Mostrando postagens com marcador beijo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador beijo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Um segundo...


"... Ele levantou-se e, sorrindo, percorreu toda a sala, abaixou-se na minha frente, segurou em minha nuca e me beijou o rosto. Gelei.
E caminhou até a saída levando minha respiração e meu coração acelerado. Por alguns segundos me perdi num estalo em minha bochecha, que, certamente, enrubesceu. Boca entreaberta, suspirei e abaixei a cabeça, tentando disfarçar como se nada tivesse acontecido. Porém ele me pegou completamente despreparada pra receber um olhar, um toque que seja, imagina um beijo!
Algumas pessoas me olharam, talvez curiosas com minha timidez, não sei, talvez por eu estar vermelha e com a boca entreaberta esperando ele voltar e preencher meus lábios com seu gosto quente e úmido... Será querer demais?
Trocamos poucas palavras, sorrisos, gargalhadas em grupo, e foi a mim que ele se dirigiu pra me tocar levemente e provocar uma erupção gigantesca que não poderia sair pelos poros por receio de demonstrar o que não teria nenhum sentido... Um delicioso exagero feminino.
Sensibilidade aflorada, cheia de fantasias, encontros noturnos, beijos quentes, olhares perturbadores, união... Afinal pra que serve a imaginação se não podemos nem sonhar acordadas um instante? Posso sim e gosto disso.
Gosto de situações inusitadas... Surpresas... Nem que sejam temporárias...
Hoje eu fui beijada, hoje eu senti minha vida pulsar, mudei de cor e perdi o jeito, hoje passará e será ontem...
O que se passa da cabeça de um homem provocante assim? Será que sabe que há um turbilhão de emoções dentro da mulher?
Só uma pegada no pescoço e um beijo...
Gosto de viver os momentos intensos, mesmo sendo segundos, mesmo não sabendo do que me espera... Nem eu espero nada.
Foi só um beijo, uma mão na minha nuca... 
Só..."

Clara Lúcia



Gostaria de ler contos super sensuais? Clique Aqui!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Beija Eu, Beija Tu


Kiss Me Quick
Elvis Presley


Beije-me logo, enquanto ainda temos este sentimento
Segure-me forte, e nunca me deixe partir
Porque amanhã pode ser tão incerto
O amor pode sumir e partir machucando

Beije-me logo porque eu te amo demais

Beije-me logo e faça meu coração ficar louco

Olho no olho e sussurre bem baixinho
Diga-me que esta noite durará para sempre


Diga que você não me deixará nunca
Beije-me logo porque eu te amo demais


Deixe a banda continuar tocando enquanto estamos balançando
Vamos continuar suplicando que nunca pararemos

Beije-me logo, eu não posso continuar nessa espera

Porque seus lábios, são lábios que quero conhecer
E o seu beijo abrirá a porta do céu

E estaremos lá para a eternidade

Beije-me logo porque eu te amo demais




sexta-feira, 16 de maio de 2014

Beija Eu


Lendo um blog muito bom, um texto sobre beijo, resolvi roubartilhar a ideia e escrever sobre também. Nunca é demais falar de beijo, de amor, de coisa boa, relacionamentos, enfim, falar do que gostamos.

Quem quiser ler o excelente texto da Luma, do blog Luz de Luma, yes party! cliquem AQUI.

Como ela diz no texto um bom beijo marca muito nossa vida e às vezes acabamos por permanecer com a pessoa por muito tempo. Às vezes porque não permaneci nem uma semana com o dono do beijo mais marcante de minha vida.

Agora, o primeiro beijo a gente nunca esquece mesmo. O meu foi inesperado e maravilhoso! Jamais imaginaria que aquele homem que era disputado por muitas seria o primeiro a me fazer viajar nuns lábios macios, quentes, molhados... Quase perdi o rumo de casa, mas sobrevivi.

O primeiro beijo de alguém que acabamos de conhecer nos causa um frisson. Não sei como está hoje em dia (sei sim, mas melhor nem comentar) quando tudo é muito rápido, mas sou e preservo aquele tempo em que havia os olhares, a conquista, o aperto de mão, um bom papo e só depois o gosto um do outro.

O encaixe perfeito, as mordidinhas, o cheiro, o gosto, o hálito quente, tão intenso quanto o sexo propriamente dito. O beijo é como um sexo consentido em público.

A magia de olhares se cruzando, a expectativa de uma próxima olhada mais longa, depois um sorriso, um sinal, a aproximação, uma conversa revezando os olhares ora nos olhos ora na boca... Uma carícia, um toque... Uma pegada na nuca e um puxão para encaixar uma boca na outra... Um beijo... E o encanto se fez!

Não existe beijo ruim, existe beijo cujas bocas não se encaixam. Sempre há quem goste de um beijo ou outro. Sempre há uma boca a procura de outra. Sempre se encontra no outro uma forma de gostar do beijo.

Antes eu dizia que se o beijo for bom todo o resto também será bom. Mudei de ideia. Nem sempre é assim. Não por experiência própria mas porque as pessoas são muito mais que um beijo. E um primeiro beijo, apesar de ficar marcado como a primeira impressão, não quer dizer muita coisa. Pelo menos para mim não. Um conjunto de situações é que se completam e não apenas um beijo.

Bem, então é isso. Beijem muito e muito! De preferência longamente uma única boca. Ou uma boca de cada vez, e que essa vez não seja só por um instante, que seja um longo instante também.


Um vídeo que muitos já devem ter visto e muitos já criticaram, mas achei interessante. Não sei se é verdadeiro ou não, se foi armado ou não, enfim. Pessoas que acabaram de se conhecer se beijaram. Acho estranho, mas...


Um ótimo fim de semana pra todos! S2 S2 S2


domingo, 27 de abril de 2014

Um Beijo


      Distraída, estava caminhando apressadamente de volta para casa. Vez ou outra olhava para cima, como sempre faço, observando o topo das árvores, os telhados das casas, os últimos andares dos edifícios e o céu, se tinha alguma nuvem ou onde o Sol estava. Não havia necessidade de tanta pressa, mas o costume era sempre ir e vir rápido. Mania de gente afobada.

      Ainda faltava uma boa caminhada até chegar ao meu destino. O Sol já estava se pondo oferecendo um espetáculo maravilhoso especialmente para quem se lembrava de assisti-lo. A rua ainda estava movimentada e o barulho dos carros me incomodava bastante. Ouvi alguém me gritar, de longe.

      Olhei para trás e não identifiquei ninguém conhecido. Continuei com minha costumeira pressa. Alguém tocou meu ombro e me assustou. Virei-me e minha reação foi ficar de boca aberta e olhos arregalados.

      - Wilson! Meu Deus, quase não te reconheci, há quanto tempo!

      - Pois eu te reconheceria mesmo se estivesse na Lua.

      Corei. Abri um sorriso e fiquei esperando a continuidade do papo. Wilson simplesmente ficou me olhando, me despindo com os olhos, invadindo meus pensamentos e rindo... Aquele mesmo sorriso encantador, cativante, de anos atrás, de sempre. Como pude perder esse sorriso por tanto tempo?

      Ele não dizia nada e eu cada vez mais encabulada. Até que finalmente consegui soltar minha voz e pronunciar um "o que foi?", morrendo de vergonha. Wilson tinha esse poder de me deixar travada, sem voz, sem atitude nenhuma, sem saber onde colocar as mãos e sem controlar meu coração.

      Ousado como sempre colocou sua mão em meu rosto. Gelei. Suspirei e aceite. Seus dedos compridos tocavam minha nuca e de propósito alisava num vai e vem discreto, porém perturbador. Seu polegar percorria toda minha bochecha, quase tocando meus lábios. O impulso foi imediato e deixei minha boca entreaberta, como se esperasse um beijo. A outra mão seguiu os passos da primeira e meu rosto ficou imóvel entre suas mãos. A boca entreaberta estava seca... Sedenta de saudades para relembrar o sabor daqueles lábios macios, daquele beijo terno, envolvente, matador.

      Deu um passo e chegou seu rosto bem perto do meu. Me olhou tão profundo que fiquei com medo de pensar e ele ler meus olhos. Então comecei a piscar mais vezes desviando o olhar. Não tive a petulância de tocar seu rosto também. Estava praticamente paralisada. A voz embargada conspirava com o silêncio dos sons. Ele olhava meus olhos e descia para minha boca... Encostava o nariz no meu e quase encaixava o rosto para o beijo. Que tortura!

      Parecia um encantador de olhos, um paralisador de reações... Simplesmente não conseguia fazer nada. Fechei os olhos e senti seus dedos de leve roçando minha pele. Tocou meus lábios... Fui capaz de dar uma mordida de leve em seu dedo. Ele retirou-o e encostou seus lábios nos meus. Mordeu de leve o inferior, puxando-o, beijou o superior, colocando-o na sua boca. Lábios quentes, como sempre. Se afastou e abri os olhos. Estava sorrindo, me olhando e sem me deixar falar nada, me beijou.

      Nunca me esqueci do sabor daquela boca, do beijo envolvente, quente, molhado, carinhoso, intenso, perturbador. O encaixe perfeito me deixou de pernas bambas e sem ação. Não conseguia fazer nada além de retribuir o beijo. Meu rosto entre suas mãos era guiado da maneira que ele decidia. Obedecia. Seus lábios dançavam nos meus, ora para um lado, ora para o outro... Línguas se encontravam e continuavam a procurar, quem sabe uma gotícula diferente perdida no céu da boca. Se redescobriam. Tanto tempo e tudo continuava igual.

      Não me lembro quanto tempo durou o beijo, mas logo depois ele me abraçou carinhosamente, me envolvendo completamente em seus braços, acariciando minha cabeça e bagunçando meus cabelos. Ele sempre fazia isso, de bagunçar meus cabelos. Não me lembrava o motivo de nos separarmos. Não queria pensar nesse assunto. Ainda de olhos fechados senti seu coração pulsar e o meu totalmente descontrolado. A noite já se fazia presente e os carros ainda faziam barulho. Poucas pessoas andavam pela calçada.

      Ele se afastou, me olhou assustado e perguntou se eu estava ouvindo que ele dizia. Oi? Perguntei, sem graça e sem jeito. Ele riu, me abraçou de novo e disse que eu continuava a mesma avoada de sempre. Que ele só estava me dizendo que sentiu muita saudade, que perdeu meu telefone e não sabia como me encontrar. E que estava muito feliz por estar comigo naquele momento e que não me largaria nunca mais. E me beijou de novo... E de novo, e de novo.

      Fim.

      Obs: Este texto é fictício. Está na primeira pessoa mas não diz respeito a mim.
      Clara Lúcia