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sábado, 31 de agosto de 2013

Uma Imagem 140 Caracteres - 19ª Edição


Gente, que dia é hoje? Meu Deus! Esqueci completamente do concurso! Foi ontem! Ramiro dos meus pecados, a culpa foi sua, seu gostoso!

Participando da Blogagem Coletiva Escritos Lisérgicos. Vamos participar? Cliquem no link!


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

É Brega e Eu Gosto


Participando da Blogagem Coletiva da querida
Patrícia - Blog Café Entre Amigos. Quer participar?
Cliquem no link.

Aqui no interior de São Paulo, cidade média, progresso nem tão próspero, muita gente simples, muitas roças e fazendas ao redor, enfim, praticamente vida tranquila e vários objetos bregas, quer dizer, brega nada! Autênticos!

Acredito que o mais brega de tudo é julgar o gosto pessoal das pessoas. Além de ser péssimo, claro.

Olhando aqui em minha casa, algumas coisas que dizem ser brega, eu tenho!

Toalha de crochê. A imagem eu peguei do google, mas tenho uma igualzinho essa! Eu gosto! Hoje em dia nem se fala mais em brega, mas sim em vintage. Sei...

Olha, nada se compara a flor natural bem cuidada, mas cadê dinheiro e tempo pra isso? Não tenho! Fico com a de plástico mesmo!


Gente, olha só esse vídeo! Adoro!

Cantores dos anos 80. José Augusto, Wando, Fábio Junior, Sidney Magal, Richie, Patrícia Marx, Rosana, Kátia, Nico Rezende, Peninha, enfim... Não ouço, mas gosto quando toca na rádio. Aliás a rádio que ouço é de flash back, tanto nacional quanto internacional. Gosto!

Pinguim de louça, de geladeira. Acho fofo! Mas não tenho! Mas gosto!

Fico imaginando... Quem fica selecionando o que é brega e o que é chique?

Na minha humilde opinião, brega eu já disse acima, agora chique mesmo é ser autêntico, viver feliz sem se importar com os rótulos costumeiros de pessoas sem tolerância e até sem respeito ao próximo.

Cada um é cada um e gosta do que lhe faz feliz! Pronto!


Segredos Revelados


Participando da Blogagem Coletiva - 8ª Edição - Blog M@amyrene

      Alícia não acreditava no tesouro que acabara de encontrar: um diário de sua avó! Praticamente um livro manuscrito, letras desenhadas como se as linhas do caderno fossem de caligrafia. As folhas amareladas e com alguns furinhos de cupins davam uma certa nostalgia. O cheiro de papel velho a incomodava mas não conseguia esperar até amanhecer para ler os segredos da avó que falecera há vinte anos.

      Uma curiosidade dela junto com a irmã Aline, que já estava dormindo, a fez encontrar dentro do baú, além das roupas do século passado, vários livros antigos, romances raros, alguns livros pornográficos da década de trinta e esse diário.

      Na primeira página, letras desenhavam o nome da avó Querina dos Anjos Aguiar, o ano, a cidade, estado e país. Como se fosse para esse segredo correr mundo afora, denunciando exatamente de onde partiu. Alícia riu do capricho da avó enquanto passava o dorso da mão para limpar as bolinhas deixadas pelos cupins.

      Alícia, continuando a ler, cuidadosamente passava a página e cada vez mais se encantava com o jeito poético da escrita daquela época. Sua avó ainda jovem se declarando para um rapaz, bem apessoado, como ela escrevera, que lhe admirava de longe, e ela, a avó, não podia lhe fitar os olhos, pois era moça de família e temia ficar mal falada na cidade.

      Continuando a ler descobriu que o rapaz de quem sua avó citava era seu avô Jeremias. Sim, naquele tempo as moças ainda adolescentes se encantavam com os rapazes e estes as cortejavam e casavam, sem demora. Que lindo, pensava Alícia, bem diferente de hoje em dia.

      E chegou na página onde a avó descreveu, discretamente, sobre a primeira noite de casada. Ela fizera uma camisola de algodão, branca, que lhe cobria os joelhos e com bordados na gola e nos bolsos. Pena a avó não mencionar detalhes, mas disse que não foi boa não, que era de bom senso a moça não demonstrar emoção nenhuma para não correr o risco de ser devolvida para o pai. Que coisa grotesca, pensava Alícia. Mas continuando a ler, a avó acabou confessando que com o passar dos dias esse momento de intimidade era gostoso e ela podia até sorrir, escondida do marido.

      Alícia, em estado de graça, fechou o diário, encostou-o ao peito com as duas mãos e ficou imaginando sua avó e seu avô se conhecendo aos poucos, e vivendo juntos até os últimos dias. Raridade nos dias de hoje.

      Não queria ler o restante do caderno. Queria saboreá-lo aos poucos, dia a dia, desvendando os mistérios daquele tempo machista, castrador, difícil, mas muito sincero, inocente e que uma união era para sempre, querendo ou não. As palavras do padre "até que a morte os separe", eram uma ordem e não apenas uns escritos sacramentais. Puro romance, pura nostalgia.

      Alícia não sabia se contaria para a mãe. Capaz dela lhe arrancar o diário e guardá-lo num outro esconderijo onde nunca mais mãos humanas tocariam aquela relíquia de família. Leria tudo e só depois revelaria o achado.

      Guardou os livros e o vestido no baú e escondeu os escritos da avó, debaixo do colchão, em homenagem a ela, que fazia desse lugar um esconderijo sagrado, como contava sua mãe. Dormiu com um sorriso nos lábios imaginando aquela senhorinha carinhosa, meiga, doce... Vó Querina!

      Fim.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O Nome das Coisas


Um texto de Mário Prata

Outro dia fui compra um abajur. A mocinha me olhou e perguntou: luminária?
Eu olhei em volta, tinha uma porção de abajur.
- Não, abajur mesmo. - eu disse.
- De teto?
Fiquei olhando meio pasmo para o teto, para a vendedora, para a rua.
Ou eu estava muito velho ou ela estava muito nova.
- No meu tempo - e isso faz pouco tempo - o abajur a gente punha no criado-mudo, na mesinha da sala.
E lá em cima era lustre.
- Lustre?
Descobri que agora é tudo luminária.
Pra mim isso é pior que bandeirinha virar auxiliar de arbitragem, e passe (no futebol) chamar-se agora assistência.
Quem são os idiotas que ficam o dia inteiro pensando nessas coisas?
Mudar o nome das coisas?
Por que eles não mudam o próprio nome?
A mocinha-da-luminária, por exemplo, se chamava Mariclaire.
Desconfio até que já tenha mudado de nome.
Pra que mudar o nome das coisas?
Eu moro numa rua que se chama Tertuliano de Brito Xavier.
Sabe como se chamava antes?
Caminho do Rei. Pode?
Pode!
Coisa de vereador com minhoca na cabeça e tio pra homenagear.
Mas lustres e abajur, gente, é demais.
Programação de televisão virou grade.
Deve ser para prender o telespectador mais desavisado.
Entrega em domicílio virou delivery.
Agenda de correio, mailing.
São os publicitários, os agentes de "marquetingui"?
Quer coisa mais bonita do que criado-mudo?
Existe nome melhor para aquilo?
Pois agora as lojas vendem mesa de apoio.
Considerando-se a estratégica posição ao lado da cama, posso até imaginar para que tipo de apoio serve.
Antigamente virava-se santo, agora vira-se beato, como se já não bastassem todas as carolas beatas que temos por aí.
Mudar o nome de deputado para putado ninguém tem coragem, né?
Nem de senador para sonhador.
Sonhadores da República, não soa bem?
E uma bancada de putados?
A turma dos dez por cento agora se chama lobista.
E a palavra não vem de lobo, mas parece.
E por que é que agora as aeromoças não querem mais ser chamadas assim?
Agora são comissárias.
Não entendo: a palavra comissária vem de comissão, não é?
Aeromoça é tão bom e terno como criado-mudo.
Pior se as aeromoças virassem moças-de-apoio, taí uma ideia.
E tem umas palavras que surgem de repente do nada.
Luau - isso é novo.
Quando eu era jovem, se alguém falasse essa palavra ou fosse participar de um luau, era olhando meio de lado.
Era pior que tomar vinho rosê.
Mas a vantagem de ser um pouco mais velho é saber que o computador, que hoje todo mundo tem em casa e que na intimidade é chamado de micro, nasceu com o nome de cérebro-eletrônico.
Sabia dessa?
E sabia que o primeiro computador, perdão, cérebro-eletrônico, pesava 14 toneladas?
E que, na inauguração do primeiro, os gênios da época diziam que, até o final do século, se poderiam fazer computadores de apenas uma tonelada?
Outra palavrinha nova é stress.
Pode ter certeza, minha jovem, que, antes de inventarem a palavra, quase ninguém tinha stress.
Mais ou menos como a TPM.
Se a palavra está aí a gente tem que sofrer com ela, não é mesmo?
No meu tempo o máximo que a gente ficava era de saco cheio.
Estressado, só a turma do luau.
E agora me diga: por que é que em algumas casas existe jardim de inverno e não jardim de verão?
E se você quiser mudar o nome dessa crônica para linguiça, pode.


sábado, 24 de agosto de 2013

Uma Imagem 140 Caracteres - 18ª Edição


Depois a mulher é que demora. Amor, vem, já estou entrando em hipotermia! Paciência, esse não é meu nome!

Participando da Blogagem Coletiva Escritos Lisérgicos. Cliquem aqui, participem!


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Cinturinha de Pilão


Participando da Blogagem Coletiva Momentos de Inspiração - 7ª Edição, do blog M@myrene.

      Patrícia, concentrada nas suas pesquisas, encontra algo curioso: os espartilhos da década de 1940. Parou um instante, olhou para a janela com vidraças enormes que a separavam da mata nativa, e se lembrou do filme E O Vento Levou.

      - Como Scarlett conseguia usar um espartilho tão apertado? Aquela cena da mucama lhe apertando o espartilho e ela quase sem respirar é nostálgica. - disse, em voz baixa, olhando uma revoada de periquitos barulhentos que passavam bem perto de sua janela.

      E hoje é fetiche usar uma peça assim, toda trabalhada, uma verdadeira arte de engenharia. E ainda toda à mostra, sem tabus, pensava Patrícia enquanto continuava sua leitura.

      Teria pouco tempo para preparar uma coleção completa para uma rede de lojas de departamentos, sua mais nova ousadia como microempresária. Não faria as peças em seu atelier, apenas algumas peças básicas para serem enviadas para todo o país, onde a rede de lojas fabricaria. Estava tão contente que queria pesquisar o máximo de informações possíveis. E se basearia no passado, quando as peças eram escondidas, mas com a ousadia de agora. Os tecidos já haviam sido escolhidos a dedo, todos exclusivos e com detalhes inovadores, uma outra ousadia da mais nova estilista que logo teria seu nome carimbado no mundo da moda.

      Sua inspiração, é claro, seria Scarlett O'Hara, a eterna apaixonada equivocada e lutadora. Como toda mulher deve ser, feminina e forte, lutadora, sem medo de ser vaidosa e sem deixar dúvidas de sua eficiência. Mas nunca equivocada. Este seria o foco da coleção. Apaixonada sim, sem equívocos.

      Depois de perder seu olhar em mais uma revoada, agora de pássaros, na privilegiada paisagem que, por coincidência, era os fundos de sua casa, Patrícia voltou às suas pesquisas. Um turbilhão de pensamentos e ideias para colocar no papel e depois transformar em roupa íntima. Será um sucesso, com certeza.

      Fim.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O Respeito Que Nos Falta


Assistindo ao Fantástico, o quadro "Vai fazer o quê?", uma pipoqueira nordestina é humilhada por uma freguesa. Muitos a defendem, indignados com a freguesa. Na verdade é um quadro gravado, com atores, para saber a reação das pessoas.

Olha, eu chorei. Mesmo sabendo que se tratava de atores, chorei.

Aquele outro em que a mãe humilhava a menina num shopping, fiquei arrasada!

Alguém já presenciou alguma cena de ofensas, na rua, com alguma pessoa? É horrível!

Um dia, numa fila de caixa de uma loja, um senhor, digo senhor pelos cabelos brancos, começou a criticar a fila especial para idosos, gestantes e portadores de deficiências. Apontava o dedo e criticava, indignado, pelo privilégio que alguns têm. Eu estava atrás dele e não falei nada porque ele estava visivelmente alterado, acho que estava bêbado e então preferi ficar quieta já que a fila dos especiais estava longe e nenhum deles ouviu o que o senhor falou. Mas fiquei indignada e nunca me esqueci dessa história.

O que algumas pessoas acham que são perante outras? Já chega esse maldito racismo que não deveria existir de jeito nenhum, a ofensa é ato comum na vida de certas pessoas. O que faz uma pessoa melhor que outra? A cor da pele, o trabalho, o local de nascimento? Quem tem uma atitude dessa deve pensar ser imortal. Nunca deve ter entrado num cemitério ou ido num velório.

O que, meu Deus do céu, levamos dessa vida? Por que alguns seres se sentem potentes ofendendo os outros? Será falta de educação de berço? Olha, nem sempre. Ainda acredito que a falta de educação é só uma parte da índole da pessoa, mas acredito também que ela já venha com essa índole, já nasça desse jeito e com o tempo desenvolva atitudes fora do padrão de convivência da sociedade.

Tem um post que sempre aparece nas redes sociais "Pra conhecer o caráter da pessoa, observe como ele trata as pessoas que não possam beneficiá-la em nada". Isso é certo e existem aos montes!

Já convivi com pessoas assim e digo que não é fácil. É um inferno! Pessoas que culpam o mundo por tudo, que culpam o outro, que culpam a situação pessoal, a falta de sorte, que culpam... E sempre são vítimas da vida. Reclamando de tudo como se a palavra final, por lei, fosse a sua. São infelizes por culpa própria mas é bem mais fácil culpar o outro por não ter tudo o que quer.

O respeito está escasso, os bons modos não são vistos por aí de jeito nenhum, as ofensas são gratuitas e nada se faz.

Esse quadro do Fantástico nos faz pensar sobre o que estamos cansados de saber. Infelizmente quem precisa ver, ouvir e aprender está longe de ficar assistindo o Fantástico ou então pensa que não se enquadra no perfil do sem educação. Tão acostumado a culpar, julgar, condenar o outro que o status de vítima lhe cega.

Que bom saber que existem muito mais pessoas do bem do que do mal. Apenas não aparecem sempre na mídia porque não geram lucro, não dão audiência, não aumentam o ibope. Mas nós sabemos que pessoas decentes estão espalhadas por aí sim, graças a Deus!

Uma ótima semana para todos!


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Momentos de Inspiração - 6ª Edição


Participando da Blogagem Coletiva da M@myrene. Gosta de escrever? Participe também!

      Márcia, que sempre passava por aquele caminho, nunca havia parado para observar a paisagem deslumbrante do pôr do sol. Apesar da fobia de altura, se arriscou a chegar perto da mureta de madeira que protegia a rua do precipício. Ainda sobre a bicicleta espichou o pescoço para poder ver as formiguinhas humanas que transitavam no buraco medonho.

      - Pra quê fazer uma estrada aqui em cima? E por que eu tenho que passar por aqui todas as vezes, meu Deus? - balbuciava indignada por sua atitude corajosa.

      Respirou fundo e começou a observar o horizonte.

      - Que lindo! Se eu olhar só o horizonte eu não fico tonta... E se fechar os olhos dá pra sentir a brisa que traz o perfume das matas da montanha. Hmmmm... Como é que eu nunca tive coragem pra prestar atenção nessa maravilha?

      E continuou a observar a linda paisagem, ao longe as montanhas com vários tons de verde e cinza e umas nuvens que cortavam-lhe o topo, e abaixo, um córrego que cortava a avenida principal da cidade, com duas ruas paralelas, com tráfego contrário uma da outra. As pessoas andavam nas calçadas e se deixavam ver vez ou outra, por conta de árvores frondosas que ofertavam sombra para proteger do Sol quente de verão. Apesar do Sol estar se pondo, alguns raios batiam nas nuvens e um pequeno arco-íris enfeitava a paisagem quebrando o verde das matas e o azul do céu. Alguns raios ainda batiam nas águas correntes do córrego, formando brilhos de luz que ofuscavam a visão de Márcia que nesse instante estava boquiaberta. Como era linda a cidade vista do alto! Num impulso, Márcia encostou a bicicleta na mureta, subiu um degrau desta, abriu os braços e soltou um grito. Depois se deu conta de que não estava sozinha, olhou para os lados e se sentiu aliviada por não ter ninguém por perto.

      Olhou para baixo e uma vertigem a fez se segurar, descer e se afastar da mureta. A sensação era tão inebriante que ficou com medo de se jogar no precipício. Respirou fundo, pegou a bicicleta e segurando no guidão seguiu com passos rápidos para o outro lado da rua, até finalmente sair daquele lugar enlouquecedor de tão lindo, tentador que a puxava para baixo, até chegar num lugar seguro, sem a visão do horizonte. Parou numa pracinha, sentou em um banco de madeira e, ainda tremendo, ficou imaginando a queda de um corpo daquela altura até embaixo quando encontrasse o chão. Não sobraria nem o pó para o velório.

      Não, melhor não passar mais por ali sozinha. Chamaria Arthur, o namorado, para acompanhá-la e protegê-la de qualquer loucura que ela, por ventura, sentisse vontade de cometer.

      Fim.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Nível de Amor


Um texto de Paulo Roberto Gaefke - escritor

Você anda amando bem e sendo bem amado?
Será que você está vivendo todo o potencial do amor que você tem direito?
Será que está aproveitando cada segundo de vida para amar de verdade?
Será que você está pronto para receber muito amor?
Comecemos pelo começo, como será que anda seu pensamento em relação ao amor?
Será que você está preso a uma relação do passado, acreditando que seria feliz se fosse com aquela pessoa que há pouco tempo (uns dez anos) atrás lhe deixou de maneira esquisita?
Será que você continua amarrado a um sonho com medo de ser feliz agora?
Ou será que você já assumiu a carapuça do "eu não nasci para ser feliz no amor" e tá aceitando qualquer gorjeta da vida, ou seja, "qualquer traste serve" e vive se arrebentando em amores frustrados, vazios, onde só você enxerga "um grande amor..."?
Mais uma vez o medo de assumir as rédeas de sua vida e a criação de um mundo imaginário, e impedem de viver um grande amor.
Mas, pode ser que você esteja vivendo uma relação apagada, com alguém que você se acostumou, com alguém que você acredita ser totalmente dependente, seja financeira ou espiritualmente, sim, porque tem gente que acredita que está junto com outra só por causa do karma.
Karma, "carma" nada, eu tô nervoso com você! Risos.
Ah, mas tem você que tá aí quietinho só lendo e se escondendo... Você que acabou um relacionamento e acha que nunca mais vai ser feliz, sem "aquela pessoa" sua vida não tem graça, você não vive sem essa pessoa que lhe deixou na mão, e você nem sabe porque essa pessoa se foi, vocês se amavam tanto, não era?
Era nada, foi um fogo de palha que queimou o que tinha pra queimar, apagou e você esqueceu de tirar seus pezinhos de perto.
Não foge não, essa história de "nunca mais"... Pra boi dormir, "nunca mais"... Muito tempo pra qualquer pessoa.
Acorda hoje para a vida e cobre a sua parte de felicidade do Universo, você tem direito a ser feliz, tem direito a uma quota de amor maior que você imagina, mas... Preciso que você mude sua forma de pensar sobre suas qualidades, sobre você mesmo, como ser único, entende?
Acredite que você merece ser feliz e mude tudo!
Se tudo vem dando errado, muda tudo!
Pinta o cabelo de azul ou roxo, pinte as unhas, troque sua roupa, se você é conhecida como pessoa boazinha e santinha, vire um sexy-simbol, uma pessoa desejada...
Arrebenta tudo, muda de ponto, pegue ônibus errado, saia do chat e venha para o lado real da vida, parque, cinema, teatro etc.
Ame-se e dê uma chance para seu anjo lhe ajudar.
Hoje é o seu dia, não o desperdice com o que não importa, importa sim, ser feliz!

++++++++++++++++++++++++++

Já comentei outro dia sobre textos de autoajuda. Quem tá na tristeza nem vai se importar do que está escrito ou não. O sofrimento é mais forte e cada um acaba fazendo o que lhe der na cabeça. Conselhos, muitas vezes, não servem para nada. Acho que cada um tem o direito de errar, de seguir em frente ou mudar o rumo.Cada um é dono de sua história. Talvez a pessoa é péssima para um e ótima para outra, no amor. Não dá para comparar relacionamentos. Cada um sente o que sente, vive o que vive e escolhe o que quer.
Errando ou acertando, cada um tem sua vida, seus sentimentos, seus momentos, suas alegrias, suas tristezas...
Mas aí me perguntam por que publiquei este texto. Porque falar de amor, não importa como nem onde e nem quando, é sem bem-vindo!

Clara Lúcia




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Esperança


Se perguntarmos a Deus até quando temos que ter esperanças, a resposta seria: até o último suspiro.

E quando cansamos de ter esperanças na vida? Como resgatá-la? Meditando, responderia Deus, e observando tudo a sua volta, as coisas boas, a saúde, o alimento, as alegrias, e tudo o que nos faz bem.

E se mesmo assim ficamos insatisfeitos e cansamos de ficar só na esperança? Procure não pensar coisas negativas, responderia Deus, pense sempre positivo e lembre-se que nem tudo que Me pede, Eu lhe darei. Tem coisas que lhe serão prejudiciais, que lhe farão mal, que lhe farão sofrer lá na frente, mesmo estando entusiasmado hoje, mesmo que ame agora, desapegue, se assim achar melhor, sem medo e sem remorso. E colocando a mão em nossa cabeça nos abençoaria e seguiria Seu rumo.

E nós, simples mortais permaneceríamos imóveis, esperando a esperança, de braços cruzados, coração sofrendo e não sabendo como enxergar uma outra saída, uma outra luz, num outro lugar, estando no mesmo lugar.

O pensamento é fixo num só problema, numa só dor, e não enxergamos nada a nossa volta. Tudo dói, tudo nos faz chorar e acabamos nos condenando como vítimas da situação.

O corpo padece pois não temos ânimo para cuidá-lo. O alimento sagrado escolhido a dedo fica para depois, para um outro dia em que a vontade de fabricá-lo retorne e nosso organismo volte a funcionar como um relógio.

Deus já deu Seu recado e se foi, mas ainda precisamos tanto Dele por perto!

Nossos pensamentos nos atordoam, nos tiram o sono e a ânsia por doces é tanta que cometemos o pecado da gula em questão de segundos. Só para nos arrependermos depois, quando tudo estiver caminhando como esperávamos lá atrás, dias antes.

O que fazer, meu Deus? Qual caminho seguir? O do coração? Mas é traiçoeiro, enganoso, maquiavélico... E nos faz sofrer.

Então, meu filho, caminhe com o coração, mas deixe que a razão lhe guie. Não precisa ser somente em linha reta, há curvas com paisagens lindas, arvoredos e rochas virgens, nunca vistos por olhos humanos. Sinta, cheire, pense, repense, e siga sua intuição. Estarei sempre contigo, sempre que me chamar.

E assim vamos vivendo, sofrendo, caindo, desanimando, revivendo, levantando, acendendo a luz e começando tudo de novo... E de novo... E de novo... Até o último suspiro.

Que Deus nos proteja, sempre! Amém!




sábado, 10 de agosto de 2013

Esmalte e Dicas de Leitura

Esmalte vermelho antialérgico pertence ao Blog Simples e Clara

O último livro que li e adorei, A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak. Uma leitura deliciosa que conta a história de uma menina sonhadora, Liesel Meminger, no tempo do holocausto, numa família humilde e num lugar frio, com neve, esconderijos, amigos, segredos, enfim, vale muito a pena.


O jovem autor
O filme que ainda não foi lançado

Pra quem gosta de ler e não tem muitas condições de comprar livros (eu), tem sites com vários autores, blogs com pessoas talentosas, livros online, enfim, não há desculpa pra não ler.

Indico o site Recanto das Letras, que eu participo, assim como outras blogueiras. Um site pra quem gosta de escrever ou simplesmente ler. Pra todos os gostos. Através desse site que já já terei mais três contos lançados num livro. Uma editora leu meus contos, gostou e me convidou. Simples e maravilhoso!

esmalte vermelho antialérgico pertence ao blog Simples e Clara

Esmalte vermelho, lindo, antialérgico Priscila, cor Beijo.
Outros esmaltes, outras leituras, cliquem AQUI, no Blog da Fernanda Reali.

Um maravilhoso fim de semana pra todos!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Momentos de Inspiração - 5ª Edição


Participando da Blogagem Coletiva de M@myrene. Vamos participar?

      Anabela acordou com o sol a lhe queimar o rosto e, sem conseguir abrir os olhos, espreguiçou e se cobriu com o lençol. Theo, sorrindo, ficou olhando a amada preguiçosa. Não aguentou e se jogou de novo na cama:

      - Bom dia, Anabela adormecida... - sussurrou em seu ouvido.

      - Bom dia, Theodoro, marido da mulher preguiçosa mais feliz do mundo! - respondeu Anabela ainda de olhos fechados..

      Estavam em lua de mel e o presente fora dado de um padrinho, um amigo de infância de Theo.Se não fosse o amigo, estariam num hotel simples, na cidade mesmo. O casamento foi simples, poucos convidados e sem festa. Preferiram não gastar agora, já que Anabela estava grávida de oito meses e logo Manuela estaria dando despesas.

      Anabela ainda conservava a maquiagem de noiva, com olhos bem marcados, blush e rímel um pouco escorrido. Sua pele clara brilhava com sol que entrava pela janela de vidro transparente, seus cabelos curtos e negros davam a impressão de ser uma adolescente, apesar de seus vinte e oito anos. A gravidez não fora programada, mas foi muito bem-vinda. Theo, nos seus trinta e cinco anos, já era pai de um rapaz de doze. Era solteiro até conhecer Anabela, por quem se apaixonou desde que a conheceu como caixa de uma agência bancária. O modo jovial, moleca, olhos curiosos, baixinha e rechonchuda conquistou de vez o homem solto, livre, com muitas tatuagens pelo corpo e aventureiro. Jurara nunca se casar, mas Anabela o fez mudar de opinião.

      Anabela também não queria se casar. Relutou até o fim, mas Theo conseguiu convencê-la, não por Manuela, mas pelo amor e afinidade que tinham. Se não desse certo, separariam.

      Ainda ficaram um bom tempo deitados, com preguiça, se olhando, trocando carinhos e declarações. Não podiam demorar muito pois o horário para o café da manhã já estava no fim.

      Anabela se descobriu e se levantou num salto. Sentiu uma cólica e se deitou de novo. Uma contração muito forte a fez gemer alto, deixando Theo aflito e sem saber o que fazer. Depois um líquido inundou o colchão. A bolsa havia se rompido. Theo, desesperado, ligou para a portaria e pediu que chamassem uma ambulância, pois sua filha estava querendo conhecer essa luz maravilhosa do sol da manhã. Ligou para a mãe de Anabela e pediu para que pegasse a bolsa da bebê, que há dias estava arrumada, e que seguisse para o hospital para encontrá-los.

      Com todo o cuidado, Theo levou Anabela nos braços até a portaria e colocou-a sentada no sofá de tecido com estampas de flores roxas, já velho, mas limpo e cheirando a lavanda. Theo não parava quieto. Ora ficava do lado de Anabela, segurando sua mão e ora ia até a porta avistar se a ambulância já apontava na rua. Finalmente esta chegou e foram ao hospital. O hotel fazenda ficava fora da cidade, mas não muito longe. Uns quarenta minutos e já chegariam ao hospital da cidade.

      Depois de todos os aparatos, nervosismos, a mãe de Anabela que não chegava nunca e sem ninguém para conter Theo de devorar todas as unhas, nasceu Manuela. Prematura e com pouco peso, precisou ficar na incubadora. Linda, branquinha e de cabelos negros, com o nariz e boca do pai e com os olhos expressivos da mãe. Uma semana seria suficiente para que ganhasse peso e pudesse conhecer todos, desbravar um novo mundo, ganhar o colo da mãe e o mimo do pai.

      Tudo muito rápido, tudo urgente e a lua de mel veio com embrulho. Uma menina linda que com certeza alegraria a vida desse casal que, ainda meio perdido, não sabia nem como trocar uma fralda.

      Começo é assim mesmo, tudo novo, tudo diferente, tudo novidade e a intuição sempre falaria mais alto.

      Bem-vinda, Manuela!

      Fim. 

Uma Imagem 140 Caracteres - 17ª Edição


O mais difícil é ficar aqui, nessa altura, esperando o lindo só pra tomar café. O que um lindo não faz com a fobia da gente? Ai, ai...


Participando da Blogagem Coletiva do Christian, blog Escritos Lisérgicos. Vem, gente, participar!


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Neurolinguística - As Atitudes Mentais



A gente nem nota, mas é bem assim: passamos a vida inteira nos especializando em nossa profissão, estudando e trabalhando tipo bicho, e não nos preocupamos em saber como, exatamente, a gente "funciona". Às vezes parece que estamos ótimos de saúde etc, mas a gente sente que não está "funcionando" direito. E é aí que entram nossas atitudes mentais.

Nada a ver com o pensamento positivo, estou falando de outra coisa. Por isso, vou fazer um parêntese, para um breve esclarecimento: Programação Neurolinguística não é autoajuda. Aliás, detesto autoajuda, porque acho que isso não produz efeito nenhum. Para mim, ninguém consegue se sentir melhor apenas pensando positivo. Acho que tem de haver uma conquista real, seja profissional, ou pessoal. E por outro lado, a primeira coisa que fazem, as pessoas que procuram autoajuda é, de cara, rejeitarem toda e qualquer alegação positiva -- elas se enterram mesmo --. Sei lá, e pode ser até que acabem se sentindo piores do que estavam, porque simplesmente, não conseguem adotar o tal pensamento positivo. Fecho o parêntese.

Será que a gente sabe tomar uma atitude mental, ou melhor, será que sabemos o que é mesmo uma atitude mental? E que consequências as atitudes mentais trazem para o nosso estado geral (corpo e mente)?  Pois saiba que não estamos sozinhos com essas dúvidas, isso aliás, é uma preocupação mundial e diz diretamente com os objetivos da  Programação Neurolinguística.

E aí, você sabe o que é Programação Neurolinguística - PNL?

Preste atenção. PNL é uma área do conhecimento que estuda a estrutura da experiência subjetiva do ser humano. É uma ciência de caráter prático que objetiva o desenvolvimento pessoal, a otimização do desempenho e o preenchimento significativo da vida. Tem uma vantagem muito legal que é nos tornar conscientes e capazes de reprogramar nossa mente a fim de ultrapassar e ou lidar com as situações que se apresentam na nossa vida.

É  reconhecida em todo mundo como uma das mais eficazes ferramentas de mudança comportamental que existem. Não, não é conversa não, é pura verdade. Fundamenta-se na ideia de que corpo e mente formam um sistema integrado, ou seja, o que você pensa afeta o seu corpo, e o que você faz com o seu corpo afeta a sua mente. Calma, eu sei que isso não é novo, sei também que até nosso grande Guimarães Rosa, quando disse que "Toda a ação principia mesmo é por uma palavra pensada", já andou navegando por esses mares, mas até então ninguém, nem ele próprio havia parado para pensar nas entrelinhas de sua afirmativa. E as referidas entrelinhas apontam justamente para um conceito vivencial, muito bem delineado. Chuáá, eis o rio por onde correm as águas da PNL!

Você vai ver, é simplesmente revolucionário encarar a vida assim! (Dei uma olhada por aí e descobri que Guimarães Rosa trabalhou até como médico.) A PNL é um "Manual de Instruções" que nos possibilita (re)programar a mente, recuperando ou mantendo nossa autoestima e retirando as falhas de programação que foram geradas em nossa mente no passado, tal como as fobias. Serve inclusive como uma luz no túnel quando a gente quer mesmo emagrecer (ah, agora gostou né, rsrs).  É uma ciência muito interessante, pois ela lida diretamente com a inteligência intrapessoal. Veja a seguinte afirmação superdivulgada atualmente: "Se você acha que pode, ou se acha que não pode, você está certo nas duas situações." É por aí.

As técnicas da PNL foram desenvolvidas nos anos 70, por Richard Bandler e John Grinder, na Universidade da Califórnia. Eles observaram pessoas consideradas vencedoras e viram como elas agiam frente aos obstáculos que impediam seu sucesso. A partir dessa descoberta, eles decodificaram a estrutura processual do pensamento e das ações daquelas pessoas e formularam as técnicas de programação mental.

Mas o melhor disso tudo é que essas técnicas são copiáveis, ou seja, a gente pode copiar e praticar, o que nos leva a concluir que, em principio, qualquer um de nós pode alcançar a excelência em qualquer aspecto da vida.

Vou dar só uma palhinha pra vocês: como é que alguém sabe que é fofoqueiro? Certamente porque tem padrões de comportamento ligados a fofocas. Então: determino o que sou pelos meus comportamentos anteriores, ok? Ora se eu mudar meus comportamentos, com certeza serei diferente, concorda? Resultado: meus comportamentos passados determinam o que acredito que sou, e o que acredito que sou influencia meus comportamentos. É mais ou menos como os hábitos: "primeiro a gente faz o hábito, depois o hábito faz a gente". Como mudar então? Mu-dan-do, claro. Rsrs.

Gente, esse assunto é bastante extenso, e ainda tem muita água pra rolar, mas posso dizer que a PNL encarada com seriedade traz resultados positivos. Já vi acontecer. "E tudo que pedirdes,[...] crendo, o recebereis." Mt 21,22

Marli Soares Borges © 2010

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Um Sonho (Im)Possível - Continuação


      Uma outra porta se abre e uma senhora de estatura baixa, cabelos brancos, óculos de graus tipo bifocal com armação preta, saia secretária e um blusa de tricô, de linha, bem fresca e solta, chama Lucimara para entrar, com um sorriso gentil no rosto. Ela agradece e se acomoda numa cadeira antiga, de madeira vermelha, combinando com a escrivaninha também da mesma madeira. Dá uma olhada discreta pela sala. Do lado direito uma estante enorme, de ferro cinza, acomodava vários livros, várias enciclopédias, inclusive a Barsa que era seu sonho de infância. Mas só os ricos a tinham. E do outro lado da sala, abaixo da enorme janela, um vaso com uma folhagem verde, brilhante, que mais parecia artificial de tão viva que estava. No teto, para quebrar toda aquela nostalgia, um ventilador com abas modernas, de um material acrílico e uma lâmpada bem grande. Estava desligado pois o clima estava fresco.

      Dona Damaris se sentou e já começou a ler o currículo de Lucimara.

      - Primeiro emprego, querida? - perguntou gentilmente, com voz doce.

      - Sim. Me formei há pouco. - respondeu.

      - Tão nova e já fez alguns cursos de especialização na área de Recreação?

      Lucimara sorriu e acenou com a cabeça. Estava nervosa e tinha medo de falar demais e se atrapalhar. Responderia somente o que lhe fosse perguntado.

      Dona Damaris, finalmente, perguntou-lhe quando poderia começar a lecionar, pois a substituta de uma sala de Educação Infantil já estava com o contrato vencido e precisava ocupar uma outra sala, com uma turma do Ensino Fundamental. Lucimara disse que estava livre e que poderia começar quando precisassem. Combinaram então para o dia seguinte, na parte da tarde.

      Lucimara se levantou, agradeceu Dona Damaris, apertando-lhe a mão e antes de sair lhe perguntou, com receio de levar uma bronca, sobre as aulas de piano. Dona Damaris sorriu e disse que, depois do prazo de experiência que teria que cumprir, poderia combinar com Débora, a professora, para ter aulas nos horários em que achasse melhor. E mais uma vez elogiou Lucimara pela iniciativa, pois música seria uma ótima forma de conduzir os pequenos, mesmo ela ainda não sabendo nada sobre, o clima musical é uma magia que encanta qualquer criança. Lucimara corou de vergonha e se emocionou com tanta gentileza. Se despediu e se foi.

      Passando pela enorme sala ao qual ficara esperando, se atreveu mais uma vez a espiar o majestoso piano preto, brilhante de tão limpo, ali, solitário, esperando algumas mãos que o dedilhassem e ecoasse a magia da música.

     Um sonho de infância que parecia perdido no tempo, esquecido num canto da memória, quase impossível de se tornar realidade, agora tão próximo, tão perto e tão real. É a vida que surpreende, que presenteia, que prova que nada é impossível, que sonhos não são apenas ilusões perdidas mas uma realização antecipada de um futuro que chega quando menos se espera.

      Fim.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Momentos de Inspiração - 4ª Ediçao


Participando da ótima Blogagem Coletiva da M@myrene. Vem ler, gente! Vem participar!

      Um Sonho Im(possível)

      Lucimara se arruma, coloca um salto médio, faz um rabo de cavalo, usa maquiagem discreta e vai para o ponto de ônibus. Era sua primeira entrevista de emprego, numa escola particular, onde pretendia o cargo de professora infantil. Amava crianças e sempre soube que sua profissão seria nessa área.

      A escola era longe, mas conseguir uma vaga numa tradicional escola de sua cidade contaria muito para seu currículo. Estava nervosa, pois era tímida e, além de enfrentar essa situação, ainda teriam as crianças, caso conseguisse o emprego, que muitas vezes são maldosas e não poupam comentários e apelidos inadequados. Mas estava feliz e confiante.

      Chegando lá foi encaminhada para uma sala num prédio onde ficava o oratório musical. Uma sala imensa, com algumas portas e com enormes janelas de madeira com vidros transparentes e borrados nos cantos com tinta branca. O assoalho de madeira, velho e encerado impecavelmente, chiava com seus passos, por causa do salto de seu sapato. Numa das paredes apenas um quadro pintado a óleo ornava a decoração. Uma bailarina nas pontas dos pés rodopiava com pinceladas perfeitas e quem prestasse atenção tinha a sensação que logo a seguir viria um salto. Pela situação da moldura de madeira já gasta nos cantos, o quadro era bem antigo. Ela caminhou até o sofá de couro, verde, que ficava em uma das paredes e logo foi pegando uma revista que ficava dentro de um suporte de ferro, pintado na cor ouro velho, bem do lado esquerdo deste. A revista era bem antiga e com algumas páginas arrancadas. Na verdade queria só se distrair com alguma coisa, para ver se relaxava enquanto esperava.

      Uma música suave começou a invadir a sala. Era piano. Alguém em outra sala tocava lindamente um piano.

      - Que lindo! - exclamou Lucimara.

      Não se conteve e foi até uma das portas, que estava fechada, e colou seu ouvido para ouvir se era daquela sala que vinha o som. Sim, era. Lucimara então fechou os olhos e começou a sentir a música. Não sabia qual o nome e não entendia nada de música clássica, mas esse momento a levou à infância, onde ficara encantada por uma amiga rica que tocava piano em sua casa. Algumas vezes ela ia à casa de Rosana para brincar e sempre a via tocar aquele imenso piano. Se apaixonou perdidamente pelo instrumento.

      Esse era um segredo só seu. Jamais diria a seus pais que gostaria de aprender a tocar piano. Eram pobres e não tinham condições de tal luxo. Apesar de pequena já sabia o valor dos objetos e o preço a pagar por algo que saísse da rotina. Guardou esse sonho num canto bem escondido da mente e agora tudo estava tão nítido de novo.

      Não percebeu que a música parara de tocar e a porta se abriu de uma vez fazendo com que se assustasse. A moça que tocava piano também se assustou com Lucimara e começaram as duas a rir da situação. Gentilmente Débora, que era professora de piano, perguntou se ela já havia sido atendida, e depois perguntou se ela tocava piano. Lucimara disse que não mas que amava o som da música clássica no piano.

      Depois de conversarem um pouco e Lucimara contar de seu sonho de infância, Débora disse que se ela fosse selecionada para lecionar na escola, teria direito a aprender a tocar o piano.

      Lucimara não se conteve e começou a chorar de emoção. Débora se despediu e Lucimara voltou a se sentar no sofá, ainda em êxtase por esse sonho estar tão perto de se tornar realidade.

      - Imagina eu, agora, conseguir o emprego e aprender a tocar piano? Que Deus me ajude! - e continuou ansiosa a esperar que a chamassem para sua primeira entrevista e para, quem sabe, realizarem seu sonho de infância.

      Fim.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Casais Preferidos da Ficção




Participando da 33ª Blogagem Coletiva da Patrícia, do Blog Café entre amigos.


 Raí e Babalu - Quatro por Quatro

 Jô Penteado e Fábio Coutinho - A Gata Comeu

 Otávio Cesar Jordão e Dinah Toledo Dias - A Viagem

 Set e Maggie - Cidade dos Anjos

Jhonny e Baby - Dirty Dancing

e
 Edward e Kim - Edward Mãos de Tesoura

Sam Wheat e Molly Jensen = Ghost

 Tobey Maguire e Mary Jane Watson - Homem Aranha

 Sherek e Fiona - Sherek
Gerry Kennedy e Holly Kennedy - PS - Eu Te Amo

Olavo Novaes e Bebel - Paraíso Tropical

Stênio e Helô - Salve Jorge

Faltaram muitos casais, todos maravilhosos e envolventes, que interpretaram lindamente os papéis. Difícil escolher entre tantos.

Vamos participar? Conheçam o blog da Patrícia!