segunda-feira, 15 de abril de 2013

Amor Inocente


"Amor" foi o tema de pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia a um grupo de crianças entre 4 e 8 anos, nos EUA, e transcrito no jornal "O que é o amor?"

Leiam que fofuras de opiniões! O amor é simples, inocente, gostoso... nós, adultos, é temos o hábito de complicá-lo.

Quem me mostrou este link AQUI foi uma amiga do facebook, a Ana Silva.

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* Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta - Nikka,6 anos.
*Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite - Rebecca, 8 anos.
* Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, aí eles saem juntos e se cheiram - Karl, 5 anos.
* Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente - Billy, 4 anos.
* Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela - Chrissy, 6 anos.
* Amor é quando alguém te magoa, e você mesmo muito magoado não grita porque sabe que isso fere seus sentimentos - Samantha, 6 anos.
* Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes para ter certeza que está do gosto dele - Danny, 6 anos.
* Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda- Mathew, 7 anos.
* Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de Deus, mas o amor de Deus junta os dois - Jenny, 4 anos.
* Amor é quando mamãe vê o papai suado e mau cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford - Chris, 8 anos.
* Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo, era a única pessoa fazendo isso e eu já não sentia medo- Cindy, 8 anos.
* Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e aí ele a veste todo dia - Noelle, 7 anos.
* Quando você ama alguém seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você - Karen, 7 anos.
* Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro - Mary Ann, 4 anos.
* Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras - Lauren, 4 anos.
* Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muitos amigos mesmo se conhecendo há muito tempo - Tommy, 6 anos.


sábado, 13 de abril de 2013

Esmalte e Petit Pois


Esmalte Ludurana vermelho Encanta exclusivo do blog Simples e Clara

Esmalte Ludurana antialérgico Vermelho Encanta. Na foto de cima, sem a luz direta. É essa a cor vista pessoalmente. Na foto de baixo, com luz natural. Na foto ficou um vermelho mais vivo, mas lindo!!!

A Blogagem Coletiva de esmaltes da Fernanda Reali é sobre estampas petit pois, mas eu gosto de dizer que são bolinhas. Querem ver várias estampas e muitas bolinhas? Cliquem AQUI!

Olha, não tenho nenhuma estampa de bolinhas pra mostrar aqui, mas me lembrei de um vestido que minha mãe fez, quando eu tinha quatorze anos. Era branco com bolinhas vermelhas. Tipo anos cinquenta, com gola, acinturado e saia godê guarda-chuva. Foi com ele que tive meu primeiro namorado. Foi com ele que andei de mãos dadas, abraçada, tímida na frente dos outros. O primeiro amor... Acho que não. O primeiro namorado sim. O primeiro amor é outra história.


O vestido era bem parecido com esse, da esquerda. Lindo!!! Eu adoraria ter sido jovem nessa época... Tudo tão feminino, e as bolinhas sempre presentes nos vestidos.

Garimpei algumas estampas petit pois no Google. Lindos!



Um mimo, não é mesmo? Adoro! Mas não tenho nenhuma estampa pra usar.... por que será, meu Deus?


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Saudade


Participando do Projeto Bloínquês - 12ª Edição Solte o Verbo.

      Dói, e muito!

      Quando a pessoa é viva fica fácil, mas uma das saudades mais doloridas é por alguém que já morreu.

      Há cinco meses que meu irmão se foi. E até hoje não nos acostumamos com sua ausência. Meus pais sofrem ainda, minha cunhada continua chorando muito, minha sobrinha ainda é muito nova para entender o que significa morrer, mas chora pela falta do pai, inconformada.

      Sempre me pego pensando nele, ouvindo sua voz, seu sorriso largo, seus olhos brilhantes e suas reclamações costumeiras. Ô homem que reclamava de tudo! Sinto falta disso também.

      De uns tempos para cá confesso que fiquei ausente do convívio familiar, mas sabia que ele estava lá, onde sempre esteve. E qualquer coisa, era só ligar, ouvir a voz, aparecer.

      Hoje, a única coisa que consigo fazer é fechar os olhos e imaginá-lo, e é inevitável não lembrar do velório, das pessoas chorando, de meu pai arrasado e definhando em questão de horas, dos muitos amigos, parentes, vizinhos e conhecidos que compareceram. Como esquecer de minha cunhada abraçada ao caixão o tempo todo? Como esquecer aquela fisionomia morta e gelada naquela cama de madeira sem colchão? E como esquecer que a vida continua, querendo ou não, agora sem ele.

      Dá um aperto no coração, um oco bem no meio do peito, um vazio na mente, até que uma lágrima desce, teimosa, pelo rosto abaixo, ganhando o colo vazio, ardendo e quase evaporando por causa da quentura da saudade que bate e fica, que criou raízes profundas, como um bambu japonês que nunca, nunca mais será arrancado. Enverga, mas não quebra. Logo volta a sua posição ereta, imponente, marcando presença dia a dia, até nosso último suspiro, como simples mortais.

      É a morte ganhando da vida, é a dor caminhando de mãos dadas com a saudade, é um sorriso a menos e um rio de lágrimas a mais, é um outro modo de enxergar o que realmente vale enquanto estamos vivos. Podia ter ficado mais perto, ter ajudado mais, ter gargalhado mais, ter convivido mais com ele. Mas mesmo sabendo que um dia vamos embora para sempre, ainda teimamos em querer dominar o tempo e deixar tudo  para depois. Amanhã eu vejo, amanhã eu converso, amanhã eu beijo, abraço, amanhã eu digo que amo... Amanhã eu enterro e levo comigo a saudade eterna, a dor e o remorso de não ter estado mais junto, mais perto, enquanto todos nós tínhamos vida.

      Que esteja com Deus, sempre, você e nós!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Era uma vez...

príncipe do século XXI

Era uma vez um príncipe forte, lindo, corajoso, que chegou em seu cavalo branco e salvou a mocinha de toda maldade do mundo. E viveram felizes para sempre.

Contos de fadas de nossa infância que, mesmo meninas, ficávamos sonhando com um príncipe desse, chegando e nos fazendo feliz. Menos eu! O que me interessava nesses contos de fadas, o que realmente me chamava a atenção eram os vestidos das princesas. Como eram feitos, onde arrumavam tantos tecidos, como tiravam medidas, quem costurava, quem maquiava a princesa, quem arrumava os cabelos? Uma fada, sempre uma fada. E isso sim eu ficava imaginando: uma fada que tocasse sua varinha em minha cabeça e me vestisse dos pés à cabeça em questão de segundos.


Depois, parece que com o tempo, os príncipes viraram sapos e toda a esperança das moçoilas casadoiras se enfraqueceram. Foram à luta para serem felizes por elas mesmas.

Mas mesmo assim, como é bom assistirmos um filme ou mesmo um anime, com um romance, com um final feliz, tudo dando certo e blá, blá, blá!

Quem tem o costume de ler meus contos sabe que não sou muito de finais felizes. É a vida! Nem sempre os finais felizes existem. Existem os momentos felizes que todos nós sabemos.

E a polêmica da vez é Theo (Rodrigo Lombardi), da novela Salve Jorte (Glória Perez, Rede Globo, 21 h).

Digamos que é um príncipe um tanto sonso, acomodado e... homem!

Eu digo que ele é um príncipe sim, mas é homem acima de tudo. E homem muito bem descrito por Glória, mostrado até o fio escondido do cabelo da nuca, e que tem chocado muitas mulheres pelo mau exemplo que vem dando em ter muitas mulheres.

Mas é homem é assim mesmo! Sem generalizar, porque ninguém é igual a ninguém, mas homem tem essa característica sim. Como diz um amigo meu, o Lula: "O homem bíblico não tem cio, logo todos estão predispostos a cópula a todo momento". É chocante ouvir isso, mas é a verdade, meninas, não fiquem bravas comigo! Não estou defendendo homens, apenas mostrando como eles são.

O mau exemplo de que tanto falam da novela, de promover uma apologia à traição, a enganação, nada mais é do que o retrato do homem como ele é. E isso choca mesmo porque ainda acreditamos naquele homem perfeito, um príncipe encantado.

Isso é a minha opinião, certo? Cada um é cada um e cada uma aceita ou não as atitudes de seu homem. Ninguém precisa aceitar nada só porque namora ou é casada ou não sei o quê. Tem sempre a possibilidade de não aceitar, de conversar, de tentar um acordo, e principalmente, falar o que incomoda, que atitudes não gosta, que gostaria de ser tratada de outra maneira, enfim, não tente mudar o homem se ele não quiser mudar, mas você pode mudar seu jeito, sua vida, seu rumo, sempre!

Resumindo: cada casal sabe de sua vida e a melhor atitude a tomar. Cada caso é um caso.

Gostaria muito de saber opiniões de vocês, homens e mulheres. O príncipe que Glória nos mostra no Theo é uma apologia ao mau caráter e à traição?



quarta-feira, 10 de abril de 2013

As Piores Gafes que Cometi


Participando da Blogagem Coletiva de Patrícia Galis do blog Café entre amigos. Cliquem no link, leiam muitos gafes e se divirtam!

Ui, essa vai dar o que falar!

Digo que sempre soltei as minhas, na maior inocência, e geralmente as pessoas ficam olhando pra gente com aquela cara... e nós, com cara de paisagem sem entender nada. São os micos do dia a dia que pagamos sem querer querendo.

Vou citar só algumas...

Um dia, num casamento, quando marido(ex) e eu entramos no salão, uma senhora que era muito carinhosa comigo, sempre me cumprimentava gentilmente, me abraçando e tudo o mais, estava na primeira mesa na entrada. Não sei, acho que eu estava meio perdida, só sei que passei pela mesa dela, cumprimentei de longe e segui pra mesa onde íamos sentar. A mulher se levantou e ficou esperando eu ir até ela pra cumprimentá-la. Cheguei na minha mesa, me sentei e a vi em pé, rindo e olhando pras outras pessoas. Aí foi que me liguei que ela se levantou para me cumprimentar. Que feio!!! Imediatamente me levantei e fui lá dar um abraço bem apertado e pedir desculpas, claro. E ela riu muito. Que vergonha! Mas acontece que fomos praticamente os últimos a chegar, então todos já estavam sentados e todos viram o maior mico da festa!

Uma outra ocasião estávamos reunidos, meu ex-marido, eu e mais alguns casais com os respectivos filhos. E eu olhando aquela criançada toda brincando, nem prestando atenção no assunto que falavam e soltei a pérola: "olha só que interessante, os filhos vêm tão lindos e os pais nem sempre são bonitos", e olhei pra um casal que tinha uma filha linda, apontei pra eles e completei: "Olha pra eles!". Juro que falei exatamente isso! Mas foi tudo sem querer... que vexame!

Outra: eu ia a um banco. E tinha a porta de entrada do banco, sempre aquela porta. E eu cheguei e a porta estava fechada. E tinha uma mesa logo em frente com um rapaz trabalhando. A parede toda era de vidro e a porta ficava em um desses vidros. Não entendi nada, mas a caipira aqui não perguntou nada e começou a forçar a parede de vidro, pra entrar. E o rapaz começou a me olhar, estranhando. Daí, finalmente, percebi que ali não era mais uma porta. Disfarcei e fui embora. Não entrei no banco, de vergonha.

Mais uma: um primo de meu ex-marido veio até nossa casa nos convidar para sermos padrinhos de casamento dele. Ficamos conhecendo a noiva naquele dia. Digamos que foi um namoro relâmpago. E eu, na maior ingenuidade perguntei, claro: "mas já vão casar? Por que?". Bem, um olhou pro outro e ficaram mudos, calados. Meu ex-marido só me deu um cutucão e mudou de assunto. Depois é que fiquei sabendo que a moça estava grávida. Ofélia mode on!

Agora, o pior e mais recente foi quando fui ao médico que é aqui perto de casa mesmo e saindo de lá, ao invés de voltar pela direita, voltei pela esquerda. Fui andando, andando, andando e não reconheci as ruas por onde andava. Mas como sou muito teimosa, fui andando, andando... até parar num outro bairro. Tive que perguntar que bairro era aquele e que rumo ficava meu bairro. Gente, eu me perdi no meu bairro, na minha cidade! Foi horrível!

E tem outra pior: Num dos blogs que leio, uma moça linda, dona do blog, que havia emagrecido e depois de terminadas as férias, havia engordado um pouco. Ninguém percebia, mas cabeça de mulher é assim mesmo. Então ela postou uma foto de corpo inteiro dizendo que estava se sentindo feia, gorda etc. E não estava nada disso! Mas eu, bocuda de plantão, deixei o comentário super gentil: "E olha que você teve coragem de tirar a foto de corpo inteiro... geralmente quem é gordinha tira só do pescoço pra cima". Gente, depois de anos-luz é que caiu a ficha do tamanho da besteira que tinha dito. Mas foi no bom humor e na ingenuidade. Não quis chamá-la de gorda. Não é gorda de jeito nenhum.... Bem, melhor me calar pra não piorar ainda mais. Cala-te, boca!

Acho que está bom por hoje. Gafe demais pra uma pessoa só.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Da Janela do Hospital


Participando do Projeto Bloínquês - Edição Especial Conjunta
11ª Edição Visual + Edição Cartas.

      São Paulo, abril de 2013

      Para minha filha Camila.

      Não sei que dia é hoje, acho que 3 ou 4, mas o mês é abril que eu sei porque é seu aniversário, filha. Então, como não tenho como preparar aquela festa que preparo todos os anos, escrevo essas linhas de coração, com todo o amor do mundo que tenho por você.

      Pelas contas de cabeça que ainda consigo fazer, já vai fazer quase um ano que estou aqui, praticamente vegetando nessa cama. Como o tempo passa...

      Não é fácil, filha, ficar esperando a morte de alguém para outro alguém ter esperanças de vida. Não é justo, mas é a vida. Parece até que ficamos implorando uma migalha de algo que não servirá para nada, mas que viveria em outro corpo. Bem, deixemos esse assunto para lá.

      Olhando agora da janela do hospital, percebi que fizeram um jardim lindo aqui embaixo. Com margaridas! Como são lindas! Mesmo não sendo primavera, está florido, e perto do muro plantaram hortênsias. Filha, quando vier aqui, dê uma caminhada lá embaixo e tire fotos para me mostrar? Ou então peça autorização para o médico para eu poder dar uma volta?

      O dia hoje está lindo, com um céu brilhante, sem nuvens, um sol que parece não estar muito quente; percebo pelas roupas das pessoas que não são tão leves, como no verão. Outono... Adoro outono.

      Consegui me levantar um pouco e vi que colocaram bancos de madeira no jardim. Mas não vi ninguém sentado neles.

      Me lembro quando cheguei aqui e estava um calor insuportável. Não podia colocar ventilador nos quartos, por regras do hospital, e não me lembro de ter prestado atenção se haviam flores ou mesmo um jardim aqui embaixo. Ficava praticamente sedada, com essa agulha enfincada no meu antebraço o tempo todo. Mas me lembro do grande movimento de carros e de pessoas que passavam pela rua. O que aconteceu? Desviaram o tráfego? E me lembro também de um edifício no outro quarteirão que estava em reformas. Daqui da janela eu via os homens, parecendo miniaturas, trabalhando e fazendo muito barulho. Parece que terminaram a reforma.

      O céu continua o mesmo, com as nuvens de algodão nos presenteando com figuras diferentes, ora decifráveis e ora todas emboladas, sem definição nenhuma. E quando ficam todas escuras, dá um medo imenso, ainda mais quando estou sozinha. Fecho os olhos e me imagino voando sobre as nuvens, achando um sol brilhante, que queima minha pele e que sorri para mim, me desejando boa sorte. Depois acabo adormecendo e nem vejo a tempestade.

      Camila, minha filha, todos os dias eu rezo por você para que Deus lhe abençoe, lhe dê toda a felicidade que você mereça, que se cuide, que seja feliz do fundo do coração. Que mesmo estando longe, estou sempre por perto, e mesmo que não consiga um coração novo, este meu velho sempre baterá por você, de onde eu estiver.

      Não fique triste, filha, um dia todos nós iremos embora. É a vida.

      Que Deus lhe abençoe!

      De sua mãe Eunice, que lhe ama mais do que tudo. E essa margarida eu pedi para uma enfermeira colher do jardim para lhe dar. Por enquanto está aqui na mesinha do quarto, dentro de um solitário, lhe esperando para ganhar outra paisagem e um carinho de suas suaves mãos jovens.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Relacionamentos



Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, quanto tempo?
- Cinco anos... Mas não deu certo...acabou.
- É, não deu...(?)
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não lhe impressiona...
Acho que o beijo é importante. Se o beijo bate, se joga e se não bate, mais um Martini, por favor! E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não lhe quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não lhe querer.
Não lute, não ligue, não dê piti.
Se a pessoa está com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que lhe convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...Quem disse que ser adulto é fácil?


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Eu acredito em tudo que ele escreveu. Coisa mais chata ficar com alguém por conta de chantagem, ou o quer que seja. Amor é entre os dois, um só não ama pelos dois. Quem gostaria de viver com um robô ou uma marionete, ou uma pessoa indiferente que sente apenas dó?
Pior ainda os que se dizem donos um do outro. E ficam cobrando, vigiando, como se isso adiantasse alguma coisa. É ilusão perdida. 

Alguém discorda, concorda?


domingo, 31 de março de 2013

Páscoa



Feliz Páscoa!

Que Jesus, que é puro amor, renasça em cada coração e que a esperança de uma vida feliz e tranquila nunca se apague.

Receba Jesus assim, de braços abertos, porque não existe conforto maior do que o abraço d'Ele.

Paz e bem!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Um Morto Que Não Morreu

 Lucimar reencontra Morena - novela Salve Jorge

Nós ficamos a imaginar como seria reencontrar uma pessoa que até então estaria morta, mas não está. Se fosse na hora do velório com todos vendo tudo, todos sairiam correndo com medo, mas quando não temos notícias e não sabemos como foi, não vemos o corpo e nem o túmulo com o epitáfio, tudo fica só na imaginação. Mas fica uma dúvida se isso realmente aconteceu. Como São Tomé que teve que ver para crer.

Vou contar uma história que me aconteceu e que até hoje não consigo entender o porquê a pessoa foi capaz de fazer uma maldade tão grande.

Na época de faculdade, nós todos jovens e com os hormônios todos gritando dentro de nossos corpos, é claro que sentimos atração por outras pessoas. No meu caso um grande amigo, que tínhamos muita afinidade, se tornou um namorado. Durou muito pouco, acho que uns dois meses. Bem, terminamos o curso e cada um foi cuidar da vida. Mas durante esses poucos dois meses, foi tudo muito intenso (aliás as coisas na minha vida costumam ser intensas), e por bem, não nos falamos mais desde o término do namoro relâmpago.

Nunca mais tive notícias, eu me casei e fiquei sabendo, aliás, deduzi que ele também havia se casado. Mas sabe aquela situação de que nunca nos esquecemos? Não era um amor intenso, mas acho que a forma como tudo aconteceu e terminou que marcou muito.

Anos se passaram, vida que seguiu seu rumo e um dia resolvi que ia procurá-lo para saber como estava. Comentei com uma pessoa e esta pessoa que não vou mencionar nem aqui e nem em lugar nenhum pois já está abolida de minha vida, me incentivou a fazer isso sim. Fiquei feliz, mas não fiz o que queria logo depois de tomar essa decisão. Achei melhor deixar passar um tempo e ver a melhor forma de procurá-lo.

Um tempo depois, essa pessoa me disse que ele havia morrido num acidente de carro e que o filho pequeno também havia morrido. Ela disse que assistiu pelo noticiário local e reconheceu a foto e o nome dele. Como eu confiava cegamente nessa pessoa, não confirmei nada, não procurei saber de nada e não pesquisei para saber como foi. Apenas chorei muito e sofri por uns dois anos.

A impressão que eu tive foi de remorso, por não tê-lo procurado antes e por não ter esclarecido enquanto estávamos por perto, ainda na faculdade. Sofri muito, durante dias, meses, chorava pelos cantos, escondida de meus filhos e a depressão que eu tinha tomou mais conta ainda de meu corpo e de minha alma. Como a vida era injusta!

Me lembro que um tempo depois eu convidei essa pessoa para ir até a cidade do rapaz e visitar seu túmulo. Ela disse que não, que seria sofrimento demais, que era para eu rezar de onde eu estava, que seria melhor. Continuei acreditando e "obedeci".

Depois de um tempo, comecei a navegar na internet e pesquisei o nome dele. Achei um perfil em uma rede social. Gelei. Deixei para lá, mas a imagem dele não saía de minha cabeça.

Um dia resolvi deixar uma mensagem, para talvez, o dono da página responder. Talvez a página seria de algum parente, não sei...

No outro dia veio a resposta DELE!

Vocês conseguem imaginar o que eu senti? Não, ninguém imagina a sensação de saber que uma pessoa dada como morta, estar viva.

Depois conversamos algumas vezes, falamos sobre família, filhos, trabalho e fiquei aliviada por saber que não ficou nenhuma mágoa desde aquele tempo. Depois nos afastamos de novo, por conta de ciúmes de sua mulher. Mas se ele está bem, está ótimo.

Não consigo entender porque tanta maldade no coração de algumas pessoas que provocam o sofrimento nos outros. Por que essa pessoa que eu confiava tanto foi capaz de me dar tanto desgosto e de me decepcionar tanto? Não podemos entender e nem saber o que se passa na mente de algumas pessoas, mas aprendi a não confiar em ninguém nunca mais. Eu não desconfio de ninguém mas também não confio em ninguém.

Mentes humanas que Deus, na sua perfeição, não nos permite invadir, para o nosso próprio bem.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Super Poderes


Participando da Blogagem Coletiva de Patrícia Gallis, do blog Café entre amigos


Então, um assunto um tanto gostoso... Quem nunca sonhou, quando criança, ter poderes de super-heróis? E adultos, quem nunca se imaginou com super poderes?

Os dois melhores:

Poder da cura. Se fosse para ter algum poder, queria tocar nas pessoas e curar alguma doença, alguma dor e quem sabe alguma tristeza. Principalmente as dores. Não sabemos a intensidade da dor do outro, mas poder amenizar ou curar por completo, seria um dom divino.


Poder de Superman. Poder voar, ter a força para combater o mal, ter visão de raio-x, enxergar a longas distâncias, ter a agilidade de dar voltas em torno da Terra, fazendo-a girar ao contrário e com isso voltar o tempo e evitar catástrofes e mortes em massa, enfim, um Superman.



Os dois piores:

Vampira. Não poder tocar e nem ser tocada por ninguém, pois sugaria todas as forças das pessoas até secá-las. Um horror isso! Viver isolado para sempre sem nunca sentir um abraço, um carinho, um beijo...


Telepatia e premonição. Apesar da curiosidade normal do ser humano em querer saber sobre o futuro ou sobre o que se passa na mente do outro, isso seria terrível! Imagine prever algo, uma catástrofe, e não poder fazer nada? Imagine saber de traições, de mentiras, de pessoas próximas que amamos? Seria um choque! Melhor deixar que a natureza se encarregue disso e com o tempo tudo se mostre. Deus foi sábio em não nos permitir possuir esses dons.


Para descontrair:

E agora, quem poderá me defender?


Chapolin Colorado! Um dom supremo de usar a ingenuidade, a leveza, o carisma e o talento para alegrar milhares de pessoas por gerações e gerações!

E aí, quais poderes vocês gostariam ou não de ter?


segunda-feira, 25 de março de 2013

Semana Santa


Tempo de recolhimento, de jejum, abstinência, respeito, meditação...

Tempo de relembrar as dores de Jesus, mas sem nunca saber sua intensidade...

Cada um a seu modo, com sua fé, mas de todo o coração. Não adianta nada fazer penitências na semana santa e durante o resto do ano viver sem a aceitação e o respeito ao próximo.

Me lembro quando era criança e não podia fazer praticamente nada. Principalmente na sexta-feira que não podia nem sorrir. É claro que eu não entendia nada e nunca ninguém me explicou o porq. Eu pensava: "se não pode fazer nada, então não pode nem comer e nem beber nada". E questionava isso mas ninguém me explicava. Meus pais, mesmo sendo católicos, não nos iniciou e nem nos incentivou a seguir a Bíblia e a igreja. Éramos uns perdidos. A imagem mais forte que sempre me acompanhou a vida toda foi de Nossa Senhora Aparecida. E desde sempre sou devota.

Me lembro da procissão procissão e que tínhamos que assistir filme de Jesus na TV. Era sempre o mesmo filme.

Depois de adulta, casada e com filhos, e por necessidade, procurei a igreja e me consagrei como católica. Meus filhos também são católicos, mas são livres para seguirem o que o coração deles pedirem. Deus está em cada um de nós e não somente nos templos. Foi depois disso que passei a entender tudo, a frequentar missa, a participar de procissão e tudo mais.

Não sabemos a intensidade da dor de Jesus quando foi crucificado, mas o fato de respeitarmos essa semana e principalmente a sexta-feira, é uma atitude cristã.

Como eu já li pelas redes sociais: "Semana santa não é feriado, é semana santa". E páscoa não é, pelo amor de Deus, se empanturrar de ovos de páscoa (um roubo, um abuso de preços), Páscoa é a ressurreição de Jesus.

Esse filme abaixo eu nunca consegui assistir. É de Mel Gibson e com cenas muito fortes. Não consegui chegar ao fim, mesmo tentando várias vezes.



Uma ótima semana para todos!


sábado, 23 de março de 2013

Esmalte e Passatempo

Esmalte vermelho ludurana Rubra, antialérgico,blog simples e clara

De volta à Blogagem Coletiva da Fernanda Reali, hoje com Esmalte e Passatempo. Querem ver como a meninas se divertem? Cliquem AQUI!

Esmalte Ludurana vermelho Rubra, blog simples e clara

O que estou usando é o Ludurana antialérgico Rubra. Lindo! Um dos vermelhos mais lindos que usei! E duradouro, não fica descascando, mesmo fazendo todo o trabalho de casa.

Então vamos ao Passatempo. Praticamente não tenho. O que é uma falha, mas quase não saio de casa, o que é um erro gravíssimo, não sou de ir a Shopping, nem a festas, nem cinema, ou seja, um bicho do mato enclausurado.

Mas tem uma coisa que amo fazer: escrever.

Esmalte vermelho Ludurana Rubra, blog simples e clara

Meu passatempo então é ter o blog, escrever contos, contar histórias, desabafar em crônicas e, claro,  conhecer pessoas virtuais, me divertir no facebook, conversar com amigos e rir muito. Acho que é só!

É, eu sei, preciso sair mais.... vou fazer isso, aos poucos. Isso é um compromisso comigo mesma. Uma meta, um foco.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ó Língua Portuguesa, Salve, Salve!


Fujam para as montanhas! O fim está próximo!

É com grande tristeza que todos nós tivemos o desprazer de ler isso nos noticiários, em todos!

Eu me recuso a acreditar que um aluno escreveu uma receita numa prova de redação e mesmo assim tirou nota razoável. Onde vamos parar, meu Pai?

Será o fim de uma língua maravilhosa, porém difícil, que anos e anos aprendemos, decoramos, procuramos escrever corretamente e de repetente alguém que não deve ter o mínimo de bom senso diz que a prova não fugiu do contexto do tema. Ah, vá!

Fico me lembrando do meu tempo de ginásio, onde éramos obrigados a ler livros, um ou dois por bimestre, que valeriam nota em provas oral e escrita. Era nota de bimestre. Me lembro do pavor de alguns que não conseguiam interpretar o texto e me lembro que comprava a coleção Vaga-Lume de Machado de Assis, José de Alencar e outros, encapava com plástico transparente (ainda os tenho até hoje) e lia e amava! A Pata da Gazela, Cinco Minutos, A Moreninha... Tantos!

Depois tínhamos aula de Literatura onde éramos obrigados a decorar poesias e declamar na frente de todos, também valendo nota de bimestre. Dona Delze, que era odiada por uns (por todos), e tanto bem nos fez! Castro Alves, Olavo Bilac... e outros que não me lembro agora. "Ora direis, ouvir estrelas...", Navio Negreiro... Como não se lembrar?

E redações e mais redações, ditados, interpretações, leituras, média sete para passar de ano, escola pública que era um exemplo. Acabou! Quem foi daquela época sabe como era difícil.

Depois inventaram essa progressão continuada. Leiam AQUI como toda essa palhaçada começou e quem foi ou quem foram os culpados do ensino estar em extinção.

Agora, com essa do ENEM parece que foi o tiro de misericórdia no ensino, na língua portuguesa, na esperança de gente com um mínimo de conhecimento para saberem escolher os funcionários ao qual nós pagamos, para tomarem conta do nosso país.

A impressão é que o povo, a grande maioria, toma conta de tudo. Se não "conseguem" seguir o ensino, por preguiça ou por outro motivo, o Estado dá uma forcinha para que ele não desista. Nunca vai incentivá-lo a melhorar. O ensino se adapta ao aluno quando deveria ser ao contrário. O que importa para o governo são os números, as estatísticas. O Estado prefere gente ignorante e burra, para poder ludibriar sem esforço nenhum. Eles sempre saem impunes porque são eles que fazem as leis e não vão fazer leis para prejudicá-los. Mas o povo que se contenta com o mínimo do mínimo não pensa que enquanto eles ganham o mínimo do mínimo, os canalhas governantes roubam milhares de milhões. Idolatram, fazem campanha, colocam num altar para depois serem esquecidos num canto qualquer do país.

Lamento muito! Muito triste com tudo isso!

Cada um pode fazer sua parte, continuando a dar exemplo aos seus filhos e não caindo nessa armadilha de que saber escrever corretamente, estudar e se esforçar não vale a pena.

Um ótimo fim de semana para todos!


quinta-feira, 21 de março de 2013

Muito Prazer, Papai



Participando do Projeto Bloínquês - 9ª Edição Visual


      Manuela, apesar de não entender nada, esperava ansiosa pela voltado pai Tanaka. Não o conhecia pessoalmente. Quando ainda era bebê o pai resolveu voltar para o Japão e juntar dinheiro para que sua família tivesse um pouco mais de conforto. Sueli, sua esposa, não quis acompanhá-lo por Manuela ser bebê e por querer educá-la no Brasil.

      Sete anos se passaram e hoje seria o dia de Manuela conhecê-lo. Sueli não se continha de emoção e de aflição, e isso fez com que elas chegassem com bastante antecedência ao aeroporto para esperar Tanaka.

      As horas não passavam, Manuela não parava quieta e Sueli ficava impaciente de ver a filha pular em tudo, mexer onde não devia e sair correndo pelos corredores do aeroporto. Por alguns instantes Manuela se aquietou diante das enormes paredes de vidro que davam vista para a pista de pousos e decolagens. A cada avião que pousava olhava para trás e perguntava para a mãe se era esse o avião. Sueli diziam que ainda não  e a menina continuava contando os aviões e conversando sozinha, como se tivesse alguém do outro lado da parede para ouví-la:

      - Olha, é o papaaaaai! Meu papai que tava láááá no Japão e agora vai ficar na minha casa, na minha casinha, né mãe? - perguntava para a mãe. Esta apenas acenava com um sim com a cabeça.

      Não foi fácil para Sueli cuidar da filha, sozinha, pois sua família toda morava em outra cidade, bem distante de sua casa e de seu trabalho. Tanaka era japonês e se encantou por Sueli desde a primeira vez que a viu. Não demorou e se casaram. Logo Sueli engravidou e como a situação dos dois não era tão boa como planejavam, Tanaka resolveu voltar para o Japão. Todos os meses mandava suas economias para Sueli e a filha, e agora era a hora exata de voltar e se juntar à família.

      Sueli, aflita,  não sabia qual seria a reação de Tanaka ao vê-la. Mas criou coragem e resolveu enfrentar de vez os olhos do marido. Sueli estava grávida!

      Tanto tempo longe do marido, Sueli com toda a carência, se envolveu com um amigo de trabalho e engravidou. Como não tinha o costume de se cuidar, engravidou na primeira vez em que saíram. O rapaz não quis assumir e desapareceu no mundo. Sueli enfrentou tudo sozinha e agora enfrentaria Tanaka.

      Para Manuela, Tanaka seria o papai de seu irmãozinho, que ainda estava na barriga da mãe. Ela era uma menina carinhosa, meiga, linda com seus olhos amendoados e seus cabelos negros, lisos. Seus traços eram mais orientais do que brasileiros. Era a cara do pai! E certamente teria um irmãozinho loiro e de olhos claros, se este puxasse o pai sumido. Como explicar isso para uma criança de sete anos?

      O avião pousa, o coração de Sueli acelera, suas mãos suam frio, a voz fica embargada e depois de um tempo surge Tanaka, bem mais magro, cabelos longos, barbudo, óculos escuros e uma imensa tatuagem no braço esquerdo. A tatuagem era o rosto de Manuela. Sueli disfarçou seus sete meses gravidez colocando a bolsa na frente, tapando a barriga. Não correu para ir ao encontro do marido mas o mostrou para Manuela fazer isso. A menina correu e pulou em seus braços. Já se conheciam por vídeo, por fotos, por telefonemas, enfim, só faltava juntar coração com coração num forte abraço.

      Depois de se conhecerem, Tanaka olhou para a mulher e ficou paralisado. Sabia que esse seria o primeiro e último dia em família. Tanaka era um rapaz correto em seus atos, respeitador, defensor dos bons costumes e da preservação da família. A última coisa que esperava era encontrar a mulher grávida. Seu mundo caiu ao fundo do poço. Sueli só chorava e nada conseguia falar. Falar o quê? Tudo já estava explicado. Tanaka chegou perto, olhou bem dentro de seus olhos e nada falou. Pegou na mão de Manuela e foi em direção à porta de saída. Sueli o acompanhou. Nada se falaram.

      Tanaka começou a se lembrar do tanto que foi sofrido ficar longe da família, da filha pequena, de sua casa, da mulher que tanto amava. Não se conformava em ter que enfrentar mais uma situação dolorida. Às vezes passava fome no Japão só para mandar as economias para Sueli. Todo trabalho extra, todo dinheiro que ganhava mandava para o Brasil. E agora um furacão, pior do que aqueles que passam no Japão, estava pairando em sua cabeça. Não conseguia olhar para a mulher. Não conseguia falar nada e nem chorar. Apenas ficava segurando sua filha Manuela, mas mesmo assim, falando muito pouco com ela.

      Tinha tantos planos, tanto o que contar, mostrar... Fez questão de voltar com uma camiseta de mangas curtas só para que Sueli visse sua tatuagem, como uma surpresa. Mas a surpresa ficou sendo só para a filha porque falar da tatuagem era o que ele menos queria. Também queria a opinião da mulher sobre seus cabelos longos, se ficou bom assim ou se deveria cortar. Tudo isso seria compartilhado por aquela mulher que um dia roubou-lhe o coração. Não suportaria ter que ficar perto de uma pessoa que idolatrava, mas que foi capaz de traí-lo. Não importa quem e nem por quanto tempo. Era traição e isso não cabia na vida de Tanaka. Traição não tem volta. Quando o cristal quebra, cola nenhuma o coloca em pé.

      Chegaram em casa, Tanaka sentou em sua cama, aquela que talvez seria o antro de traição, e chorou, como uma criança quando perde um brinquedo muito raro. Sueli achou melhor levar Manuela para a casa da vizinha, para poder brincar com a sua filha. Conversaria com Tanaka, mas já sabendo que nada poderia ser feito, então conversariam sobre Manuela e mais uma vez, a mulher de Tanaka enfrentaria tudo sozinha, com um filho pequeno, agora sem pai, e um filha que acabara de conhecer seu herói que veio de longe para morar com ela. E agora? Como ficaria essa situação?

      Ninguém sabia. Tanaka não conseguia ouvir Sueli. Não falava nada e não prestava atenção no que ela estava querendo explicar. Por fim, pegou suas malas e se foi. Mais uma vez Manuela perdeu o pai, não para outro país, mas para outra casa. Agora teria duas casas. Coisas da modernidade que ela, pela pouca idade, nem sentiria muito. Já sabia como era morar só com a mãe e essa rotina continuaria. Agora saberia como era ter um pai por perto, mesmo não sendo tão perto como imaginava. Mas criança não tem noção do que seja perto ou longe. Estando sempre presente, era o que importava.

      Fim.

terça-feira, 19 de março de 2013

Os Dez Principais Pontos Turísticos de Minha Cidade


Blogagem Coletiva vinda lá do Nordeste, de Olinda, do blog de Ana Karla e seu Misturação
Parabéns pelos quatro anos de blog!


Aí está minha cidade: Franca. Fica localizada no nordeste do estado de São Paulo, a 90 km de Ribeirão Preto e a 450 km de São Paulo
Com 322 mil habitantes e com uma altitude de 1.040 m, seu clima é tropical de altitude, com média anual de 18ºC. Franca é conhecida como a capital do calçado masculino (já ouviram falar da Francal? Começou aqui, e hoje é feita em São Paulo); e também como a capital do basquete.
 

Francal, conhecida mundialmente que hoje é realizada em São Paulo.

Shopping do Calçado de Franca, com lojas de fábrica.

 A praça central, com a Matria Nossa Senhora Conceição ao fundo e a concha acústica à frente, onde aos domingos,  bandas marciais, fanfarras tocam e eventos acontecem.

 Relógio do Sol. Famoso na cidade e ponto de referência.

O basquete de Franca é conhecido no país devido ser o clube que mais ganhou títulos. Entre tantos jogadores, alguns "famosos" que já passaram por aqui: Hélio Rubens Garcia (já foi jogador, técnico da seleção brasileira, e até ano passado, técnico do Franca Basquete), Anderson Varejão, Chuí, Guerrinha, Murilo, Demétrius, Márcio Dorneles, Helinho, Rogério... e nós, os torcedores, somos considerados o sexto jogador. Em épocas de campeonato, os jogos ficam uma loucura! Só vindo aqui assistir para entender a nossa torcida. Olhem na foto como fica o ginásio Pedrocão em dias de jogos. O nosso atual técnico é Lula Ferreira.

Franca Shopping, um lugar privilegiado, estacionamento, vários espaços para alimentação, enfim, um ponto de encontro da população.

 Na verdade não é um ponto turístico, mas um prato típico da cidade: Filé a JK. JK de Juscelino Kubitschek, quando esse veio a Franca há muito tempo atrás. O prato: um filé grande, empanado, recheado com presunto e queijo, acompanha arroz com açafrão e ervilhas, fritas, palmito e é coberto com muita mussarela. Vários restaurantes tem Filé a JK no cardápio.

Jardim Zoobotânico, espaço que oferece serviço de produção e distribuição de mudas, projetos de arborização da zona urbana e recuperação da mata nativa na zona rural, desenvolvimento de cursos na área de jardinagem, plantas medicinais, programas de educação ambiental, além de muitos outros serviços.

Museu de Franca. Simples, pequeno... medonho por dentro, com assoalho de madeira, que range quando caminhamos. Um silêncio ensurdecedor e uma viagem ao passado que nos dá a impressão de que as pessoas que usaram aqueles objetos estão por lá nos observando.

Parque Fernando Costa, local rural, onde são realizadas as feiras de animais, shows e competições hípicas. Um lugar de lazer para a família.

Franca não é uma cidade turística. Com excessão do Shopping do Calçado, devido ser a cidade do calçado masculino, é uma cidade industrial, boa para os negócios. Os pontos turísticos deixam muito a desejar, infelizmente, mas o povo francano é muito acolhedor, com certeza.

Bem-vindos!


segunda-feira, 18 de março de 2013

Manias


Tenho muitas!

Acho que a mais predominante é a mania de organização, de ver cada coisa em seu lugar, mesmo que o lugar não seja apropriado, é o lugar designado para aquilo.

Posso dizer que nunca arrumei uma gaveta... Estranho? Não! Nunca arrumei porque nunca baguncei gaveta nenhuma. Nunca arrumei armários, nem guarda-roupas, nem nada. Apenas limpo, mas ter que tirar tudo para organizar, não.

Já fui bem pior. Não conseguiria viver no meio de bagunças, mas me adaptei um pouco depois que tive filhos. Não dá para ser cem por cento organizada tendo filhos. E agora então, com cachorros correndo pela casa, praticamente impossível.

Aqui no interior geralmente quando vamos à casa de alguém, quando entramos ouvimos "não repara na bagunça". Essa frase eu nunca disse para ninguém. Hmmmmm... sou chata, né?

Uma mania que tenho é de não gostar de ir em loja onde o vendedor fica grudado em mim o tempo todo, ou então que ele tenha que ir nos fundos da loja buscar trocentas caixas, para eu escolher, ou então que tenha que tirar toda a prateleira e colocar no balcão, para eu escolher. Bem, como libriana sou um pouco indecisa (mentira, sou muito indecisa para certas coisas, para escolhas), então, ver aquela montanha de coisas na minha frente, me dá agonia e me tira o foco do que eu realmente quero. Parece que fico na obrigação de ter que escolher algo só para não ficar feio... E mesmo depois de escolher, tenho a mania de ficar arrumando as roupas, dobrando, colocando os sapatos nas caixas... me dá aflição alguém ter que bagunçar o local só para euzinha escolher.

Não sei deixar bagunça por onde ando. É quase um TOC.

Se alguém quer me deixar completamente desnorteada é só colocar roupas em cima da minha cama e deixá-las lá. Ou então no sofá ou em cima da mesa... Me dá uma angústia sem fim!

Acho que sou metódica demais. Não sou de ficar mudando móveis de lugar e nem mudando de lugar o que já está arrumado. Tudo eu sei onde está e estará lá sempre!

Meu filho é organizado como eu, guarda tudo e é um sacrifício ele se desfazer de algo que não usa mais. Já achei até aquele papel de sorteio de amigo invisível no meio de suas coisas....

Minha filha é bagunceira, não organizada e.... bem, deixa para lá. Quando ela era pequena, tinha a mania de pegar uns fiozinhos de meus cabelos e ficar enrolando enquanto mamava, ou quando a pegava no colo para dormir. Eram pouquinhos fios que acabam fazendo um nó com perda total. Tinha que cortar. Hoje ela tem mania de ficar enrolando o próprio cabelo, quando está deitada. Mas não a ponto de fazer nó.

Apesar de ser metódica demais, já me disseram que sou hiperativa. Não sei se é verdade, mas não gosto muito de ficar parada. Gosto de mexer em tudo, e quando estou fazendo algo, minha mente trabalha a todo vapor.

Essa é outra mania que tenho, de fazer várias coisas ao mesmo tempo e terminar tudo na mesma hora. Só não vale cozinhar e fazer uma outra coisa, porque com certeza, algo queimará. Acho que é coisa da idade, não sei...

Outras manias simples que alguns acham estranho: ler revista do final para frente, ler livro no começo, depois ir para o final para saber como termina e só depois continuar (a angústia é bem menor assim). Não me importo de saber o final da história, o que importa é como ela será contada. Também tenho mania de comer a sobremesa antes das refeições e adoro comer doce antes do café da manhã. Também tenho mania, mas acho que é hábito, de andar rápido. Não sei como é passear devagar, como diz minha filha. Quero logo chegar no destino mesmo quando não tenho pressa.

Bem, cada um com suas manias. O importante é que respeitem isso da gente do mesmo modo como respeitamos as manias dos outros.

E vocês, que manias têm?

sexta-feira, 15 de março de 2013

Lembranças


Participando do Projeto Bloínquês
8ª Edição Visual - Tema: Lembranças


      Depois da morte de Judith, Antônia, sua única filha, mexendo numa caixa de fotos, viaja nos pensamentos com tantas lembranças de sua infância. Se alegra quando pega fotos de quando era pequena e com a família unida, os primos, tios, avós, todos juntos numa foto única. Ainda tem a cicatriz no joelho esquerdo, quando caiu de um balanço que ficava num abacateiro enorme e que sempre era empurrada pelo primo Sérgio. Dessa vez ele exagerou e a derrubou, fazendo-a cair e sangrar o joelho. Já o tinha perdoado, mas na época foi até motivo de discussão na família, pois Sérgio era bem mais velho que ela e não soube cuidar de Antônia, como deveria.

      Uma outra foto lhe chamou a atenção: uma de seu pai indo para a guerra. Se lembra perfeitamente daquele dia em que todos pensavam que, por ela ser bem pequena, não entendia o que se passava. Mas de tanto ouvir a mãe Judith reclamar para Theodoro Kurten que não queria que ele fosse para a guerra, que essas palavras ficaram marcadas em sua memória. Judith chorava muito e Antônia ficava brincando e prestando atenção em tudo. Não entendia porque a mãe chorava, mas sabia que algo de ruim aconteceria. Disfarçava a angústia cantando e conversando sozinha, com suas bonecas, num canto, sempre perto da mãe.

      Nesse dia Theo acordou muito cedo, as malas já estavam arrumadas, o uniforme bem passado, botas engraxadas e uma lágrima sempre no olho esquerdo. Antônia não sabia porque o pai só chorava no olho esquerdo, mas se conformava que nem todos eram assim quando via sua mãe chorar nos dois olhos.

      Antônia ainda estava dormindo quando o pai foi até seu quarto se despedir. Antônia sabia que ele iria para longe e que não tinha data para voltar. Não tinha noção de tempo, então não importava se era muito ou pouco tempo. Sabia que demoraria. Theo pegou-a no colo, encheu-a de beijos e abraços apertados e disse que logo voltaria. Sua mãe soluçava e com isso a pequena desabou num choro sem fim não conseguindo falar nada para o pai. Apenas o agarrava pelo pescoço e chorava com a boca bem aberta, sem soluços, apenas um grito de choro, depois outro, depois outro.

      Ficaram alguns minutos assim e depois Theo Kurten colocou a pequena na cama, que continuou chorando, e se foi.

      Essa é a última lembrança que tem do pai. Ele morrera na guerra.

      Antônia, agora uma jovem senhora, pegou a foto e a colocou no peito, apertando-a. Queria aquele momento só para ela. Não se lembrava dessa foto que fora tirada por sua doce mãe, como recordação de um momento triste e esperançoso de uma breve volta que não teve. Hoje, quem sabe, Judith não esteja com seu pai, cuidando da filha amada, de onde estão, protegendo-a e amando-a, como sempre fizeram.

      Ela guardaria essa foto até seus últimos dias, mas antes contaria para seus filhos sobre essa data triste que levou seu pai para sempre.

      Fim.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mulher

Eu

Participando do Projeto Bloínquês 
9ª Edição Solte o Verbo. Tema: Mulher

O despertador toca as seis horas em ponto mas já estou acordada há cinco minutos. Não abro os olhos... Ainda sinto necessidade de dormir mais umas duas horas. Dois minutos depois o despertador me chama de novo, continuo imóvel, ignorando-o e tentando fazê-lo desistir de me perturbar. A noite foi difícil, acordei várias vezes e tive pesadelos. Mais uma vez o ingrato grita nos meus ouvidos. Não tem jeito, tenho que me levantar.

Ainda sonolenta, vou ao quarto de meu filho acordá-lo. Ele mal consegue abrir os olhos. Será que também não dormiu bem? Não. Adolescente é sempre assim. Enquanto me ajeito e depois arrumo a cama volto ao quarto do meu filho e ele nem se mexeu. Acordo-o novamente e espero que abra os olhos e se levante. Coisa chata ter que ficar chamando filho mais de uma vez para se levantar.

Vou para a cozinha preparar o café, colocar comida para os cachorros, dar uma limpada rápida na sala, lavar alguma louça que ficou suja na noite anterior, enfim, o dia começa com tudo.

Ligo o rádio e ouço as músicas de flash back que tanto gosto. Uma atrás da outra. Recordações me vêm à memória e paro o que estou fazendo e fico pensando como o tempo passa rápido demais. Ainda ontem eu trabalhava numa grande empresa, andava bem mais arrumada, salto alto, batom, cabelos impecáveis... E hoje, por trabalhar em casa como autônoma, não vejo motivos para me arrumar. Quer motivo maior que eu? Penso. Vou ao meu quarto e me olho no espelho. Não me reconheço, não gosto de me olhar, mas mesmo assim pego o batom vermelho e passo. Ficou bom. Completo com lápis e máscara nos olhos. A roupa não combina. Vou ao guarda roupas e escolho uma mais nova. Pronto! Perfeito! Salto alto... Ah, os saltos altos de minha juventude... sabia muito bem como usá-los. E tinha aos montes, de todas as cores e de todas as alturas. Coloco um que não me machuque enquanto trabalho. Ótimo!

Volto para o trabalho e começo a cantar um embromation inglês fajuto de uma música que toca na rádio.

Anos oitenta. Como era bom aquele tempo! Bailinhos, paqueras, dançar com rosto colado, namorar... Tudo sem quebrar nenhuma sequência. Primeiro tinha que conhecer o moço muito bem para só depois dar as mãos e quem sabe beijar na boca. Fiz uma conta rápida e percebi que faz tempo que não namoro. Anos! Como é que eu deixei passar tudo isso? Filhos pequenos para cuidar? Casa para organizar? Contas para pagar? Falta de dinheiro para passear? Depressão, mágoa, pânico... Solidão? Tudo junto!

Acho que não sei mais como é sair e conhecer homens, namorar... Será que ainda encontro algum romântico de minha época, que siga todas as etapas? Será? Morro de vergonha! Tudo passou muito rápido e me esqueci que ainda tenho uma vida. Será que é feio recomeçar agora, na idade em que estou? Vão me achar ridícula?

Meus filhos já estão crescidos, já se viram sozinhos, não são tão dependentes da mãe, então... Eu vou!

Sim, estou viva! Ainda tenho muito que viver, sentir, amar, sorrir... ser feliz. Agora é a hora! Mas, por onde começo?


quarta-feira, 13 de março de 2013

Mulheres que Admiro


Participando da Blogagem Coletiva de Patrícia Galis. Cliquem AQUI!

Nem precisa falar muito. Só pela foto já dá para saber porque são admiráveis.

Madre Teresa de Calcutá

Maria da Penha Fernandes - Lei Maria da Penha

Mara Gabrilli - Deputada Federal

Chiquinha Gonzaga

Fernanda Montenegro

Lidiane - Mulher de Toni Ramos

Zilda Arns

Mãe adotiva Flor de Lis com seus vários filhos adotados

Ingrid Bettancourt


- Mães que criam seus filhos sozinhas, com jornada tripla de trabalho e mesmo assim dão conta. Mesmo discriminadas por uma sociedade machista, vão à luta, batalham pela sobrevivência e educação dos filhos. Não desistem, mesmo quando tudo dá errado, sabem contornar a situação e recomeçar quantas vezes for preciso. Amam e nem sempre são amadas como gostariam e mereciam e mesmo assim, continuam com a força de uma leoa e a doçura de um anjo. Mesmo com a pele marcada com machas de sol, rugas precoces, lábios ressecados, conseguem ser felizes e sabem que a vida, apesar de tudo, vale a pena.

- Minha avó materna Cecília, Vó Dida, que me ensinou, me amou e foi muito amada. Uma doçura em forma de pessoa, um anjo que agora está no céu.