguém sentado perto do caixão. Nem cadeira havia por perto. Se aproximou, de cabeça baixa, segurou o choro e olhou para a feição endurecida do professor. Sempre achou esquisito a feição de um morto. Tinha a sensação de que abriria os olhos bem na hora em que olhava-os. Estava bem maquiado, corado, sem algodão nas narinas e vestindo um terno cáqui, com gravata verde. Crisântemos brancos escondiam qualquer vestígio dos cantos do caixão. Aconchegaram a mão esquerda do lado do corpo e cobriram com as flores. A direita estava sobre o ventre, como geralmente acomodam os defuntos. Uma certa decepção tomou conta de Giordana. Olhou para o lado e se viu olhada pelos outros alunos que ali estavam. Todos com cara de interrogação, porém todos em silêncio. Olhou novamente para a mão direita, respirou fundo e se afastou.

      Talvez tenha sido melhor assim. Existem situações que são melhores não serem desvendadas. Que seja enterrado todo esse mistério da mão esquerda do professor, que sempre será lembrado, pelo homem íntegro, postura exemplar e inteligência fenomenal e, claro, pelo mistério de sua mão esquerda, jamais revelado.

      E sua família? Não tinha! Era solteiro e sozinho. Pena... Penal.

      Fim.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mário Prata


O Dedo

Na terceira manhã em que saiu aquela gotinha clara, resolvi tomar providências. Mesmo porque a minha mulher olhava meio de lado. Para a gotinha e para o local de onde saía a gotinha. Lá, no incauto cabisbaixo.
Me lembrei que a minha irmã havia se encontrado com um velho amigo de infância de Lins, o Plínio, num hotel de Salvador. E que o Plínio era hoje um importante urologista em São Paulo. Essas intimidades é melhor com gente conhecida, de confiança, pensei. Ligo para a minha irmã, pego o telefone e marco uma hora. E ele me disse que devia ser uma prostatite, também conhecida como gota matinal, que eu não me preocupasse, mas que tinha de fazer o toque. Toque, onde? Marcou horário para o sacrifício.
Foi quando me recordei que o Plínio era gordinho na adolescência. Ligo de novo para a minha irmã. Ela confirma, o cara está gordo. E gordo não tem dedo fino, nem mole, concluí.
Ao cumprimentar o velho amigo, fixei-me mais no dedo do que nos olhos.Uns vinte minutos para colocar as novidades em dia. Pra relaxar, talvez. E eu não tirava o olho do dedo dele. Bem grosso.
Depois das preliminares, me manda tirar a roupa e ficar de quatro em cima da mesinha. Até aí tudo bem. Ele começou a comentar o encontro dele com a minha irmã em Salvador. Ele estava em lua de mel. Convenhamos que lua de mel não é um assunto muito apropriado para um momento delicadíssimo como aquele. Me explicava com quem tinha casado enquanto colocava luvas e vaselina.
Pegou uma folha de papel e colocou debaixo de mim, que já estava de quatro havia uns cinco minutos.
– Pra que isso, Plínio?
– É que, em alguns casos, quando a gente massageia a próstata, a pessoa pode ejacular.
Sentei.
– Vamos conversar. Você está dizendo que pode me enfiar o dedo no rabo e eu gozar?
– É normal. Mas eu estava de falando da praia do Buraquinho…
– Um momento, Plínio. Todo mundo goza?
– Meio a meio.
– Plínio, se eu gozar, amanhã Lins inteira vai saber disso. Conheço aquela cidade. Vai sujar. Já acham que artista é meio viado… Cinquenta por cento é uma porcentagem muito alta.
– E você acha que eu vou sair por aí dizendo que você ejaculou?
– Você, não. Mas no interior tudo se sabe. Não se sabe como. Melhor deixar pra outro dia. Perdi o clima.
– Fica de quatro aí e não me encha o saco.
Fiquei. Tenso.
Ele colocou o dedo lá e continuou a falar da lua de mel, da praia do Buraquinho. E eu lá, compenetrado. No palavreado médico, meu pênis (que palavra mais pornográfica!) praticamente sumiu, não ejaculei e foi uma luta para o Plínio colher a tal gotinha.
Feitos os exames o diagnóstico dele estava certíssimo. E voltamos a ser amigos. Mas sempre vestidos, de pé e de frente um para o outro.
E nunca mais falamos da praia do Buraquinho. Que, aliás, é uma delícia de praia em Salvador.

Conheçam o site oficial de Mário Prata

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Praça


Esses dias tenho ficado sentada no banco da praça, observando tudo. Quer dizer, fico sentada e não consigo ser indiferente às coisas que acontecem a minha volta. Poderia ler um livro, mas não conseguiria me concentrar com tanto movimento me chamando a atenção.

Na praça central de minha cidade, que por sinal é linda, tem uma concha acústica que vez ou outra a Banda Marcial dá um espetáculo, aos domingos. Domingo é dia de dar voltas na praça, andar de trenzinho, ir à missa, comer churros e comprar aquelas bolonas gigantes. Tem também as bexigas voadoras que as crianças sempre deixam escapar só para ver a altura que ela alcança. Depois choram,  lamentando ter perdido a magia de segurar algo que voa lá em cima....

Praça central de Franca/SP-Blog Simples e Clara
Praça de Franca e a concha acústica ao fundo.

Bem, voltando à praça, nessa concha acústica, todos os dias no mesmo horário, uma senhora canta para quem quiser ouvir, várias músicas. Não dá para decifrar qual música, mas acho que é sertaneja, caipira, das antigas. E ela fica num entusiasmo, canta, levantando as mãos, fazendo firulas com a voz, com seu microfone que dá eco até o bairro mais distante do centro da cidade. Nunca vi ninguém reclamar dela. Canta feliz e não ganha aplausos. Apenas os pombinhos lhe proporcionam uma revoada, cada vez que ela solta um grave mais alto, ou um agudo que dá microfonia, acho que de propósito, só para ser olhada e, quem sabe, admirada... Ou aplaudida...

Hoje ela estava com um violão, mas mal dava para ouvir a melodia dedilhada. Apenas sua voz, ora em falsete, ora num grave como se estivesse dando bronca em alguém. Mas feliz. Como sempre, feliz!

Um picolezeiro, aproveitando a sombra das árvores, se sentou num dos bancos, do lado do que eu estava, e começou a filosofar: "É, ela é que é feliz... Canta, não liga pra ninguém, não dá bola se não a escutam... Apenas canta e é feliz. Enquanto muita gente amarga fica sofrendo com besteiras, ficam doentes por coisa à toa, a senhora espanta os males e canta... Queria ter a coragem dela e subir lá e cantar também...". Eu apenas acenei com a cabeça e continuei a observar a movimentação.

Depois o picolezeiro se foi e eu também me fui, cuidar da vida.

Como é interessante o ser humano, cada um cada um, cada um uma coragem, cada um nos enxergando de um jeito, cada um cumprindo suas obrigações da melhor forma possível. Enquanto isso, a senhora da concha acústica dá seu show, para quem quiser ouvir.... E aplaudir.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Futilidades

Hoje eu queria escrever algo sobre o que está acontecendo pelas redes sociais. Um texto chato, coisas que todo mundo já falou, mas eu quero escrever sobre isso sim, então vamos lá:

O ruim da história:
Acho que o pessoal tá tirando como exemplo as torcidas organizadas do futebol, porque vou te contar, viu? Brigar por nada? Com quem nem se conhece direito? Agredir com palavras, xingar, excluir? Mas que coisa mais deselegante essa.

Primeiro apareceu Sandy, toda princesinha - eu também acho ela uma princesinha com cara de boneca, além de ser uma ótima cantora - dando aquele depoimento meio atravessado para aquela revista... sabem qual, não é?


E quanta polêmica em torno disso, meu Deus! Cada um que cuide de seu fiofó, não é?

E não adianta! Ela tem carinha de princesa mesmo e não vai mudar nunca!

Mas o que temos a ver com isso? Ah, mas ela é famosa! E daí, que é famosa? Ela nos dá a voz dela, as músicas; agora, a vida particular é dela!

Depois, esses dias mesmo, aparece Carolina, toda nua, mas não naquela revista...  sabem qual, não é?

Algum hacker entrou em seu PC e roubou tudo, e publicou! O que seria isso? Para mim é invasão de privacidade. Ninguém tem o direito de invadir o território do outro, não é? Independente de ser famosa ou não, isso é crime.

E o povo, polemizando, criticando, rindo, fazendo piadinhas sem-graça nenhuma...


Mas, gente, acho que ela tem o direito de fazer o que lhe der vontade; o PC é dela, o corpo é dela, o marido é dela.... Os invasores é que estão errados, não ela! É assim que penso.

Agora, muitos falando que por ser famosa, a polícia agiu rápido... é isso mesmo, por ser famosa, agiu rápido, porque causa polêmica, porque aparece, e se ela aparece, é claro que a polícia vai querer aparecer também!

Eu acho ela chatinha, mas o que ela faz é emprestar sua imagem para os que assistem novelas, não é?

O que muda na vida de alguém, ela ser assim ou "assado"?

Agora a rainha Xuxa....

Mas que coisa mais chata esses comentários todos! Que cansativo! Que inútil! Que perda de tempo!

E eu aqui perdendo o tempo também, porque hoje quero falar futilidades....


O que ela falou, se é verdadeiro ou não, ninguém sabe além dela, não é? Ela está pedindo para alguém acreditar? O Fantástico propôs uma entrevista e ela aceitou! Só isso!

E todos que a odeiam, que não a suportam, que a acham falsa, que a chamam de ultrapassada... todos, falando dela, todos assistiram para poder comentar depois. Quer dizer: odeiam, mas não perdem nada do que ela fala. Tá bom! Senta lá, Cláudia!

E uma guerra absurda, onde uns defendem, outros criticam, outros zombam, outros fingem que não gostaram mas se emocionaram, outros amam, mas como o que aparece nas redes são críticas, então critica também, só para seguir algum bocudo que-não-tem-mais-o-que-fazer-da-vida.

Será que ela precisa provar alguma coisa para alguém? Quanta hipocrisia isso!

É o preço da fama, mas eu prefiro acreditar que tudo isso é uma falta de respeito com o próximo.

Julgar é muito fácil, apontar o dedo é um gesto automático, mas quando você aponta o dedo para uma pessoa, outros três dedos estão apontados para você....

Pronto! Meu momento futilidade está terminado!


sexta-feira, 27 de abril de 2012

O que assistimos na TV de hoje?

A TV aberta está um caos! Isso é fato!

Há um tempo atrás, minha filha me chamou para me mostrar esse "Pânico". Bem, se for comédia, tá ótimo, já gostei! Aí começou e ela ria e olhava para minha cara... E eu olhava para a cara dela sem entender:

- Como você consegue rir disso? Tá louca? - perguntei.

- Mãe, eles são muito engraçados! - ela respondeu ainda rindo.

- Então vai lá, deixa eles te humilharem para todo mundo ficar rindo de você depois. Vai lá! - falei séria e ela ficou com medo, pois rio de tudo, e essa porcaria, odiei.

Ela não me respondeu, pensou, e não a vi mais assistir essa bosta!

Depois colocamos TV a cabo e agora quase não assistimos TV aberta. Que ótimo!

Vou colocar uns vídeos aqui, para relembrar o que nós assistíamos anos atrás. E vocês deduzem a diferença.

Ronald Golias e a família Trapo.

Os trapalhões - Os quatro!

TV Pirata - Barbosa...

Sai de Baixo - Caco Antibes & Cia

Chico Anysio - Alberto Roberto.... "Não garavo!"


E aí, se divertiram um pouco?

Um ótimo fim de semana!!!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Acabou o sofrimento

Finalmente, o Corinthians é campeão do Brasileirão/2011 - Pentacampeão!
Eu gosto de futebol, gosto de esportes, acompanho sempre, na medida do possível, e não entendo nada de nada; só torcer!
Na verdade nem sei quem são os jogadores, quer dizer, sei só alguns; é que muda tanto e não fico acompanhando esse quesito. Para mim é bola na rede e pontos na tabela. Tá bom, né?
Eu gosto do "antes" e do "depois" do jogo; eu me divirto tanto que se não tivesse o jogo, eu já estaria feliz.
Mas é muito bom torcer, sofrer por uns minutos e, ganhar!
Geralmente eu fico sozinha assistindo; e sou uma pessoa muito intensa, histérica durante, grito, xingo, levanto, pulo, chego perto da TV, dou palpites; e, pronto, acabou o jogo, acabou!
Não sofro além do jogo. Não choro, nem fico triste; vida normal.
E olhando por aí, o que acontece com torcidas rivais, é difícil acreditar em atitudes selvagens de pancadarias, agressões, mortes...
Gente, será que eles se esquecem o salário milionário de um jogador? Quantos anos um trabalhador torcedor fanático precisaria trabalhar para ganhar o que um jogador ganha em um mês? A vida toda?
O que será que um jogador, que ganha uma fortuna e diz que é salário, faz depois de um jogo, de uma final de campeonato? Pega o ônibus e volta para casa?
E quando perde? Vai chorar e encher a cara no primeiro boteco?
Acho que não preciso responder essa; mas vou responder sim!
Eles vão em churrascarias, fazem festinha privê com tudo do bom e do melhor, pegam um jatinho e vão viajar para espairecer a decepção etc.
E os pobres mortais, pagantes de arquibancadas lotadas, ainda brigam por eles? Morrem por eles?
Ah, pessoas, sinto muito, mas isso é o cúmulo da burrice.
É só um jogo, que todo ano se repete. Ano que vem tem mais; e no outro; e no outro!
A adrenalina é viciante, os nervos fogem de nosso controle, nos sentimos em campo, jogando com eles todos, mas, até onde vai o limite do fã e do fanático? Onde termina um e começa outro?
É um perigo isso!
Bem, ganhando ou perdendo, ninguém vai pagar minhas contas mesmo....
Então, que joguem, que ganhem, que percam, que me importa?
Eu é que não diminuo um milímetro de meu bom humor; este sim, é parte super importante de minha vida.

E VIVA O CORINTHIANS!!!!!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Drummond

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, sem dúvida, o poeta de maior influência dentro da literatura brasileira contemporânea, nasceu em Itabira do Mato Dentro/MG, a 31 de outubro de 1902. Filho de Carlos de Paula Andrade e de D. Julieta Augusta Drummond de Andrade, fazendeiros, aprendeu as primeiras letras em sua cidade natal, transferindo-se posteriormente para Belo Horizonte, onde cursaria o secundário como aluno interno do Colégio Arnaldo.
Ali, o jovem Drummond faria amizade com aqueles que seriam seus futuros companheiros de atividade política e intelectual: Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco.
Daí por diante, escreveu esporadicamente em revistas de Itabira. Voltou para Belo Horizonte onde fixou residência, em 1922, juntamente com sua família. Passa a colaborar  como cronista em jornais e revistas.
Em 1925 funda com outros escritores o periódico A Revista, que seria de importância capital para a firmação do Modernismo em Minas. Nesse mesmo ano, conclui o curso de Farmácia e casa-se com Dolores Dutra de Moraes.
A profissão de farmacêutico não o atrai e será como professor de Português e Geografia, em Itabira, que ganhará a vida. Também o magistério não o satisfaz, voltando a Belo Horizonte para ocupar o cargo de redator-chefe e, novamente, cronista do Diário de Minas..
Enquanto isso o poeta se modela, através do contato com Mário e Oswald de Andrade, Blaise Cendrars, Tarsila do Amaral e Manuel Bandeira.
Em 1928, a Revista de Antropofagia publica o poema No Meio do Caminho, que escandalizou seu tempo.
Em 1930 publica seu primeiro livro de poemas.
Em 1934 se transfere para o Rio de Janeiro e até o final da década, os principais jornais e revistas cariocas contariam com a preciosa colaboração do cronista.
No início dos anos 40, Drummond lança Sentimento do Mundo.
É a consagração definitiva. Paralelamente, o cronista também se impõe definitivamente, contribuindo com seus textos no Correio da Manhã e no Jornal do Brasil.
Aposentou-se da vida pública em 1962, como funcionário do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Faleceu em 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade.
Além de poesias, produziu livros infantis, contos e crônicas.

Fonte : Wiki - Drummond
Livro: Antologia Poética - Carlos Drummond de Andrade, 1982, Abril Cultural, São Paulo

Um outro post que fiz, brincando com aquela famosa estátua em bronze de Drummond, no Rio de Janeiro...

E agora José

sábado, 15 de outubro de 2011

Giu

Dá até um nervoso ficar olhando esses olhos....

É assim como o chamamos: Giu de Giuseppe Oristanio.
Tudo começou há quase um ano, no blog dele - que eu indico vocês a conhecerem e se divertirem - eu, muito topetuda, fui visitar e como sempre deixei minha marquinha e nunca mais saí de lá. Todo santo dia tô eu comentando, rindo, brincando, sendo bem atrevida mesmo, intrometida, metida, xereta, mas muito bem recebida por todos que lá também frequentam.
E foi nesse quase um ano com meus topetes deixados lá que esse doce de pessoa, o Giu, começou a me instigar a abrir um blog e escrever... Oi??? Como assim escrever? Escrever o quê?
Fiquei um bom tempo pensando no assunto, muito assustada, mas escrever é uma coisa que eu sempre gostei, então criei coragem e abri esse lindinho aqui que vocês estão lendo.
Amei...
Nem sabia que tinha tanta capacidade e tanto assunto para falar, mas até agora creio eu que está dando tudo certo.
Bom, voltando ao Giu, é claro que o primeiro post foi sobre ele.
E completando, o Giu é gente da gente, ótima pessoa, educadérrimo, e como ele mesmo se define, um trabalhador. E realmente um encanto de pessoa, uma delícia...
E hoje é aniversário dele, e nada mais justo do que fazer esta homenagem ao culpado de tudo isto aqui.

Giu, meu querido amigo virtual, eu poderia dizer tudo o que todo mundo diz e em dobro, mas eu lhe desejo felicidade, seja feliz, sorria, viva de bem com a vida, que cada dia você tenha mais um tanto de motivos só para sorrir e compartilhar, de coração aberto, amor incondicional e muitos abraços apertados, daqueles de italianos que são inesquecíveis...
Seu melhor momento é agora, sua vida é hoje, sua alegria é para já, e meu agradecimento é eterno!
Beijos, meu ator lindo!

Jabá...


Doidas e Santas
Giuseppe Oristanio, Cissa Guimarães e Josie Antelo
Teatro Vanucci - Shopping da Gávea.

Mais de 300 apresentações, um sucesso!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Minha primeira paixão chique

O Balé Quebra-Nozes

Tchaikovsky
Ato I
O balé conta  as aventuras de um quebra-nozes de aparência humana, vestido como um soldado, mas que tem as pernas e a cabeça de tamanho desmensurado.

A protagonista, Clara, gostava tanto da sua aparência que o pediu como presente de Natal ao seu padrinho. Assim, o padrinho Herr Dosslmeyer, fabricante de relógios, disse: "Era precisamente para ti". Logo em seguida, Clara experimenta-o e vê que ele quebra as nozes sempre sem perder o seu sorriso e também com grande eficácia. Seu irmão Fritz, que tinha visto o funcionamento do quebra-nozes, também quis usá-lo, mas escolhe as nozes maiores que havia no cesto. Então, o quebra-nozes, sendo usado grosseiramente pelo irmão dela, acaba tendo um de seus braços quebrado.

Diante das reclamações da pobre Clara, seu pai, o juiz Stahlbaun, entrega à filha o seu quebra-nozes como propriedade exclusiva, tendo Fritz que sair para brincar com os seus brinquedos.

Logo em seguida, Clara pega no chão o braço de quebra-nozes e o consola, abraçando-o até que ele durma, e ela mesma também acaba dormindo.

Clara então sonha que volta ao esconderijo onde havia colocado o seu quebra-nozes, mas encontra o salão cheio de ratazanas enormes que o seu padrinho Dosselmeyer criou. A casa desapareceu e no lugar onde ficavam os móveis estavam árvores gigantescas.

Não foi só isso que mudou: o Quebra-Nozes de Clara agora é um soldado de carne e osso e que tem às suas ordens um pelotão de soldados como ele.

Começa uma batalha entre as ratazanas e o pelotão do Quebra-Nozes. Jogando enormes sapatos até às ratazanas, os soldados vencem a batalha, e com isso o rei das ratazanas e seu exército fogem rapidamente.

O bosque se transforma numa linda estufa de inverno e o Quebra-Nozes transforma-se num lindo príncipe, que leva Clara até o Reino das Neves, onde a apresenta ao rei e à rainha. Fim do 1º Ato

Ato II

Clara e o príncipe Quebra-Nozes despedem-se e seguem para o Reino dos Doces pelo Caminho da Limonada, onde pastéis de todos os reinos do mundo dançam com os dois.

Depois desse sonho tão mágico e fantástico, Clara acorda e percebe que havia sonhado, e fica triste por isso. Assim, vai se despedir do padrinho mago, que tinha ido para casa na companhia do sobrinho. Então, para surpresa de Clara, o tal sobrinho é na verdade o príncipe Quebra-Nozes. Assim acaba o 2º Ato.

Link wiki...



Agora lendo a história do Quebra-Nozes é que me dou conta... Tá explicado então!
Eu digo que sou uma pobre metida e com bom gosto.
Não me recordo precisamente quando foi, mas acho que tinha uns treze, quatorze anos, já estudava à noite e já trabalhava de dia, cheguei da escola, liguei a TV e estava passando este espetáculo. Só tive tempo de sentar no sofá e ficar "estátua", até o balé acabar, completamente fascinada, quase sem piscar.
Que coisa mais linda.. E me lembro que terminou bem tarde, mas fiquei ali sem nenhum sono e sabendo que no outro dia teria que acordar bem cedo novamente.
Foi paixão à primeira vista.
Depois disso, apesar de pouca ferramenta para pesquisa, comecei vez ou outra, ouvir obras de ópera. Tá certo que não me recordo de nenhum nome, mas para mim isso é irrelevante. Não quero me tornar especialista, nem entender o que dizem e nem escrever à respeito.
Só gosto muito. Ópera, tenores e tudo ligado a isso. Sou péssima para guardar nomes, mas me lembro do que vi, gostei e se ver de novo, vou me lembrar que já vi.
Gosto refinado? Não sei! Contando que minha família é bem simples, sertaneja de raiz, caipira do interior e eu sempre gostar desse tipo de música... Não sei explicar.
Acho que sem entender nada, mas sentindo tudo o que se passa... Talvez isso que eles queiram passar. Eu entendo tudo, do meu jeito, no meu tempo, com muita emoção, de coração aberto e às vezes com lágrimas nos olhos.
Pobre metida a ter bom gosto!

domingo, 24 de julho de 2011

27 anos

Lá se vai mais uma vítima de drogas e desamor pela vida.
Amy Winehouse foi cedo, mas foi tarde... Muito jovem pra morrer. Muito tarde pro corpo ter aguentado tanta droga, bebida e orgia.
Um talento que não soube como lidar com a fama.
Eu acredito que tudo isso é falta de amor. Não dá pra julgar, mas o sucesso assusta, o talento incomoda a própria pessoa que não sabe lidar com o assédio. Talvez nunca tenha recebido amor e não soube como lidar com o sentimento. O que será que passava na cabeça? Ninguém sabe.
Ela deve ter se sentido muito sufocada.
Qual o papel dos pais numa hora dessa? Agora nada! Ela escolheu seu caminho e não suportou. Se foi!
Tudo bem Amy. Já tá de bom tamanho. Já provou o que sabia fazer de melhor, pode ir em paz!!!



A maldição dos 27 anos... Amy Winehouse, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Brian Jones.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mulherão

Este texto estou compartilhando com a querida Martika Victor



Uma Mulher inteligente falando dos homens...

 ... Minha amiga, se você acha que homem dá muito trabalho, case-se com  uma mulher e aí você vai ver o que é mau humor !

 ... por Fernanda Montenegro

  O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem  afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana.

 Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. Portanto,  por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha ’Salvem os Homens!’ Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade  a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda  restam:

 1. Habitat
 Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

 2. Alimentação correta
 Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um ’eu te amo’ no café da manhã os mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo  menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato  especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

 3. Carinho
 Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
 Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta .

 4. Respeite a natureza.
 Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade?  Carros? Case-se com uma Mulher. Homens são folgados.
 Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso. 

5. Não anule sua origem
 O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro masculino não é um mito.

 Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino.
 Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos).
 Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
 Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade. Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
 Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
 Não faça sombra sobre ele...  Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu
 lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele  estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

 Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
 A mulher  sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.

 E minha amiga, se você acha que homem dá muito trabalho, case-se com uma mulher e aí você vai ver o que é mau humor!

 Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!

 Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

 Com carinho,
 F. M.


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Bem, o casamento dela durou 56 anos. Naquele tempo era assim mesmo. Era quase uma mulher "Amélia", que hoje em dia é muito raro. 
O que eu observei é que mais uma vez a mulher "deixa" o homem se achar. Pra nossa sobrevivência, é claro.
Tudo isso é muito lindo, mas tem que ter acima de tudo o respeito seguido do amor. Sem estes dois itens, nada funciona. E também cumplicidade, afinidade e admiração, que é essencial pra uma vida a dois.
Um exemplo de mulher!

domingo, 17 de julho de 2011

I Love Lucy

Gente... eu me lembrando e rindo sem parar.... 
Bem, eu não sirvo de base pra nada... sou uma boba-alegre.
Mas pra quem não conhece, aí está:

Senhoras e senhores
Com vocês
A dama das comédias, loira, linda... fantástica

Lucy!!!!



Começando a semana muito bem, com muito bom humor e muita besteira (do bem) na cabeça.
Vamo que vamo!!!

domingo, 26 de junho de 2011

Eterno

Dois anos já se passaram... mas parece que foi ontem. Aconteceu, realmente aconteceu. Ele se foi. Difícil acreditar... ídolos deveriam ser eternos. E são... em nossos corações.
Eu sou fã... sou da geração dele, acompanhei desde o início. E também tentei sem sucesso o moonwalk. Quem da geração de 80 não tentou?
Agora, uma opinião minha: eu não acredito que ele tenha feito tanta coisa ruim como diz a mídia. Isso foi pura estratégia de marketing de gente inimiga. Mesmo cercado de seguranças, conseguiram atingi-lo de forma brutal através do que ele mais gostava e do que ele nunca conseguiu ser... criança. Ele era uma criança grande, crescida, amadurecida, julgada e condenada. Se afastou por anos mas não deixou de ser amado.
É o preço que teve que pagar por ser extremamente talentoso, carismático, genial e único. É o preço por comportar tanto amor de gente que ele nem sabia da existência. Sabia que estavam todos lá mas não sabia quem eram e quantos eram.
O mundo a seus pés.
O amor a seus pés.
A fama a seus pés.
A tristeza a seus pés.
A solidão a seus pés.
A morte á seus pés.
Nessa hora, a hora da morte, mostrou pra todo mundo que também era humano e simplesmente se foi. Sem volta! Pena, saudades... imortal...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Fenômeno


Eu gosto dele.... simples assim!!!

domingo, 29 de maio de 2011

Os responsáveis

O que mais se pedomina aqui no interior é a música sertaneja... desde sempre. E cresci ouvindo o sertão: Sérgio Reis, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho, Milionário e José Rico e muitos outros que não sei o nome. Não gostava muito e não tinha opção. Ouvia de tabela.
Também assistia muitos filmes de Elvis Presley, que acho que foi minha primeira paixão. Lindo!

Fantástico, ousado, carismático, talentoso...

Quem resistiria a esse sorriso?
Até que não me recordo bem, conheci o rock - Creedence. Meu tio tinha a coleção de discos e eu amava ir na casa de minha avó só pra ouvir os LPs no último volume. Sim porque rock é bom ouvir bem alto. Daí por diante me interessei pelo rock (sou ouvinte e não especialista). E não larguei mais.
Conclusão: a família toda sertaneja, meu tio, eu e também agora meu filho roqueiros.
Gosto não se discute. Saudade que a gente mata num click!


E foram eles, com essa música que o rock enraizou em mim.