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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Uma boa ação...

Doar sangue!
Depois que minha avó faleceu, o Hemocentro de minha cidade pediu para que uma ou mais pessoas da família doassem sangue em seu nome. E olhe que a família é grande... Mas ninguém se prontificou. Então, quem vocês imaginam que levantou o dedinho e disse: "Eu vou!". Isso mesmo, a pessoa aqui fez isso.
É certo que em todos os lugares existem campanhas pedindo quase que pelo amor de Deus, que doem sangue. Então para minha humilde pessoa, isto seria um gesto nobre e completamente indolor.
E é "quase" indolor. Bem...
Mas levando em consideração o bem ao próximo, a caridade, a doação de sangue é um dos gestos mais nobres do ser humano.
A sensação que tive foi de um imenso bem-estar e ficava imaginando quantas pessoas que necessitam teriam uma chance de cura ou de sobrevivência com este simples gesto.
Me coloquei no lugar delas, fechei os olhos e me entreguei. Nessa hora a mente voa - a minha mente - e a vontade que me deu foi doar tudo o que eu tenho, quando eu morrer. Isso eu já compartilhei com minha família há muito tempo. Podem doar tudo o que for aproveitável.
Bem, olhando por este aspecto, ótimo, mas...
A pessoa aqui é comum, mas é um tantinho esquisita para certas coisas.
Gente, eu tenho fobia a sangue, machucado, dor alheia e a minha própria dor. Eu desmaio! Minha avó sempre dizia que eu só tinha tamanho, que era a maior molengona do mundo. E eu concordava com ela.
Primeiro eu cheguei no Hemocentro, me chamaram para uma salinha para responder algumas perguntas. Tudo básico e fácil, com respostas SIM/NÃO.
Depois me encaminharam para a sala de doação, mas antes tem um aparador com um belo de um café, com bolo, bolachinhas, leite, suco e tudo de gostoso. Comi antes.
Sentei na cadeira.
Na hora que a moça veio apalpar minha veia, pronto, comecei a suar frio e ficar nervosa.
- Calma, querida, não dói nada... Relaxa senão não acho a veia...
Pronto, palavra mágica: "não acho a veia" significa que ela vai ficar me furando pelo braço todo até achar a bendita da veia. Será que posso desistir? Mas e o café que tomei, será que vão me cobrar?
"Vamos lá, dona Clara... Já está aqui, aguenta firme, existe dor pior que essa... " Tudo isso vinha à minha mente enquanto a moça de branco me apalpava o braço.
E eis que surge a agulhaaaaaaaaaaaaa.... Uia, o que é aquilo gente? Uma britadeira? Vão amputar meu braço?
Nem olhei, e lá vai a moça de branco perfurar meu querido bracinho que tremia. Pronto, foi de primeira, ufa!
Ela me mandou ficar segurando uma bolinha, apertando e soltando e a bolsinha enchendo com meu sangue.
Será que demora muito?
E do nada a moça chega até mim e diz:
- Nossa, tá difícil heim... Seu sangue é grosso, acho que nem vai dar para completar.
Oi? O quê? Como assim, sangue grosso? Então desliga isso aí logo, antes que eu morra aqui, agora!
E dito e feito! Não completou a tal da bolsinha. Faltou pouquíssima coisa, mas faltou.
Geralmente quando a pessoa (normal) doa sangue ela vai para casa ficar um pouco quieta até passar o mal-estar. Mas a pessoa que doou o sangue não é propriamente uma normal. E o que a pessoa fez? Foi passear na praça!
É claro que passei mal, não sabia se conseguiria chegar até a minha casa, deitei no banco da praça e esperei meu pai, que eu já havia telefonado, me resgatar.
Que coisa mais ridícula a minha atitude. Parece que não pensa...
Mas todo mundo não diz que é simples, que não dói, que faz um bem enorme e nenhum mal à saúde? Então...
Depois dessa primeira vez, infelizmente não voltei mais lá. Não deu mesmo. Mas valeu pela minha avó e por todos que necessitam de umas gotinhas tão preciosas que temos.
Eu tentei, consegui uma vez e, me desculpe, foi só essa vez.

Olha isso!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O amor que transborda

Hoje participo da blogagem coletiva do blog um pouco de mim de Elaine Gaspareto.


Vamos falar sobre o amor, que é um assunto infinito e tantas vezes inexplicável, que possui vida própria e que vai onde bem entende, sem pedir permissão e sem medo de permanecer onde escolheu. Ah, o amor, esse que nos move, que nos faz flutuar, que nos faz chorar, que nos dá prazer, que nos faz sofrer....
Eu poderia falar do amor por meus filhos, pelos meus amigos ou por pessoas especiais que considero tanto, mas vou ampliar um pouco o tema e falar sobre o amor ao ser humano e à vida.
Todos nós temos capacidade de amar na mesma dimensão que temos a capacidade de nos decepcionar e sentir ódio às vezes. A dimensão desses sentimentos depende de como damos o destaque em nossa vida: se amor, o quanto amamos; se ódio, o quanto odiamos.
Somos pessoas diferentes e únicas no Universo, portanto, cada um tem sua maneira de pensar, de agir e de viver. O que nos cabe é aceitar ao próximo como ele realmente é, sem querer que seja como nós o imaginamos ou queremos. Ninguém muda ninguém. A mudança ocorre por livre e espontânea vontade de cada um.
É difícil isso, mas é necessário. Pessoas que amamos, que geralmente são essenciais em nossas vidas nos magoam profundamente - talvez sem querer - e o amor fica fragilizado. Qual o caminho? O perdão ou o rancor. Quantas vezes ficamos rancorosos com pessoas e estas nem ao menos se dão conta que estamos rancorosas com elas? A mágoa e o ódio mata aos poucos quem sente e não quem provocou esse sentimento.
Durante muito tempo eu fiquei pensando naquela passagem da Bíblia que diz que devemos dar a outra face sempre que apanhamos. Eu não concordava de jeito nenhum. Como assim, a pessoa vem, acaba com a gente e ainda temos que aguentar ela nos bater de novo? Não mesmo!
Mas acho que com o amadurecimento, com o passar dos anos, agora eu entendo. O "dar a outra face" significa não sentir ódio, não querer se vingar, não ficar remoendo uma dor momentânea. Se algo lhe fez sofrer... sofra, chore, lamente e só! Já desabafou agora a vida segue. Perdoe.
É simples? Sim!
É fácil? Não!
É um caminho, uma chance que temos de cultivar o amor em nossas vidas, esquecendo por completo e com o coração aberto, tudo o que um dia nos magoou, nos decepcionou, nos prejudicou e nos odiou.
A vida continua, sempre! E é tão curta que não compensa ficarmos focando sentimentos pobres que não nos acrescenta em nada. Deixe que a vida se encarregue, se afaste das pessoas se necessário, não importa quem sejam, não carregue nas costas tudo o que de ruim alguns têm e que não suportam e dão logo um jeito de colocar em alguém. Sempre existe esse alguém para carregar essa sujeira. Eu já carreguei muito e a única coisa que ganhei foi depressão, síndrome do pânico, solidão, sofrimento...
Tenha uma vida limpa, filtre o que você tem que ouvir e guarde somente o que lhe acrescenta positivamente.
É um exercício de sobrevivência. Talvez a pessoa ainda insista um pouco, mas vendo que para você isso é indiferente, logo ela arrumará outro brinquedo para desmontar. Você já ficou sem graça para ela.
Eu digo: o perdão é uma alavanca enorme para atingirmos o amor, aquele de graça, por nada e por tudo, que nos invade, que nos inunda e que transborda e atrai os que necessitam urgentemente de umas gotas desse invisível sentimento e que com certeza se aproximarão de você implorando por ele.
Faça esta experiência. É fantástica! Seus problemas vão diminuir de uma tal forma que também vão ficar invisíveis e imperceptíveis.
A ajuda ao próximo, seja como for, ou por palavras, ou por gestos, ou por ações, ou simplesmente emprestando seus ouvidos e seus abraços, isso não existe preço que pague. É uma ajuda que você se dá.
Esse é o amor incondicional, gratuito, doado e compartilhado, sem olhar a quem e olhando quem precisa.
Para quem tem um mínimo de sensibilidade, é fácil enxergar numa multidão quem está precisando de sua companhia, seu apoio, seu afeto, seu carinho. Mesmo que seja à distância, aprendemos a olhar o outro de uma outra forma, e aqueles amargurados que desperdiçam uma vida inteira com reclamações, revoltas, rancor, ódio, aos poucos vão se afastando ou então param um minuto que seja para lhe ouvir e quem sabe, abrir o coração e enxergar a vida de uma outra forma.
Sabe, escrevendo tudo isso, alguém deve achar que ficamos bobos pensando assim. Claro que não!
Não precisamos aceitar nada, temos nossas escolhas. Se algo lhe incomoda, afaste-se! Não precisa conviver com o que lhe incomoda. Por que aceitar isso? A vida não é flores, é difícil o dia-a-dia, e sendo tão difícil, para quê complicar mais ainda?
Hoje mesmo você pode escolher: cultivar carinhosamente um rancor, uma amargura, uma raiva ou soltar um belo de um sorrido seguido de uma gargalhada contagiante. E aí?
Perdoe, ame e compartilhe. Simples assim!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amor amigo amor....

Miguel é um rapaz bem sucedido, com um bom emprego mas difícil de se acertar com alguém. Já tivera outros relacionamentos, um até sério, ao qual viveu junto com uma pessoa, mas acabou.
É o tipo de homem que não sabe viver só. Precisa sempre de uma companhia ao lado, uma mulher que lhe cuide, que lhe diga o que fazer, o que vestir, onde ir... Talvez até uma transferência de sua mãe para sua mulher. Eis o motivo de seus relacionamentos nunca terem dado certo.
Por conta desta situação, bateu-lhe uma depressão que o obrigou a se afastar do trabalho por alguns meses. Isso o atormentava demais, vivia chorando pelos cantos lamentando a má sorte.
Tinha alguns amigos e apesar de ficar o tempo todo em casa, não perdia a oportunidade de conhecer mulheres nas raras vezes em que saía.
Tinha o seu perfil preferido e não se contentava com nada menos do que idealizou em sua mente.
Mas também tinhas boas amigas, sem intenção nenhuma. Uma em especial: Cecília.
Uma doce menina, muito bem humorada, mas totalmente fora do ideal de Miguel. Apenas amizade.
Apesar dessa sua atitude de exigências, era com Cecília que mais conversava e com quem tinha mais afinidades. Pareciam como irmãos que combinavam em tudo, tendo o prazer recíproco da companhia.
O tempo foi passando e aos poucos a depressão de Miguel foi saindo. As conversas com Cecília o ajudaram a se reerguer e dar a volta por cima de todos os problemas. Sem querer, vida normal de novo.
Mas tinha um porém... Cecília não queria só a amizade de Miguel, ela o amava e sofria com isso, quando ingenuamente Miguel lhe contava sobre suas conquistas. Ela o apoiava, mas morria por dentro aos poucos. Será que ele nunca irá perceber? Mas também sabia dos ideais de Miguel e que estava completamente fora deles.
Muitas mulheres passaram pela vida de Miguel, mas era com Cecília que ele se sentia bem, conversavam todos os dias, riam, se divertiam, falavam bobagens, trocavam mensagens... e só!
Ele até que tentava se firmar com alguma que ele gostasse, mas não tinha jeito, aos poucos começava a enxergar os defeitos e o entusiasmo sumia. E Cecília era seu apoio, seu ombro amigo, sua confidente...
Como Cecília era extremamente tímida, nunca lhe passara pela cabeça se declarar a Miguel e este nunca imaginara que os sentimentos de Cecília não fossem só amizade. Homem cego!
Um bom tempo se passou, Miguel saiu de férias e foi viajar pelo mundo. Sozinho.
Cecília morria aos poucos, de tanta saudade, apesar de se falarem todos os dias. Já tentara por várias vezes, arrancar Miguel de seu coração, mas isso ninguém consegue. O coração é teimoso e faz o que quer, sem ficar pedindo permissão para seu dono.
E Miguel, mesmo longe, conhecendo várias mulheres, se encantando por muitas delas, não conseguia ficar longe de Cecília. Teimoso!
Desistiu de procurar por aí a sua princesa e resolveu voltar antes do tempo marcado, para a alegria de Cecília.
A primeira coisa que fez quando chegou em sua cidade, mesmo antes de ir para sua casa, foi ver sua amiga mais querida... Amiga? Êpa! Alguma coisa mudou...
A saudade era tanta que Miguel se estranhou, ficou pensativo ainda dentro do táxi, antes de bater em sua porta. Que sentimento é esse agora? Coração disparado, pernas bambas, frio na barriga, tremor nas mãos...
Continuou mais um pouco e depois desceu do táxi.
Quando viu Cecília, já não a enxergou como antes... Estava linda, muito simples, apenas com um brilho nos lábios e um largo sorriso. Isto o fez tremer... A boca ficou seca, não conseguia falar nada e nem dar um passo à frente. Estátua.
Cecília sem perceber nada, foi ao seu encontro e tascou-lhe um abração, daqueles bem demorados, coração com coração (disparados), rosto com rosto e aos poucos boca com boca....
Ahhh... Miguel não resistiu e se entregou aos braços de Cecília sem dizer uma palavra. Ficaram se abraçando por longos minutos, se olhando, se beijando, se tocando...
Por fim, uma única frase quebrou aquele silêncio...
- Cecília, eu procurei por você em tantos lugares, em tantas mulheres, mas você sempre esteve aqui dentro de meu coração. Eu te amo! Quer se casar comigo?
- Miguel......

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vamos brincar de quê?


- Eu não deixo você escolher? Que dia que eu não deixei você escolher?
- Nem vem, Ritinha, você é muito mandona... Tudo você quer ser mandona...
- E aquele dia que você quis brincar de vídeo game? Você escolheu aquele jogo maior ruim de todos...
- Mas vídeo game não vale! A gente joga junto e você sempre quer ser a primeirona...
- Fred... Mas você escolheu o brinquedo, então eu escolhi o jogo. Você queria escolher tudo?
- Não, mas aquele dia que a gente foi no parque com a mamãe, você só queria ir naqueles brinquedos de mulherzinha...
- Eu não tenho culpa se você ainda é criança...
- Mas você também ainda é criança... Se não fosse criança não queria brincar... Queria só passear com aquelas amigas chatas que você tem...
- Eu não tenho amigas chatas.... Os seus amigos é que são todos uns crianças.
- A gente brinca de coisa de menino e não esses brinquedos que você e suas amigas brincam...
- A gente brinca de coisa de menina... Ou você quer que a gente brinque desses brinquedos de criancinhas?
- A gente não é criancinha... A mamãe falou que eu já estou crescendo muito...
- A mamãe falou que criancinha brinca com esses brinquedos de criancinha que você gosta...
- É, mas o papai brinca comigo com esses brinquedos...
- É, mas pai não vale! Pai brinca com filho de qualquer coisa!
- E agora? Do que você quer brincar? Aposto que quer aquele brinquedo que fica rodando o tempo todo... daí a gente nem consegue ficar em pé de tão tonto que fica.
- É, mas aquele brinquedo de rodar tá estragado!
- Então você vai querer brincar com aquele brinquedo de ficar subindo nos ferros... Só porque eu não consigo subir...
- Aquele brinquedo não é para menino criancinha...
- Quando eu crescer eu vou subir bem alto nele e vou te deixar lá embaixo... Quero ver você me alcançar!
- Mas quando você crescer eu também vou crescer e vou subir tão alto que você nem vai me ver lá em cima.
- Então sobe lá agora que eu quero ver...
- Agora eu não quero subir...
- Você não fica falando para todo mundo que já é grande? Vai lá subir...
- É, mas hoje eu não quero subir... Quero escorregar aí... Dá licença?
- Ah não! Só porque estou aqui agora você quer vir aqui também? Agora é a minha vez...
- Fred, você já ficou aí o maior tempão... Agora dá licença?
- Eu ainda vou umas doze vezes, depois eu deixo você.
- O brinquedo é seu agora? Quem te deu o brinquedo?
- Não é meu, mas agora eu estou aqui escorregando.
- É por isso que não gosto de menino criancinha... São muito criancinhas demais... Que saco!
- Ainda estou no um...
- Aí, tá vendo, a mamãe já está chamando... Culpa sua! Nem deixou eu brincar um pouco...
- Não deixei mesmo... Você é a maior chatona!
- Que saco! Eu odeio ter irmão mais novo! Engole esse escorregador então.
- Vou engolir mesmo... Quer ver? Óooooooo, pronto, engoli!
- Ritinhaaaaaa, Freeeeeeed, vamos? Já está tarde!
- Toíno mãe!
- Toíno mãe!

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PRIMAVERA!!!! QUE VENHAM AS FLORES... OS AMORES, OS SABORES, OS CALORES...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sem medo de ser feliz

Na verdade eu ia escrever sobre o amor.
Ah, o amor... Tantas coisas já ditas, infinitas palavras para descrever e ainda não disseram tudo.
Então falemos de felicidade.
O que realmente lhe deixa feliz? Esta é a pergunta.
Estamos em constante procura, às vezes achamos, outras não, outras pensamos que achamos e outras somos felizes mas insatisfeitos.
É comum esperarmos por alguém especial que nos dê a chance de nos sentirmos felizes. Errado!
Isso é um tiro no escuro e geralmente não dá certo. Somos seres diferentes um do outro e a responsabilidade de carregarmos a felicidade de outra pessoa é um peso muito grande.
Ninguém faz ninguém feliz. Apenas se compartilha a união, o respeito, as igualdades e as diferenças de modo prazeroso.
Já perceberam que sempre jogamos em algo ou em alguém essa responsabilidade?
- Quando eu me casar, aí sim, serei feliz;
- Quando meu príncipe encantado aparecer, vou ser feliz eternamente;
- Nunca existirá pessoa capaz de lhe fazer feliz como eu;
- Se eu ganhasse uma bolada de dinheiro, seria a pessoa mais feliz do mundo!
São tantas as frases, tantas as desculpas que acabamos por esquecer o que se passa hoje conosco.
Como foi seu dia? Como foi o tempo lá fora? O Sol, a Lua? Quantas vezes riu ou gargalhou de alguma coisa hoje?
Tudo isto é tão presente e tão comum que acabamos por esquecer o que nos deixa feliz de graça.
Seria muito bom, ótimo, se encontrássemos alguém para compartilhar uma vida toda, um casamento feliz, uma união estável... Mas é tão raro.
Acredito que é raro porque hoje em dia a mulher não aceita mais as regras impostas pela sociedade de ser boa dona de casa, boa companheira - tipo que aceita tudo do marido. Graças a Deus hoje temos escolhas, só nos esquecemos que podemos escolher sempre. Sim, sermos um pouco egoístas, por que não?
Eu também acho que é normal num relacionamento, quando existe o amor, que se deixe de fazer algumas coisas por vontade própria, para o bem da relação. Isto é ótimo e muito válido. 
Por outro lado, por que ficar aceitando o que magoa, o que não respeita ou o que faz mal? O que lhe prende a isto?
Sempre, em vários blogs, ou pesquisas tem o assunto relacionamento, traição, vida a dois, perdão, amor...
Não dá para julgar e nem ficar ditando regras, por que cada um tem um modo de pensar e cada um sabe de sua vida e o que é melhor para si.
O que não dá é ficar aceitando condições por puro medo de sair com má fama, de ser a ruim da história, a que errou e está para sempre condenada. Mas quem está lhe condenando? Você mesmo, eu lhe garanto!
Que importância tem o que o outro pensa a seu respeito? Cada um que cuide de si, mas sabemos que não é bem assim. Muitas são as conversas, as fofocas, as tais regras da sociedade. Vão para o inferno!
Que regras são essas que ditam minha vida, meu bem estar, o meu amor próprio, o meu orgulho?
Bem, e quanto ao amor, que seria o texto de hoje... Ahh o amor...
Ele nos arrebata de tal forma que perdemos os sentidos, fazemos loucuras por ele, à procura dele e o queremos ter de qualquer forma. Simplesmente não tem explicação. Apenas sentimos e só. E se possível também vivemos o amor. Que lindo!
É uma entrega da alma, de todo o ser, de todo o pensar, de todo o agir e que seja eterno enquanto dure - como dizia nosso poeta. Isso mesmo, enquanto dure. Ele pode acabar sim. Mas também pode não acabar. O que acaba é a relação por vários motivos. E por que acabar a relação se há tanto amor? Será que o próprio não supera tudo e a tudo perdoa? Se o amor está enraizado no ser humano, então temos que perdoar os erros, as faltas, os deslizes etc da pessoa que compartilhamos? Claro que sim. Mas não significa que temos que continuar convivendo com a mesma. Se o perdão não for de coração, de alma, não tem como continuar a convivência. Sempre haverá a dúvida e a cobrança pelo erro.
Como já disse, é uma questão pessoal, do casal, e ninguém tem nada a ver com isso.
Basta ter a coragem de assumir a posição que mais lhe favorece, que mais lhe seja confortável, sem ficar com medo de "cair na boca do povo", pois neste lugar já estamos todos nós.
Coragem, só isso... coragem e ação.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O poder do abraço

Acho que você já fez isso... Ir ao encontro de uma criança e ainda de longe abrir os braços para ela... O retorno é imediato e ela vem correndo para o abraço! Que delícia!
Cientistas já tentaram explicar, mas não convencem e não conseguem definir o efeito de um abraço, de um calor humano.
É uma atitude tão simples mas que às vezes é tão difícil encontrar.
Quantas e quantas vezes eu senti necessidade, acho que  durante a vida toda, e na hora que mais necessitava não tinha. Não dá para sair pedindo abraço para quem está por perto quando estamos sofrendo ou carentes. Se quem está perto não percebe a necessidade, quem sofre não tem condições de mendigar afeto. Se isola.
Pelo menos eu fazia e faço isso. Dói... A solidão por carência dói.
Como se explica o gesto de dar um apertão numa pessoa? Encostar coração com coração... Parece que eles conversam e se entendem... E se acalmam... E mandam recado para o cérebro que está tudo bem, pode sossegar que o aconchego chegou. Calor humano gostoso!
Talvez pelo fato deste gesto ser tão raro em minha vida que eu o valorizo tanto. Não aguento ver pessoas sofrerem, chorando ou lamentando, já quero logo abraçar e ficar ali quietinha, até quando a pessoa quiser. Eu nunca tive um gesto deste, então eu sei que deve ser muito bom e acolhedor.
Como eu já disse em outros posts, acho que nasci para cuidar e não para ser cuidada. Talvez a solidão que sempre carreguei até me impediu de deixar pessoas se aproximarem mais, e  me entregar sem medo.
Isso me dá medo, de verdade. Me entregar para outra pessoa, com todas as fraquezas, as tristezas e as angústias significa ficar vulnerável à traições. Esta sim fez parte de minha vida desde sempre. Mas isto é um outro caso.
Me lembro quando ia visitar minha avó, que era tão pequenininha, mas que me abraçava tão forte e me beijava a bochecha me chamando de negrinha. Aquele cheiro de avó...
E filhos, não existe abraço mais gostoso do que de filhos... A entrega é total e o prazer é infinitamente maior que tudo.
Eu sou carente de afeto, de abraço, de beijo... E sei que hoje afasto pessoas que desejam fazer isso. Prefiro eu fazer, eu tomar a iniciativa do que deixar por conta do outro. Eu fico na dúvida se será verdadeiro ou não. É um caso que precisa ser tratado.
Engraçado que pessoalmente eu sou assim, arredia, mas virtualmente não! Quando as pessoas me mandam abraços, eu sinto os abraços apertados e sei que é de coração. Talvez por eu ter certeza de que não haverá o contato físico. Também precisa ser tratado. Eu, e não o abraço virtual.
Até na raiva ele é válido e funciona. Quando meus filhos eram pequenos e começavam a brigar, chorar, eu pegava um no colo e abraçava bem apertado até que se acalmasse. Aí retribuia o abraço gostoso!
Outra coisa que não sei o que é... Dormir abraçado com o companheiro. Gente, que coisa! Será que sou problemática? Tanta gente fala dormir de "conchinha" e eu não sei o que é isso! Quem sabe um dia aconteça. O amanhã eu não sei... Mas antes tenho que tratar tudo isso!
O que interessa é que abraço é necessário para todos. E raros também... Aqueles sinceros que nos confortam, nos acalmam e nos aconchegam.
Eu gosto... E quem não gosta não é?
Então, meus queridos amigos virtuais, um quebra-costelas para todos vocês!

Ah, gente!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Enquanto isso...

Na sala de Ricardo e Susana...


Ricardo, todo pronto, esperando sua amada esposa Susana para irem a um casamento.
- Amor, vamos? Tá pronta?
- E aí, o que você acha deste?
- Perfeito! Então vamos.
- Mas o sapato não ficou bom... Espera um pouco.
- E agora, o que acha deste?
- Mas você não ia só trocar o sapato? Trocou a roupa toda?
- Mas eu quero ir com este sapato! O que achou?
- Tá linda! Vamos.
- Hmmmm... A maquiagem que passei não combina com o tom do vestido... Espera...
- Su... vamos amor! Já tá quase na hora!
- Que horas é o casamento?
- Às 18:00h.
- E agora são que horas?
- 17:35h
- Nossa, falta muito ainda, isso é uma vida para eu me decidir. Calma, amor!
- E agora?
- Mas você trocou tudo? Até o sapato? Tá linda!
- Mas você não olhou direito... O que foi? Não gostou deste? Pode falar... Fiquei gorda? A maquiagem não combinou? Qual é heim Ricardo? Quem é que vai estar no casamento para você querer que eu vá de qualquer jeito? Ahhh, já sei!
- Deus do céu! Su, minha linda, você está linda! Te amo! Vamos?
- Que "te amo" é esse? Da boca pra fora? Pode engolir ele então... Quem é que precisa de um "te amo" com tanta má vontade?
- Uffffffff!!!!
- Uff o quê? Tá borrada a maquiagem? Ah, Ricardo... Ainda pensando na talzinha que vai estar lá? Como é mesmo o nome dela? Ma.... Ma.... Ma... Fala aí, Ricardo... Seu canalha!
- Senhor.....
- Pôxa, Ricardo... Eu me lembro como se fosse hoje do nosso casamento... Você jurou amor eterno... Disse que me faria feliz... E agora fica aí me criticando. Pôxa vida!
- Eu espero... vamos lá, desenvolve!
- Sabe onde eu coloquei o meu anel? Aquele com pedra azul enorme? Acho que vai combinar com minha sombra...
- 1, 2, 3...
- Ri, quanto tempo falta?
- Já são 18:00h, amor.
- Não liga não, a noiva sempre atrasa. E a Madalena não é diferente de nenhuma noiva.
- Está pronta, Su?
- Ai, Ri, que chato! Me deixa, que coisa chata isso! Se quiser ir sozinho, vá, eu não me importo. Bem que eu desconfiava que você estava querendo ir sozinho... Aí, tá vendo... me fez chorar e borrou tudo!
- Su, tudo bem, faça como quiser.
- Agora tá querendo colocar a culpa em mim? Como assim? Quer se separar de mim? Não me ama mais?
- Susana, minha flor, você está linda, a mulher mais linda do mundo, e estamos atrasados, vamos agora ou ainda vai colocar mais algum apetrecho?
- Como assim... Apetrecho... Chama minhas coisas de apetrecho? Pois então amanhã vou ao shopping comprar todos os apetrechos que encontrar, tudo com o seu cartão.
- Eu mereço!
- Ricardo, espera um pouco que eu já volto!
- Dois minutos e nada mais!
- E agora? Como estou?
- ?????????????????? Você colocou aquela primeira roupa? Já estava ótima!
- É... Eu achei esta melhor que as outras. Ricardo, será que daria tempo de passarmos ali na lojinha da Tica e ver se ainda tem aquele sapatinho lindo que te falei ontem? Queria colocar ele agora...
- NÃO! Já estou indo! Vamos? Pelo amor de Deus?
- Credo, Ri, às vezes você é tão estúpido... Poderia ser um pouco mais carinhoso comigo... Te amo viu...
- Viu...

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Bom fim de semana!!! Juizo!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Querido Jesus...



Querido Jesus,


Meu nome é Lúcia, tenho 8 anos e até ontem eu não O conhecia.
Foi na casa de minha amiga Lívia que vi seu retrato na parede e perguntei para a mãe dela, a Maria José, quem era. E ela me disse que era Você, Jesus. E disse também que é Você quem toma conta de todos nós aqui que vivemos na Terra, e que cuida da gente e que sabe tudo o que acontece a toda hora com todo mundo. Eu fiquei com medo quando a Maria José contou isso, mas ela também disse que Você ama tanto a gente, como um Pai ama seu filho. Que Você é nosso Pai maior, o Pai dos pais.
Jesus, eu fiquei pensando e gostaria de perguntar umas coisas:
Se Você é um pai que ama como um pai ama seu filho, eu não sei se Você me ama.
Sabe, Jesus, meu pai fica lá deitado naquele sofá... O Senhor sabe disso, não sabe? Então, ele trabalha o dia todo, volta de tarde para casa com aquele cheiro horrível de bebida que ele toma no bar e depois fica o tempo todo deitado naquele sofá.
Minha mãe vive reclamando de tudo e é brava comigo, mesmo quando eu estou brincando quietinha com minhas bonecas.
Eu sempre tenho que brincar bem baixinho porque senão meu pai manda eu calar a boca. Não posso rir que ele manda calar a boca, não posso chorar que ele manda calar a boca... E minha mãe manda eu calar a boca toda hora, mesmo quando eu estou calada.
Eu queria muito ter um cachorrinho de verdade, mas minha mãe já disse que não gosta de cachorro, que não, não e não!
Jesus, eu acho até que eles não têm dentes, porque eu nunca vi os dois sorrir. Ah, já vi sim, mas não para mim. Quando estão assistindo a tv, quando falam com alguém, quando estão juntos, eles ficam sorrindo. Mas se eu aparecer, eles não sorriem mais.
Jesus, será que Você me colocou na família certa? Olha aí nas suas coisas para ver se não se enganou...
Eu gosto dos meus pais, eu tenho muita vontade de dar um abraço neles, mas fico com medo deles me mandarem calar a boca. Abraço não é falar, é só abraçar... E eu nem ia falar nada, só abraçar.
Teve um dia que pedi para meu pai me levar à escola, porque todos os pais dos meus amigos levam seus filhos na escola, dão um beijo e vão embora. Mas meu pai nem olhou na minha cara. Me levou, mas tão rápido, que eu precisava ir correndo atrás dele, senão ele chegava na escola primeiro que eu. Chegou na esquina, falou tchau e foi embora. Quer dizer, eu cheguei na escola sozinha, como todos os dias.
Teve outro dia também, Jesus, que eu chorei muito... Foi no meu aniversário, faz tempo já. Todo mundo cantou parabéns, depois eu fui apagar a vela e ela não apagava... E daí meu pai começou a gritar comigo na frente de todo mundo. E eu comecei a chorar e queria ficar quietinha no meu quarto. Mas minha mãe não deixou e me buscou de volta.
Agora quando tem o meu aniversário, eu sopro bem forte de uma vez só e aí sim, meu pai fica feliz e bate palmas.
Jesus, tem noites que eu não consigo dormir, mas minha mãe tranca a porta do quarto dela e eu nem posso bater lá, porque ela começa a gritar comigo. Ainda bem que tenho minha boneca "beijoca" que me faz companhia todas as noites.
Sabe, Jesus, eu queria que Você desse um pouco de alegria para meus pais, quem sabe Você consegue fazer eles rirem mais... Eu gosto deles e gostaria muito que eles fossem felizes como eu sou.
Agora que O conheci, Jesus, eu vou escrever sempre para contar o que acontece aqui.
Ah mas sou muito burra mesmo! A Maria José não disse que Você sabe tudo de todo mundo?
Então já sabia tudo o que eu escrevi?
Eu gostei de conhecer Você, Jesus. Agora vou conversar sempre com Você, viu?
Um beijo.
Lúcia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Meus queridos amigos

Queria conversar um pouco com vocês... 
Antes queria agradecer à todos que aqui me visitam, comentam, e dizer que vocês são sempre muito bem vindos e são muito importantes para mim. Adoro a presença de todos!
Mas como está chegando o final do ano, o meu trabalho vai aumentar e vou ficar com o tempo um pouco corrido. Por isso resolvi, antes que o cultivo de meus 5 fios de cabelos brancos se multipliquem e me deixe louca, vou alternar o dia de minhas postagens. Serão somente três por semana.
Eu adoro escrever, mas adoro ler e visitar todos os meus queridos que sigo e mais alguns que vierem a fazer parte. Mas tenho que dar conta de tudo, então vou diminuir um pouquinho de cada coisa e continuar como sempre foi.
Então fica combinado assim, postagens 3 vezes por semana, certo?
Não me abandonem.... Eu adoro e preciso de vocês!!!
Beijos e boa semana!

Daqui a pouco é primavera... 

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro


O que você estava fazendo naquele dia? O mundo parou estupefado diante do terrorismo...
Eu estava em minha casa, TV desligada e meu pai entra correndo e já vai ligando a TV e dizendo:
- Você viu? Um avião bateu num prédio nos Estados Unidos!
- Nossa, é mesmo?
Sentamos os dois para ver e foi quando o segundo avião bateu...
- Olha lá - disse meu pai - estão reprisando toda hora!
- Não, pai, é outro avião que se chocou com o outro prédio!
- É mesmo? Nossa!
E ficamos os dois ali assistindo tudo, depois chegou minha mãe e ficamos os três imóveis vendo aquele horror todo. Nem parecia realidade e chegamos a ficar com medo de acontecer o mesmo em todos os lugares.
Um horror! É só isso que conseguimos sentir naquela hora.

Está aqui um link de um blog de um amigo de um amigo meu, Kiko Victória, que é engenheiro, e que conta que tudo não passou de uma farsa... Um horror!
Pra quem quiser ver com os próprios olhos toda essa sujeira clique aqui
Vocês acreditam que mataram o Bin Laden? Eu não!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Três mulheres e um homem

Todos em uma rede social.
Mariana tinha poucos amigos mas conversava com todos. Um dia conheceu um amigo virtual: o Alfredo.
A empatia foi imediata e conversavam como se conhecessem há séculos.
Um dia Alfredo viu uma de suas amigas, a Antonina, e ficou interessado. Logo ficaram amigos também e a empatia também foi imediata. É claro que Mariana não gostou nada da situação, mas amizade virtual não tem fronteiras.
Alfredo, apesar de sua pouca idade, sabia como usar as palavras nos posts e em seus comentários, o que deixava as mulheres muito interessadas por ele. Mas nem se dava conta da situação.
O círculo de amizades aumentava cada vez mais e Alfredo já tinha uma legião de mulheres, todas querendo sua atenção. Mas Mariana era uma espécie de xodó, de amiga querida, apesar de nem desconfiar que ela estava era querendo ele pra valer, como namorado ou o que pudesse acontecer.
Alfredo era muito exigente, e isso o fazia um homem solitário, pois suas escolhas eram raras de encontrar. Tão jovem e já tão exigente. Por isso estava sempre à procura navegando por várias redes sociais.
Antonina era uma moça muito popular, bonita, se fazia de inteligente, mas na verdade era uma sonsa que não tinha tamanho. Percebíamos isso nos comentários que fazia. Nunca tinha opinião própria e concordava com tudo e com todos. Isso para Mariana era um tédio, não combinava com seu jeito de ser.
Engraçado como que nas amizades virtuais também existe essa rivalidade. É um jogo de um ser mais intelectual que o outro, de aparecer mais, de comentar mais, de ter o maior número de amigos, enfim... Mariana não ligava muito para quantidade e sim gostava de poucos amigos e conversava com a maioria. Isso lhe bastava.
Era claro que Antonina também estava interessada em Alfredo, apesar de ser comprometida, mas infeliz.
Num desses bate-papos, apareceu outra amiga de Antonina, a Conceição, que era uma pessoa mais velha, nem tão bonita, mas interessante. E conversando entre elas, entrou no meio o Alfredo. Pronto, triângulo formado. Alfredo ficou todo interessado em Conceição que também de cara se derreteu toda para ele. Também ficaram amigos.
Conversavam muito os três, e Mariana não se intrometia no assunto. Preferia o sigilo, a exclusividade. Ficava esperando sua vez e a conversa sempre era entre Alfredo e ela.
Quando Antonina percebeu o interesse de Conceição por Alfredo, não gostou nada de nada. E Conceição, outra sonsa que se achava a última bolacha do pacote, ficava o tempo todo agradecendo à amiga por ter lhe mostrado Alfredo entre os amigos, e que agora estava muito feliz, se sentindo nas nuvens. Na verdade Antonina queria mesmo era arrancar os olhos de Conceição. Que amiga é essa?
Tudo isso sendo mostrado aos olhos de Mariana, que sofria calada. Mas era muito discreta e deixava o tempo se encarregar da situação.
Não demorou muito e Alfredo se cansou de Conceição, pois realmente era uma pessoa totalmente diferente dele, muito independente e gênio forte, que não admitia muitas coisas dos homens, chegando a ser agressiva em certas situações.
Antonina também perdeu toda aquela graça de jovem moça, mas comprometida, e todos viam sua tristeza quando Alfredo às vezes a confrontava no bate-papo, pelo que ela copiava e colava, mas não sabia explicar o significado daquilo. Quer dizer, foi facilmente desmascarada.
E a amizade discreta, mas segura continuou entre Alfredo e Mariana. E o amor foi crescendo, eles se encontraram, e, apesar da distância, estão muito bem, obrigada!


Será que alguém conhece algum casal que se conheceu na internet?
Eu conheço um, que se casaram e estão juntos há muito tempo. E felizes.
O que vocês acham? Seria possível? E a distância, atrapalha? E a falta de contato físico, olho no olho, pele na pele etc?
É um perigo, não é?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Filhos e drogas

Na novela, filhos muito bem educados, ricos, com o futuro pela frente mas que conheceram o poder das drogas
Assistindo a reprise da novela O Clone, na rede Globo, eu sempre me emociono quando a mãe chora e sofre pelo filho viciado em drogas.
Mães deveriam ter vários corações espalhados pelo corpo, porque a cada sofrimento morre um pedaço dele.
Não consigo nem imaginar e esta é uma situação que me apavora. Ninguém quer isso para um filho, claro, mas temos que conviver sabendo que hoje em dia é muito fácil ter acesso a ela. Um horror!
Hoje em dia tudo está muito fácil, começando pelo álcool. Jovens bebem cada vez mais cedo e mais e mais, até caírem na sargeta e serem carregados pelos demais, serem internados, serem mortos...
Por onde anda seu filho? Com quem ele anda?
Sabe que eu prefiro ter meus filhos e os amigos deles todos por perto. O cuidado nunca é demais, mesmo assim alguma coisa nos escapa.
Dia desses em uma festinha que minha filha organizou, um adolescente bebeu, bebeu e passou mal, tendo que ser carregado até sua casa.
Culpa dos pais? Não, claro que não. Nem sempre é assim. Apesar da pouca idade, já sabem o que fazem. Ainda estão em formação e pensam que são imortais. Não dá um desespero?
Por maior a educação, o amor e o cuidado, nunca é demais repetir sempre a mesma coisa - eles odeiam isso - mas é necessário gravar naquelas cabecinhas em formação tudo o que é bom ou ruim.
Não dá para proibir, creio eu que seria pior, mas jogar a eles todas as responsabilidades de seus atos.
Vendo essas mães chorando, sofrendo, eu sofro junto e não tenho como não me colocar no lugar delas.
Estão querendo liberar a maconha. Mas eu digo, que se depender de mim, NÃO MESMO!
Eu tenho o direito de pensar neste momento em meus filhos e não nos criminosos que enriquecem às custas do tráfico. O que tenho perto são meus filhos e todas as mães também têm os seus.
Meus filhos sabem o que é certo e o que é errado e se por infelicidade procurarem essa "fuga", sabem que arcarão com as consequências. Sabem de minha posição e sabem principalmente que não sou de passar a mão na cabeça e me fingir de morta, muito menos defender quem é culpado. Sou fria? Pode ser.
Meus filhos eu defendo como uma loba defende seus filhotes, mas apoiar um erro, apagar um erro, não!
Graças a Deus são ajuizados até onde a idade os permite. Mas não estão livres da tentação deste mundo.
E talvez eu seja tão radical por não ter passado o que milhares de mães passam vendo seus filhos se destruírem por conta das drogas.
Que Deus tenha misericórdia de todas as mães e de todos os filhos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Idolatrada salve, salve!!!

Mais um 7 de Setembro. Virgi...
Como passa o tempo! Daqui a pouco é Natal, Ano Novo e começa tudo de novo.
Nesta data eu não deixo de me recordar da infância, onde era obrigatório cantar o Hino Nacional várias vezes ao ano, e principalmente no dia 7 de Setembro o Hino da Independência do Brasil. Alguém se lembra desse hino? Além de ficarmos ansiosos para podermos desfilar na avenida principal, todos lindos, todos ali, espinhas eretas, sérios (não podíamos rir de jeito nenhum - respeito).
Mas falou em ficar séria, pronto! Lá vai dona Clara (Clarice, na época) mostrar as covinhas na avenida.
Ficava só olhando o pessoal para ver se achava algum conhecido e dar tchauzinho escondido. E sempre achava.
Durante a semana toda, íamos todos ao pátio da escola, em fila indiana, os menores na frente e dona Clarice lá atrás, já era a maior da turma. Era um alívio, porque morria de vergonha... E se errasse a letra? Então está ótimo ficar no final, só com o cabeção aparecendo.
Eu só não entendia como as chefonas escolhiam os alunos para hastearem a bandeira. Nunca fui escolhida. Sempre eram as pequenas - talvez pela graça de serem pequenas - e também loirinhas, engraçadinhas, lindinhas, magrinhas, de bochechas rosadas etc. Acho que desde sempre o preconceito com os demais, onde os lindinhos eram sempre os escolhidos. Tudo bem, não guardo mágoa.
Tinhamos que ficar estátua o tempo todo, sem mexermos um músculo do corpo. Se acontecesse isso, lá vinha alguma chefona ficar do nosso lado para nos vigiar.
Mas era bom, porque assim não tinha aula. Qual aluno nesse mundo não vibra quando não tem aula?
Pronto, cantado o Hino Nacional, todos arrumadinhos, íamos para a rua ao encontro do batalhão de outras escolas para o desfile. Geralmente chovia. Aliás sempre chove no dia 7 de Setembro, levando embora toda aquela arrumação dos cabelos, batom e perfume. Era o máximo que podíamos usar. Sem bijouterias e sem nada mais. Calça jeans, uniforme da escola, tênis branco e só.
Sabe que eu gostava? Me achava importante. Todos ali me olhando passar...
Naquele tempo aprendíamos muitas coisas pelo medo. Não podíamos ficar perguntando ou debatendo ou não concordando com o professor. Ele só perguntava se tínhamos dúvidas mas ninguém se atrevia a levantar a mão para perguntar. Eu muito menos. Tímida, sentava sempre nos cantos, bem escondida dos professores.
Pensando nos dias de hoje, mudou muito o sistema. O respeito acabou, pouquíssimos sabem cantar o Hino Nacional e o desfile não tem tanto significado para a cidade. Meus filhos desfilaram uma única vez, por causa de uma diretora ótima que tiveram e que organizava tudo com o maior carinho e todos tinham incentivo. Depois não mais.
Isto é um ponto a se pensar, não pelo desfile, mas o que estamos fazendo com nossa pátria amada, idolatrada salve, salve.
Falta o respeito, falta vergonha na cara de quem é eleito e principalmente falta vergonha na cara de quem vota pensando somente no bem próprio, ou só por votar por obrigação.
Nem vou entrar nesta discussão porque é cansativo demais, e na oportunidade certa, estarei eu com meus palpites sobre política. Não entendo muito, mas palpite eu dou sim.
Um bom feriado à todos!
Será que aproveitaram para viajar? Tomara que não chova, e que aproveitem o descanso, já que desfile não tem mais aquele glamour... Não é?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um grande homem


Arnaldo Jabor

Nós homens nos caracterizamos por ser o sexo forte, embora muitas vezes caiamos por debilidade.


Um dia, minha irmã chorava em sua casa... Com muita saudade, observei que meu pai chegou perto dela e perguntou o motivo de sua tristeza.
 


Escutei-os conversando por horas, mas houve uma frase tão especial que meu pai disse naquela tarde, que até o dia de hoje ainda me recordo a cada manhã e que me enche de força.


Meu pai acariciou o rosto dela e disse: “Minha filha, apaixone-se por Um Grande Homem e nunca mais voltará a chorar".


Perguntei-me tantas vezes, qual era a fórmula exata para chegar a ser esse grande homem e não deixar-me vencer pelas coisas pequenas...


Com o passar dos anos, descobri que se tão somente todos nós homens lutássemos por ser grandes de espírito, grandes de alma e grandes de coração, o mundo seria completamente diferente!


Aprendi que um grande homem... Não é aquele que compra tudo o que deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o respeito daqueles que nos cercam.


Meu pai lhe dizia:


"Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com você... Enamore-se de um homem que se interesse por você, que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las.


Não creia nas palavras de um homem quando seus atos dizem o oposto.


Afaste de sua vida um homem que não constrói com você um mundo melhor. .. Ele jamais sairá do seu lado, pois você é a sua fonte de energia...


Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente, é como um câncer, matará tudo o que há em você (emocional, mental, física, social e economicamente)


"Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não queira lhe dar amor.


Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais.


Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer,  porque não é capaz de se expressar abertamente.


Não se enamore de um homem que ao conhecê-lo, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar.


Não se apaixone por um homem que demonstre frieza, insensibilidade, falta de atenção com você, corra léguas dele.


Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em você, e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades.


Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais útil?


Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto?


Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira beleza! a do coração?


Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e integridade e dando mais importância a quem não valorizava meu esforço?


Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito.


Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu CORAÇÃO sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior.


Um grande homem é o que cai e tem suficiente força para levantar-se e seguir lutando...


Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse grande homem com quem se casou, não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito.


Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar! É QUEM NO LUGAR DE LÁGRIMAS LHE ROUBOU SORRISOS!


Sorrisos por tudo que viveram e conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos 3 filhos que preenchem suas vidas.


Esse grande homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela sem pedir nada em troca...


Esse grande homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que são quando estão juntos.


Aprendamos a ser um desses grandes homens, para vivenciar os anos junto de uma grande mulher e NADA NEM NINGUÉM NOS PODERÁ VENCER!


Envio esta mensagem aos meus AMIGOS "HOMENS", para que lhes toque o coração e tratem de fazer crescer esse GRANDE homem que vive dentro deles.


E às minhas amigas "mulheres" para que SAIBAM ESCOLHER ESSE GRANDE HOMEM QUE  DEUS TEM PARA ELAS.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que eu acredito

Pegando carona no blog de minha querida amiga Maria Izabel - Blog Memórias de Vidas Passadas, ela nos pergunta quando foi o primeiro sopro do espírito sobre nós de que temos lembrança, se foi pela dor ou pelo amor.
Eu fui batizada, crismada e também me casei na igreja católica, mas não era frequentadora, e nem sabia quais os princípios que ela pregava. Até que num momento de muita dor, angústia, sofrimento, por livre e espontânea vontade passei a frequentá-la. À partir daí fiz a primeira comunhão e fiz o mesmo com meus filhos que ainda eram pequenos.
Mas com o passar do tempo, o que pregavam já não me sustentava mais o gosto de estar numa igreja celebrando a missa. Parei de frequentar, mas estou convicta de que não preciso estar numa igreja para ter Deus ao meu lado. Prefiro visitar a igreja quando está vazia de gente, onde eu posso meditar e conversar com Deus, além de admirar toda aquela beleza. Eu sinto paz.
Além disso, eu discordo do que a religião católica prega, porque eu acredito também em reencarnação, espíritos, vida após a morte, céu e inferno. Tenho o livre arbítrio para isso.
Eu acredito que voltamos de vidas passadas sim, para resgatarmos ou pagarmos algo que ficou pendente. E acredito também que voltamos nas mesmas raízes familiares.
Vocês já tiveram a sensação de que conhecem a pessoa de algum lugar, mesmo sem nunca tê-la conhecido?
E em coincidências? E um lugar que vocês nunca estiveram, mas se lembram dele? Elas existem ou tudo está marcado no livro do Criador?
É certo que temos o livre arbítrio, que temos escolhas e trilhas a percorrer. Por que alguns sofrem mais, outros são tão pobres, outros são caridosos, outros se tornam bandidos? Alguém sabe realmente a explicação?
No meu pensar já nascemos com a essência, e mesmo educados numa certa família que também tenha mais filhos, nunca seremos iguais uns aos outros, ou com a mesma índole.
Eu tomo meu exemplo: sou completamente diferente de meus irmãos e de meus pais. Já cheguei até a pensar não pertencer à família. Bem, passou. Mas por bem eu me afastei um pouco deles, por opção minha, mas continuo na retaguarda em ajudar meus pais ou quem precisar. Só não frequento mais a família como antes. Opção minha que creio eu, foi necessário, ou até por sobrevivência.
Então como se explica uma educação igual e filhos tão diferentes? Não digo diferença de gênio ou de atitude, mas diferença de vida, como se fôssemos todos estranhos.
Família é tudo, é a nossa base, a raiz, mas até a página dois. Não somos obrigados a conviver com quem não nos quer bem, com quem nos apresenta somente indiferença, inveja, ódio, rancor... Cada um é cada um e não é o sangue que corre nas veias que nos liga por laços que não existem.
Família é amor, carinho, compreensão, atenção, afeto, presença, confiança, VERDADE...
Meu sangue é igual ao de todo mundo... vermelho! E o que me liga às pessoas não é o parentesco e sim o sentimento. Não consigo ficar em um local onde sei que pessoas me desprezam.
Agora, onde entra a espiritualidade em tudo isso?
Eu sou uma pessoa muito intuitiva, e sei que tenho avisos que me aparecem vindos de não sei onde, mas que existem sim. Não tem explicação. E pensando neste assunto eu elaborei uma explicação: talvez na vida passada algo ficou pendente e nesta vida, com as mesmas pessoas, apesar de grande parte delas me odiarem, estão aqui esperando meu perdão. Esta eu sei que é uma missão que tenho, que já cumpri.
EU JÁ PEDOEI TODOS AQUELES QUE UM DIA ME FIZERAM MAL, QUE ME ODEIAM E QUE NÃO ME QUEREM BEM.
Desejo à todas essas pessoas todo o bem, como eu desejo para meus filhos. Somos todos filhos de Deus, nem mais nem menos, viemos do mesmo lugar e voltaremos para o mesmo lugar. Nascemos sem nada e morreremos sem nada, quer dizer, levaremos só o que aprendemos nesta vida terrena, o amor, o perdão...
Eu não sinto ódio de ninguém, apesar de já ter feito um post sobre ódio à uma pessoa, mas isso foi momentâneo e o que eu realmente sinto por essa pessoa é pena, piedade, mesmo que essa pessoa continue me prejudicando pelo resto da vida, não consigo sentir nada além disso. Pena!
Não sei se tem lógica o que eu disse aqui, mas é o que eu sinto, o que já me aconteceu, os avisos que já tive e tudo que já me foi mostrado.
Eu não canso de dizer que sempre tive muita sorte na vida. Apesar de todos os tropeços, todas as pedras, todas as lágrimas, todas as dores, todas as perdas, sempre, sempre e sempre portas foram abertas, pessoas abençoadas se aproximaram, sonhos não foram apagados e o amor triplicou... Tudo teve solução, talvez não como eu queria, mas como Deus - que como Pai carinhoso cuida muito bem de mim - achou que fosse melhor para mim.
Não peço muito, mas agradeço o tempo todo. O bem mais valioso que tenho são pessoas de bem que me cercam, me ouvem, me dão carinho, que aparecem do nada, de longe, de outro país, de outra cidade, de outro mundo, mas estão todas aqui no meu coração e me ajudando a crer cada vez mais de que tudo vale a pena quando a alma não é pequena (alguém disse isso e não sei quem foi).
É muito pequeno achar que nascemos, vivemos,  morremos e só... Deus não faria isso somente, tudo tem um propósito, uma hora certa, um momento exato de acontecer o que tem que acontecer. Deus não faz milagre, mas nos mostra a estrada onde está o milagre. Mostra outros caminhos também, talvez mais curtos, mais floridos, mais perfumados, e a opção sempre é nossa. O livre arbítrio. Ele também conversa conosco o tempo todo, através das pessoas, essas pessoas que nos fazem tão bem... É Deus sussurrando em nossos ouvidos, dizendo que está de olho e que nos ama muito.
Só isso!


domingo, 4 de setembro de 2011

Momento para refletir

Algumas frases de alguns gênios que se tornaram eternas:

A vida e um jogo do qual ninguém pode retirar-se, levando apenas os lucros.
André Maurois

É curioso que a vida, quanto mais vazia, mais pesa.
León Daudi

Perguntas por que compro arroz e flores? Compro arroz para viver e flores para ter algo para viver.
Confúcio

Há duas maneiras de viver a vida: uma como se nada fosse um milagre e outra como se tudo fosse um milagre.
Albert Einstein

O melhor é sair da vida como de uma festa, nem sedento nem bêbado.
Aristóteles


Viver na Terra é caro mas o preço inclui uma viagem grátis ao redor do Sol a cada ano.
Guy de Maupassant

A vida consiste não em ter boas cartas, mas em jogar bem com as que possui.
Josh Billings

A vida é tão curta e o ofício de viver tão difícil, que quando alguém começa a aprender, já está na hora de morrer.
Ernesto Sábato

Se quiseres que algo se faça, encarrega disso uma pessoa ocupada.
Provérbio chinês

Trabalhe como se não necessitasses de dinheiro, ame como se nunca te houvessem ferido e dance como se ninguém estivesse olhando.
Eça de Queiroz

A vida é como uma lenda: não importa que seja longa, mas que seja bem narrada.
Lucio Anneo Séneca

Todos os homens são feitos do mesmo barro, mas não do mesmo molde.
Rabindranat Tagore

Temos que subir a montanha como velhos para chegar como jovens.
Confúcio

A união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome.
Provérbio africano

O tempo que uma pessoa passa rindo é o tempo que ela passa com os deuses.
Homero

Uma vez terminado o jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa.
Dante Alighieri

Recorda que no dia em que nasceste todos riam e só tu choravas. Vive de tal maneira que quando morreres, todos chorem e só tu sorrias.
Provérbio persa

Oxalá vivas intensamente todos os dias da tua vida!
Jonathan Swift


Você tem alguma frase? Quer colocar nos comentários?


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O homem do toco

Era exatamente assim minha Susi
A lembrança mais remota de minha infância era quando eu tinha 4 anos. Me lembro de brincar sozinha, conversando com minhas bonecas e muito inquieta, mas comportada. Nunca dei trabalho para meus pais.
E me lembro que sempre saía com minha mãe, é claro, por não ter onde me deixar. Íamos à feira, ao mercado, à casa de meus avós, tios e todos os lugares.
A casa em que morávamos era bem simples e tinha uma escada. E a maioria de minhas brincadeiras era nessa escada. Eu pegava tecidos que minha mãe não usava mais e colocava-os na cabeça, prendendo com prendedor de roupas, me fazendo de noiva ou de princesa, descendo as escadas. É essa a imagem que tenho.
A casa ficava em um lugar alto, então tínhamos que subir ou descer ladeira.
Quando tínhamos que descer, num dos lados da rua não haviam casas, era só mato. E haviam umas árvores cortadas no toco.
Às vezes, havia um homem sentado lá. Não o conhecia, claro, pois era muito pequena para saber quem morava nas outras casas. Mas o homem ficava sentado lá o dia todo.
Minha mãe e eu passávamos e o homem lá... Eu o olhava e ele me olhava. Eu passava por ele e ele me olhando. Já longe, eu olhava para trás e o homem lá me olhando até virar a esquina.
Eu não sei o que se passava em minha pequena cabeça, mas esta cena eu nunca me esqueci.
Depois mudamos de casa e nunca mais o vi.
Até hoje quando me lembro, fico imaginando o que será que o homem ficava fazendo o dia todo sentado no toco? E tinha sol, e o homem lá sentado.
E por que ficava me olhando tanto? Eu ficava com medo dele, mas não perguntava para minha mãe quem era. Desde aquela época não tínhamos muito papo.
Certamente era algum morador de alguma casa vizinha, mas desde aquele tempo e confesso que até hoje isso me intriga.
Acho que pelo fato dele ficar me olhando. Mas se eu ficava olhando, naturalmente ele também o fazia.
São coisas tão simples, tão sem significado, sem nenhuma palavra, mas que marcam a vida da gente.
Daquela casa me lembro pouco.
Mas outra coisa que me lembro também foi a boneca Susi que ganhei de Natal. Ah, como era linda! Vinha com um pedestal que se encaixava na cintura e ela ficava em pé. E me acompanhou até quando fiquei moça. Até que estragou, onde tive que jogá-la fora. Mas me lembro tanto de sua carinha e seus cabelos loiros, e a roupa e o cheirinho de boneca nova... Saudades da Susi.
Nunca tive muitas regalias e nem muitos mimos ou coisa parecida, mas sei que fui uma criança feliz, que brincava o tempo todo com bonecas - não muitas - mas o suficiente para desenvolver esse meu lado observador que tenho até hoje.
Essa fase eu tenho saudades...

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Olha o presente que ganhei da Diva - Blog Pensamentos de Diva.
O Evangelho Segundo Jesus Cristo + esse mimo de reloginho.
Obrigada, querida!!!