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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A Outra



Participando da Blogagem Coletiva do Blog Mesa de Conversa, de Carlos Hamilton. Ele começa uma história e nós terminamos. Vamos?

José sempre foi um homem mulherengo. Tinha desculpas pra tudo. Se uma mulher ligasse pra ele e Norma, sua esposa, estivesse ao seu lado, logo dizia que era a mulher do patrão dando ordem. Se chegasse tarde em casa, dizia que pegou engarrafamento.
Trabalhando há mais de 15 anos como motorista particular de um advogado, quase sempre não dormia em casa. O advogado era muito procurado e só vivia viajando a trabalho. Norma já se acostumara com aquela rotina. Era desconfiada porque muitas amigas sempre diziam que José tinha outra. Uma amiga até já havia visto ele com uma mulher passeando no shopping, mas Norma sempre dizia: "No dia que eu vir esta sujeita, a cobra vai fumar..."
Outro dia, Norma achou uma carta e uma foto dentro da mala de viagem dele:
- José, quem é esta mulher, posso saber?
- Não sei, onde você encontrou isto?
- Encontrei na sua mala. Esta aqui é ela, não é?
- Ela quem, Norma? Já estou cansado deste seu ciúme besta. Quer saber? Você passou do limite. 
Norma guardou aquela foto e memorizou a face da sujeita. Dias se passaram e José passou uma semana sem ir em casa, foi exatamente nesta semana que Norma foi ao supermercado fazer compras. Ao entrar no setor de frutas e legumes, Norma deu de cara com José e a outra... Conheceu ela rapidamente. Era ela a mulher da foto. Norma sentiu as pernas tremerem pela primeira vez, seus olhos encheram-se de lágrimas, uma gotinha deixou banhar pela face e um sentimento de raiva tomou conta do seu corpo.

Aqui minha continuação...

Norma chegou perto do casal, olhou a moça de cima a baixo, olhou pro marido e se foi. Sem olhar pra trás e enxugando as lágrimas, se esqueceu das compras. Chegou em casa e se trancou no quarto.
Depois de um bom tempo, José chegou com a cara mais lavada do mundo, bateu à porta de seu quarto e chamou pela mulher. Ela, em silêncio, abriu a porta. Apenas disse-lhe que estava indo embora daquela casa e que ele fizesse bom proveito com quem ele achasse melhor.
José viu algumas malas arrumadas, aliás, todas as malas do casal estavam enfileiradas no chão.
Norma, sem olhar para o marido, carregou as malas, uma a uma, colocou-as no porta-malas e as que não couberam colocou-as no banco de trás do carro. Antes de entrar e ir embora deu um sorrisinho e soltou a bomba para José:
- Ah, sim, querido, antes que me esqueça, eu transferi todo o dinheiro de nossa conta para uma outra conta minha, particular, que você não sabia que existia. E, claro, mudei todas as senhas. Vire-se! E também estou levando os documentos dessa casa que está no meu nome, lembra? Você fez questão de colocá-la no meu nome... Então, não quero mais ela, mas quero o dinheiro dela. Vou procurar um advogado, aliás, o melhor da cidade, e vendê-la pelo melhor preço. Quando estiver vendido lhe passo sua parte, amor...Boa vida pra você, José! E para suas milhares de mulheres. Beijos, amor...

Fim.


11 comentários:

  1. Arre que essa vingança foi das boas!!Adorei esse final! Massacrou o idiotinha,rs bjs, chica

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    1. Discutir com quem nem vale a pena, Chica? Perda de tempo, isso sim!
      Vamos seguir em frente que a vida é curta pra focar no que nem tem mais foco...
      Beijos, bom findi, gaúcha!

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  2. Clara,
    Este seu texto deixou-me a pensar, excelente como a menina sempre escreve, em relativamente poucas palavras descreve não uma ficção mas uma realidade pela qual tantas mulheres passam. Sempre pensamos que se acontecesse connosco descíamos do salto e lhe dávamos uma valente surra, e não é por ele quase sempre a mulher até já está farta dele, mas como eu costumo dizer ... pode não ser lá essas coisas mas é meu e ponto. Agora ficou uma dúvida em minha cabeça... como será que ela reagiu quando entrou em casa? Será que chorou se descabelou ... não por ele valer, não pela saudade/amor, mas por ter sido trocada.
    Clara fica aqui uma sugestão que tal fazer a sequela deste texto. Eu penso que se meu marido me trocasse era a dor da autoestima e não o amor. E a menina o que acha?
    Beijos
    da amiga aqui de Lisboa
    Júlia

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    1. Vou fazer uma continuação sim, semana que vem, aí te marco pra ver se vc vai gostar... rsrs
      Beijos, Júlia!

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  3. A-DO-REI!! Ela mostrou que apesar de toda dor, usou o que tem de melhor: cérebro! Show de bola essa atitude dela. E sem perder a classe!
    Bjs

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    1. Então, tbm penso assim. Discutir pra que com uma situação que não tem conserto? Né?
      Beijos, querida Roseli, bom findi pra vc!

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  4. Olá, Clara. Ela foi valente encerrando algo que já não estava dando certo. E mesmo ficando temporariamente com o dinheiro, pretende ser justa dividindo os bens, o que é correto, assim cada um pode recomeçar sua vida e ter a chance de ser de fato feliz. Um abraço!

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  5. Genial,adorei essa ideia da continuação do texto. E a tua é muito cinematografica. O teu texto tem essa caracteristica boa demais: a gente visualiza. Bjos e boa semana.

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  6. Minha linda que saudade....
    Adorei esse final.
    Isso é uma atitude digna de uma mulher que se ama...
    Fazer barraco... Se descabelar... Só faria ela se sentir menor. .
    Amei esse final!!
    Beijinho

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  7. Oi minha amiga Clara, agora que deu pra vim aqui.
    A Norma humilhou sem descer do salto e ultimamente é assim que
    vcs mulheres estão fazendo rss...Gostei.
    Parabéns pela criatividade.
    Obrigado pela participação.

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  8. Bem feito para este idiota do José!
    Norma fez muito bem!
    Ficou ótimo o seu final, Clara
    Um beijinho carinhoso de
    Verena e Bichinhos

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