domingo, 15 de março de 2020

Depressão, quando ela volta...


Depressão é uma doença, assim como a diabetes, pode voltar, se permitirmos.
Quando você conhece uma pessoa, e ela muda seus hábitos praticamente da noite pro dia, algo errado está acontecendo na vida dela. E pode ser depressão.
Há uns oito anos eu superei um longo tempo  deprimida. E com isso eu não saía de casa, apenas sobrevivia com a rotina do dia a dia. Se perceberam, não quiseram tocar no assunto, mas isso já é passado.
AQUI tem o texto sobre como venci a depressão.
É doloroso, vazio, triste... Na verdade não sabemos onde dói. A diferença quando ela volta é que sabemos que existe um caminho para sair dela. Porém continua sendo difícil encontrar a estrada.
O que desencadeou, certeza, foi alguma situação difícil que aconteceu. E sim, ficamos pensando na situação, e além dela várias outras situações ressuscitam. É horrível.
Queremos silêncio, chorar, comer de tudo sem sentir gosto de nada, ficar deitada e esperar algo sabe-se lá o quê, não existe graça em mais nada...
Só passando por isso pra saber como é.
Muitos ainda acham frescura, ou sugerem falta disso ou daquilo, ou até (pasmem!) nos culpam por não darmos mais a atenção que dávamos antes.
Depressão tem isso, além de não entendermos qual foi o ponto exato do começo e nem o primeiro passo para sair. Não entendemos, mas é sabido que nada foi da noite pro dia e se já chegou no corpo físico é porque é a hora de curar.
O que menos precisamos é de julgamentos. E, olha, saiba que os julgamentos chegam até nós, certo? E não é nos arranques que vamos sair de onde nos colocamos. Isso só piora.
Não sabe o que fazer? Não faça nada! Muito menos comentários desnecessários. Nem nós entendemos como lidar com isso, imagina quem não tem nem ideia do que acontece em nossa mente e em nosso corpo.
Quer ajudar de algum jeito?
Até procurarmos ajuda ou encontrarmos a porteira de volta pra casa. Presença. Colo. Abraço.
"Se precisar estou aqui", não funciona. Não queremos ninguém por perto, mas se tiver, não vamos maltratar ninguém.
"Vamos sair, dar uma volta que passa". Não funciona. Não queremos sair na rua, e se o fazemos é por precisão mesmo. Não vai passar dando uma volta ou fazendo algo bom. Nada mais tem graça, então não existe algo bom.
É o tanto faz estar viva ou estar morta.
Na primeira recaída fica mais fácil sim, pois já sabemos os mecanismos mentais e a melhora vem, quando a procuramos, claro.
O mais difícil é controlar os pensamentos que ficam todos embolados...
Mas, com ternura por nós mesmos, com autocarinho, amor em abundância, conseguir se olhar no espelho e não encontrar nenhum rosto estranho, já é um grande progresso.
Se quisermos e soubermos que temos o poder pra isso, só convencer a mente que são só pensamentos, que está tudo bem, eles vão passar, e imediatamente tornar-se presente sentindo todo seu corpo, sua respiração, o funcionamento de cada detalhe, e tudo vai se ajeitando.
Claro que não é só isso, pois a vontade de sumir e de morrer ainda estão lá no fundinho da alma...
Há tratamentos... E são necessários pra desbloqueio e limpeza. E são maravilhosos!

É isso.
Não menosprezem quem está em sofrimento interno. Se não souberem o que fazer, não façam e não digam nada, por favor!
E não se sintam culpados ou responsáveis também. Não existem culpados...

3 comentários:

  1. Muito importante esse tema, teus relatos e principalmente o final, onde dás o recado que não podemos esquecer... Vale sempre! beijos, chica

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  2. Boa tarde de muita paz, querida amiga Clara!
    Sei bem o que fala, com fibromialgia estabilizada, procuro estar ao ar livre, caminhar e exercitar bem. Estar com pessoas positivas e orar muito.
    Gosto tanto de lhe ver postando, querida.
    Deus proteja seu Estado do vírus cruel!
    Tenha dias abençoados e felizes!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

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  3. Qualquer coisa me procura. Esse momento esta dificil para todos. Bjoss e firmeza.

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