quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A Cabeluda



      Na pequena cidade do interior de Minas, Helena caminhava sob o sol escaldante do meio-dia. As bochechas rosadas e a franja grudada na testa pelo suor causavam desconforto à adolescente faminta. Pelo caminho, nenhuma sombra para aliviar o calor, o mau humor era visível em seu rosto, e esperar carros passar para poder atravessar a rua era irritante, sem falar na mochila pesada que ficava dependurada nas costas. Todos os dias era isso, ir e voltar do colégio. Vida de estudante.

      Assim que dobrou a última esquina um zum zum zum em frente a sua casa fez com que Helena esquecesse o calor. Sua tia, que era sua vizinha, espalhafatosa gritava no meio da rua para quem quisesse ouvir. Sem entender nada, Helena só ouvia "aquela cabeluda... a cabeluda... vou acabar com aquela cabeluda...". Apressou os passos e ao entrar em sua casa se deparou com sua mãe atrás do portão, à espreita, ouvindo a cunhada aos berros. Já havia acontecido algumas vezes dessa cunhada causar estardalhaço na rua chamando a atenção de todo mundo.

      Helena, com os olhos arregalados e também acostumada com a situação, perguntou quem era a cabeluda. Sua mãe, com o dedo indicador em riste sobre a boca, puxou-a pelo braço e disse para não perguntar nada. Aflita, Helena obedeceu e entrou pela cozinha, onde um aroma de carne de panela a fez esquecer da tia maluca que gritava na rua.

      Depois de um tempo a mãe de Helena desistiu de ouvir o espetáculo e também se recolheu aos seus afazeres. Helena já rapava o prato e tinha um último pedaço de carne espetado no garfo, pronto a ser devorado, perguntou calmamente o que havia acontecido e finalmente quem era a cabeluda.

      No intervalo entre chegar em casa e devorar um pratão de comida, várias histórias se formaram em sua mente curiosa. Cabeluda seria, em sua imaginação, uma mulher com cabelos longos, despontados, escuros e que arrastavam ao chão e que não deixavam aparecer seu rosto. Talvez um fantasma que perambulava durante o dia, ou talvez uma assassina querendo acabar com a vida da tia, ou então um ser de outro planeta que era coberto por pelos.

      Sua mãe, com jeito e procurando as palavras que Helena poderia entender, disse que a tal cabeluda era uma mulher da vida que ficava dando em cima de seu tio, casado com a tia que gostava de um barraco para se fazer de vítima e chamar a atenção de todos.

      Helena, ainda sem ter uma nítida definição da cabeluda, pensou numa mulher que carregava correntes ou até algemas nas mãos, que capturava homens casados para domina-los e tirá-los de sua família. Ainda mastigando o último pedaço de carne, perguntou como era a cabeluda. Sua mãe disse que não sabia ao certo, pois havia visto a moça somente de costas e sabia apenas que tinha os cabelos longos, ondulados, brilhantes e negros. Quis saber o nome dela, mas essa informação sua mãe não tinha. Perguntou sobre seu tio e o que ele dizia disso tudo. A mãe apenas respondeu que ele não pronunciava palavra nenhuma. Que ficava mudo-calado e também muito abatido com essa situação. Inconformada, Helena continuou pensando em como a cabeluda foi encafifar justamente com seu tio, um homem feio que usava sempre uma calça dois números maiores que seu corpo, uma camisa que ficava com os dois últimos botões abertos devido ao tamanho exagerado da barriga e que quando ria podia ver a falha dos dentes de trás do lado esquerdo. Perguntou para sua mãe como sua tia conheceu essa moça. Olhando de lado, sua mãe preferiu terminar o assunto para evitar prováveis fofocas saindo de sua porta. "Deixa que eles resolvam o assunto, filha, vamos cuidar de nossa vida.", respondeu. "Ah, mas eu bem vi a senhora fuxicando atrás do portão, né?", disse rindo e já colocando o prato dentro da pia. Sua mãe riu e saiu de perto de Helena. Na verdade ela foi até o quarto rir mais sossegada, escondida da filha que, não demoraria, entenderia essas coisas de mulher atrás de homem casado.

      E assim Helena continuou a fantasiar sobre a tal cabeluda, e sua mãe, sempre desconversando sobre o assunto, esperava o momento certo da filha saber coisas de gente adulta. "Tudo tem seu tempo", pensava, suspirando e ajeitando as roupas passadas que estavam esperando ser colocadas no cabide. Roupas do marido, claro.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Maria do Socorro


      Passava da meia-noite quando Maria do Socorro foi tomar seu banho, tranquila. Queria lavar os cabelos, mas o cansaço era tanto que não teve paciência  para caprichar como deveria. Um punhado de shampoo, enxague, uma batida com o bico do condicionador na palma da mão para aproveitar até a última gota, uma massagem nas pontas, enxague e já estava bom. Entre um bocejo e uma esfregada da toalha pelo corpo, ela mais parecia um zumbi à procura de um lugar para deitar o corpo e dormir. Os cabelos ficariam molhados e já estariam condenados a se ajeitarem num coque na manhã seguinte. Mas antes de fechar os olhos uma última olhada nos dois filhos que dormiam no quarto ao lado. A paz tão procurada durante o dia se fazia presente neste exato momento quando olhava os filhos dormirem.

      Mateus, de três anos, e Adriana, a mocinha babá e companheira de Maria do Socorro. Uma preciosidade, um orgulho, um encanto gerado num momento de muito amor. O amor se foi, mas os frutos se fortificaram e enchiam o coração de Maria de orgulho.

      Deitou-se, fechou os olhos e logo o despertador gritava em seus ouvidos. Era essa a sensação que tinha, mesmo já tendo passado cinco horas de sono. Noite curta demais para caber tanto cansaço. Era um cansaço do corpo que tinha que suportar diariamente. Levantou-se e foi logo colocando as mãos nos cabelos cacheados, ajeitando-os antes do susto de se ver refletida no espelho. As olheiras estavam profundas, as bochechas cada vez mais caídas, parecendo um bulldog, rugas na testa quando franzida, pés de galinha que mais pareciam pés de peru, ou de perua, como gostava de falar, rindo de sua aparência. Olhando cada detalhe no rosto e tentando achar mais alguma prova de que o frescor da juventude estava cada vez mais longe, sorriu. Lavou o rosto, escovou os dentes demoradamente e começou a ajeitar os cachos rebeldes num coque no alto da cabeça. Puxou uns fios sobre cada orelha, enrolou-os no dedo tentando fazer um cacho fino e sorriu novamente. Lembrou-se de seu pai que sempre apertava seu coque que, desde a adolescência tinha o costume usá-lo, chamando-o de troço. Maria ficava brava e saía pisando forte enquanto seu pai gargalhava. Não gostava de ter seu cabelo comparado ao estrume de vaca. Chegava a cheirá-los para saber se estavam com fedor. Sorriu, passou um creme hidratante, pó para tapar pequenas imperfeições, lápis nos olhos e batom nude.

      A roupa já estava estirada numa poltrona vermelha, velha, e com o tecido desfiado no encosto, que era disfarçado com uma toalha de crochê, antiga, feita por sua avó. Não combinava, mas era melhor do que sair carregando a espuma que grudava em sua roupa quando se sentava nela. Vestiu-se e foi para a cozinha preparar o café. Apenas um café preto seria o necessário para aguentar até o meio da manhã, onde tinha tempo para se alimentar com calma um pequeno lanche oferecido pela empresa onde trabalhava. Entre uma golada e outra de café, ferveu o feite, fatiou o bolo de fubá e cobriu tudo com um pano de prato branquíssimo, pelas longas horas que ficava de molho em água sanitária, sem ornamento nenhum.

      Olhou no relógio e os ponteiros não colaboravam. Tinha que se apressar ou perderia a condução. Foi até o quarto das crianças, deu um beijo em cada uma e acordou a filha dizendo que já estava indo. Assim que o Sol reinasse absoluto no céu, Camila, a filha companheira se levantaria, aprontaria o irmão e o levaria até a creche. A mochila já estava pronta desde a noite anterior e seu uniforme estava passado e pendurado num cabide e apoiado no puxador do roupeiro. Depois seguiria para seu colégio, que ficava a algumas quadras de sua casa. Maria agradecia por ter escolas perto de sua casa. Se dizia com sorte, apesar da situação em que viviam.

      Assim que colocava os pés para fora de casa, Maria do Socorro fazia o nome do pai, abaixava a cabeça e conversava com Deus para que nada de ruim acontecesse com seus filhos. A lembrança de Bartô, seu marido, era inevitável e com isso não segurava as lágrimas que desciam rasgando seu rosto fazendo um caminho como se fosse uma estrada de chão, devido ao pó compacto. Um caminho duro e seco, assim como se tornou sua vida. Sentia falta do marido, de seus carinhos e principalmente de sua proteção. Deixou a família antes da hora, muito antes de Maria repetir incansáveis vezes o quanto o amava. Se lembrou da última frase que Bartô disse a ela, segundos antes da bala entrar pela janela e acertar em cheio seus miolos: "Tô com vontade de comer picanha, minha preta..." e caiu sobre a cama encharcando os lençóis de sangue ensanguentado. O cheiro quente e forte do sangue contrastava com a brisa que entrava pela mesma janela onde abrigou a bala assassina. A princípio Maria ficou paralisada...

      Até hoje Maria imagina Bartô entrando pela porta, sem fazer barulho, assustando-a e logo em seguida envolvendo-a nos seus braços.

      Maria do Socorro voltaria para casa só à noite, onde a rotina já estava programada: primeiro o filho, com abraços, beijos, carinhos, brincadeiras, conversas, e depois um tempo especial reservado para Camila, com ouvidos atentos a tudo que ela falaria. Uma rápida arrumação na casa, faria o jantar que também seria o almoço dos filhos, um bolo ou um pão caseiro, sovado pelos seus braços fortes e musculosos.

      E assim continuaria a vida, trabalhando, cuidando, amando os filhos e vivendo seu luto, que duraria por muitos anos, ela sabia muito bem disso.

      Texto publicado em 2014 - Editado


terça-feira, 23 de agosto de 2016

O Reflexo


      — Nossa, como tô horrível! Olha esse roxo aqui! — disse em voz baixa — Preciso parar com isso... Nunca gostei e cada dia piora mais...

      Paloma, logo em seguida, entrou debaixo do chuveiro e chorou. Sua pele branca denunciava um aperto mais forte, uma mordida inesperada, um tapa estalado na bunda... Nunca gostou de violência. Na verdade acreditava ser trauma, mas acabava cedendo aos caprichos de Eli. Amava-o tanto que se entregava aos seus apelos. Sexo selvagem. Ainda debaixo do chuveiro e com a água se misturando ao choro silencioso, pensava que já havia passado da hora de colocar um ponto final na relação conturbada. Já sofria por antecipação e não suportava mais se olhar no espelho e ver manchas roxas pelo corpo. Não entendia como não sentia dores durante a relação, pois sempre foi muito sensível ao toque, meiga e comportada, com vários planos em mente, incluindo um roteiro matrimonial de acordo com os bons costumes. Pecou em não se manter virgem, mas sabia que não conseguiria se unir a um homem que nunca tivesse tocado seu corpo.


      Disfarçou as partes escuras com maquiagem, caprichou em esconder as olheiras, vestiu o uniforme e seguiu para o trabalho. Vendedora de loja de departamentos, trabalho duro, ficava em pé o tempo todo. Uma das regras do estabelecimento era ser apresentável e manter o bom humor. Ela tirava de letra e faturava um gordo salário, motivo pelo qual optou por morar sozinha.


      Felizmente ninguém reparou em nada de estranho com Paloma. Muitas vezes temia que alguém pensasse que era agredida, e caso isso acontecesse, não saberia onde colocaria seus argumentos. Local onde há vários funcionários seria difícil evitar comentários maldosos. Sempre que possível se retirava para se olhar no espelho, retocando aqui e ali, disfarçando o arroxeado na pele.


      Retornando para casa, Eli a aguardava no saguão do prédio. Um abraço carinhoso, um beijo nos lábios, um cheiro e subiram. Paloma não estava preparada para romper, mas o trauma se fazia cada vez mais presente. Seria doloroso, mas era a atitude mais sensata a ser tomada.


      Eli deixou o apartamento nervoso, saiu cantando pneu e sumiu. Nunca mais tiveram contato.


      Paloma já não sofria tanto e aos poucos voltou com sua vida normal, trabalho, passeios com amigos e um curso de artesanato para preencher o pouco tempo ocioso. Optou pela argila. Modelar vasos de vários tamanhos, formas e cores, lambuzar as mãos e ver nascer um objeto que ornaria algum ambiente. Inicialmente presentearia os amigos, depois, quem sabe, arriscaria vendê-los. 


      Entre os alunos do curso um lhe chamava a atenção. Rodrigo. Um pouco mais baixo que ela, risonho, uma covinha no queixo, olhos amendoados e porte atlético. "Aposto que pratica artes marciais, só pode!", pensava. "Lindinho demais", concluía.


      O mesmo espanto que teve quando pensou em terminar com Eli, agora pensava em começar a se relacionar com Rodrigo. Ficou feliz em não sofrer por Eli. Nunca mais precisou esconder marcas roxas e nem olheiras, devido às noites intensas com Eli.


      Não demorou para marcarem encontro. Primeiro beijo, abraço aconchegante, carinhos intermináveis e tudo estava certo para Paloma, Rodrigo era o carinho em pessoa, tudo o que ela sempre quis.


      Primeira noite de amor... Simplesmente fechou os olhos e seguiu seus instintos. Se entregou aos seus carinhos e gostava do básico do básico; sentia conforto em seus braços, sem novidades, sem rapidez, tudo meigo e pausado. Vez ou outra pensava em Eli e em seu jeito intenso de amar. Depois olhava nos olhos amendoados de Rodrigo e sorria. Estava nos braços do homem mais carinhoso do mundo. Mas... Não conseguiu sentir prazer. Pela primeira vez fingiu. Porém ficou feliz; tudo seria uma questão de tempo, de se acostumar com o novo, cultivar o carinho e pegar para si toda a ternura que Rodrigo lhe entregava de bandeja.


      Alguns meses de namoro e já eram incontáveis as fingidas de prazer. Paloma não se sentia tão feliz e satisfeita como no começo, mesmo tendo imenso carinho e amor por Rodrigo, com todo aquele corpo perfeito e torneado, a boca macia e carinhosa, o toque aveludado de suas mãos, os suspiros longos em seu pescoço que provocavam arrepios intensos, tudo isso não era mais suficiente para estar sempre disposta ao sexo. Começava a inventar dores de cabeça e cansaço. Sentia tédio. Falta de inovar, de mudar, de inventar, falta de uma dor provocada, um tapa de leve na bunda, uma mordida no lábio inferior ou então no bico do seio, uma violenciazinha inocente, um puxão de cabeço... Por fim não tinha mais paciência com tanta calmaria sexual.


      Paloma se assustou com seus pensamentos que estavam guardados no passado. Suspirou, fechou os olhos e imaginou Eli caminhando em sua direção, tirando a camisa e abrindo o zíper da calça. O volume intenso fazia ela se arrepiar... Chegava bem a sua frente e puxava seu cabeço pela nuca. Consequentemente fechava os olhos e abria a boca esperando o beijo intenso, molhado e quente. Deitava sobre ela sem se importar com o peso de seu corpo que era bem maior que o dela, mordia o pescoço e arrastava os lábios, arranhando com os dentes, até chegar à boca...


      Paloma abriu os olhos e deu um tapa em seu rosto. Se assustou por estar completamente úmida. Eli... Só ele conhecia seu corpo e suas vontades.


      Na última noite com Rodrigo, por impulso, deu-lhe um tapa no rosto. Ele se assustou, segurou seu punho e encarou-a com estranheza. 


      — O que é isso, amor, tá maluca? Odeio violência, você sabe disso, não sabe? — delicadamente repreendeu Paloma.


      Ela, aproveitando a oportunidade, pôs fim à relação. Respirou aliviada, sem sofrimento. 


      O tempo passou, Paloma tinha Eli em seus pensamentos praticamente todos os dias, noites com insônia e falta do corpo dele sobre o seu. Mas não tinha coragem de ligar, perguntar como estava, ou então ouvir a voz dele e desligar. Será que seu número ainda fazia parte de seus contatos? Se não, poderia desligar sem problemas. Paloma nunca foi tímida, mas estava receosa em procurar Eli. Não sabia como ele reagiria.. 


      — Alô?


      — Oi...


      — Paloma! 


      — Quando você me chama pelo nome boa coisa não é... Tudo bem?


      — Olha, estou um pouco ocupado, depois a gente se fala, pode ser?


      — Claro!


      O chão se abriu sob os pés de Paloma. Um longo suspiro e uma lágrima já descia pelo seu rosto. Sentiu vergonha e arrependimento. Não deveria ter ligado. Sabia onde ele trabalhava, deveria ter provocado um encontro por acaso por lá, na rua. Agora era tarde e já estava feito. Procurar por homem, pelo ex, nunca foi boa ideia para ninguém.


      Voltou a sua rotina, sem procurar pensar em homem nenhum.


      — Alô, amor...


      — Eli... amor...


      — Estou aqui em baixo, abre a porta pra mim que quero subir, agora!


      Trêmula, Paloma andou de um lado a outro, procurando algo decente para vestir, se olhou no espelho ajeitando os cabelos, enfim, tudo seria inútil naquele momento, pois ficaria nua, fecharia os olhos e se entregaria a Eli, como sempre fez.


      E esse foi o dia batizado por ela por "O dia roxo", onde assumiu seu prazer em sentir dor, em provocar também, em não se importar com marcas pelo corpo, nem precisar se desculpar caso alguém a questionasse, enfim, o recomeço mais colorido de sua vida.



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O Cara


Dispensa apresentação: Sílvio Santos, o cara!


"Só não consegue o objetivo quem sonha demasiado, só não consegue o objetivo quem dá o passo maior que a perna, quem acredita que as coisas são fáceis. Todas as coisas são difíceis, todas as coisas têm que ser lutadas."

"Como camelô, eu já era um empresário. Mantinha três funcionários. Um ficava olhando quando vinha o rapa. O outro cuidava do estoque de canetas e o terceiro funcionava como farol. Ele chegava de 15 em 15 minutos e dizia: "Gostei da caneta, me dá uma", chamando a atenção dos clientes."

"Não se importe com o que sua esposa fala, o que seus filhos falam, seus amigos falam, se importe com aquilo que você vive no dia a dia. Pelo menos foi assim que eu consegui ir de camelô a banqueiro."

"Eu luto pela sobrevivência de meu grupo, e não para minha vaidade, para minha grandiosidade, para o meu poder."

"Eu não jogo dinheiro fora. As passagens de primeira classe são muito caras. Por que vou andar na primeira classe se ela é igual à executiva? Só andaria nessa categoria caso pudesse sair do avião por algum compartimento especial e me salvar se houvesse alguma pane."

"Não me arrependo de nada. Eu posso dizer que não levei a vida, a vida que me levou. Eu nunca fiz planos. Até virei candidato à Presidência da República (em 1989) sem premeditar. Adoro trabalhar."

"O filme de hoje na sessão das dez é muito bom... Eu não assisti, mas o filme é muito bom!".

"Muitas coisas na vida são mais importantes que o dinheiro, mas custam caro."

"Nunca dormi com mulher feia, mas já acordei com várias."

"Agora, com este microfone, me chamam na internet de Sílvio Madonna. Este é muito melhor do que o outro. Aquele da cruz parecia que eu estava caminhando para o cemitério."