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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Até quando esse descaso?


Estão acabando com a nossa Língua Portuguesa. Primeiro elegeram aquele livro que aceita erros de fala, mas tem que escrever correto. Depois estão inventando de acabar com a letra cursiva, dizendo que se perde muito tempo em corrigir a letra e não sobra para ensinar a disciplina propriamente dita. Ah, tá!
Tudo já está um caos, e pelo jeito vai piorar muito mais.
O que eles querem é justamente isso... Gente ignorante, que não sabe interpretar texto, que não sabe elaborar um pensamento e discutir, gente que aceita e engole tudo o que os nossos "amados" governantes ordenam.
Onde isso vai parar, meu Deus?
Essas crianças todas nas ruas, meninas que antes desenhavam sol e coração nos cadernos, hoje brincam de aterrorizar quem estiver pela frente, sabendo que não serão punidas, que ainda têm um longo tempo para viver nessa vida, sem ninguém incomodá-las, por serem dimenor.
É muito triste...
Gente fazendo filho pelos cotovelos e soltando-os ao vento, ou simplesmente colocando-os no lixo ou até abandonando-os em sacolas em algum canto qualquer. Isso é de cortar o coração.
A base familiar, mesmo que seja só a mãe, ou só o pai, está em extinção e a vida se tornou algo banal.
Onde estão as Barbies dessas meninas? Algumas já brincam de boneca... de verdade... aquelas que choram, que mamam, que precisam de cuidados e que crescem. E a história se repete.
Não cabe só ao Governo ou à Escola. Os pais estão muito relapsos, com valores que é bom nem comentar.
Um pouco dessa atitude é a impunidade nesse País imenso de meu Deus.
A justiça é lenta, prende e solta, demora anos para se julgar e às vezes o crime é prescrito.
Enquanto tudo isso acontece, crianças nascem e vão para o crime. Não dão valor à vida e crescem na certeza de que a qualquer hora podem não estar mais aqui...
E o caderninho lindo, cheio de coloridos e letras redondinhas, fica guardado no baú de coisas antigas, empoeiradas e obsoletas.
E os psicólogos, psicopedagogos, estudiosos,  pesquisadores e cientistas, continuam sentados em suas cadeiras macias nas salas refrigeradas, discutindo a melhor forma de educar um filho nosso. E quem vai educar os pais e/ou responsáveis por esses filhos?
Triste fim.

14 comentários:

  1. Vemos tanto que não gostaríamos de ver! Ainda ontem eiu e minha irmã fomo abordadas por 2 pivetes marginais de apenas 111 anos no máximo... Pode? Deviam estar nas escolas! beijos,chica

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  2. Bom dia, Chica...
    Eu fico de coração partido vendo esses pequenos perdidos pelo mundo.
    É triste, muito triste....

    Beijos...

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  3. Clara,sempre um tema instigante em seu blog!Gostei demais de sua abordagem!Disse com propriedade,coisas que tb penso e sinto!Como professora tenho visto pais cada dia mais novos tendo filhos e não sabendo o que fazer com eles!Mães que ficam sozinhas para educar!Avós que tem filhos na cadeia ou drogados pelas ruas e pegam seus netos para criar!É mesmo lamentavel o governo nada fazer e o povo não exigir!Bjs,

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  4. Anne, vc como professora deve sofrer muito vendo tudo isso de perto.
    É lamentável tanta irresponsabilidade por parte de todos. São crianças e isso dói na gente...

    Beijos, querida!

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  5. clara,

    Excelente post! Falta educaçao. Problema crônico no País. Mas falta amor. Há uma degeneração de valores acentuada cada dia mais. O deus dos valores da sociedade nestes tempos é TER. Só que esqueceram de ensinar que para TER é preciso trabalhar, e quanto mais se estudar melhores empregos estarão acessíveis e melhores salários também, facilitando o TER. Mas o preocupante mesmo é o definhamento do amor, do respeito. A vida tornou-se banal. Mata-se como se mata barata.
    O mais triste é que não há perspectiva, a curto prazo, de reversão da torre de babel instalada. A longo prazo ainda acredito que haja soluçao. Sou irremediavelmente otimista e crente na capacidade do homem.

    Girassóis nos seus dias.
    Beijos

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  6. Celina, eu também sou otimista quanto ao ser humano, acho que tudo vai dar certo, mas os homens que nascem hoje estão sem estrutura pra enfrentar o futuro deles. Isso me revolta! Mas nem tudo a gente pode fazer. Essa impunidade é o mal do século, seguido da falta de educação e amor.
    É triste demais!

    Beijos, e hoje eu te dou esse sol que desenhei no caderno.

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  7. pessoas que jogam filhos no lixo, pessoas que jogam no rio, pessoas que deixam filhos em casa sozinhos, pessoas que esquecem os filhos para correr atras de um "amor"...

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  8. Maggie, seja bem vinda...
    A pessoa tem o livre arbítrio de fazer o que quiser, mas desde que não prejudique outros... e filhos são sagrados, são amor, como é que corre atrás de um amor se não tem amor? Mas cada um é cada um...

    Obrigada por sua visita. Beijos.

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  9. É deprimente, sim, Clara. Temo pelo futuro com essa falta de preparo, com essa inversão de valores.

    =\

    Um beijo.

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  10. Clarice, um texto forte, polêmico e real.
    Quero ao menos entender por que estamos chegando no fundo do poço com a educação.
    Falo isso em todos os sentidos.
    É lamentável, mas é uma realidade que parece não ter fim. Não ter resgate.
    A nossa escrita tão linda, está cada dia mais banalizada.

    Tem que chamar a atenção mesmo!

    Xeros

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  11. Oi Clara!
    Que retrato triste, mais ainda por ser vardadeiro. Uma infância não vivida, uma vida adulta destruida num processo de bola de neve. Pelo ralo todos os valores que nos fazem cidadãos.

    Beijo grande!

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  12. Luna,
    Ana Karla,
    Valéria...

    Eu fico triste com tudo isso, a cada bebê abandonado, a criança no tráfico e o descaso com a educação.
    Tudo banalizado e a gente tem que engolir como se fosse a coisa mais normal do mundo.

    Beijos pra vcs... um excelente dia!!!

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  13. As crianças não sabem mais escrever com letra cursiva.
    Eu comecei a fazer uma especialização em psicopedagogia há uns anos atrás, e não terminei. Motivo: não aguentei tanta ignorância e mediocridade dos professores e do ambiente. Um bla bla bla que não acrescenta nada.
    Triste realidade da educação.
    Latimável, Clarinha...

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  14. Diva, é triste, lastimável tudo isso...
    Onde vamos parar? Tenho até medo de saber...

    Besos...

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