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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Meus Heróis


Blogagem Coletiva - Meu herói ou heroína de infância, do Blog Uma Pandora e sua caixa. Cliquem AQUI! Participem, comentem, nos contem qual herói ou heroína faziam vocês ficarem queitos em frente à TV.


Na infância não tive muitos acessos a gibis, revistinhas e nem cinemas, mas me lembro do primeiro herói que amei, que fui no cinema assistir e fiquei impressionada desde o início do filme, quando apareceu o espaço azul estrelado, fazendo aquele barulho imenso, passando pelos planetas todos até chegar à Terra. Superman com Christopher Reeve, que para mim é o único Superman.




Foi amor à primeira vista, ver um homem tão lindo, tão másculo, com aqueles enormes olhos azuis, e ainda por cima apaixonado por uma moça não tão bonita, Lois Lane, que poderia muito bem ser eu, Clara Lúcia! Era exatamente isso que eu ficava imaginando: o Superman vindo me resgatar das histórias que imaginava e ficava falando sozinha no meu universo pré-adolescente ou adolescente, não sei.

Outro que eu era apaixonada e não perdia um dia sequer quando passava na TV: Speed Racer. Gente, como eu amava aquele desenho! Um carro que andava até debaixo dágua, que só apertando um botão ele também voava, triturava pedras e não sofria nenhum arranhãozinho... ahhhh, que sonho!
Go, Speed Racer, go Speed Racer, go Speed Racer, go!!!
Minha paixão era pelo carro, Mach 5, e não pelo mocinho que dirigia o carro. Me lembro perfeitamento tudo o que o carro fazia, por onde andava, os botões mágicos que o transformavam em tudo, e o mocinho eu torcia para que ficasse com a mocinha da história. Será que era assim mesmo? Sabe que não me lembro tanto assim? Mas do carro... ahhh, eu queria e quero um pra mim!




Minha paixão por carros começou com esses desenhos de carros, de corridas... que eu, ainda pequena, assistia e amava. Penélope Charmosa, que apesar de achá-la um pouco chatinha, enjoadinha, sempre se dava bem. O que eu gostava mesmo era do carro cor de rosa e de todos os carros que corriam naquela Corrida Maluca. Carros, sempre carros!


Queria um carro desse, conversível e rosa! Amava!


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Minha Propriedade


Pessoa ciumenta demais, que se torna possessiva ou obsessiva


      Lara, uma moça linda, inteligente, culta e que acabara de sair de um relacionamento de dois anos, com muitas intrigas, brigas, idas e voltas, choros e sofrimentos, provocados por um sentimento de posse, de ciúme excessivo e obsessão. Até que o rapaz, Carlos, não aguentando, terminou o namoro e se mudou de cidade. Não tinha como continuar na mesma cidade que Lara, pois ela não admitia o fim de um romance que já dava por certo ser eterno até que a morte os separassem. E era isso que ela repetia todas as vezes que Carlos mencionava em terminar. "Se você me deixar, eu me mato!".

      No começo, tudo eram flores e novidades. Essa fase de se conhecerem e se adaptarem foi muito boa, até que cada um começou a conhecer os defeitos de cada um. Carlos até que tentou aceitar o ciúme excessivo de Lara, mas às vezes era insuportável conviver em sociedade com uma pessoa grudada o tempo todo, como se fosse um sombra, ou até mesmo o ar que se respira.

      Por fim, Carlos abriu mão de algumas coisas que amava fazer, só para contentar Lara, que no começo era um doce de pessoa, mas se transformou num estorvo, para não falar numa mala sem alça. Não tinha mais amizades de futebol, nem de cerveja ou churrasco às sextas feiras e muito menos levar os sobrinhos, que amava tanto, para um passeio no shopping. Não tinha paz quando resolvia fazer tais programas. Mesmo Lara dizendo que tudo bem, não demorava dez minutos e ela aparecia, dizendo que estava morrendo de saudades e que só queria participar da vida do namorado. Ele achava graça e aceitava, mas com o passar do tempo, isso começou a ficar incômodo.

      Por hábito, sempre que se levantava, o primeiro gesto de Lara era ligar para Carlos para saber como estava, onde estava, onde ia, com quem falaria e a que horas voltaria. Como ele morava sozinho, vez ou outra ela dormia em sua casa. Mas era um tormento sem tamanho! Esperava ele ir tomar banho para mexer em todas suas coisas, pegar celular e fazer uma varredura de tudo o que acontecia, acessava seu computador até descobrir alguma coisa, que mesmo não sendo nada, era motivo de briga, com alguns tapas que ela lhe dava nos ombros. Isso foi ficando chato e Carlos não tinha mais tanto entusiasmo em ficar prisioneiro de uma mulher linda, mas maluca de pedra.

      Carlos era um rapaz tranquilo, bonito, independente financeiramente e fiel. Não dava motivos para Lara desconfiar de nada, mas mesmo assim, não era suficiente. Era como se ela quisesse entrar em seu corpo e tomar conta do trajeto do fluxo sanguíneo com medo de que algum glóbulo saísse do lugar e extrapolasse por aí, achando um outro corpo mais interessante do que o dela.

      Com isso ela foi se tornando agressiva, ameaçando Carlos com facas, tesouras, pedras, ou o que ela achasse à mão para poder lançar-lhe, castigando-o por nada. Carlos tinha medo dessa atitude doentia e até procurou ajuda psicológica, mas Lara achava que isso era desculpa para ele poder ficar mais tempo longe dela. Também recorreu à família de Lara, sem sucesso, pois todos diziam que ela era assim mesmo e não iria mudar. Mas nada faziam para tentar ajudar nesse quadro psicótico. Para eles, a filha era normal. Só era ciumenta demais. Não percebiam que era doente e precisava de tratamento. "Ela sempre foi assim com os outros namorados também", repetia a mãe de Lara, na maior tranquilidade.

      O estopim que fez com que Carlos tomasse essa atitude drástica de mudar de cidade foi quando Lara, num dia de semana, chegando na casa dele, o viu no carro com uma prima, ao qual ia levá-la para sua casa, pois ficara sem condução naquele dia, e precisava correr para chegar a tempo na faculdade, onde faria uma prova importante. E como ela trabalhava próximo à casa de Carlos, pediu para que ele a levasse para casa. Pronto! O terror lançado! Quando Lara viu os dois no carro, não pensou duas vezes e se jogou em cima do capô e começou a gritar desesperada. Aos poucos uns curiosos começaram a aglomerar o local, deixando Carlos e a prima perplexos. Depois Lara saiu de cima do capô, viu uma pedra no chão, pegou-a e jogou-a no para-brisas, estilhaçando o vidro. Isto assustou todo mundo, e alguns rapazes que por ali passavam, seguraram Lara por trás até que alguém chamasse a polícia ou a ambulância. Carlos não pensou duas vezes e chamou a polícia e fez a denúncia. Depois ligou para os pais da moça e contou toda a situação e disse que se ela aparecesse na frente dele, faria outra denúncia e a processaria por danos morais. Os pais só concordaram mas também nada fizeram. Simplesmente entregaram a situação para Deus.

      As próximas semanas foram mais que tortura para Carlos, pois em todos os lugares que ia, estava Lara para aterrorizar e ameaçá-lo com suicídio. Na última tentativa de Lara, Carlos pegou-a pelos braços, sacudiu-a e disse que nunca mais ela o veria. Ela só olhava na cara dele e ria com um deboche que o irritava mais ainda. "Se você não ficar comigo, não fica com mais ninguém!", repetia várias vezes para o namorado.

      Depois disso, Carlos pediu transferência de onde trabalhava e mudou-se de cidade, para um lugar desconhecido de todos. Mas quem o conhecia dava informações de que Lara continuava nas ruas, como uma doce moça de família, linda, inteligente e sempre à procura de mais uma presa para devorar. E os pais da moça achando isso tudo a coisa mais normal do mundo.

Fim.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédias Repentinas

Boate Kiss - Foto: veja.abril.com.br

Mais uma tragédia, infelizmente! Em Santa Maria, Centro do Rio Grande do Sul, numa boate, a Kiss. Leia o link da notícia AQUI!

E tudo se repete; os mesmos lamentos, os mesmos choros, as mesmas dores, a mesma indignação, os mesmos avisos, outras pessoas que se foram, outras famílias que continuarão mortas-vivas.

Daqui a pouco tudo volta ao normal, onde a grande comoção de uma cidade e de um país será somente um número na estatística. E famílias-zumbis continuarão suportando a vida, com a ausência de pessoas queridas que NUNCA MAIS retornarão.

Cuidados, vistorias, políticos, bombeiros, policiais, advogados, psicólogos, amigos, parentes... todos unidos num momento trágico e quem estava sentindo as dores na pele, pensava que tragédias desse tipo só aconteciam nos noticiários ou então no vizinho do lado ou da outra quadra.

Desta vez jovens universitários que se divertiam e comemoravam, numa boate que aparentemente estava normal, de acordo com regras impostas, mas que por uma fatalidade não deu certo naquele dia. Vão investigar, vão lamentar, vão condenar, vão pagar... mas quem se foi, não volta!

E mais uma vez, todos com o maior cuidado daqui para frente, mas por um tempo muito curto, porque a vida corre, as coisas acontecem e daqui a pouco ninguém mais vai se importar com a segurança de frequentar um lugar de diversão. Se é diversão, por que se preocupar se tudo está conforme as normas de segurança? Mais uma vez o jeitinho brasileiro em driblar a lei, vence a batalha. E agora?

De quem é a culpa? Quem se lembra de fiscalizar o local, quando a intenção é somente diversão? Confiamos cegamente em quem tem um único interesse em enriquecer, seja como for, em que supomos ser capaz de comandar um lugar destinado a entretenimento; e na fiscalização, que deveria ser mais rígida, nesse país do oba-oba.

Não consigo sentir outra coisa, a não ser indignação, repúdio, dor, lamento... e me colocar no lugar dos pais que perderam um filho emprestado, como diz o poeta, mas que o amor era o maior do mundo, assim como a dor é a mais dolorida que o coração possa suportar. Não foram mais de duzentas mortes, foram mais de duzentas mortes mais a família de cada um, que agora terão que sobreviver e ir em frente, com o coração lá atrás, nesse dia triste de 27 de janeiro de 2013. Um dia que logo será um número na estatística.

Que Deus, nosso Senhor, receba essas almas e conforte as famílias que ainda ficarão por aqui, até chegar a hora de cada um.

Amém!


sábado, 26 de janeiro de 2013

Uma Imagem, 140 Caracteres - 1ª Edição

menina esperando ligação do telefone que está do lado.

Eu sei que deveria ligar, pedir desculpas... fui injusta e exagerei no ciúmes. Mas e se ele estiver com ódio de mim e terminar tudo? E se já estiver com outra? Eu mato ele!


Participando da Blogagem Coletiva do blog Escritos Lisérgicos, com uma imagem e 140 caracteres. Querem participar ou ver quem aceitou o desafio? Cliquem AQUI!


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Olho-te Nos Olhos e Vejo Apenas Rancor

Participando do Projeto Bloínquês - Contos

homem com olhar triste e rancoroso

      Oi, pai, sou eu! Será que me ouve? Dizem que quem está sob efeito de anestésico, ouve o que acontece por perto. Eu creio que me ouve sim porque o efeito já está passando e o senhor já começa a abrir os olhos; por isso estou aqui para lhe falar um pouco, já que quando estava bem não tínhamos um bom diálogo. Bem, esse não será um diálogo e sim um monólogo. Acho que só assim para o senhor ouvir sem me olhar com essa carranca fechada.

      Não sabemos quanto tempo o senhor vai ficar por aqui, mas lhe asseguro que os médicos estão fazendo o possível para o senhor sair dessa, com a saúde boa e ainda com uns bons anos pela frente.

      Pois é, meu pai, o fim da vida. Como é se sentir no fim da vida? O que o senhor vê e sente quando olha o passado? Foi difícil, né? Isso todos nós sabemos e sentimos na pele, dia a dia, convivendo com o senhor que sempre fez questão de despejar em nós toda sua amargura e rancor. Agora me responda, meu pai, resolveu alguma coisa? Os problemas se resolveram, as pessoas mudaram, o mundo evoluiu de acordo com o que o senhor tanto pregava? Não, nós sabemos que nada mudou por conta de seu rancor.

      A mamãe sofreu muito esse tempo todo e vez ou outra eu a pegava chorando pelos cantos, magoada, por ouvir desaforos que o senhor lhe despejava, lamentando a falta de sorte de não ter tido uma vida como desejava. Mas já lhe passou pela cabeça que a vida não foi como planejava porque o senhor sempre alimentou esse rancor de uma vida difícil, enquanto os outros irmãos, meus tios, sempre tiveram "sorte" na vida e batalharam para conseguirem o que tinham vontade? Foi isso que aconteceu! Eles viveram a vida deles, enquanto o senhor ficava assistindo e se esqueceu da sua própria vida. Sorte deles? Não! Trabalho, batalha, sonhos realizados, tudo isso é progresso na vida de qualquer um. Eles são gratos, que eu sei, pelo senhor ter sido o homem da casa e sustentado todos, enquanto ainda era muito jovem e eles pequenos. Mas o senhor insiste em dizer que todos lhe devem muito. Devem o quê?

      Lembro uma vez em que tio Daniel veio lhe mostrar o carro novo e o senhor sequer se levantou do sofá para ir lá conferir e parabenizá-lo. Ao contrário, ficou reclamando com a mamãe o porquê todo mundo tinha carro novo menos o senhor. Depois pegou o fusca e bateu num poste acabando com ele e quase com sua vida também. Que culpa tem mamãe e o poste?

      Vou lhe dizer uma coisa, meu pai, eu não gostava de sair em família. Não suportava o senhor praguejando tudo o tempo todo, como se todos fossem culpados por tudo. É muito ruim ficar perto do senhor, é muito ruim conviver com uma pessoa que só reclama e fala mal das pessoas, como se tivesse a verdade absoluta na ponta da língua, é horrível ter que ficar perto de uma pessoa que não tem um mínimo de senso de humor e condena até quando os outros se divertem. Meu pai, estou aqui só para lhe dizer isso.

      Está na minha hora de sair, mas espero, de coração, que o senhor tenha entendido tudo o que eu disse. Eu sei que o senhor entendeu, pela lágrimas que escorrem de seus olhos.

      Ah, só mais uma coisa: ainda há tempo para mudar esta situação. O senhor ainda tem vida, é forte e vai se recuperar. Ainda há tempo de olhar para trás e ver as coisas boas que o senhor plantou e esquecer o que de ruim aconteceu. Aconteceu porque tinha que acontecer; não tem volta. A vida é daqui para frente. Olhe ao seu redor e veja quanta luz, quantas cores, olhe seus netos crescendo, olhe para a gente e retome a família. Mas se modifique antes, colocando um sorriso no rosto e um amor no coração. Nós todos lhe amamos e queremos muito o bem do senhor.

      Então é isso. Já vou indo. Fique com Deus! A sua bênção.

      Fim.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Uma Dor Inevitável

filha arrumando malas pra morar com o pai

      Depois de muita discussão, Ester sai do quarto da filha Adriana, chorando. Não se conforma no que acabara de ver: a filha arrumando as malas para morar com o pai.

      Adriana, uma filha meiga, delicada, estudiosa, um sonho de menina, educada somente pela mãe que carregou o "mãe solteira", não se conformava em viver longe do pai tanto tempo. Depois de dezesseis anos ele reaparece como um zumbi reencarnado e agita toda a pacata vida de Ester. Ronaldo chegou cheio de dengos com a filha, prometendo mil e uma coisas, conseguindo conquistar Adriana em pouco tempo.

      Ronaldo é um homem bem apessoado, situação financeira estável, boa lábia, carinhoso, mas um tanto canalha e cara de pau. Quando soube da gravidez da então namorada Ester, simplesmente disse que não estava preparado para assumir compromisso nenhum e se mudou com destino desconhecido. Ester enfrentou a família, que a acusava de "moça fácil", mas ajudou-a no sustento de sua filha. Tempos difíceis, sofridos, com gravidez problemática, mas tudo terminou bem. Adriana nasceu miudinha, mas com saúde e resistência suficientes para crescer normalmente.

      Ester não se conformava de ter que ouvir da filha que agora iria ser feliz ao lado do pai, já que a mãe nunca quis tê-lo por perto. Por mais que ela explicasse à filha que ele simplesmente sumiu, Adriana não acreditava, ainda mais agora que o pai voltou e contou sua versão da história. Inverteu a situação à seu favor deixando Adriana sofrendo mais uma vez.

      Até quando esse transtorno? - perguntava Ester, olhando para o alto, esperando uma explicação do Altíssimo para uma vida tão difícil e sofrida. Por que esse homem tinha que voltar? - continuava indagando Deus, procurando na imensidão azul do céu, uma resposta que a confortasse e lhe desse um pouco de paz.

      Adriana estava totalmente cega e surda, além de eufórica e feliz. Mas Ester sabia que seria uma felicidade aparente, pois conhecia muito bem aquela peste do Ronaldo. Este apenas dizia para não se preocupar, que cuidaria da filha com todo o carinho, que tinha estrutura suficiente e que estava arrependido de não ter assumido antes. Deixou todos os dados residenciais com Ester e lhe prometera trazer a filha de vez em quando, mesmo se esta não quisesse.

      Em seu silêncio, em suas orações, Ester resolveu não mais lutar contra a filha, tentando convencê-la a não tomar essa atitude. Apenas desejou-lhe boa sorte e disse que as portas de sua casa estariam sempre abertas. Optou  por continuar ouvindo o que a filha lhe falava, do que criar intrigas entre ela e o pai e com isso a filha se calar.

      Adriana fechou as malas, disse um tchau seco sem olhar para os olhos da mãe e se foi. O pai estava aguardando no portão, em seu carro de luxo.

      Depois de bater a porta, Ester despencou no chão, desesperada e aos prantos, permanecendo naquela posição o resto do dia. Ainda tinha uma esperança da volta da filha, que até ontem era aquele bebezinho carequinha e rosado, e hoje já toma decisões sozinha. Ester se lembrou que ouviu de muitas pessoas que filhos nós criamos para o mundo, que devemos dar asas para que eles façam suas escolhas, e os pais, por bom senso, devem ficar na retaguarda, dando o apoio necessário caso precisem. E essa precisão Ester aguardava ansiosa, com o coração nas mãos, pela volta da filha. Achava injusto o pai chegar depois de tanto tempo, já com a filha grande, formada, e arrancar-lhe assim, brutalmente. Afinal, não colaborara nada para sua educação e para seu sustento. Tudo muito fácil, já que não teria que se esforçar nada para cuidar de uma filha.

      Depois da primeira noite sozinha, Ester parou de chorar e resolveu seguir sua vida, voltar à rotina e não se preocupar tanto se a filha estava bem ou não. Para saber disso bastaria apenas um telefonema. E isto ela faria diariamente. Pouca conversa, mas sentia que a filha estava bem. Um ciúmes tomou conta de seu coração só de imaginar a filha amando mais o pai do que ela, que tanto batalhou para lhe dar uma vida decente. Mas se Adriana está bem, está tudo certo então. Não há mais o que fazer e nem com o que se preocupar. Ester sabia da educação que dera à filha e confiou na forte base com bom caráter, nos exemplos corretos, no amor abundante e na capacidade da filha em se virar, caso precise.

      Aos poucos, Ester foi ficando tranquila e até conseguia sorrir e se divertir com os amigos que sempre a arrastavam para algum bar ou restaurante.

      Sim, os filhos são criados para o mundo e mãe deveria ter vários corações espalhados pelo corpo, porque um só não bastaria para quando passasse por dores, por saudades... é cruel demais.

      Adriana, por decisão própria, resolvera dividir seu tempo com o pai e com a mãe, passando alguns dias com cada um. Sim, Ester fizera um bom trabalho, uma boa educação com a filha amada. Continuava aquele bebezinho rosado e risonho, que brincava de esconder atrás do sofá para a mãe procurar até encontrar, só que agora a brincadeira era em outra casa, com os outros cinquenta por cento de seu DNA.

      A vida dando um jeito, se encaixando da melhor forma possível, nessa modernidade de família que é tão comum hoje em dia.

Fim.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Dois Anos de Blog


♪♫♪ Parabéns pra você
Nesta data querida ♫♪
♫♪♫Muitas felicidades
Muitos anos de vida ♪♫♪♪

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!

Há dois anos no ar, Simples e Clara cada vez mais a minha cara, com muitos amigos, uns novos, outros de sempre, uns que permanecem, outros que não voltaram mais, uns que leem, outros que comentam, uns que gostam, outros que só dão uma olhada, uns que são cativos, outros que copiam a imagem que é do Google, enfim, entre idas e vindas, sempre são todos queridos!


Eu digo que é um marco na minha vida eu ter começado a escrever num blog.

No começo nem sabia como funcionava nada, e hoje já não sou tão leiga assim, mas vou continuar como estou, pois tem muita gente craque que compartilha tudo o que sabe com gente como eu. São os anjos que nos ajudam a solucionar qualquer problema, que nos dão dicas e que nos ajudam de alguma forma.

É um mistério como certas pessoas cruzam nossa vida, mesmo que seja virtualmente. O mundo em contato direto, alguns minutos por dia, onde aqui é dia e lá é noite, aqui é verão e lá é inverno, aqui chove e lá tá fresco... Bendita internet!

Pessoas com empatia, outras nem tanto, então só dão um oi e pronto! É assim mesmo. Aqui temos oportunidade de selecionar o que gostamos, o que queremos, onde vamos, o que comentamos...

E mesmo vendo só em foto, ou não, e mesmo "ouvindo" só a letrinha num post, podemos até imaginar a voz, o jeito de olhar, o modo de andar... Pura magia...

Eu que tinha tanto medo de não dar certo, de não agradar, de ser indelicada de alguma forma, nesses dois anos só tive alegrias com gente boa por aqui que me enchem de carinho, de atenção, de bom humor, de sofrimento... e assim vamos compartilhando alguns momentos do dia através de posts, de fotos, de músicas, de vida...

Meus queridos, sejam todos muito bem-vindos!
Que Deus os proteja sempre!
Que todos nós tenhamos saúde, paciência, inspiração, doçura, amizade, fraternidade...


Um "bolinho" com muito carinho para cada um de vocês!
Tenho uma profunda admiração por quem tem o dom de fazer uma obra de arte dessa! 
Olha isso, gente!






domingo, 20 de janeiro de 2013

Um Pouco de Nelson Rodrigues

nelson rodrigues

Algumas frases de Nelson Rodrigues garimpadas do Google, sobre amor, sexo etc...

"Qualquer um de nós já amou errado, já odiou errado."

"A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual."

"Qualquer amor há de sofrer uma perseguição assassina.
Somos impotentes do sentimento e não perdoamos o amor alheio.
Por isso, não deixe ninguém saber que você ama."


"O dinheiro compra até o amor verdadeiro."

"O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes."

"Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém."

"A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira."

"Os homens mentiriam menos se as mulheres fizessem menos perguntas."

"Não ama seu marido? Pois ame alguém, e já. Não perca tempo, minha senhora!"

"Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam."

Engraçadinha...


Polêmico até hoje, uns adoram e outros não. Algumas frases dele não coloquei aqui porque não concordo mesmo, como essa: "Nem toda mulher gosta de apanhar. Só as normais". Essa é típica de machões que acham que seguram mulheres no tapa. Seguravam porque elas não tinham para onde correr, ou mesmo se sustentarem. Mas as coisas mudaram, graças a Deus. Eu já ouvi essa frase muitas vezes, e nem sabia quem tinha inventado. E acho que quem cansou de me dizer também não fazia a menor ideia de quem era o autor.

Se alguma frase acima não for de Nelson Rodrigues, por gentileza, me falem que eu coloco a autoria correta ou então excluo.

O que vocês acham de Nelson Rodrigues? Não li muita coisa sobre ele, mas por ser polêmico e falar o que pensa, principalmente sobre temas que ainda são tabus, já é o suficiente para eu prestar atenção no que ele escreveu.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Esmalte - Músicas


Arrastem o sofá pro canto, apaguem as luzes e liguem o globo de vidro! Hoje tem bailinho!






Depois de suarmos um pouco, mas sem perder o glamour, começava a seleção de músicas lentas...
Ah, as meninas todas num canto, ou encostadas na parede, e os meninos de olho, pra ver quem eles chamariam pra dançar. Quando era o rapaz que a gente ficava de olho, era uma glória! Mas não rolava nada no primeiro encontro. Só as muito atrevidas que davam beijo na boca, e os meninos geralmente sabiam quem eram essas meninas.
Que saudades daquele tempo!
Rostinho colado, corpos encostados, conversas no ouvido...







E assim dançávamos muito, paquerávamos muito e algumas vezes rolava até um namoro a partir daquele dia.
Sim, minha juventude foi nos anos 80!

Esmalte rosado vermelho, unhas lindas

Esmalte rosado vermelho, unhas lindas
Esmalte Ludurana antialérgico Rosa Rei



Mais esmaltes e muito mais músicas no blog da Fernanda Reali.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sonho Perdido


Um conto para participar do Projeto Bloínquês. Edição Visual - Tema: Sonho Perdido.

      Armando, um jovem rapaz, curioso, todas as vezes que ia na casa da avó, ficava procurando nos guardados dela, algo para passar o tempo. Era um moço sensível, dedicado e que gostava e tinha toda a paciência do mundo para ouvir as histórias da avó Constância. Dessa vez resolveu olhar as fotos:

      - Vó, que foto é essa? Quem são eles? Perguntou curioso, pois não conhecia as pessoas da foto.

      - Não sei, filho, eles estavam lá quando seu avô tirou a foto, testando o zoom da máquina nova. - respondeu e depois ficou um pouco pensativa. - Sabe, filho, essa casa aí do fundo, essa com grade preta, era o sonho do seu avô; que Deus o tenha! A vida inteira ele ficou namorando a casa, dizendo que queria comprá-la, porque um dia entrou dentro e achou tudo muito bem feito. Na sala tinha um pilar enorme, como esses que a gente vê na igreja, todo em tom dourado, e do lado esquerdo, uma lareira bem velha e sem uso. Ele dizia que queria consertar a lareira, colocar um sofá em frente, um tapete, e nos tempos de inverno, tomaríamos vinho quente, nos aquecendo no fogo da lareira. Seu avô Rodolfo era muito romântico, filho. - concluiu dona Constância, com ar saudosista.

      - Mas, vó, porque o vô Rodolfo não esperou esses dois saírem de lá para depois tirar a foto? - continuou instigando a avó.

      - Ele disse que na época, quando ele se afastou da casa para tirar a foto, esses dois pararam aí e começaram a conversar. Ele achou engraçado a moça estar vestida como homem; parecia que estava disfarçada. Mas o rapaz ria muito dela e ela mais ainda. - respondeu com um sorriso torto.

      - Por que o vô não comprou a casa? - continuou interessado na história.

      - Seu avô foi demitido da indústria onde trabalhava, e depois disso demorou muito para conseguir outra colocação. O dinheiro que tínhamos guardado foi usado para nosso sustento, de sua mãe e de suas tias. - ainda com o sorriso torto, dona Constância pegou na mão do neto e apertou.

      - E se ele fizesse um empréstimo? Não tinha como?- Armando olhou para a avó, levou sua mão até os lábios e beijou-a.

      - Filho, ele ficou com medo de perder o emprego de novo e termos que passar por todo aquele aperto. Então ele resolveu comprar essa casa aqui, só que era bem menor e velha. Com o tempo as coisas melhoraram e ele, aos poucos, foi reformando até ficar como ela está hoje. - Constância tira a foto da mão do neto e olha mais de perto. - Tá vendo essa árvore aqui em frente? Ele sonhava em forrar ela com lâmpadas pequenas e coloridas, quando fosse natal. - respondeu com seriedade.

      - Vó, eu não ia gostar dessa casa não! Essa daqui é mais espaçosa, tem a mangueira lá no fundo, tem lugar para todo mundo ficar sossegado e na frente tem essa varanda onde a senhora gosta de ficar sentada; e na outra não tem. - respondeu, agora acariciando os cabelos da avó.

      - Eu gostaria de morar nessa casa... Mas não por mim. Pelo sonho de meu velho, pelos planos que ele fazia e me contava, pelo brilho nos olhos que ele tinha quando descrevia com detalhes o que gostaria de fazer. - Constância, olhando a foto, deixa cair uma lágrima.

      - Ah, vó, não fica assim não. O vô fez muita coisa que ele sonhava. A casa foi só mais um sonho. - Armando abraçou a avó e beijou-lhe o rosto.

      - Sim, filho, realizou muitos sonhos, graças a Deus! Que Deus o tenha em bom lugar. - abraçou o neto bem apertado enquanto outra lágrima escorreu.

      Fim.

Um ótimo fim de semana para todos!!!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Uni, Duni, Tê!

a dúvida na hora da mulher escolher roupa ou namorado

Mulher é indecisa, não adianta! E a maioria se atrasa quando tem que se trocar. Eu não me atraso! Sou super pontual. Mas não é isso que quero falar. Quero falar de escolhas de amores.

Esses dias eu ouvi de umas tias que não via há anos, que tenho que arrumar alguém, blá, blá, blá... que tem que ser um homem bom, que tem gostar de mim, que tem que ser de outra cidade, que é melhor porque dá tempo de sentir saudades...

Eu achei engraçado porque elas me falavam e eu me imaginei em frente a um armário, tentando escolher qual roupa eu colocaria. Fiquei ouvindo, rindo e me imaginando conhecer homens, não sei onde, "ah, fia, na igreja!", e descartando alguns que de cara, não achava conveniente para mim.

Nós já sabemos que isso não é possível, quer dizer, é possível sim, no começo, você não se envolver com quem não tem um mínimo de decência. Mas mesmo convivendo anos com alguém, não dá para conhecer como é a pessoa realmente. Uma coisa é a pessoa lhe amando e querendo sua companhia, outra coisa é a pessoa não suportar sua presença. Já imaginaram?

Temos afinidades com pessoas, em todos os lugares, e isso é bom. Gostaria de entender porque algumas pessoas não nos desce guela abaixo nem com coca-cola e outras temos a impressão de já conhecê-las há anos. Mistérios que Deus não nos permite saber.

Você de um lado e no meio de uma multidão uma única pessoa lhe cativa, lhe faz arrepiar os pelos, acelerar o coração, a empatia é imediata, o amor explode... Isso você escolheu? Não tem como! Acontece e pronto! O coração tem vida própria e juntamente com o cérebro, nos prega peças. Nos faz feliz, nos faz sofrer, nos mata de ódio, nos deixa amar...

E como é bom amar... O amor nos escolhe... Algo mágico nos faz aproximar das pessoas.. Será o cheiro, o som da voz, o toque na pele, o jeito de caminhar, de sorrir, o piscar de olhos, a palavra certa na hora certa, quem sabe? Alguém acredita em reencontro de almas de uma outra encarnação?

Não deveria ser assim, mas muitas pessoas se julgam felizes ou infelizes, quando estão ou não amando, ou namorando, ou ficando. Colocam toda a expectativa de uma vida feliz numa outra pessoa que não conhece, ou vai conhecer aos poucos. Vem a decepção e o amor acaba. Para recebermos bem o amor e sabermos amar, é necessário primeiro nos amar, sermos felizes por nós mesmos e não porque estamos com outra pessoa.

Compartilhar o amor, a vida, tão difícil às vezes. Parente nós até aguentamos, mas a convivência com uma outra pessoa que vem de uma outra família, outros costumes, outras manias, não é simples. Mas quando se tem o respeito e o amor, tudo flui harmoniosamente.

Não importa como amar, mas sim amar sempre, sem sofrimento, sem cobranças, sem chantagens... Pura e simplesmente amar! E não importa quantas vezes, já que somos capazes de amar muitas vezes.

Então, alguém já escolheu um parceiro, ou esse parceiro apareceu exatamente como imaginavam?

Ou o amor foi moldando os dois e com o tempo tudo deu certo?

Já ficaram em dúvidas entre um e outro e escolhendo o outro se arrependeram de não ter escolhido o um?

Já tiveram um amor à primeira vista? Conheceram alguém e tiveram a certeza de que era "ele ou ela"?

Um amor da juventude que nunca esqueceram?

Alguém que marcou tanto que todos os outros namorados foram mais ou menos parecidos com esse, de tanto amor que sentiam?

Quem abre seu coração para mim?



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vou Perguntar sobre o BBB

Big Brother Brasil - BBB

Com este texto vou participar do projeto Boínquês - Solta o Verbo BBB. É só clicar para quem quiser conferir e participar.

Eu confesso que já assisti! Os primeiros, quando tudo era novidade. É viciante mesmo e a gente acaba perdendo um tempo enorme só para saber o que gente que a gente nem conhece está fazendo. Depois, me cansei e não mais quis saber. Mas ficamos sabendo de um jeito ou de outro, porque em todos os lugares esse assunto sempre aparece.

Eu não entendo porque tanta polêmica envolvendo um programa numa TV aberta, onde os que assistem, assistem e pronto; enquanto os que não assistem, ficam pregando para ninguém assistir.

Por que alguns têm tanta vontade de mudar a vida alheia assim? Não basta só não assistir? Não gosta, não assiste, não comenta, não critique. Simples!

Cada um sabe o que faz com seu tempo, com seu dinheiro, com sua família, com sua vida. O que importa para os outros o que eu faço na minha casa?

Mesma coisa para as novelas. Já assisti muito e não vejo nenhum problema. Se é bom ou ruim, isso quem resolve sou eu e não alguns que dizem que novela não presta. Não presta é ficar pregando que alguma coisa não presta! O que são as novelas? Para mim são histórias interpretadas, como os livros, com a diferença que com livros nós lemos a história. É melhor, porque quem lê, escreve melhor, pensa melhor, elabora melhor, interpreta melhor. Mas qual o mal em assistir novelas? O que muda na minha vida, outra pessoa me dizendo para não assistir novela? Nada! Eu faço o que eu quero!

Eu concordo que não dá para entender como um programa que não acrescenta nada a ninguém, faz tanto sucesso de audiência. Mas ficar pregando que não é para ninguém assistir, porque faz mal, porque dá mau exemplo, porque isso, aquilo, aí não. Quer maior mau exemplo do que essa bosta de políticos que temos por aí? Por que ninguém fala nada? Por que ninguém faz um "acampamento" lá na porta dos Ministérios, para provocar uma saída de todos eles? Não ficam acampados lá naquele shopping olhando aquela gaiola de vidro, com pessoas dentro?

O BBB é um programa de entretenimento e para muita gente talvez a TV é a única diversão

Quer assistir só cultura? Pague uma TV a cabo e resolva o problema.

Olha, numa coisa eu fico triste: saber que muitos jovens estão tratando do próprio corpo somente para esse fim, como BBB, musa de não sei o quê, e se esquecem de alimentar o cérebro com o que realmente precisa. A mídia é uma arma poderosíssima que influencia sim muitas pessoas. Mas aí vai de cada um saber o que quer para si.

É triste saber que tem uma gaiola de vidro num shopping em algum lugar, onde pessoas ficam expostas, como animais raros ou selvagens, e a plateia fica torcendo para que uma saia de lá e vá se confinar numa casa onde todos se mostram de todos os jeitos... por dinheiro. Um jogo!

Mas isso é minha opínião. Não assisto. Não dou audiência, não dou lucro, não critico quem assiste.

E vocês, o que acham? Assistem? Qual a opinião que têm sobre o BBB? Me conta?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

50 Lições que a Vida me Ensinou

Regina Brett

A vida não é justa, mas ainda é boa.
Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
Pague o total de seus cartões de crédito, nunca o mínimo.
Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
É bom ficar bravo com Deus, Ele pode suportar isso.
Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
Quanto a chocolate, é inútil resistir.
Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
Respire fundo. Isso acalma a mente.
Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
Use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
O órgão sexual mais importante é o cérebro.
Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras: ‘Em cinco anos, isto importará?’
Sempre escolha a vida.
O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
Acredite em milagres.
Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
Envelhecer ganha da alternativa - morrer jovem.
Suas crianças têm apenas uma infância.
Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os dos outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
Acredite, o melhor ainda está por vir.
Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
Produza!
A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.


Este texto maravilhoso circula pela internet e eu o copiei do facebook de uma amiga.
Regina Brett é colunista de um jornal diário em Cleveland, Ohio, o The Plain Dealer.
Mais informações clique AQUI!

Um ótimo fim de semana para todos!




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dia de Consulta


Ontem foi dia de levar os exames para o doutor. Para quem não acompanhou meus posts, eu marquei consulta naquele dia todo atrapalhado em que eu me perdi no meu bairro. Contei neste post aqui.

Antes quero fazer um elogio à saúde de minha cidade. Marquei consulta com menos de um mês de agendamento, com um especialista, no caso um ginecologista, cheguei na hora certa e esperei somente meia hora para ser atendida, médico excelente, agentes de saúde educadas, fiz os exames nos lugares específicos, de graça e com resultados em uma semana e ainda com medicação gratuita. Se fosse consulta particular ou por convênio, o agendamento seria mais longo, a espera no consultório seria mais longa, os exames seriam pagos, a medicação também e a única diferença seria o espaço físico, que no público não é lá essas coisas, mas estava tudo limpo, e no particular, geralmente um luxo. Mas tudo a mesma coisa. Estou falando de consulta simples, com exames simples. Casos mais graves, internações, ainda continuam um caos, como em todo o Brasil.

Então, enquanto esperava, duas senhorinhas conversavam:

- A gente tem que saber que a gente nasce sozinha e morre sozinha. - disse uma.

- Ah, mas isso é verdade, a gente não leva nada dessa vida. - respondeu a outra.

- Cadê seus filhos? Passaram o natal com você? Duvido! - disse a primeira.

- Passaram sim, ficaram o dia inteiro comigo. - respondeu a segunda.

- Mas cadê eles agora, estão com você? - insistiu a primeira.

- Agora não, porque cada um tem sua casa, mas eu não fico sozinha não! E digo que meus filhos nunca me levantaram a voz para me agredir e nem me ofender. Sempre foram muito carinhosos comigo. - completou a segunda.

Depois a agente de saúde chamou as duas e mais algumas pessoas para verificar a pressão arterial delas.

Aí eu fiquei pensando: como será que é envelhecer e sentir, de verdade, que a qualquer momento não estaremos mais aqui?

Acho que só nos damos conta de que a vida é breve quando alguém que amamos morre. E é assim mesmo: nasceu sozinho e vai embora sozinho. Me deu agonia ouvir o papo das senhorinhas. A primeira parecia muito amargurada com tudo e querendo levar a segunda para essa amargura também. Deve ser triste chegar numa fase de "quase fim da vida" e ver que só vai levar amargura, rancor, tristeza e solidão para o outro lado, seja lá qual o lado que for.

A vida da gente é um sopro, um suspiro e tudo pode acabar em questão de segundos. Ontem eu fiquei com medo mesmo, e me lembrei do meu irmão que faz um pouco mais de um mês que se foi. Parece que é mentira, que a qualquer momento ele vai aparecer na minha frente e que tudo isso não passou de um pesadelo de mau gosto. Me lembro do sorriso aberto dele, aquele jeitão de olhar, de andar... acabou. Acabou? Acabou!

Então tá, ficamos por aqui por enquanto, até chegar nossa hora e aí sim, vermos o que acontece lá do outro lado.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Brisa como Testemunha - Conto Sensual


      O dia já clareando e o calor me fez levantar bem cedo da cama.
  
      Caminhei até o terraço de minha cobertura no Leblon e ao longe vi o sol nascer, todo majestoso; a brisa ainda fresca, e o sol que daqui a pouco queima minha pele.
  
      Fiquei olhando o horizonte, sentindo aquela brisa no rosto e o cheiro de café e pão, vindos das padarias lá de baixo, na avenida.
        
      Como é lindo o Rio de Janeiro!
  
      A brisa, ora forte, ora suave, balançava minha camisola branca de cetim, escondendo apenas as partes do tronco, e mostrando, às vezes, o fio dental de renda.

      Nessa hora viajei, imaginando voar por sobre o mar azul, ainda calmo, com apenas alguns surfistas que se atreviam a enfrentá-lo tão cedo.
  
      Nem reparei que você vinha ao meu encontro, sem fazer barulho, como um gato querendo sua presa, todo enrolado no lençol, com um sorriso nos lábios e aqueles olhos azuis que doem a alma de tão límpidos. É como ver o mar, como diz a canção; azuis que mudam de tom quando o tempo muda de cor. O corpo não muito musculoso, mas perfeito, as coxas um pouco grossas, moreno bronzeado e uma evidência que destacava com um branco da marca da sunga. Meu homem!
  
      Foi se aproximando, abriu os braços e vi que estava nu, sedento por me tocar.
  
      Me abraçou por trás de forma que também me cobriu com o lençol, me beijou o pescoço, a nuca, os ombros, me deixando toda arrepiada... me disse coisas carinhosas nos ouvidos: - linda, você é linda demais; te quero; te amo. Segurei o lençol que ainda nos cobria, de forma que suas mãos ficassem livres para percorrer o meu corpo quente.
  
      Começou a tocar meus seios, minha barriga e enfiou sua mão dentro de minha calcinha. Não me contive, joguei a cabeça para trás e me entreguei. Respiração ofegante; gemidos; sussurros... Você apenas afastou minha calcinha, levantou  minha perna, me abraçou forte e eu me entreguei... Como é bom isso!

      Neste momento me esqueci da bela paisagem, daquele horizonte que acordava, do barulho dos carros, do perfume dos pães e do café na padaria. Apenas nós dois naquele terraço, isolados do mundo, e mesmo o sol que já me cutucava com seus raios não me fez sair do transe do prazer, da loucura do desejo, do amor...

      Continuou me beijando a nuca, a orelha, a boca, até que não aguentamos mais; um gemido mais intenso e depois um relaxamento... ainda ficamos abraçados, nos beijando, nos declarando, nos decorando cada parte do rosto, cada detalhe, cada respiração ofegante que aos poucos voltava ao normal, o coração disparado, quase não cabendo dentro do peito... e nós dois ali, em pé, tendo como única testemunha aquela brisa suave, ainda fresca, de uma primavera quente, sedutora... avassaladora... como nosso prazer, como o nosso amor....

sábado, 5 de janeiro de 2013

Esmalte e Verão


E o verão chegou com tudo!

Muitas propagandas, muitos conselhos, muitos cuidados, é o que todos nós devemos ter. Então vou contar como era meu verão nos anos 70/80, onde eu me acabava na piscina e por consequência, no sol.

Morávamos perto de um clube, então era fácil pra ir e vir. Era uma pré-adolescente, autodidata, xereta, curiosa... bem, como ainda sou. Então, aprendi a nadar sozinha e vibrei com isso! Não saía da água. O clube era grande e tinha várias piscinas de todos os tamanhos. E tinha a piscina funda. Era funda demais, com trampolim para saltos ornamentais e tudo. 

Antes de ir ao clube, minha mãe me dava muitos conselhos, e eu ouvia tudo. Mas fazia o que queria, porque era topetuda demais. E dava saltos na piscina funda, não no trampolim, porque tenho fobia de altura, mas saltava bem lá no meião, como uma bomba... corria, saltava, cruzando minhas pernas e era água pra tudo quanto é lado.


Olha só a foto do Clube dos Bagres! Foto antiga, bem na época em que eu frequentava. Na parte de baixo, tem essa piscina redonda e várias outras do lado esquerdo. A piscina funda, fica do lado de cima, em cima desse muro branco e que dá para ver o trampolim de cimento. Que saudades!!!

Um dia minha mãe foi atrás de mim e me viu pular na piscina funda. Pensei que ia levar uma surra, mas que nada, ela começou a rir de mim. Ufa!

Por conta disso, minha avó me chamava de negrinha, porque eu era uma negrinha mesmo! Uma cor linda, com a marca do biquini sempre à mostra e que até no inverno ela permanecia.

Depois, fiquei adolescente, depois jovem, e continuei amando sol. Torrava debaixo do sol. E naquele tempo não tinha protetor solar, ou se tinha, não sabia que tinha. Então tomava sol com aquele bronzeador paraguaio Rayto de Sol, vermelhão sangue, ou então com óleo de bebê misturado com semente de urucum, aquela sementinha vermelha que os índios usam. Continuei sendo a negrinha da família. Mas o processo era o seguinte: tomava sol, vermelhão, ardência, bolhas, descascado, sol de novo, vermelhão, ardência, bolhas, descascado... e assim por diante.

Olha eu aí, com 22 anos, com marcas de biquini. Era assim sempre!

Hoje, por conta disso, tenho várias sardas no corpo, não no rosto, porque o rosto eu poupava, e o dermatologista já me disse que esgotei minha cota de sol por esta vida. Também, não tomo muito sol, não tenho mais paciência. Mas se acontece, eu me protejo como é o correto. E uso um protetor solar para o rosto sempre, todos os dias. O certo seria protetor no corpo, mas sempre me esqueço.

Isso é muito sério, faz mal para a saúde, é perigoso dar câncer de pele etc... isso todos nós já sabemos. Que bom!


Essa foto eu já publiquei, porque não deu tempo de fazer as unhas e minha máquina encasquetou que não quer funcionar por enquanto. Paciência. Eu chamo essa combinação de "efeito coca-cola".


Esmalte Ludurana antialérgico Café Brasil, e por cima o gliter Clear Poly. Gostei muito!

Então, vamos ver mais verão por aí, no blog da Fernanda Reali? Cliquem AQUI!




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Blogagem Coletiva - Blog Retrô 2012

Elaine Gaspareto nos convidou a participar de uma blogagem coletiva, relembrando o ano de 2012 com nossas postagens. Amei! Então, aqui estou! Quer participar? Quer dar uma olhada no blog dela e ver quantas pessoas estão participando? Cliquem AQUI!

Tantas coisas aconteceram, nem todas boas, nem todas ruins, assim como é a vida, com seus altos e baixos; e o blog é um veículo onde podemos compartilhar alegrias, desabafar, criticar, elogiar, chorar, pedir conselho, enfim, é onde nos reunimos para um bate papo descontraído, com pessoas que sempre estão aqui, algumas que chegam, outras que nunca mais voltam e outras que só dão uma olhada... tudo com toda a liberdade que todos nós gostamos.

Vou começar com a postagem mais querida, que mais gostei de fazer:


Eu, Escritora, foi o post sobre o lançamento do livro "Um Pouco de Nós", que Elaine fez um concurso escolhendo vinte e cinco contos e eu fui uma das selecionadas com meus dois contos. Demorou cair a ficha de que meus contos seriam lançados num livro, mas a hora que ele, o livro, chegou aqui em casa e que vi meu nome na capa, gente, desmontei de novo! Que sensação maravilhosa! Um incentivo sem preço, um sonho realizado, talvez um sonho tão recente e que aconteceu tão rápido... nunca me imaginei escritora lançando livro nem nada, mas é certo que amo escrever, amo criar personagens, entrar dentro delas e descrevê-las de uma maneira simples, onde qualquer pessoa que leia, entenda. Esse é o meu foco!

A postagem mais popular:


Um Baton Vermelho, foi o post que fiz, num momento muito especial de minha vida, relembrando a juventude, quando era vaidosa e me cuidava, depois aconteceram coisas, me esqueci e depois, finalmente, passei um baton vermelho e fiquei pronta!
Foi o post mais visualizado, com 1107 visitantes, e 15 comentários. Muito bom!

A postagem menos popular:


Adolescência, o post com 19 visualizações e 5 comentários. Comentários muito bons, carinhosos, sobre a fase adolescente de minha filha, que sofre com o namorado e fica indecisa. Fases que passam, mas que fazem sofrer aqueles que amamos muito. Dói na gente, mas faz parte da vida e devemos deixar que isso se resolva da melhor forma possível, não decidindo nada por eles, mas conversando, ouvindo, aconselhando...
Acho que foi o menos visualizado porque nem todos leitores têm filhas adolescentes, e vendo o título, não se interessaram em acessar. Não sei...

A postagem mais pessoal:


Ex-virtuais, um post delicioso de fazer, onde eu conto as aventuras de entrar dentro de um ônibus, sozinha, e viajar para Belo Horizonte, uma cidade que não conhecia, e me encontrar com amigas virtuais. Tudo isso depois de ficar anos enclausurada, com depressão e síndrome do pânico. Valeu a pena, valeu pelo pavor, valeu muito mais pelas amizades que fiz, agora reais.

Quero agradecer, de todo coração, a todos leitores, a todos que comentam ou não, a todos que só dão uma olhadinha, o tempo gasto em me visitar. Vocês são muito importantes para mim, e fico muito lisonjeada em tê-los aqui, na minha casa. Sejam sempre muito bem-vindos!

E agradecer a todas amizades que fiz nesse mundo blogueiro, que mesmo de longe, nos sentimos tão perto. A internet é um meio maravilhoso, quando fazemos bom uso dela
E que venha 2013, que as postagens serão cada vez melhores, mais selecionadas, com mais capricho, mais inspiração, tudo para agradar quem por aqui passar!

Um excelente 2013 para todos!!!