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terça-feira, 22 de julho de 2014

Uma Linda Mulher - Parte 4 - O Amor Contagia


Continuação...

      Ana, já com nove meses, um barrigão imenso e Talarico todo cuidados com ela. O que ele tinha de tamanho tinha de carinho, paparicos e todo o encantamento quando colocava a mão na barriga e sentia o bebê mexendo. Uma menina! Júlia.

      A gravidez foi tranquila, apesar de Ana ter passado quase todo o tempo praticamente sozinha. Talarico, durante esse tempo todo, mesmo estando em Paris, todos os dias queria ver Ana. Abençoada internet! Se derretia vendo a barriga crescer e Ana cada vez mais linda com todo o brilho especial que as mães têm.

      Talarico, agora morando com Ana, era uma pessoa surpreendente e bem humorado, atencioso, divertido e encantador. Quem o conhecia era impossível não se encantar por ele. Ana bem sabia disso e não confiava tanto... Sabia muito bem o quão canalha era. Encantador e canalha. E folgado e espaçoso. E irritante e bagunceiro. E amava todos os defeitos que ele tinha. Sim, Ana se convencia que amava Talarico.

      Uma noite, de madrugada, Ana acordou e se levantou para ir ao banheiro. Mal colocou os pés no chão e uma poça d'água formou-se sob seus pés: "A bolsa estourou!"

      Não sabia o que fazer, se acordava Talarico, se ligava para o médico, se ia ao banheiro primeiro, se chorava, se gritava, se ficava ali mesmo, imóvel. Começou a chorar. Talarico acordou com o choro e num pulo já estava com Ana nos braços, pensando que ela estava passando mal, e colocou-a na cama: "Não, Talarico, eu quero ir ao banheiro", dizia, com lágrimas escorrendo pelas bochechas. Imediatamente pegou-a no colo novamente e levou-a ao banheiro. Ana, por fim, não aguentou e começou a rir da atitude desse pai de primeira viagem. Além de todos os defeitos era todo atrapalhado e exagerado. Amava-o ainda mais.

      Ligou para o médico e começou a se preparar para ir ao hospital.

      Nesta hora, um pavor imenso invadiu Ana. Até então, gravidez ainda era algo não programado, não pensado em toda sua vida, mas aquela pessoinha que chutava tanto já estava querendo ver a luz do dia.

      Como seria dali por diante? Ana se lembrou de sua avó e mentalmente pediu que onde quer que ela estivesse que a ajudasse nesta hora. Chorou mais uma vez...

      Já estava pronta e Talarico se aproximou para pegá-la no colo, o que fez Ana rir ainda mais. "Não precisa, eu posso andar!". Mesmo assim ele apoiou-a em seu braço até colocá-la no carro, no banco de trás, com cinto de segurança e um travesseiro de cada lado dela. A cada gesto de Talarico Ana ria compulsivamente.

      Entrou no carro e ficou procurando, procurando, procurando e não sabia o quê. "O que foi?", "Acho que estou esquecendo algo..."; eram as chaves! Os dois riram e Ana segurou a barriga temendo que Júlia lhe escapulisse com cada gargalhada.

      No trajeto de sua casa até o hospital silêncio absoluto de Ana e Talarico perguntando o tempo todo se ela estava se sentindo bem. Ana, neste momento, se lembrava de sua infância, sempre sozinha, com suas bonecas, e também ficava imaginando como seria cuidar de um bebê. Apesar de toda lembrança triste, agora já não conseguia mais imaginar sua vida sem aquele bebê.

      Chegando ao hospital Talarico ajudou-a a sair do carro e pegou-a no colo fazendo-a rir muito da situação e também uma certa vergonha, pois todas as pessoas ficaram olhando e não entendendo nada.

      Em vez de parar na portaria Talarico, com Ana nos braços, passou direto e já queria subir para a sala de cirurgia, mas foi impedido pelo segurança e voltou para fazer a ficha de Ana. Logo já arrumaram uma cadeira de rodas e Ana ficou mais confortável.

      Na sala de parto, Talarico já vestido a caráter, ficou o tempo todo acariciando o rosto de Ana, e ela, neste momento, foi invadida por muitas perguntas: como Deus é perfeito, como pode não amar e não querer um ser que se forma dentro do ventre, como pode uma mãe ignorar seu filho, como pode permitir que uma outra pessoa faça sofrer um filho, e Talarico ali, todo carinhoso.

      Nasceu Júlia!

      Ana começou a chorar e... Talarico, aquele homem enorme desmaiou! Ana imóvel sob efeito da anestesia e Talarico inerte no chão. Ana chorando de emoção ao ver Júlia, ouvir seu choro, sentir seu cheiro, beijar aquele bebezinho rosadinho de olhos arregalados, todo sujinho, e Talarico estatelado no chão sendo acudido por enfermeiras. A cena era hilária e mais uma vez Ana não se conteve no riso.

      Já refeito, branco como uma folha de papel, Talarico ficou sentado próximo a Ana e também não conteve o choro. Bem baixinho, disse no seu ouvido que a amava e que não iria deixá-la nunca mais, que cuidaria de Júlia e que era o homem mais feliz do mundo, e que também pediu sua transferência para o Brasil. Ana, fixando seus olhos nos de Talarico, conseguiu dizer que também o amava... Chorou...

      Agora, neste exato momento e pela primeira vez, Ana soube o que é o amor, tanto pelo nascimento de Júlia quanto pela presença de Talarico. Neste momento ela soube o que é ser cuidada, ser amada, protegida, abençoada... Neste momento, mais do que tudo, Ana soube o que é uma família, o que é compartilhar, o que é se entregar, sem medo, sem culpas, sem mágoas, sem dores, sem rancores; neste momento ela tinha certeza que havia perdoado seus pais. Neste momento Ana era a pessoa mais feliz do mundo.

      Já não tinha medo, queria sim continuar com Talarico não importando se seria para sempre ou não. O que importava é que começava ali uma nova família.

Texto publicado em 11/11/2011 - Editado

F I M

13 comentários:

  1. Hummmmmmmm!!!!!

    Gostei muito!

    Mais um.....mais um....mais um!!!

    KK

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  2. Ufa ainda bem que acabou assim , eu cheguei a pensar que a Ana iria tomar veneno de rato , com tanta desgraça na vida dela , rsrsrsrs....
    Bx.

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  3. Há voltei só para dizer que a Ana não foi de tudo feliz , porque terminar do lado de um cara que se chama Talarico é o hó do borogodó né. rsrsrsr........
    Bx

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  4. Gente, esses anônimos são ou não são uns fofos?????
    rsrsrsrsrsrsrsrs

    Beijossssss

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  5. Clara querida,

    Adoro quando tem final feliz!!! Que Ana continue feliz e Talarico tome juízo. E Júlia seja muito amada. rsrs
    Lindo, Clara! Quero ler outros!
    Girassóis nos seus dias. beijos

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  6. Oi Clara!
    Muito bom!
    É, precisamos abrir o coração para vivermos melhor, mágoas não leva ninguém adiante, só o amor. E ele venceu!
    Beijinhos e um lindo fds!

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  7. Olá,Clara!!

    Que bom que deu tudo certo!!E a imagem...é muito fofa!!
    Beijos querida!!
    Bom final de semana!

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  8. Clara,um final que é um recomeço para Ana!Linda história de amor!Parabéns!Eu adorei seguir!bjs,

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  9. Que lindo!!! Viva Julia!! Mesmo que seja ficção.
    Beijos da Cam

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  10. Com momentos hilários e outros urgentes, a história de Ana comove e encanta a todos que torcemos por este final feliz.Ela merece!
    Adorei a acompanhar tua criação, Clara, tocante e romântica como vc deve ser.
    Bjkas e bom fim de semana,
    Calu

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  11. Clara gostei muito da História de Ana. Torci pra ter um final feliz. Suas histórias são encantadora. Espero pela próxima! Beijos e ótima semana.

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  12. Olá, Clara.

    Está muito boa a história. Emocionante do começo ao fim.
    Que bom que o final foi feliz.

    Um abraço.

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  13. Legal, Clara, precisamos de mais finais felizes para compensar as tragédias que presenciamos e as (muitas mais) que os telejornais fazem questão de nos comunicar.
    A vida é feita disso, alternância entre alegrias e dores, não podemos olhar só o lado ruim e ficar lamentando. Alegrmo-nos!
    Beijos.

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