domingo, 31 de julho de 2011

Mais séries pra recordar....

Jeannie é um Gênio foi uma série de tv transmitida de 1965 a 1970, criada por Sidney Sheldon.
O então capitão Anthony Nelson cai acidentalmente numa ilha, onde encontra uma misteriosa garrafa que era nada mais, nada menos do que a morada de uma moça chamada Jeannie, que é um gênio das histórias das Mil e Uma Noites.
No final os dois se apaixonam e se casam e a vida de Major Nelson vira um caos.
Bárbara Eden - Jeannie
Larry Hagman - Major Anthony Nelson.








Jeannie... quem não gostaria de ter os poderes de um gênio? Que sorte do Major Nelson.






Olha Jeannie e Major Nelson na terceira idade...







E olhe também Larry Hagman na série Dallas, alguém se lembra?
Série criada por David Jacobs, de 1978 e 1991.
Dallas encerrou a era "disco" dos anos 70, passou por uma inteira geração 1980, conhecida como a década do "eu", retratando o glamour, o poder e a riqueza da alta-sociedade americana, até chegar no início de uma era de computadores e telefones celulares do início dos anos 90.







 Lá está J.R. (o primeiro do lado esquerdo), poderoso do petróleo em Texas.






A Mulher Maravilha é uma super heroína de histórias em quadrinhos e desenhos animados da DC Comics. Ela é a princesa de Themyscira , filha da rainha das amazonas, Hipólita. Sua mãe a criou a partir de uma imagem de barro, à qual cinco deusas do Olimpo deram vida e presentearam com superpoderes. Tornou-se integrante da Liga da Justiça, assim como Superman e Batman. Ela foi a primeira heroína a ser criada, em 1941, pela DC Comics.
Na década de 1970 a personagem foi interpretada por Lynda Carter. Hoje quem foi escolhida recentemente foi Adrianne Palicki pra ser a nova protagonista da série.




Lynda Carter... continua linda.
Quem não queria ter poderes de Mulher Maravilha, que levante a mão!





Karate Kid - A Hora da Verdade é um filme norte-americano de 1984 do diretor John G.Avildsen.
Conta a história de um jovem lutador que deseja aprender Karate Kid, e pra isso convence um experiente mestre a lhe dar aulas, que acabam por transformar-se em lições de vida.

Ralph Macchio - Daniel Larusso (Daniel Sam)
Pat Morita - Senhor Miyagi
Elisabeth Shue - Ali Mills






Senhor Myagi e Daniel Sam.













 Daniel Sam, já maduro e lindo...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cadê meu parafuso?

Tem dia que a gente não liga... Isso mesmo, o organismo não liga totalmente.
Ontem foi um dia desses. Parece que o raciocínio não evolui,  a gente fica com deley, não tem atitude. Não é esquecimento, é lerdeza mesmo.
Sabe quando você fica olhando uma coisa e não consegue encaminhar o que tem em mente?
Sentei em frente ao computador, cliquei alguma coisa e fiquei esperando, esperando e nada... Acho que cliquei o Shift... Só pode ser.
Liguei pra marcar uma consulta, desliguei e esqueci o dia da consulta. Tive que retornar a ligação e marcar num papel.
Acho que é cansaço. Ultimamente tenho trabalhado demais e eu sei que estou cansada.
A noite anterior peguei um livro pra ler, li umas dez páginas e não tenho a mínima noção do que li. Apaguei a luz e dormi quase a noite toda... Eba!!!
Agora o pior mesmo foi quando eu fui fazer o almoço. Fui fazer o arroz e cadê o sal? Sumiu, evaporou, criou asas e se foi...
Tive que pedir pra vizinha.
Bem, voltei ao arroz, fiz direitinho e.... pasmem!!!! Esqueci de colocar o sal!
Depois dando um giro pela minha casa, alá ele!
Não sei quando e nem porque fiz isso, mas ele estava lá no meu quarto. O pote de sal no meu quartoooooo!!!!
Bem, então já que estava assim, saí, fui caminhar e arejar a cabeça, ver o por do sol e o vento na cara. Fui cantando todas as músicas de que me lembrava.
Pronto, tudo certo!
Voltei pra casa e parece que as coisas tomaram um rumo certo. Acho que o parafuso se apertou sozinho e o deley foi embora.
À noite, agora sim, reli o livro e tava tudo certo.
Gente, que coisa agonizante isso!!!
Mas é cansaço, estafa, muita coisa na cabeça, muita informação e pouco tempo pra relaxar.
Vou me cuidar mais.
Agora é a hora! Prá ontem!
E outra coisa, tem os blogues que leio, que ontem nem passei perto. Estou em falta com meus queridos.
Sábado é um dia mais tranquilo e coloco tudo em dia, ok?

E agora... quem poderá me defender????   EU!


Bom fim de semana!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Programas na tv


Ultimamente quase não assisto mais tv. Poucas coisas mesmo, alguns filmes que gosto, 2 novelas antigas à tarde e programas esportivos na Globo no domingo de manhã.
É que depois que instalei a tv a cabo, eu deixo pros meus filhos assistirem o que quiserem.
Gente, hoje eu vejo o tempo que eu perdia sentada em frente e vendo coisas que não tem a menor importância.
Não falo de novelas, porque eu gosto, mas assistia todas! Hoje não me fazem falta.
Também assistia Faustão. Affee!! Até Luciano Huck já me encheu as paciências. Só de vez em quando agora.
Mais Você eu gosto, mas se ficar sem não me importo. Jornal Hoje e vídeo show também.
Programas esportivos eu também gosto: Globo Esporte e Esporte Espetacular. Aliás estão anunciando aquela corrida de stock car por R$ 1.000.000,00. Quem será que ganha este ano? Ano passado foi Ricardo Maurício. Antes do EE tem o Auto-esporte que também assisto.
Vocês acham que meu gosto é meio duvidoso? Esporte, carros....
Também gosto de programas de entrevistas: Jô Soares, Marília Gabriela, Altas Horas. Mas passam bem tarde, então assisto no domingo através do Multishow e GNT. Isso quando minha filha dá uma trégua e me deixa sentar no sofá. Brincadeira, gente!!!
Alguém aí comprou a Tekpix? E a iogurteira Top Therm?
Os programas que passam esses "comerciais", sinceramente, não tenho muita paciência. Desde o começo, anunciam tudo que irá ter no programa e toda hora ficam repetindo: "Daqui a pouquinho... Não saia daí... Agora vamos falar sobre_______, mas depois de nosso anunciante... Não percam, no próximo bloco... (esse próximo bloco não chega nunca)". E quando, finalmente, chega a reportagem, é tão curta que o comercial que fizeram sobre ela é 3 vezes mais longo que a própria. Não tenho paciência. Eu acho que isso é encher linguiça, principalmente quando o programa é diário. Não dá!
Agora a tv a cabo é engraçada.
Primeiro anunciam o pacote: - 80 canais por R$ 49,90. Nossa, tudo isso de canal?
Alguém me responda: - Quem assiste todos os canais? Desses 80, quantos a gente assiste? 5, 6, 10?
Eu gosto de filmes. Aliás eu não sei como explicar... Mas tem alguns filmes que eu já assisti "trocentas" vezes e se passar de novo, acho que vou assistir. Loucura? É.
Disney Chanel - sempre passa "Operação Babá" com Vin Diesel. Esse eu já decorei as falas.
Tem outro também, só não sei o canal: "Treinando o papai" com aquele fortão mais conhecido como o "escorpião rei" do filme "Múmias". Já assisti um monte. Múmias também.
Tem uns fofos que adoro: "Carros"; "Monstros S.A.", "Toy Story" e outros também.
Meus filhos assistem o tempo todo: "Bob Esponja Calça Quadrada" que eu adoro também; "Hanna Montana" e "i-Carly" que também gosto.
Mas isso é o dia todo. Esses fazem uma votação e quem ganha tem 48 horas de episódios. Imaginem 48 horas assistindo uma mesma coisa?
Pra quem assiste fime repetido várias vezes, vocês podem imaginar quem meus filhos puxaram.
i-Carly eu assisto e gosto. São adolescentes com uma veia cômica excelente. Parecem naturais, sem forçar nada. E todos crianças e adolescentes. Sem falar que também dançam e cantam. São artistas natos!
Agora, por exemplo, domingo, enquanto estou escrevendo e ouvindo o Esporte Espetacular em minha tv/rádio (a imagem não funciona), lá na outra sala está minha filha esparramada no sofá assistindo Bob Esponja.
E como hoje está um tempo frio, vai ficar no marasmo a tarde toda.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Barata medrosa



Gente, eu mato baratas!!!
Quer dizer, quando elas deixam, porque geralmente elas saem correndo. Mas se forem embora, tudo certo...
Nunca tive medo da bichinha (barata). Tenho nojo, por causa daquela gosma. Argh!!!
É simples matar baratas...
Ou você tira o sapato de seu pé e "taca" com toda a força pra ela ficar zonza e depois chegar perto e terminar o serviço, ou então corre e tenta pisar na coisa nojenta. Isto é pior.
A não ser que você esteja de sapato plataforma. Aí nem precisa fazer esforço.
Se sentiu o "clac", serviço perfeito.
E também sapato plataforma é mais difícil de você sentir aquela gosma escorrendo sob seus pés que se espalha. Aí não dá nem pra olhar... Peça pra alguém tirar o cadáver dali.
E aquelas baratas voadoras? Já perceberam que elas nunca têm plano de voo? Parecem umas baratas-tontas. E sempre, sempre, vão acertar aquela pessoa que não suporta nem falar o nome "barata". Se você é uma pessoa assim, melhor sair dali e se trancar em outro cômodo.
Essas não tem muito jeito de matar. Melhor abrir uma porta, uma janela e deixar que ela se vá.
Agora, se você for mesmo tentar pisar na cascuda, tem que escutar o "clac" e ver se gosma se espalhou.
Além de nojenta e cascuda, ela também é traiçoeira.
Você dá um tapinha e ela fica ali quietinha se fingindo de morta. Isso mesmo, é fingida que só. Mas bastou ela ficar sozinha, sai correndo pro esconderijo. Pode estar até sem uma perna, ela foge sabe Deus pra onde.
Então é assim, quer matar tem que espatifar, senão corre o risco de ter um zumbi barata pela sua casa.
Eu te garanto... Ela tem muito mais medo de você do que você dela.
Vamos, enfrente a situação, coragem!!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

A primeira aula cabulada.

Luciana, uma menina doce, magrela e sardenta. Curiosa que só.
Tinha uma vida normal até então, sem muitas regalias mas nunca lhe faltara nada. A não ser o básico do ensinamento. Seus pais não eram muito de conversar e nem ficar lhe explicando como funciona as coisas, como é o mundo e como deve se portar diante de tal situação.
Era curiosa, pentelha e inquieta.
Costumava brincar sozinha com suas poucas bonecas, e, na falta do que inventar, gostava de diversificar os vestidinhos. Mas sua mãe não deixava que ela mexesse em tesouras, agulhas e tecidos.
Como a natureza toma conta de uma criatividade inquieta, ela pegava folhas de revistas, cortava tirinhas e colava com sabonete no corpo da boneca. Isso era o máximo pra ela. Sem contar que tinha o hábito de cortas os cabelos e ficar esperando que crescessem com o tempo.
Já alcançara a idade de ir à escola. Pré-primário. Uniforme vermelhinho, lindo, tênis vermelho com meias brancas. Amava essa roupa. Lancheira com o lanche mais comum de toda a turma. Suco e pão com manteiga.
Era feliz, mas ficava quieta e quase não conversava com os outros coleguinhas.
Numa ocasião resolveu levar sua boneca. Ahhh que coisa! Uma amiguinha invejosa tomou-lhe a boneca e não queria mais devolver. Ela não sabia como lidar com a situação e não falou nada com a professora.
A menina começou a brincar, puxava os cabelos da boneca, sacudia e ela quieta num canto.
Ao final da aula, a menina invejosa lhe devolveu a boneca, toda suja e com os cabelos desarrumados.
Foi embora chorando e não quis contar pra sua mãe, pois sabia que levaria bronca. Passou...
Numa outra ocasião, era Páscoa. Lá se vai a pequena Luciana toda linda, com laço nos cabelos e lancheira pendurada.
Sua mãe a deixou na porta e se foi. Tinha combinado que ia visitar sua avó materna. Era longe.
Quando Luciana entrou, todos riram da pequena por ela ter levado lancheira, num dia de festa.
Ela não pensou duas vezes, com lágrimas nos olhos e sem falar com ninguém, correu e foi embora sozinha.
Ela avistou sua mãe lá bem longe, indo em direção à casa de sua avó. Corria, mas não conseguia alcançar.
Pra uma pequena criança, o caminho era longo, parecia nunca chegar, e ela chorava, chorava e corria.
Longe, bem ao longe, avistou sua mãe entrar na casa de sua avó.
Ufa, tá chegando. Não viu um buraco, tropeçou e machucou o joelho. Sangrou. Luciana conteve o choro, limpou o sangue que escorria e continuou.
Finalmente chegou! Entrou e não conteve o choro.
Sua mãe, apenas deu um berro com a coitadinha e disse que isso não se faz. Que ela tinha que ter ficado na escola. Que ia colocá-la de castigo.
Sua avó, somente a pegou nos braços e ficou ali, quietinha, abraçando a pequena Luciana que chorava aos soluços. Mandou que sua filha tivesse mais paciência com Luciana que aos poucos foi parando de chorar, abriu um sorriso e lhe beijou as bochechas. As bochechas mais gostosas de beijar e o colo mais aconchegante do mundo.
Te amo, vovó!
Também te amo, querida!


Escrevendo este conto, fico imaginando hoje na escola que nada disso mudou. As crianças geralmente são cruéis. Hoje se dá o nome de bulling, que tem que ser contido e ensinado desde a primeira palavra que a criança pronuncia. Criança aprende o que lhe é ensinado.
Também me deu uma saudade imensa de minha avó que não está mais aqui.
Ela era bem assim mesmo... Doce, terna, carinhosa e tinha um colo inesquecível. Saudades!!!

Hoje é o dia da vovó!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Período perigoso



Nossa, já amanheceu? Mas acabei de me deitar... Nem deu tempo de sonhar... Ainda estou com sono, mas esse maldito despertador fica aqui azucrinando minha cabeça.
Tá bom, já vou me levantar!
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, quem colocou esse pé de cama aqui? Por acaso é algum devorador de dedos? %¨#$@
Nossa, tô horrível hoje... Olha esse cabelo... E essas olheiras, saíram de onde? Ontem não estavam aqui.
E essa ruga nesse lugar... Ah não, assim já é demais.
Gente, um fio branco em minha sobrancelha? Ah eu não acreditooooooooo!
Tudo bem, muita calma nessa hora.
Bem, ô bem, benheêê, vamos, levanta!
- Oi amor, bom dia, dormiu bem?
?????
- Vixi, é hoje!
- Amor, já estou indo... Beijosssssss.
?????
Homem é um bicho engraçado né? Acorda numa boa... Roupinha limpa, perfume, tudo na mão e tchau!
Pelo menos fica lá trabalhando... Pra alguma coisa presta!
Mas ontem eu não engoli aquela história. Quem ele pensa que é pra falar comigo assim?
Nem me deixou responder à altura, apenas chegou e dormiu. Nem me deu um beijinho de boa noite e nem me abraçou.
Será que não sou mais atraente pra ele? Também, com sobrancelha grisalha... Quem vai querer?
Mas por que ele me disse aquilo? Não ficou bem claro. Será que sou tão burra assim que nem percebi?
E aqueles amigos dele todos rindo da minha cara... Pôxa vida!!!
(Desaba em prantos).
Mas se ele pensa que eu vou ficar aqui chorando por causa disso, ahh mas tá muito enganado.
Dá aqui esse telefone.... Não, melhor articular bem o que eu vou responder.
Quem foi o maldito que inventou a comida? Por que temos que comer? Por que temos que cozinhar pra comer? Se não precisássemos disso, não precisaria nem de banheiro e economizaria em água, azulejo, papel higiênico... Mas não, se não formos esfregar o barrigão no fogão , todos morrem de fome. ¨%¨$#*
Meu dedo ainda tá doendo.
Alô, mãe, tudo bem aí?
- Oi, filha, como está? O que houve?
Ahh, mãe, não, deixa pra lá.... Depois nos falamos.
(Desaba em prantos)
Mas se ele pensa que eu engoli aquela história, que me aguarde.
- Oi, amor, o que foi? Tô indo pra reunião.
Olha aqui seu ¨$*&$@*;, se você pensa que vai me passar pra trás e arrumar outra, pode pegar suas coisas e sumir de minha vida, não precisa nem ficar explicando... Quem é ela? A Consuelo? Ahh eu sabia.
Também já sei que você já viu minha sobrancelha grisalha e nem me avisou.
- ??????? 
- Amor, daqui a pouco eu chego aí, certo? Com chocolates.....
- Senhor, me ajude!!!!!
Bom, ao menos se lembrou do chocolate.
(Desaba em prantos)
Eu queria sumir, desaparecer, mas vou esperar o chocolate e depois eu vejo o que eu faço.
Será que ele vai demorar a chegar?
Alguém aí me diz pelo amor de Deus que horas são????

domingo, 24 de julho de 2011

27 anos

Lá se vai mais uma vítima de drogas e desamor pela vida.
Amy Winehouse foi cedo, mas foi tarde... Muito jovem pra morrer. Muito tarde pro corpo ter aguentado tanta droga, bebida e orgia.
Um talento que não soube como lidar com a fama.
Eu acredito que tudo isso é falta de amor. Não dá pra julgar, mas o sucesso assusta, o talento incomoda a própria pessoa que não sabe lidar com o assédio. Talvez nunca tenha recebido amor e não soube como lidar com o sentimento. O que será que passava na cabeça? Ninguém sabe.
Ela deve ter se sentido muito sufocada.
Qual o papel dos pais numa hora dessa? Agora nada! Ela escolheu seu caminho e não suportou. Se foi!
Tudo bem Amy. Já tá de bom tamanho. Já provou o que sabia fazer de melhor, pode ir em paz!!!



A maldição dos 27 anos... Amy Winehouse, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Brian Jones.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mulherão

Este texto estou compartilhando com a querida Martika Victor



Uma Mulher inteligente falando dos homens...

 ... Minha amiga, se você acha que homem dá muito trabalho, case-se com  uma mulher e aí você vai ver o que é mau humor !

 ... por Fernanda Montenegro

  O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem  afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana.

 Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. Portanto,  por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha ’Salvem os Homens!’ Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade  a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda  restam:

 1. Habitat
 Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

 2. Alimentação correta
 Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um ’eu te amo’ no café da manhã os mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo  menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato  especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

 3. Carinho
 Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
 Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta .

 4. Respeite a natureza.
 Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade?  Carros? Case-se com uma Mulher. Homens são folgados.
 Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso. 

5. Não anule sua origem
 O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro masculino não é um mito.

 Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino.
 Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos).
 Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
 Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade. Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
 Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
 Não faça sombra sobre ele...  Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu
 lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele  estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

 Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
 A mulher  sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.

 E minha amiga, se você acha que homem dá muito trabalho, case-se com uma mulher e aí você vai ver o que é mau humor!

 Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!

 Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

 Com carinho,
 F. M.


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Bem, o casamento dela durou 56 anos. Naquele tempo era assim mesmo. Era quase uma mulher "Amélia", que hoje em dia é muito raro. 
O que eu observei é que mais uma vez a mulher "deixa" o homem se achar. Pra nossa sobrevivência, é claro.
Tudo isso é muito lindo, mas tem que ter acima de tudo o respeito seguido do amor. Sem estes dois itens, nada funciona. E também cumplicidade, afinidade e admiração, que é essencial pra uma vida a dois.
Um exemplo de mulher!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mulher de aço


Mais uma noite daquelas... fritura na cama, ouvindo música e pensando, pensando, pensando e chorando às vezes.
Eu já falei sobre este assunto nesse post, mas agora eu vou complementar e desabafar um pouco.
Sobre aquela redoma que eu me coloquei desde pequena, pensando que era pra me defender, parece que está se quebrando.
Engraçado que sempre, a vida toda, eu cuidei de pessoas e nunca permiti que cuidassem de mim.
Uma frase que eu ouvia sempre de meu ex-marido "Você se basta!", e que eu nunca havia entendido o real significado, ontem me caiu como uma luva.
Precisou uma pessoa me pegar pelo braço, me sacudir, gritar e quase me dar na cara pra eu começar a enxergar o que eu estou fazendo comigo. E tudo isso virtualmente, sem ao menos conhecer essa pessoa.
Eu já disse que sempre tive sorte e que Deus com sua imensa misericórdia coloca pessoas em meu caminho que realmente me fazem diferença. Muitos já fizeram isso, mas de uma forma ou de outra eu os afastava e continuava em meu mundo pequeno e fechado pra visitas.
Como já mencionei, sempre cuidei de pessoas, me preocupo, ajudo no que for preciso mas esse vazio que eu tenho, essa angústia nunca me abandonou. E fui vivendo como se fosse tudo normal. NÃO É NORMAL!
Hoje eu vejo que ao invés de me proteger, estou me destruindo em doses homeopáticas. Meu Deus, e agora?
É difícil, as pessoas me idealizam de uma forma que eu não sou. Pensam que eu sou totalmente independente, forte, personalidade firme, uma rocha de aço que nem um furacão me derruba.
É tudo mentira... Sou frágil como uma folha seca... Mas só meu canto, meu travesseiro, meu refúgio é que sabem disso.
Depois de ouvir tudo o que eu ouvi ontem, e a situação que se formou, acho que finalmente a neblina que estava em meus olhos está começando a sair e um sol forte começando a brilhar.
Será mesmo que tudo que eu achava é paranóia? Vão começar a me chamar de louca?
Será que foi preciso essa surra de palavras pra eu enxergar que agora é a hora de me cuidar? Eu preciso de ajuda?
Sim, eu preciso! Urgente!
Até bem pouco tempo eu não me importava se estava viva ou se ia morrer no outro dia. Só vivia.
E essa mesma pessoa, quando me conheceu toda alegre, bem humorada, falando besteira e fazendo rir na hora percebeu que não passo de uma palhaça, que faz rir pra não chorar.
É estranho, não estou acostumada e me emociono com uma pessoa que está tão longe, que nem me conhece querendo o meu bem, querendo cuidar de mim como eu preciso e não como eu acho que tem que ser.
Eu melhorei muito, já levantei, já me olho no espelho, já me arrumo, mas ainda não é o suficiente.
Eu sei que vou mexer no meu passado e isso vai me machucar muito. E sozinha eu não vou conseguir. Não sei qual vai ser a minha reação, mas já que comecei vou até o final.
Urgente! Pra ontem! Viva agora!
Tudo bem, vou procurar ajuda profissional e começar a me cuidar, pro meu próprio bem.
E mais uma vez eu agradeço à Deus, que sempre cuidou de mim, sempre enviando anjos pra me fazer enxergar o que eu não via. Através das pessoas, estou nascendo... Aos poucos... Um dia de cada vez.
Isso é bom, porque agora eu posso comemorar o aniversário em duas datas... Ah, gente, eu não ia perder essa piada no final né? O bom humor continua.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Responda rápido...


Qual o nome da Miss Brasil de 2011?

Qual celebridade acabou de se separar?

Qual o nome de sua primeira professora?

Quem está nos TT BR de hoje?

Quantos seguidores você tem no twitter? Quantos você dá atenção, responde, conversa?

Quantas pessoas morreram por acidente ontem?

Hoje se comemora o dia de quê?

Qual a mais remota lembrança de sua infância?

Quando falou pela última vez a frase: Eu te amo?

Quanto tempo você acha que falta pra realizar aquele sonho que lhe persegue há anos?

Em quem você votou (prefeito, vereadores, deputados, presidente, senador) na última eleição?
Você sabe se eles estão cumprindo o que prometeram?

Quantos amigos você tem no Facebook? Quantos realmente você conhece, mantém contato, bate-papo?

Qual foi a última vez que sentou à mesa com sua família pra uma refeição?

Qual vídeo foi o mais acessado no Youtube semana passada?

Qual novela vai começar semana que vem?

Qual time foi campeão brasileiro no ano passado?

Quando foi a última vez que tirou um dia só pra você fazer o que quiser?

Qual foi a última vez que sentou pra ouvir um amigo que tanto precisava de você, sem criticá-lo, somente ouví-lo?

Quem está no primeiro lugar da lista da Forbes como o mais rico do mundo?

Quanto custa o carro mais caro já fabricado?

Quando foi que falou com um parente que gosta muito, mas que está longe, e sente saudades?

Qual artista mudou radicalmente o corte de cabelo?

Qual a mais nova e polêmica música de Lady Gaga?

O que está na moda hoje?

Quanto é o cachê de uma modelo de passarela top?

Qual o maior furo de celebridade do momento?

O que fez com seu primeiro salário ganho com seu trabalho?

Quando foi que teve sua primeira promoção profissional?

O que tem vontade de comer agora, mas não come por medo de engordar 238 gramas?

Quando foi a última vez que chorou como criança, deitado no colo de alguém?

Quando foi que riu até chorar ao lado de uma pessoa querida, vendo um filme engraçado?

Quem....

Qual....

Onde....

O que realmente tem valor pra você?
O que lhe faz diferença na vida?
Qual o seu foco?
Quem está sempre do seu lado, aconteça o que acontecer?
Sua vida tem valido a pena ser vivida?
Quais perguntas não conseguiu responder? De seu mundo ou do mundo dos outros?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Culpada!

Engraçado como nesse mundo rápido da internet às vezes cometemos erros sem nos informarmos sobre o assunto.
Sempre queremos culpar o outro, mas nunca verificamos se foi realmente o outro que cometeu o erro.
É comum, somos humanos e falhamos.
Agora mesmo digitando o "bonitinho" do computador travou.... Vontade de jogar ele na parede!!!
Ligar/desligar/perder dados/passar anti-vírus e todo o procedimento que nos gasta tempo e paciência.
Quem usa esse que uso é meu filho de 15 anos.... Ah 15 anos!
Já sabem o que significa né? Então.
E não tem um dia que eu não falo pra ele ter cuidado ao baixar vídeos, não entrar em sites suspeitos e ele com toda sua paciência sonsa, só olha e não responde. Isso me irrita profundamente.
Mãe às vezes fica com raiva de filho... É passageiro, mas acontece.
E meu filho é a pessoa pacata da família. Difícil ouvir a voz dele.
Confesso que tenho medo de gente assim. Nunca sabemos o que se passa, fala pouco, não reclama, não xinga, não briga, não discute, não pede.... É um tédio. Bem, é o jeito dele.
Mãe sempre reclama né... Se filho dá trabalho reclama... Se fica mudo reclama... Se não pára em casa reclama... Se fica em casa reclama... Mãe!!!
Voltando ao computador, ele usa e eu sei o que ele vê. Tive que falar claramente pra ele não abrir site pornográfico com mulheres nuas ou cenas de sexo. Falei na bucha. Ele só arregalou um olhão e não disse nada.
Raiva de mãe... "Não disse nada!"
Talvez nem seja por isso que o computador tá lerdo, talvez seja eu mesma que tenha colocado vírus sem querer, sim, sem querer viu? Eu baixo muita música, e pode ter acontecido.
Mas como humana já tô aqui culpando o menino.
Me fez lembrar uma vez que pedi um livro emprestado a um amigo de trabalho. Coloquei  na gaveta pra ler depois, e o livro sumiu.
E tinha um rapaz que tinha o hábito de "pegar" coisas das pessoas.
Pronto, foi ele! Pensei.
Mas não perguntei, não acusei, não comentei com ninguém. Apenas sabia que era ele!
Comprei outro livro e o devolvi ao dono.
Algumas semanas depois, revirando a tal gaveta... lá estava o livro no fundo.
Ô cabeção!!!!
Na hora, em silêncio, pedi perdão e mentalizei que tomaria mais cuidado antes de acusar, mesmo em pensamento.
Fiquei aliviada por não ter acusado ninguém, quer dizer, acusei, mas ninguém ouviu.
Menos mal.
Mas pedi perdão, juro!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Esse eu não mato!

Sexta-feira, estávamos minha filha e eu tranquilas em casa quando toca o interfone - na verdade é campainha, porque o fone do interfone não funciona:
- Diz pra sua mãe que entrou uma ratazana enooooooorme aí na garagem.
Pronto! Pânico no ar.
Primeira coisa fechar tudo quanto é buraco. Pronto, agora ninguém entra, ninguém sai.
Passou o tempo, minha filha e meu filho sairam pra comprar sorvete, voltaram e viram a talzinha escondida atrás de um vaso, com o rabo pra fora.
- Mãe, corre aqui!!!
Corri nada, continuei a fazer não sei o quê.
- Mãe, mãe, mãe, mãe....
Filho tem essa mania, parece que quer decorar o nome "mãe" e fica repetindo sem parar.
Fui lá e vi a grandona.
Eles entraram com os sorvetes e um picolé pra mim.
- Corre lá chamar o Wilson pra matar issaí...
Nisso meu filho já pegou uma vassoura e foi lá cutucar a bicha.
Fiquei dentro de casa "esperando".
Eu geralmente não tenho medo de bicho. Quando a gente mora sozinha muito tempo aprende a fazer de um tudo e bicho nunca me passou medo. Mas esse era grande mesmo, do tamanho de um chiuaua. Então fiquei dentro de casa coordenando tudo, aos berros.
Chega minha filha e a vizinha, mulher de Wilson, que não estava. Mas ela disse que também mata de um tudo.
De repente uns gritinhos e voz masculina. Era o vizinho da frente que veio cutucar também.
- Nossa, que bicho é esse? Não é rato não!!!
Bem, ele matou, pra alegria da mulherada. E meu filho lá, todo todo "nossa, que dá hora!"... Adolescente.
E como eu estava dentro de casa... algo começou a me encarar sem dó.
O picolé!
Bom, não tava fazendo nada, então enquanto coordenava tudo, fiquei chupando o picolé.
Acabei de chupar, abri a porta e fui ver o assassinato. Nisso tinha um monte de vizinho olhando o bicho que parecia rato. Depois constataram que era rato mesmo. Enooooorme!!!!
O vizinho assassino, com uma sacolinha plástica na mão pegou o cadáver pelo rabo e colocou dentro. Pegou a moto e o levou lá embaixo (uma descida que dá pra um pequeno riacho, de onde provavelmente veio o rato).
E aí todo mundo ainda discutindo e contando causos.
Lavei a garagem de novo, meus filhos ajudando e ainda comentando o assunto.
Pronto, encerrado.
- Mãe, cadê o picolé?
- Chupei, ué, não era meu?
E ela e meu filho só me deram aquele olhar... sabe aquele olhar... depois começaram a rir.
- Folgada!!!!
Coisas de mamãe, só isso.
Era desse tamanho aí... só não era peluda.

domingo, 17 de julho de 2011

I Love Lucy

Gente... eu me lembrando e rindo sem parar.... 
Bem, eu não sirvo de base pra nada... sou uma boba-alegre.
Mas pra quem não conhece, aí está:

Senhoras e senhores
Com vocês
A dama das comédias, loira, linda... fantástica

Lucy!!!!



Começando a semana muito bem, com muito bom humor e muita besteira (do bem) na cabeça.
Vamo que vamo!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dia do homem

Sim, ele existe, e é hoje dia 15 de julho.
O comércio ferve, não tanto quanto nas outras comemorações, mas tudo é motivo pra se gastar.
Mas não é sobre isso que eu vou falar.
É sobre um macho "macho" que pare (dá a luz) a seus filhotes no lugar da fêmea.
Com vocês, o cavalo marinho.

Hippocampus - cavalo marinho - é um gênero de peixe pertencente à família Syngnathídae, que vive em águas temperadas e tropicais.
Tem as características à de um camaleão, como mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro. Algumas espécies podem ser confundidas com plantas marinhas e com corais e anêmonas marinhas.
Alimentam-se de pequenos moluscos, vermes, crustáceos e plâncton, que são sugados através do seu focinho tubular. Como não tem o costume de ir atrás do alimento, ele come o que estiver a passar por ele.
Sua reprodução é na primavera. Os ovos postos pelas fêmeas são fertilizados pelo macho que os guarda em uma bolsa na base de sua calda. Dois meses mais tarde, os ovos se abrem e o macho realiza violentas contorções para expelir os filhotes. Estes são transparentes e pouco maiores que um centímetro. Sobem logo à superfície para encher suas bolsas de ar, para poderem se equilibrar na água. Já se tornam independentes de seus pais, mesmo sendo frágeis.
A origem do nome Hippocampus: Eram seres fictícios da mitologia grega, filhos de Poseidon. A parte superior de seu corpo era a de um cavalo com crina membranosa, guelras e membranas interdigitais nos supostos cascos, e sua parte inferior era de um golfinho. Os hippocampus eram empregados pelo Deus dos mares em sua maioria na espionagem e na patrulha por seu reino oceânico em busca de empecilhos que também eram conhecidos como cavalo marinho.

Bom, pelo menos um macho no mundo sente as dores do parto.


À todos os homens que se sentem deixados de lado por não ter um dia, curtam hoje!
E não tentem nos entender, não vão conseguir, senão vai perder toda a graça.
A vida é mais vibrante quando se tem esse mistério que ninguém entende.
Pra quê entender?
Apenas nos respeite, nos aceite e nos ame... muito, muito... muito!!!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Minha festa é sua!

É comum e muito bom reunir o pessoal, os amigos e fazer "vaquinha" pra comemorar. Não importa o quê. Festa é sempre bem vinda!
É comum também ir todos a um bar, uma lanchonete, se divertirem e depois "rachar" a conta. Já fiz muito isso, apesar de saber que sempre tem aquele espertinho que foge antes da dolorosa ou então fica fazendo as continhas e tira o corpo fora na maior cara dura. Mas se é amigo a gente até engole de vez em quando.
Mas e quando a pessoa  tem o hábito de comemorar o aniversário (de idade, de casamento, de qualquer coisa, desde que seja aniversário), empresta a casa mas todos têm que levar a festa?
Eu acho estranho, mas existe.
Todo ano é a mesma coisa, vão chegando as datas e já vem os telefonemas:
- Oi, querida, tá chegando né? Então, eu tava pensando, nós aqui (a família) estamos com vontade de fazer a festa à fantasia... O que você acha?
Como é que a gente vai contra uma coisa dessa? O aniversário é da pessoa, então faça o que achar melhor.
Aí vem:
- Então, a gente tava pensando em servir vinho com frios... Tá friozinho, vai combinar mais.
Ah, que boa ideia a sua...
- Nós (?) fizemos as contas e estamos pedindo uma garrafa de vinho e um quilo de frios pra cada "pessoa". O que você acha?
Acho que está bom... Se vocês decidiram, então ok.
Mas ó, eu vou levar 2 garrafas de vinho, um daqueles do porto que eu adoro e uma peça de salame, outra metade de presunto parma e mais uma peça de queijo provolone pra gente fazer à milanesa. O que você acha?
- Nossa, tá ótimo, pode trazer sim. Vou arrumar umas louças bem chiques pra ficar bem lindo!!!
Desligou o telefone. Mas é muita cara de pau, né.
Meu aniversário passa e nem parabéns é capaz de me dar. Agora quer que eu leve a festa?
Vai esperando, minha filha, espera que eu levo, um dia quem sabe.
Teve um ano, o último que eu fui, que alugaram até karaokê e no final ainda passaram a sacolinha arrecadando dinheiro pra pagar o bendito cantante. Eu não paguei nada!
E nesse mesmo ano, quando terminou a festa, fui até a cozinha e tava lá um batalhão de comes e bebes que havia sobrado... Na verdade eles ficam regulando um pouco, falam que acabou só pra sobrar.
Nunca mais fui...
Gente folgada me irrita profundamente.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Em que vocês acreditam?


É fato que muitas coisas na Net é fake... Mas até que ponto devemos confiar ou não.
Mês de maio recebi um email, tipo spam, porque tava com tantos emails junto que me assustei.
Dizia assim mais ou menos:
"O msn vai passar a cobrar pra ser acessado à partir de 20 de junho de 2011. Os donos fulano de tal e beltrano de tal (eu odeio essa denominação fulano... acho muito pra baixo, parece indigente), bem, voltando, já avisaram na tv e nas redes sociais (eu nunca vi em lugar nenhum), que quem não estiver com o ícone (?) azul vai ser cancelado. O motivo é porque muitas pessoas abrem muitos emails e não utilizam, e os disponíveis são apenas 428 (quer dizer, num mundo virtual imenso, só restam 428 espaços pra abrir email?). Passe essa informação pra 18 pessoas e seu ícone ficará azul e está isento de ser cancelado."
E a lista dos emails era imensa.
Inconformada, fiquei a pensar... Mas gente, o que é isso? Esse povo tá doido ou eu não entendi o recado?
Recapitulando:
Quer dizer, eu passo pra 18 pessoas via email e automaticamente meu ícone ficará azul?
Mas aonde está a ligação do email com o msn? Tem algum link?
Será que fulano e beltrano vão sair caçando os ícones e não cancelar?
Com toda essa tecnologia eles vão perder tempo com email?
O que me deixou chocada foi a lista imensa de email naquele que recebi. Alguns eu até conhecia...
Resultado: Não fiz nada, apaguei o email, passou dia 20 e meu msn continua lá.
Agora no Facebook aconteceu também de uma amiga colocar essa mesma mensagem, com outras palavras,
pro ícone ficar azul.
O inventor do Facebook, que está milionário, vai perder tempo com mensagem de mural e apagar o perfil?
Tanto um quando o outro, se começarem a cobrar... Não tem lógica isso.
Bem, é isso que eu penso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Siga a luz, Elias.

Elias acordou mas demorou muito pra abrir os olhos. Estavam pesados... Pareciam grudados. Enfim conseguiu abri-los. Uma luz forte o impedia de decifrar o que via.
Não conseguia se mexer, nem falar, e parecia que não respirava.
Fechou os olhos novamente e esperou. Sentiu alguém lhe tocar os ombros.
Abriu os olhos e a luz já havia sumido, apenas o azul do céu e a pessoa que não conhecia ali na sua frente.
Levantou a cabeça, tentou perguntar algo mas não conseguia soltar a voz. Estranho, mas ouviu em sua mente o que a pessoa lhe dizia:
- Como vai, Elias? Como se sente?
E ele na ânsia de responder mas sem conseguir, pensou na resposta:
- Que lugar é esse?
- É um lugar pra se recuperar...
- Recuperar de quê?
- Calma, Elias, tudo bem... Tudo já passou, fique tranquilo e relaxe.
Deitou novamente e não conseguia pensar em nada. Fechou os olhos e fez um esforço pra lembrar de sua última ação... E de como chegara até aquele lugar.
- Quem me trouxe aqui?
- Você veio sozinho, Elias.
- Onde está minha filha? Que rumo é a minha casa? Onde estão as compras que fiz no mercado?
- Calma, Elias, o Morbackt já vem conversar com você.
Tornou a deitar e lampejos de memória começaram a vir... Viu sua filha, seus netos, o cachorro e seu quarto.
Se levantou novamente e sentou na cama. Notou algo diferente... Estava com outra aparência... Mais moço, enxergando bem, ouvindo bem - apesar de não conseguir soltar a voz.
Se lembrou que saiu pra ir ao mercado perto de casa e que foi atravessar a rua e apagou... Não se lembrava de mais nada.
- Que lugar é esse? É hospital?
Chega Morbackt e se senta ao seu lado, na cama:
- Elias, você sofreu um atropelamento quando foi atravessar a rua. Não resistiu e veio pra cá.
- Não resisti? Como assim não resisti? Não resisti de quê?
- Você fez a passagem pra uma outra dimensão. Agora sua casa é aqui. Vai estudar, ajudar quem precisa, evoluir e daqui a um bom tempo se tornar espírito de luz.
- O quê?
Morbackt repetiu tudo, colocou a mão na cabeça de Elias e o fez lembrar de tudo, inclusive do acidente.
- Eu morri? Nããããão, eu não posso morrer... Tem minha família me esperando!
- Tentou caminhar mas não conseguiu. Tentou gritar mas a voz não saía. Chorou. Chorou feito criança quando cai e faz um machucado.
Nesse instante sua vida terrena lhe passava como um filme pela cabeça... Os parentes todos... As suas coisas, a sua casa... A sua filha... A viu chorando muito.
Sentiu angústia...
- Vamos, Elias, é hora de irmos.
- Onde?
Num piscar de olhos lá estava Elias e Morbackt no velório... No velório de Elias!
- Eu morri mesmo? Quanta gente! E eu lá no caixão! É... Até que fiquei bonitinho.
Cada pessoa que Elias olhava, visualizava tudo que a pessoa tinha lhe feito enquanto vivo... De bom e de ruim... Todos, todos...
Ouvia o comentário de vizinhos dizendo que:
- Coitado, já tava velho, 92 anos, mal conseguia andar, não enxergava bem, não ouvia direito e as filhas nem pra tomar conta dele... Sempre ele ia atravessar a avenida... Deu no que deu, coitado, descansou!
E isso era verdade, a família o tratava com puro descaso, sem se importar com seu bem estar. Apenas convivia com ele, mais nada!
- Pelo menos ele morreu sem sofrer numa cama de hospital... Nem viu como foi... descansou... Foi sem sofrer... Imagine quem ia cuidar dele doente? Ninguém!
Às vezes ria, outras chorava, outras sentia um ódio a ponto de querer sair no braço com a pessoa.Traições, mentiras, fingimentos, roubos, descaso, fofoca... Tudo ele via em todo mundo.
Chegou a hora de fechar o caixão e Elias ser enterrado. Pranto, desespero, choro por parte das pessoas e Elias ali vendo tudo e até se divertindo.
- Não quero ir... Vou ficar!
- Não pode... Mas você também tem o livre arbítrio de fazer o que achar melhor. Se ficar vai fazer sofrer sua família e você não evoluirá... Ficará preso à matéria... E com o tempo só verá escuridão e ficará à mercê do mal, dos outros espíritos não evoluídos.
- Vou ficar! Eu tenho que tomar conta de minhas coisas... Vão dar minhas coisas... Vão mexer no meu dinheiro... Não vou!
Morbackt lhe tocou a cabeça novamente e o colocou na cama, naquele primeiro lugar onde estava.
- Como me trouxe pra cá? Quero voltar...
- Primeiro você vai se recuperar, depois você decide o que fazer.
E assim foi feito.


Deixo o final em aberto pra quem quiser imaginar o que acontece depois.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não fui eu!!!



- Foi a Raquel, mãe!
- Não fui eu, a Mariana tá mentindo, mãe!
- Mariana, que aconteceu com seu cabelo?
- A Raquel, mãe, jogou aquele spray que você usa, que tá lá no seu banheiro.
- E por que as duas estavam mexendo no meu banheiro?
- Eu não mexi, foi a Raquel.
- Mentira, mãe, ela queria fazer uma escova progressiva e me pediu pra fazer.
- E quem disse que escova progressiva usa spray, heim dona Raquel?
- Foi ela, mãe, falou pra "mim" pegá escondido...
- Mentira, mãe, foi a Raquel que falou assim - Mariana, oh Mariana, vamos brincar de "cabelelera"? - Daí eu falei - Eu quero um cabelo bem bonito - Daí ela falou - Eu vou lá no banheiro da mamãe, mas você não conta, viu?
- Mentira, mãe, a Mariana é que é mentirosa demais.... Num falei nada, nada, nada.
- Vou colocar as duas de castigo...
- Ahhhh mãe, nãoooooooooooooo, eu não quero!
- Viu, sua chata, quem mandou mentir....
- Mãe, o cabelo dela ia ficar lindo, mas ela estragou tudo. Quer que eu faço em você também?
- Sabe, mãe, a mãe da Rafaela é "cabelelera" e ela faz muitas coisas nos cabelos das pessoas....
- Sei, filha...
- Mãe, posso pintar meu cabelo de roxo?
- Não pode!
- Por quê?
- Porque roxo não é cor de cabelo.
- Por quê?
- Porque roxo é feio e menina não pode pintar os cabelos.
- Por quê?
- É, mãe, por quê?
- Onde você viu cabelo roxo? É uma cor estranha e todo mundo vai ficar te olhando.
- Por quê?
- Porque quando uma coisa é diferente das outras todo mundo fica olhando.
- por quê?
- Porque não é normal, por isso.
- Por quê?
- Vai pro banheiro lavar essa cabeleira. E você também, Raquel.
- Por quê?
- Vai ficar com esse cabelo assim, duro, sujo, fedorento?
- Por quê?
- É, mãe, por quê?
- Porque eu tô mandando as duas irem pro chuveiro, já!
- Por quê?
- Porque todo dia tem que tomar banho... E agora é hora das duas tomarem banho.
- Por qu.....
- AIIIIIIIIIIIIIIIIII, PÁRA.... CHEGA!!!!!
- Mãe....
- PRO BANHEIRO, JÁ!!!
- Por q.....
- Mariana um, Raquel dois....
- "Tôino", mãe, "tôino".

domingo, 10 de julho de 2011

Domingo.....

Não me resta outra coisa a fazer senão rir muito, rir até chorar....



Lady Kate....



Bom domingo à todos!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Carros... uma paixão.

Eu gosto de carro e adoro dirigir.
Eu tenho um desejo de um dia poder ir a aqueles lançamentos de carros de luxo, aqueles em que os carros ficam brilhantes pelas luzes, e com aquelas mulheres gostosonas nada a ver com nada mostrando o carro (?!).
Poderiam colocar uns moçoilos lá também... Mulher gosta de colírio...
Enquanto esse dia não chega (vai chegar, eu sei), fico aqui babando com esses carros maravilhosos.
A começar pela stock car que gosto muito e assisto vez ou outra. O barulho do motor e como a corrida é conduzida é fascinante. Adorava aquela disputa Ingo Hoffmann e Xande Negrão.
Fórmula 1 já gostei também mas na época de nosso Airton Senna. Depois perdeu um pouco a graça. Só vibrei naquele final em que a briga era entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, lembram? Por 38 segundos o Massa foi campeão mas Hamilton passou pra quarta posição de novo e ganhou o campeonato. Foi só. Stock car não entendo muito, só assisto.
Um sonho meu é aprender aquelas manobras de "defesa", tipo sair de ré a 100km/h, virar o volante de uma vez e mudar a direção em 3 seg., ahhh eu gosto disso!

Ricardo Maurício e Cacá Bueno... sou fã.

Em minha infância assistia sessão da tarde, Elvis Presley e Jerry Lewis, e ficava fascinada com aqueles carrões rabo de peixe conversível. Eu queria um pra mim de qualquer jeito. E queria dirigir como aquelas moças "cinturinha de pilão" com aquelas echarpes (antes era lenço) em volta da cabeça pros cabelos não voarem. E não voavam... Não saía um fio do lugar. Pareciam cabelos da boneca Susi que eu tinha. As gravações eram tão toscas que mesmo eu pequena sabia que era encenação, que o carro tava parado e a paisagem "andava". Mas adorava.

Olha que lindo... esse daí é o Rei Roberto Carlos.

Agora, eu sempre fui apaixonada pela Mercedes. Que carro maravilhoso. Nunca entrei em um, mas é o carro que me faz parar na rua e vê-lo passar... me faz virar o pescoço. Um sonho de consumo eterno. Cada um mais lindo que o outro... E o que me apaixona é aquela marca dele na frente. Inconfundível, instigante... só pra quem pode mesmo. E eu posso?

Esse é amor eterno... Mega Sena que me aguarde!!!
Hyundai... fantástico que chegou com tudo. Eu me apaixonei pelo Tucson. Lindo, imponente e nem é tão caro assim (?). Esse eu quero!
Aliás a Hyundai tem uns carros maravilhosos... que eu prefiro nem mostrar aqui pra não constranger. Esses eu sei que são pro meu bico. Affff....

Eu vou ter um desse... ah se vou!!!






E saiu um da Fiat que é um tchutchuco... coisinha mais fofa do mundo. Eu também quero um desse. Novo Uno. E se não bastasse esse também agora em versão conversível... Ah assim eu não aguento!

Estou em dúvida qual cor eu quero...


O meu próximo vai ser esse!!!

Quem lê tudo isso deve imaginar: "Nossa, essa tá podendo!". Eu já tive carro bom, carro zero com aquele cheirinho maravilhoso. Já tive fusca, que era uma delícia. Mas a vida dá voltas e o gosto da gente não muda. Só tende a aperfeiçoar, a ser cada vez mais requintado e exigente. Então... enquanto eu não tenho um desses em minha garagem eu vou linda, leve, solta e feliz nesse...

Lotado como sempre, R$ 2,45 pra ir e vir.

Não tenho problemas, eu encaro numa boa, mas que eu quero os daí de cima, ahh eu quero e vou ter sim!!! E nesta encarnação ainda.

Não é jabá, é apenas o meu gosto pessoal, certo?

Bom fim de semana!!!!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A maldade passada de mãe pra filho...

Dia desses, minha filha e eu conversando animadamente e veio o assunto sobre uma vizinha do outro quarteirão e sua neta. Não era a primeira neta, mas a mais querida. Era a primeira filha da nora, então teve sempre todos os mimos.
Nasceu linda, olhos grandes e esverdeados, cabelos encaracolados...
A questão é a seguinte... nós conversando...
- Mas a menina tá muito gorda, olha o tamanho da barriga da menina!
- Também quando ela nasceu, tanto a mãe quanto a avó empanturravam a coitada, como se ela fosse morrer de inanição por ficar 3 horas sem comer... O estômago dela dilatou. Agora ela come sem parar...
Realmente... a mãe é gordinha... muito gordinha... obesa... e baixinha. Gente, eu falo isso sem preconceito nenhum, certo? Cada um sabe de sua vida!
Então, por a mãe já ser gordinha, a tendência é dos filhos puxarem... e a menininha linda não fugiu da tendência.
Poderia ser evitado.
A avó também colaborou muito com isso, já que a menina ficava com ela durante o dia.
O que intrigava minha filha e eu era o modo como tratavam a menina, sendo que existiam outros netos.
Não sabia falar uma frase sem ter o nome da menina nela. O avô era assim também. Era a menina pra cá e a menina pra lá.
Chegavam até a falar que ela tinha nascido pra trabalhar na tv de tão esperta que era. Muito inteligente, acima de todos e de tudo. Um exagero.
Quando entrou na escola então... ahhh ninguém aguentava. Imagine uma criança desse tamanho já saber tanta coisa!
- Mas se alguém ensina ela vai aprender, né dona avó?
- Ahh mas no meu tempo a gente aprendia isso com 8 anos...
- No tempo da senhora as crianças não frequentavam escola, dona avó!
Isso sem mencionar que a coitadinha está sofrendo bulling por causa da gordura... Isso é de doer o coração... Criança é cruel e não perdoa o amiguinho diferente.
Tudo isso minha filha e eu comentando.
E teve o aniversário da menina. E nós fomos. Na boa, minha filha disse:
- Só falta ela dar aqueles pitis dela...
E adivinhem? Alguém chegou com um presente e a menina simplesmente jogou no chão dizendo que não prestava, que não queria, que era pra devolver... E os pais e os avós só rindo da situação.
Se fosse eu, acho que pegava o presente, dizia que ia trocar e dava pra outra criança. E pra ela nada!
- Mãe, ela é bonitinha mas... é chatinha.
- Eu não acho ela tão bonitinha assim...
- É mãe, eu acho ela feinha... hehehe
- Ela é chata, feia, mal educada... criança insuportável. hahahahaha
Agora, eu digo: eu adoro crianças, mas nem todas...
Pra mim são fofas, mas nem todas...
São lindas desde que nascem, mas nem todas...
São espertas, mas nem todas...
E infelizmente a criança aprende o que lhe é ensinado. Tirando a feinha, de resto é tudo herança de pais e avós.
Será que vão me detonar com esse post?
Vocês sabem que eu adoro crianças, não sabem?


Ahhhh olha que coisa mais fofa...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A minha infância

Mais uma crônica...

Fernando Sabino
A Mulher do Vizinho
Editora Record

O Melhor Amigo

A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto.
- Meu filho? - gritou ela.
- O que é - respondeu, com ar mais natural que lhe foi possível.
- Que é que você está carregando aí?
Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo:
- Eu? Nada...
- Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar - o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:
- Olha aí, mamãe: é um filhote...
Seus olhos súplices aguardavam a decisão.
- Um filhote? Onde é que você arranjou isso?
- Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?
Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda:
- Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.
- Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!
- Ah, mamãe... - já compondo uma cara de choro.
- Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa para cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas.
 O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima. Voltou para o quarto, emburrado: a gente também não tem nenhum direito nesta casa - pensava. Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo enxotado desta maneira!
- Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! - gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.
- Dez minutos - repetiu ela, com firmeza.
- Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.
- Você não é todo mundo.
- Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não faço mais nada.
- Veremos - limitou-se a mãe, de novo distraída com a sua costura.
- A senhora é ruim mesmo, não tem coração.
- Sua alma, sua palma.
Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha dez minutos para brincar com seu novo amigo e depois... Ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:
- Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.
- Ah, mamãe, deixa! - choramingou ainda: - Meu melhor amigo, não tenho mais ninguém nesta vida.
- E eu? Que bobagem é essa, você não tem sua mãe?
- Mãe e cachorro não é a mesma coisa.
- Deixa de conversa: obedece sua mãe.
Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque, complexos, essa coisa toda...
Meia hora depois, o menino volta da rua, radiante:
- Pronto, mamãe!
E lhe exibia uma nota de vinte e uma de dez: havia vendido seu melhor amigo por 30 reais.
- Eu devia ter pedido cinquenta, tenho certeza de que ele dava - murmurou, pensativo.



Na verdade eu me lembrei de minha infância, só que não era cachorro e sim gato. Um filhotinho lindo que minha mãe me fez devolver. Só não tive a perspicácia do menino em vender. Apenas devolvi.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Não me arrependo

Depois de 22 anos que me formei em Educação Física ao qual eu tinha inúmeros projetos e eu sei que iria alcançar todos, até hoje me perguntam por que não segui carreira.
Já decorei a resposta:
- Eu não tinha onde deixar meus filhos e combinei com meu marido na época de ficar somente tomando conta deles.
Quem pergunta não se conforma pois me esforcei tanto, lutei tanto, por que abri mão e agora trabalho em casa já que as crianças estão crescidas.
É difícil responder como as pessoas querem ouvir. Essa resposta eu não tenho.
Naquela época, eu praticamente me sustentava (estudos, condução, roupas, etc) apesar de morar com meus pais. Tive a sorte de sempre ter bons empregos e ótimos salários. Eu queria abraçar o mundo e naquela época não deu pra fazer tudo o que eu queria. Falta de tempo, de oportunidades e de grana.
Passei no vestibular, ia e voltava todos os dias, pois a Faculdade ficava em uma cidade vizinha distante 60km.
Eu sempre digo que tive muita sorte, sempre fiz tudo que quis, sempre fui atrás de meus sonhos e de meus objetivos e sempre alcancei todos.
Terminado o curso, me casei de livre e espontânea vontade...
Sempre fui da paz, evitava ao máximo as brigas e as discussões. Com isso fui abrindo mão de tudo. Quando percebi estava sozinha em meu mundo, afastada de meus amigos e até de minha família.
Voltando um pouco a fita, em minha infância, sempre fui sozinha, brincava sozinha, ia à escola sozinha... Apesar de morar com a família com mais 4 pessoas. Cada um pro seu lado.
Mas era feliz, ou não tinha noção ainda da vida... Tudo normal pra mim.
Esse modo como fui criada me fez uma pessoa independente desde muito pequena... Nunca gostei muito de ficar pedindo coisas, sempre me virei,  dava um jeito. Se não tinha eu ia atrás e acabava conseguindo sem ficar pedindo pra quem quer que fosse. Isso foi bom. Mas eu confesso que me prejudicou e muito. Todos estavam  lá, eu os via, conversava, tinha aniversário, natal... e só. Fica um vazio na gente que não tem como explicar.
Mas depois do casamento a responsabilidade aumenta... Não que eu esperasse um conto de fadas. Mas eu queria meu canto, minha vida, minha família com filhos e tudo que eu nunca tive. Afeto.
A intenção era essa mesmo: família com afeto, um lar doce lar de verdade.
Talvez por esse meu jeito totalmente independente carente não soube lidar com situações... Talvez nunca soube compartilhar nada, principalmente amor. Sempre fui muito "fechada" e tímida e com isso criei uma redoma em minha volta que não deixava entrar o que eu mais precisava.
E com essa minha fraqueza pessoas completamente sem caráter se apoderaram de minha boa vontade e fizeram o queriam comigo, já que eu não conseguia dizer não. Queria agradar os outros pra ser aceita.
Na minha infância eu só era percebida quando fazia alguma coisa que alguém de fora me elogiava, aí os que estavam por perto percebiam e até esboçavam um agrado.
Hoje não culpo ninguém, não tenho mágoa e nem raiva, acho que eles fizeram o melhor que podiam. Se me tratavam assim é porque talvez não sabiam transmitir mais nada além de presença.
Bem, voltando aos meus filhos... Depois que me casei, tinha um excelente emprego e um ótimo salário, e pra começar eu precisaria deixar o conforto pra poder dar aulas. Fui adiando, adiando e fiquei grávida.
Meus sonhos ainda continuavam em mim.
Nasceu minha filha... E quem é mãe sabe o amor que sentimos... incondicional.
Quando vi aquela carinha redondinha com bochechas rosadas e olhos azuis, não aguentei. Não desgrudava nenhum minuto. Não conseguia deixá-la com ninguém sem ficar apavorada de acontecer alguma coisa.
Então, combinei com o marido de ficar em casa até ficarem mais grandinhos e aí sim eu trabalhar em minha profissão... a que eu escolhi.
Nesse percurso muita coisa mudou, o casamento acabou e foi um inferno, um bombardeio de todos os lados. Já tinha nascido meu segundo filho. Foi a pior fase de minha vida.
Eu olhava pra eles e não me passava outra coisa na cabeça... Como é que eu vou deixar meus bebês com pessoas que não conheço? Eu preciso, necessito de amá-los, de estar perto pra qualquer coisa.
E o tempo foi passando, passando e hoje estou aqui achando uma explicação pra todas aquelas perguntas que me fazem. Hoje sei que fiz tudo isso inconscientemente... Por consequência de minha infância e não queria correr o risco. Acho que é coisa de mãe mesmo.
Eu respondo:
- Eu abri mão de minha vida por amor aos meus filhos porque sei o quanto é difícil estar no meio da multidão e não ser notada e muito menos amada.
É isso. Esse risco meus filhos não correm. Estou por perto pro que der e vier. Meu amor é imenso e é todo deles.
Se estou certa ou errada? Não sei, eu fiz o que meu coração ordenou. E não me arrependo.
Mas lá no fundo, bem no fundo de minha alma... Eu não parei de ter sonhos... Eu vou voltar a estudar... Vou aprender línguas como eu sempre quis e vou ser feliz porque Deus não me colocou nesse mundo à toa pra ser só mais uma. Ele sempre teve muitos planos pra mim e vou atrás de todos... Vou resgatar todos e... Me aguardem...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tpm + depilação

Como vocês mulheres ficam na fase de tpm? E os homens, como lidam com isso?
Não é fácil nem pra um nem pro outro.
E mulher tem umas manias que ninguém entende. Se sabe que tá na fase tpm, então por que não ficar em casa quieta, sem conversar, apenas ficar...
Não! tem que inventar moda. A beleza em primeiro lugar.
E quando estamos nessa fase, nada fica bom, nada dá certo...
Então pra que marcar depilação nessa fase? Alguém me explica?
E lá vou eu... Já meio emburrada, com um certo medo, já sentindo todas as dores antes mesmo de sair de casa.
Mas mulher sofre... Então vamos.
Eu marco num dia de pouco movimento, que a depiladora tem todo o tempo do mundo pra mim. É quase uma psicóloga. É hora de desabafar, de gritar e xingar quem não vai ouvir.
Deitei na maca, ela me olhou e lá vamos...
A cera quente, quente...
- Ai, eu vou te bater!
- Calma, é só a cera. Feche os olhos que não dói nada.
Tá bom. Primeira puxada... Arrancou meu coro junto!
- Menina, tá com fome de sangue hoje?
Ela só ria. E outra espatulada de cera... Um, dois e...
- Ahh não, eu vou te arrancar os cabelos no dente...
E ela rindo... Outra espatulada.
- Dessa vez arrancou minha alma! Sua torturadora...
- Tá bom, vamos dar um tempinho... Como está no trabalho?
Que trabalho, menina, não tô nem respirando...
E ela rindo e contando coisas de sua vida pra eu relaxar.
Sabe quando elas fingem que vão puxar e não puxam, aí no segundo seguinte elas puxam?
Que óóóódeo, que dorrrrrrrrrrrrrrrrr....
Comecei a chorar... E me veio à cabeça coisas sofridas, coisas que me machucaram, coisas que me deprimiram...
Não teve jeito.
Disse à ela que não tinha condições e fui embora.
E ficou assim... Metade com, metade sem... E pra quem quiser saber onde... Na virilha!
Paciência!

domingo, 3 de julho de 2011

Boa noite John Boy!

Saudades!!!!
Os Waltons


Pena que eu não achei o vídeo dublado...
Quem se lembra deles? Eu assistia! Saudades de minha infância... Boa noite, John Boy! Boa Noite Mary Hellen...
Uma família rural americana, constituída do casal John e Olivia Walton, seus sete filhos e os pais de John, Zebulon "Zeb" Tyler e Esther Walton, se esforça para viver decentemente durante as crises advindas da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial.
A história da família é contada sob o ponto de vista de John Boy, o filho mais velho que aspira se tornar jornalista e novelista. John Walton e seu pai trabalham numa serraria, ajudados pelos filhos. Ocasionalmente, estranhos precisam de ajuda da hospitaleira família dos Walton. A montanha é habitada por numerosos personagens folclóricos, tais como as irmãs Baldwin, que fabricam um tipo de aguardente muito apreciado pelos homens da comunidade, o casal dono do armazém e correio Ike e Cora Beth Godsey (Uma distante prima, fantasia ser uma refinada dama da sociedade); xerife Ep Bridges; Verdie Foster (uma trabalhadora mulher negra); e o ladrão de galinhas Yancy Tucker.
Na famosa cena que aparece no final de todos os episódios, a casa da família é mostrada com as luzes apagadas durante o anoitecer, menos uma janela no andar superior. Ouve-se brevemente as vozes de dois ou mais personagens, comentado na maioria das vezes de forma bem-humorada os fatos narrados no episódio. E então todos eles dão "boa noite".
Veja o link:  aqui

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Alma gêmea

Luciana era uma moça que chamava a atenção. Não pela beleza, mas pelo porte longilíneo, apesar de ser cheinha, e por sua meiguice.
Apesar de sua pouca idade, final da adolescência, já sabia e tinha responsabilidade. Tinha seus ideais, suas metas e lutava até conseguir.
Primeiro emprego foi até fácil. Começou como auxiliar administrativa, tipo office girl, uma faz tudo pra todo mundo. Mas gostava. Era um lugar movimentado, um entra e sai de pessoas a todo o momento.
Isso lhe deu a chance de conhecer muita gente, mas um em especial. Trabalhava no primeiro andar e era estudante de direito.
Desde o primeiro instante o rapaz lhe chamou a atenção. Talvez por sua timidez, pela barba, pela simplicidade... Não sei. Mas ficava admirando de longe aquele homem comum aos olhos dos outros mas que faziam tremer suas pernas quando ele aparecia.
Não demorou e aconteceu a primeira conversa... Quase desmaiou mas seguiu em frente. Que homem lindo, olhos verdes, cabelos e barba pretos. Por coincidência moravam no mesmo bairro e combinavam de irem embora juntos a pé. O papo ia animado e veio o primeiro convite pra sair à noite. Gelou!
Luciana largaria tudo por essa noite. E ela chegou.
Lindas elas estavam,  Luciana e a noite. Escolheram um barzinho e ficaram horas ali... olho no olho, rosto bem próximo, boca a centímetros... o hálito quente... e o beijo. Ahh o beijo.
Começaram aí um namoro nada tradicional... pois se viam de vez em quando. Foi quando ele disse que já era comprometido e que iria se casar com a menina por conveniência. Os pais eram políticos e decidiram o casamento. Numa época como hoje isso ainda existe?
Mas já era tarde demais, estava completamente apaixonada e nem se importava com a situação. Simplesmente se perdia em seus beijos, seus abraços, suas carícias... Aquelas noites loucas de uma paixão sem fim, o toque, o cheiro, cada centímetro do corpo ali sendo tocado, amado... Arrepios, delírios, êxtase, sem pudores, sem medos... Apenas os dois ali... Sem pensar no mundo ou no amanhã... Pareciam uma só carne, um só corpo...
Quando estava só vivia suspirando pelos cantos, sem se concentrar em nada, apenas na imagem daquele homem comprometido.
Um dia, ela se cansou e resolveu colocar um ponto final na relação torta. Acabou!!! Virou as costas e se foi.
Ele não entendeu nada, mas fez o que tinha que fazer se casando com a moça.
O tempo passou e Luciana se casou também. Um verdadeiro fiasco, um fracasso que durou uns 3 anos. Mas durante todo esse tempo nunca se esqueceu aquele advogado barbudo, carinhoso, que vivia lhe dizendo coisas que a faziam derreter.
Mais de 20 anos se passaram e pra Luciana aquela imagem do advogado nunca lhe saiu da cabeça. E ele agora era casado e provavelmente com filhos e quem sabe até netos.
Mesmo não tendo notícias ficava recordando aquele tempo e até se arrependia de ter virado as costas. E se ela tivesse investido, insistido até o último minuto? Eles se gostavam e ela simplesmente virou as costas. E o pior de tudo isso, se arrependeu.
Mas por ironia do destino, depois desse tempo todo o ex marido que ainda mantinha uma conversa amigável com Luciana lhe contou que o tal advogado havia se separado da esposa. Gelou!
Tanta coisa lhe passou pela cabeça... Sabia onde era o escritório, onde morava e tudo o mais. Frio na barriga!
Até então era o homem de sua vida, seu amor eterno, sua alma gêmea. Será que o Universo conspirou e voltou atrás? E se ela o procurasse? Será que ele se lembraria dela? Claro que sim, pois trocaram juras de amor. Medo!
Foi a única coisa que ela conseguiu sentir... Medo!
Mas resolveu deixar tudo como está. Cada um no seu canto. Ele com sua vida e ela com seu amor eterno, sua alma gêmea, seu amor impossível.
O que seria uma alma gêmea? Hoje em dia é tão raro um casal viver a vida eterna, então pra que arriscar?
Amor eterno é aquele amor impossível, amor de longe, intocável. Melhor mesmo deixar como está pra não quebrar o encanto. Viver um sonho vivo mas morto na realidade. Ficou lá no passado e lá permanecerá pra eternidade, só pra ser lembrado. Melhor assim.


P.S. Eu tenho um amor eterno... do tempo da juventude. Nunca me esqueci dele e até hoje quando o vejo na rua eu tremo... meu coração dispara e ando tropeçando. Acho também que se o namoro tivesse durado mais ele teria terminado e eu não teria meu amor eterno pra lembrar. Mas dá uma saudade daquele tempo... ahhh isso dá!



Bom fim de semana à todos!!!