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quinta-feira, 12 de abril de 2018

ME DIGAS COM QUEM ANDAS




Para quem usa as redes sociais, ou mesmo só a internet para pesquisas, sabe do gatilho ligado as nossas escolhas que impulsionam a nós vários links que poderiam nos interessar, de acordo com nosso gostos.
Chega a ser cansativo quando clicamos em algum link e logo depois um turbilhão de informações referentes ao assunto em questão nos aparece como sendo de nosso interesse também.
Às vezes pode ser que sim, mas na maioria das vezes foi só uma consulta que fizemos, nada além disso.
Vamos supor que você tenha um sonho, um plano, uma vontade de fazer algo, mas que acha difícil, mesmo antes de começar.
Qual o problema em ser difícil? Será que as coisas difíceis nunca deverão ser realizadas? Será que é difícil mesmo ou você já criou o hábito de rotular tudo que não faz parte de sua rotina?
Pela lógica, o mais difícil é fazer algo que nosso corpo não consegue fazer. De resto, tudo é possível. É difícil, fácil, tudo depende da intensidade ou do obstáculo que você coloca à frente de tudo que está por vir.
Se você tem, desde criança, um dom, mas que ao longo da vida não deu valor a ele e seguiu uma estrada que desvia desse dom, digo-lhe que mais cedo ou mais tarde esse dom vai bater forte na sua porta, e talvez seja sua segunda chance de ter o sucesso tão almejado.
Lembre-se que sucesso não quer dizer fortuna.
Então, caso esteja disposto a tentar fazer o que realmente sempre quis fazer, então tente!
Se é dom, então terá toda a facilidade em lidar com qualquer coisa, e além disso, acredite, tudo relacionado ao assunto virá até você.
Aquele ditado que diz que "tudo que queremos o Universo conspira a nosso favor" é verdadeiro...
O segredo disso tudo é o foco que você terá em realizar algo na vida. Se há o foco, há o ímã que impulsionará você a conquistar o que almeja.
Nós temos o livre arbítrio, e isso pode ser ótimo e pode ser um desastre também.
Lembre-se de sua infância, das facilidades que você tinha em desempenhar alguma tarefa... E que por influência do meio em que você vivia, deixou de lado, por motivos variados que já conhecemos. O maior motivo sempre foi "isso não dá dinheiro". E talvez tenha dado se você tivesse insistido e persistido no que realmente sabe fazer com facilidade.
Quando sabemos de nosso dom, certamente temos um diferencial de quem não tem o dom para o mesmo quesito. Então, não importa se metade da população já faz o que você sabe fazer com facilidade, seu dom, pois só por você tê-lo, já terá um diferencial, uma pitadinha mágica, uma cerejinha do bolo, e isso fará toda a diferença para seu sucesso.
Acredite nisso, acredite no seu potencial!
Outro ditado que é verdadeiro, "faça o que goste e nunca mais precisará trabalhar".
Quando temos um dom e trabalhamos nele, a satisfação em fazer sempre melhor, em executar com mais capricho e ser diferenciado no mercado, é visível. E isso pode lhe render além do que imaginava, além do que tantas pessoas lhe tiraram de cabeça em seguir seu instinto e vocação. Dependendo da estratégia que você usará, será bem-sucedido também.
Não importa o que seja, se há amor, dedicação, se for sua vocação e tiver uma boa estratégia, olha, o sucesso será garantido.
O mesmo acontece com as pessoas que vivem conosco no dia a dia. Se prestarmos atenção, todas têm um objetivo e muitas vezes são parecidos com os seus. Se você mudar os contatos, talvez seu objetivo também mude, e até seu modo de enxergar o mundo também mude.
Por essa lógica, me diga, qual seu objetivo? Você tem contato com pessoas que têm o mesmo objetivo que você? Não necessariamente o mesmo dom, mas pelo menos o mesmo tipo de conversa, os mesmos lugares frequentados, o mesmo modo de enxergar o mundo e os mesmos valores. Já pensou sobre isso?
Se forem pessoas que têm a curiosidade em aprender, seguir caminhos diferentes do seu, não há problema nenhum, mas quando você opta por seguir uma estrada e quer ter o foco absoluto para que seu objetivo seja alcançado, talvez seja necessário mudar os ares de sua vivência. E é normal isso. Ninguém vai abandonar ninguém, apenas irão seguir estradas diferentes.
Se você passar a ter contato com pessoas que têm a mesma vocação que a sua, certamente alguns deles já passaram por dificuldades e não terão problemas em compartilhar as pedras que encontraram pelo caminho. Quem já atravessou uma estrada e venceu o desafio, sente orgulho em compartilhar a batalha e mostrar a guerra vencida. Isso seria meio caminho andado para quem está no início da trajetória.
Portanto, se você perceber que está fora do contexto com algumas amizades e pretende se aprofundar no que realmente lhe importar, faça isso! Você obterá respostas das pessoas que já trilharam o caminho que você deseja percorrer, e como tem a vocação, você não terá dificuldades em aperfeiçoar o proposto objetivo. Tudo surgirá para você com a maior facilidade, creia, meu querido!
E, vamos pensar, a vida é tão curta e o mundo tão imenso de oportunidades, que não dá para abrir mão de nossos objetivos por essa ou aquela pessoa, afinal qual vida tem maior valor, a sua ou a de quem está com você lhe impedindo de prosseguir para o que você realmente quer? Todas as vidas são importantes. Cada uma deve ter um propósito a seguir, só isso.
Siga o seu, sem remorso!
Isso não é egoísmo... 
O que você acha?

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Quando Eu Morrer, Não Tenha Medo De Mim


Quando eu morrer, não tenha medo de mim...
Continuarei a ser a mesma pessoa, que estará em outra dimensão. Você acredita na outra dimensão?
Eu sim. Acho um desperdício a gente viver somente aqui, num corpo perfeito, numa alma inexplicável, depois morrer e acabou. Muito pouco, não acha?
No começo sei que vai ser difícil, haverá choros e sofrimentos. Mas passa... Eu sei que passa... Você tem sua vida e deverá cuidar dela até chegar sua hora de partir, assim como eu partirei.
Talvez você sinta calafrios, tremores, arrepios e medo. Pode ser eu, ainda inexperiente, nessa minha nova morada, tentando me aproximar para matar a saudade. Mas nem todas as vezes que sentir essas coisas serei eu. 
Às vezes eu fico pensando na morte, em como ela chegará para mim, se de modo inesperado ou em conta-gotas. Pena não poder escolher, mas é melhor assim. Imagina a angústia ficar em contagem regressiva para o adeus terreno? Eu morreria! Hahaha, foi uma péssima piada!
Talvez você sinta uma brisa suave a movimentar seus cabelos, e se sentir vontade de fechar os olhos, suspirar e se lembrar de mim, saiba que, mesmo não sendo eu, de alguma forma saberei que me imaginou nesse instante. E ficarei feliz.
Acredito que depois da morte alguns sentimentos acabarão. Só o amor sobreviverá...
Talvez você sinta cheiro de rosas... Pode ser eu sentada num lindo jardim a lhe observar de longe... E sorrirei... 
Sinto saudades de muitos que já partiram. Quem será que verei primeiro? Será que vou poder abraçar, beijar? 
Talvez você sonhe comigo, um sonho leve, com luzes, brisas e crianças correndo. Bem, não entendo esse negócio de sonhos, mas sei que não ficarei nesse lugar lindo de imediato. Há todo um aprendizado a percorrer, até subir os degraus da evolução e sentir aquela paz tão recomendada durante o velório.
Por falar nisso, quem irá se despedir de mim?
Talvez você acorde no meio da noite e chore... Certamente chegarei correndo para lhe confortar... Choro a gente não deixa passar. Tentarei lhe tocar, lhe beijar, lhe abraçar, mas não conseguirei, e você não sentirá minha presença. Mas ficará sofrendo até adormecer novamente... E a vida seguirá, sem mim... E eu sem você. Eu lhe verei, você só terá lembranças...
Você estará perto de pessoas que lhe ama, que saberão lhe acolher, lhe confortar, abraçar quando precisar...
Eu estarei sozinha, pois terei uma caminhada até chegar ao plano dos que já se foram. 
Lembra quando eu dizia que nascemos só e morremos só? É isso.
Claro que não estarei sozinha isolada, haverá gente, quer dizer, almas por perto. Você seguirá sua vida, sua família estará por perto, por longos anos, eu espero. Aproveite a vida! Ela é muito preciosa para ser desperdiçada com sofrimento fútil. 
Lembra quando eu falava que a maioria dos sofrimentos nós mesmos que provocamos? Então, ainda acredito nisso. Mas são atitudes que só com o amadurecimento adquirimos. Quanta bobagem nós provocamos, em troco de nada... Quanta dor inútil... Quanto choro em vão... Quando na verdade o que vale a pena é nosso bem-estar, nossa saúde, nosso prazer na vida. 
Ainda acredito que a vida é única, no sentido de ser preciosa, de ser absolutamente divina e que jamais deve ser deixada para lá por causa de uma outra pessoa. Cada vida um valor. Nem mais, nem menos.
Talvez você não consiga entrar no meu quarto, mexer nas minhas coisas, sentir meu cheiro... Talvez você veja vultos...
Olha, lembra do amor que você declarou a mim por esses longos anos? Então peço-lhe que não sinta medo... Sou eu! Não tenha medo!
Vou olhar por você de onde eu estiver, isso eu tenho certeza! E se eu puder fazer com que você saiba disso, farei. Mas talvez não... O medo é traiçoeiro... Talvez demore alguns anos para que isso aconteça... Lembre-se que a alma é eterna, e no plano que estarei, não morrerei mais. 
Como será a contagem do tempo no céu? Podemos chamar de céu o lugar para onde vamos? Sei também que antes de chegar lá há uma longa caminhada, mas sempre fui disciplinada, então chegarei com tranquilidade.
E esperarei até o dia em que poderei lhe abraçar e matar a saudade...
Hoje já sinto saudade, mesmo estando assim, grudadinha em você...
Não se esqueça, nem hoje, nem nunca: eu te amo!

Clara Lúcia


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Um Sonho (Im)Possível - Continuação


      Uma outra porta se abre e uma senhora de estatura baixa, cabelos brancos, óculos de graus tipo bifocal com armação preta, saia secretária e um blusa de tricô, de linha, bem fresca e solta, chama Lucimara para entrar, com um sorriso gentil no rosto. Ela agradece e se acomoda numa cadeira antiga, de madeira vermelha, combinando com a escrivaninha também da mesma madeira. Dá uma olhada discreta pela sala. Do lado direito uma estante enorme, de ferro cinza, acomodava vários livros, várias enciclopédias, inclusive a Barsa que era seu sonho de infância. Mas só os ricos a tinham. E do outro lado da sala, abaixo da enorme janela, um vaso com uma folhagem verde, brilhante, que mais parecia artificial de tão viva que estava. No teto, para quebrar toda aquela nostalgia, um ventilador com abas modernas, de um material acrílico e uma lâmpada bem grande. Estava desligado pois o clima estava fresco.

      Dona Damaris se sentou e já começou a ler o currículo de Lucimara.

      - Primeiro emprego, querida? - perguntou gentilmente, com voz doce.

      - Sim. Me formei há pouco. - respondeu.

      - Tão nova e já fez alguns cursos de especialização na área de Recreação?

      Lucimara sorriu e acenou com a cabeça. Estava nervosa e tinha medo de falar demais e se atrapalhar. Responderia somente o que lhe fosse perguntado.

      Dona Damaris, finalmente, perguntou-lhe quando poderia começar a lecionar, pois a substituta de uma sala de Educação Infantil já estava com o contrato vencido e precisava ocupar uma outra sala, com uma turma do Ensino Fundamental. Lucimara disse que estava livre e que poderia começar quando precisassem. Combinaram então para o dia seguinte, na parte da tarde.

      Lucimara se levantou, agradeceu Dona Damaris, apertando-lhe a mão e antes de sair lhe perguntou, com receio de levar uma bronca, sobre as aulas de piano. Dona Damaris sorriu e disse que, depois do prazo de experiência que teria que cumprir, poderia combinar com Débora, a professora, para ter aulas nos horários em que achasse melhor. E mais uma vez elogiou Lucimara pela iniciativa, pois música seria uma ótima forma de conduzir os pequenos, mesmo ela ainda não sabendo nada sobre, o clima musical é uma magia que encanta qualquer criança. Lucimara corou de vergonha e se emocionou com tanta gentileza. Se despediu e se foi.

      Passando pela enorme sala ao qual ficara esperando, se atreveu mais uma vez a espiar o majestoso piano preto, brilhante de tão limpo, ali, solitário, esperando algumas mãos que o dedilhassem e ecoasse a magia da música.

     Um sonho de infância que parecia perdido no tempo, esquecido num canto da memória, quase impossível de se tornar realidade, agora tão próximo, tão perto e tão real. É a vida que surpreende, que presenteia, que prova que nada é impossível, que sonhos não são apenas ilusões perdidas mas uma realização antecipada de um futuro que chega quando menos se espera.

      Fim.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Uma Carta



Sabe, me sinto voltando há uns anos, quando ainda escrevia cartas de papel... Tão romântico, onde pingava umas gotinhas de perfume, carimbava um beijo com batom vermelho... É assim que lhe respondo a carta que me enviou...


Quase não acreditei quando olhei a caixa dos correios e a vi, tão simples, com sua letra cursiva... Meu coração disparou e a primeira coisa que fiz foi cheirá-la, tirando dela um resquício de seu perfume, não aquele que colocam em vidros, mas o perfume de sua pele... Apertei-a junto ao peito, na esperança de aquietar meu coração descompassado e fiquei imaginando suas palavras escritas... Seu carinho ali, todo para mim, em algumas poucas linhas...


Mas na verdade eu queria mesmo era dizer que algo mudou em mim, desde que você chegou, com aquele beijo inesperado, roubado e devolvido, suave e loucamente molhado... Ahhhhhh !!!


Como explicar? Não sei...


Mas mesmo à distância lhe sinto aqui pertinho: seu cheiro, seu gosto, sua respiração quente perto de minha boca... Lembra que eu falava sempre que entre o amor e eu existia um oceano? Então, ele existe agora! Coisas do destino? Quando falamos algumas palavras e algum anjo passa e diz amém?


Todo esse tempo, eu aqui e você aí, um olhando pela fechadura, espiando o que o outro estaria fazendo ou o que estaria pensando... E ao mesmo tempo sentindo o calor do corpo, o toque suave, o entrelaçar das mãos... Os beijos apaixonados que expulsam a alma, com medo de um castigo por tanta ousadia... o olhar brilhante, a lágrima que não suporta tanta paixão e sai correndo em direção ao pescoço, que logo é amparada por uma boca sedenta por sentir o gosto, a boca úmida, entreaberta, com o hálito quente que derrete toda a frieza de uma incerteza que possa, por acaso, estar por ali... Se entregar? Se render? E por que não? 


Qual o sentimento mais puro e mais lindo do que o amor? 


A boca sedenta de desejo, como a boca de um bebê faminto procurando o seio da mãe, para saciar sua fome... Percorre cada milímetro do corpo, saboreando cada sabor, apreciando cada arrepio e cada suspiro... O tempo para... A respiração acelera... A explosão... O ato máximo... O prazer...


Sim, eu me rendo! Sou sua serva, sua escrava, sua dama...


Até pouco tempo atrás eu havia me rendido à solidão, à conformidade de viver sempre sonhando com algo que achava que não existia...


Fantasiava demais, queria demais, escolhia demais e claro que sabia que nada existia. Pessoa romântica tem dessas coisas, mas...  Quando menos esperamos, o que não deu certo em outros lugares, em outras camas, vem aqui e se instala no nosso peito, finca como um punhal e faz o coração disparar; a boca seca, as mãos gelam, as pernas tremem e um sorriso acanhado insiste em permanecer nos lábios. Basta ouvir uma música e pronto! Toda aquela sensação de adrenalina volta; o tempo demora o dobro para passar, os minutos são angustiantes e parecem retroceder como uma tortura da alma...


Até que finalmente tudo se torna real. 


A distância? Que distância pode haver para uma loucura? O amor é uma loucura? Sim, claro! Só quem é louco atravessa léguas em busca de um amor, só quem é louco se entrega sem medo, se perde nos abraços, nos beijos, no prazer... Um corpo grudado no outro... Uma só massa... Um só amor...


Despeço-me agora, meu amor, para que descanse seu corpo junto ao meu, em pensamento e alma... E amanhã recomece toda a tortura, toda a espera pela hora marcada e assim, repetir tudo, agora com mais intensidade e mais ternura...


De sua amada que sonha acordada esse amor platônico e real, embalada numa canção sem letra, para não atrapalhar os pensamentos e as lembranças de momentos inesquecíveis que passamos juntos, seja onde for, seja como for e seja o tempo que for. 


No amor tudo é infinito, mágico... potente... e frágil.


Beijos... milhões de beijos...

S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2S2

Texto publicado em 18 de abril de 2012.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Devassa - Um Conto Sensual

 
Roberta, louca para chegar em casa, encara um engarrafamento quilométrico num fim de tarde, começo da noite, buzinas, poluição, gritos, motos barulhentas e calor, muito calor.

Liga o rádio e ouve Dire Straits com aquele som de guitarra inconfundível. Começa a cantar tentando relaxar e esperar que a fila de carros ande de uma vez por todas.


Olha para o lado e o vidro do carro do lado abaixa. Um homem começa a olhá-la primeiro com óculos escuros, depois por cima dos óculos. Olhos negros penetrantes... Logo em seguida um sorriso, lindo!


 Roberta vê que ele aumenta o som de seu carro e que também ouve Dire Straits, uma outra canção. Ela desvia o olhar e se concentra em um ponto qualquer à sua frente. Mesmo assim é inevitável não sentir o olhar do homem lhe queimando o rosto. Não resiste e o olha de vez em quando... Ele sempre olhando e sorrindo, agora sem os óculos escuros.


Sua imaginação voa... E já se vê dentro daquele carro, do lado daquele homem desconhecido, com todo aquele calor lhe subindo pelo ventre. 


Roberta, para provocar, levanta o vestido até a altura das coxas e também uma perna, de propósito, só para que ele lhe veja. E ele vê! E faz um biquinho como se lhe mandasse um beijo e aperta um pouco os olhos, ficando com uma cara de safado.
 
Ainda se imaginando dentro daquele carro, ele então começa a correr sua mão em sua coxa... Se ajeita no banco, de forma que fique quase meio deitado, e de pernas entreabertas...


O trânsito anda uns 20 metros e Roberta aumenta o som do carro, agora uma outra música, e olha para o lado enquanto ele para no mesmo rumo do meu carro, de novo. Que bom!


Roberta fecha os olhos e sua imaginação continua, então ela se senta no colo daquele desconhecido, de frente, e começa a beijá-lo alucinadamente... Ele, com aquelas mãos enormes, abaixa seu vestido, acha seus seios e começa a beijá-los... Era como se ele voltasse à infância e estivesse faminto por alimento.


Beija-lhe a boca com paixão, desarruma seus cabelos, lhe pega pelo pescoço e percorre sua boca por todo o colo, os seios, volta para sua boca e lhe arranca o fôlego... Lhe aperta contra seu corpo deixando-a imóvel, puxa seus cabelos para trás e fixa os olhos nos dela... Olhos sedentos de desejo....


Alguém bate no vidro do carro. Roberta abre um pouco e vê um menino vendendo água. Água geladinha....


Olha para o lado e ele continua olhando-a, sorrindo e mexendo no volume do rádio.


Ela bebe a água e deixa escorrer um pouco sobre seu corpo. Ele vê isso e faz um gesto com a cabeça como se quisesse dizer: "não acredito!"


Ela fecha o vidro de novo e também os olhos e sonha acordada... Volta para o colo dele, que começa a gemer e a dizer coisas incompreensíveis;  lhe segura nos cabelos e beija seu pescoço, o suor escorrendo pelos seus seios... O mundo para! Só os dois ali, naquele sexo sem limites, naquela vontade de um entrar dentro do outro e nunca mais sair...

 
Uma buzinada atrás do carro de Roberta a faz ver que a fila andou mais uns metros. Ofegante. O desconhecido lhe olhando, lhe mostrando o celular, acenando e falando algo que ela não entendia. Apenas retribui com um sorriso. A fila anda mais um pouco e ele para bem à frente do carro dela. Roberta revira o porta-luvas e acha caneta e papel. Anota a placa. Ele fica olhando para trás procurando-a e acenando com a mão.


Roberta fecha os olhos e volta naquele lugar do pecado, dentro do carro daquele homem desconhecido, másculo e que a leva ao delírio... Continua o sexo, beija aquela boca, volta para seus seios, depois dá mordidinhas em sua orelha... E explode num urro de satisfação. Ela fica olhando aquele rosto tão próximo do dela, aquela boca quente, aquele hálito, aquele cheiro de sexo que se espalha; ela não resiste! Seu coração dispara... 


Ela dentro de seu carro e ele à frente lhe acenando e sorrindo, querendo dizer algo...A fila anda mais um pouco e ele some, entre os carros... Que pena!

Depois de um bom tempo, depois que todo aquele aglomerado de carros se acaba, ela o vê parado no acostamento, em pé fora do carro, lhe esperando passar. Acena com as mãos e ela não resiste e para mais à frente, sai do carro e vão de encontro um do outro. Eduardo, o nome do desconhecido.


No íntimo, Roberta sabia que suas fantasias não seriam só fantasias. Ela sabia que algo mais aconteceria. E aconteceu! Não dentro do carro, não naquela hora e nem naquele dia. Foram se conhecendo aos poucos, dia a dia até se entenderem e confirmarem uma fantasia que se viveu a dois, cada um com seus desejos e suas vontades. Duas fantasias que se uniram, agora olho no olho, pele na pele... Ui!


Queridos leitores, gostaria de informar que este texto está registrado na BN sob número 978-85-922781-0-6.
Por gentileza, não copiem sem minha autorização, certo?
Grata!

Este conto e mais alguns, todos sensuais, num livro.




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