quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Duas irmãs - A máscara cai...

Continuação...

primeira parte

Os preparativos para o casamento de Laurene agitaram toda a família, pois ela queria porque queria uma festa, mas nem os pais nem os sogros tinham condições; isso fez com que ela ficasse de mau humor o tempo todo e muito pessimista, além de reclamar de tudo e de todos. Ludmila a ajudava no que podia, mas nunca era o suficiente; parecia que o mundo todo era culpado por ela não ter o que queria.
Com muito sacrifício, os pais de Laurene economizaram daqui e dali e combinaram de fazer um bolo com champagne, quer dizer, espumante, para os mais chegados, sem avisar ninguém, claro. Tá certo, concordou a rebelde.
Nisso, Ludmila ficava encantada com cada novidade que acontecia, vibrava com tudo, admirava cada vez mais a irmã, e, na semana do casamento, chegou o vestido de noiva. Lindo, lindo, lindo; todo rodado, com um casquete com véu que tapava o rosto, tudo perfeito. A tristeza ainda a invadia, pois agora lhe doía a chegada do casamento; era a primeira vez que ficaria sem sua companheira.
No dia, foi a maior correria, mas tudo deu certo, exceto o tal bolo com espumante, que fez com que lotasse a casa de seus pais, já que praticamente todos acompanharam a noiva, mesmo sem serem convidados. Mas tudo se resolveu da melhor forma possível.
Ludmila, mesmo depois de meses, ainda sentia a falta da irmã querida, apesar de sempre frequentar sua casa; mas não era a mesma coisa, a irmã se tornara uma pessoa fria e pessimista além da conta, colocando defeitos em tudo e em todos, principalmente em se tratando de Ludmila. Bem...
Não demorou e Ludmila também se casou, com aquele que parecia ser seu príncipe encantado. Pronto, mais um motivo para o desgosto de Laurene. Programaram uma festa enorme, tudo por conta do noivo.
Laurene, apesar do pessimismo, sempre acompanhou Ludmila em tudo; na compra de enxoval, escolha do vestido de noiva, entrega dos convites etc.... Tudo!
No dia do casamento, tudo certo, tudo perfeito e Laurene continuou reclamando de tudo, principalmente da família do noivo e de todos os amigos de Ludmila. Mas, como era sua "protetora", não a enxergava como realmente era.
Laurene engravidou, nasceu Eduardo, a paixão da titia Ludmila.
Pouco tempo depois, acabou o casamento de Laurene; já não suportava aquele marido que não amava.
Isto gerou um conflito na família, pois ninguém imaginaria uma situação desta.
E Ludmila, como era adoradora de sua irmã, para não a deixar sozinha, sempre a levava para a sua casa - uma linda casa - para passar fim de semana, saírem juntas, mais o marido, viajar, enfim, aquela vida que Laurene sempre quis e não teve.
Quando viajavam juntos, Ludmila começou a notar uma certa atitude de Laurene, não condizente com o que enxergava até então. Parecia que ela queria para si todos os homens que aparecia pela frente. Ludmila não gostava desta situação, pois ela provocava, não importando se o homem era casado ou não. Isto a deixava constrangida e à partir daí começou a não chamá-la mais para nada. O clima ficou muito tenso entre as duas. Numa certa ocasião, Laurene, simplesmente chegou à Ludmila e disse "Se esses homens não estivessem tão embriagados, eu arrastava cada um deles e dava um trato". Mas os homens de que ela falava, eram todos casados, inclusive seu marido estava no meio.
Ludmila levava uma vida tranquila, com altos e baixos como em qualquer casamento, agora com um casal de filhos; e fez o favor de pedir ao marido que arranjasse um emprego em sua empresa para sua irmã, já que esta estava desempregada.
Feito.
Na primeira oportunidade, começou a desavença entre Ludmila e Laurene, pois esta começou a trazer "assuntos de seu marido" que até então nem imaginava que acontecia. Pela inocência de Ludmila, jamais imaginaria que fosse apenas fofoca da irmã. Plantou a confusão no casamento de Ludmila.
Como mentira tem sempre perna curta,  Ludmila começou a receber ligações anônimas lhe alertando do comportamento de sua irmã e de seu marido.
Pronto, lá vai Ludmila atrás e... Pegou os dois no ato! Laurene no maior esfregão com seu marido.
O chão lhe sumiu, não tinha atitude para nada, não sabia para onde ir, correr, ficar, gritar, chorar... Nada!
O marido jurou, claro, que não foi intenção dele, mas depois disso, Ludmila descobriu muitas outras canalhices do marido e o casamento acabou.
Duas semanas depois, Laurene, na maior cara dura, procurou Ludmila e disse que ficaria com seu marido, que moraria em sua casa, e que tudo que era da irmã seria dela agora. Que estava cansada de ficar somente olhando a irmã ser feliz, que agora seria a vez dela; que bastava todas as coisas boas irem para a irmã e ela ficar somente com o resto; e que desejaria muito, ainda, pisar e cuspir em seu túmulo.
Ludmila, sem entender nada e sem conseguir raciocinar, caiu de vez num buraco profundo e não mais saiu de casa; apenas chorava, chorava, chorava... E a cada dia envelhecia 10 anos. Seus filhos, ainda pequenos é que a sustentavam, com a alegria de criança, as brincadeiras, as gargalhadas, a inocência... Mas estava morta por dentro.
Como pode uma irmã trair de tal forma, a ponto de matar uma pessoa que sempre a amou? Como Ludmila, a vida toda, não enxergou a maldade da irmã, a quem admirava? Será que esse tempo todo, foi prejudicada na maior inocência?
Um filme começou a passar na mente de Ludmila sobre a irmã; todas as atitudes suspeitas, o mau humor, as críticas, as revoltas, os conselhos falsos... Tudo isto a afundava cada vez mais. E nesta hora, se sentiu sozinha, pois guardou essa tortura para si; os "amigos" sumiram, seus pais achavam que isso era normal, e os parentes, primos próximos, achavam que era exagero dela pensar isso.
E os anos foram passando...

Continua...

9 comentários:

  1. Nossa,Clara!!!

    Adorei!!Fiquei presa na leitura!Puxa...com uma irmã destas...quem precisa de inimigos??
    Que coisa!
    Mas tomara que ela dê a volta por cima!
    beijos querida!

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  2. A história segue, mas ver Ludmila sofrendo tanto dá muita pena...

    Beijos

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  3. Não podia deixar de comentar que fiquei encantada com a ilustração do post de hoje... lindo quadro!

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  4. Olá bom dia , belo texto só uma correção , mal humor não existe é mau humor , fora isso perfeito.
    Bjus
    Bx

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  5. Clara,

    Sofri agora com a Ludmila, que irmãzinha mais bisca hein?! rs. Aguardando a continuação.
    beijos

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  6. Anônimo.... obrigada pela correção!

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  7. Muito bem correção feita , agora só espero que a Ludmila seja feliz e não termine com alguém que se chame Talarico rsrsrsrs...........
    Bjus.
    Bx

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  8. UAU!Muito boa sua história,Clara!Eu estou curiosa pelo próximo capitulo!Bjs,

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  9. Estou adorando e me indignando com essa irmã...beijos,chica

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