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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Inocente

Paula é uma mulher dinâmica, bonita, bem arrumada, bem sucedida profissionalmente, ou seja, independente nos seus 36 anos.
E hoje, não podia se atrasar para mais uma reunião com diretores de uma filial da capital paulista.
Se aprontou, pegou todo o material necessário, beijou o marido ardentemente, dizendo que o ama e se foi.
No trajeto para a reunião muitas coisas lhe passavam pela cabeça, e a mais frequente era o quanto amava o marido Maciel.
Maciel, 46 anos, lindo, bem humorado, bem resolvido, um gentleman, excelente marido e excelente pai.
Era o retrato da família perfeita, e que causava inveja principalmente nos familiares que se diziam insatisfeitos com a vida.
Paula se lembrou de seu casamento, do quanto foi tudo perfeito, todos os amigos, família... a lua de mel dos sonhos... a casa própria...
Enfim, tudo perfeito. E era impossível não se lembrar sem estampar um sorriso no rosto.
Ao longe avistou o local de sua reunião: Motel Paradiso.
Entrou, pediu o mesmo quarto, vaga pra 2 carros - uma já preenchida - um luxo só.
Abriu a porta e pelo caminho até a cama pétalas de rosas vermelhas, um balde de gelo com um champagne, uma combuquinha com morangos bem vermelhos e grandes.
E deitado na cama, com um sorriso mostrando os dentes perfeitos e uma rosa na mão estava Adriano.
Ah, o Adriano... A perdição em pessoa... Daqueles homens que a gente sente quando se aproxima pelo cheiro, pelo toque inesquecível em nossa nuca...
Se aproximou, se jogou na cama e lhe deu um comprido beijo apaixonado, quente, de tirar o fôlego.
Adriano é o tipo de homem que sabe onde tocar a mulher, na hora certa, sussurrar nos ouvidos, amar enlouquecidamente até desfalecer.
Paula e Adriano eram unha e carne no sexo. Não precisavam falar nada, um sabia exatamente o que o outro queria. Não podiam e nem conseguiriam ficar longe por muito tempo. Batia a vontade, a saudade, a paixão, o desejo e se não extravasassem, morreriam.
Ficariam horas, dias, meses enfiados numa cama de motel, mas cada um tinha a sua vida.
Paula com o marido amado Maciel, e Adriano com sua boa mulher, dedicada, um exemplo... a Rafaela.
Se sentiam culpados? Não, já tinham se conformado com a situação.
Nunca sequer cogitaram serem marido e mulher. O que os unia era a carne, o pecado, o sexo...
Casamento é família, é união, é amizade, é amor, é respeito. E não arriscariam suas vidas felizes e confortáveis por uma paixão louca.
Passado o tempo - 4 horas - tomaram banho, se vestiram e foram cada um para sua família. O próximo encontro? Quando der vontade...
Paula, chegando em casa, esperou por Maciel para o almoço que logo chegou com buquê de margaridas - sua flor preferida. Beijou-lhe ardentemente, disse que o amava e que não conseguiria viver sem ele. E ele num gesto fraterno, disse que cuidaria dela até o fim de seus tempos.
Almoçaram, voltaram ao trabalho - agora no escritório - e são felizes, cada um de seu jeito...


Domingo eu assisti ao filme "Divã" de Martha Medeiros...  daí brotou esta crônica.
Eu não concordo com esse "respeito" de Paula e Adriano. Se a pessoa tem necessidade de uma terceira numa relação, é porque nem tudo está perfeito. Melhor pensar no caso e ser sincero consigo e principalmente com o outro.


16 comentários:

  1. Lindo teu conto, cheio de detalhes,Muito bem contado.Mas como tu, acho que é melhor abrir que tem algo que não está legal, já que ela precisa de outro...


    beijos,chica

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  2. A verdade dói bem menos... E a mentira é difícil perdoar...

    Beijos, Chica!

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  3. Clara,

    A crônica está bem escrita. Cada um faz o que quer com sua vida. Para minha vida não aceito dividir parceiro. Nem pra mim, nem para o outro. Gosto de relaçao sadia. Se um dos dois está com desconforto, a parceria é desfeita. Estamos conversados!

    Girassóis nos seus dias.
    Beijos

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  4. Então estamos conversados...
    Concordo com vc, Celina.
    Parceria é confiança e respeito, sem meio termo.

    Beijos e bom dia.

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  5. Ai Clara.
    iche, vejo que vou arrumar confusão.
    rs..
    Há um tempo atrás pensava exatamente como você e as demais amigas.
    Achava que não cabia em uma existencia uma situação assim.

    Mas acho que fui convivendo e mudei o ponto de vista.
    Não acho que uma pessoa obrigatoriamente possa completar o outro.
    Na crônica ficou claro que a historia dos dois amantes envolvia sexo, química e pele.
    Será que isto é errado?
    Será ?
    Hum... já sei...
    vou fazer um artigo e linkar o seu, posso?
    depois te digo quando estiver pronto.

    ah...
    minha flor.
    como posso agradecê-la por seu comentário e presença tão doce no Sonhareser.

    Os guris estão melhorando, sem febre graças a Deus.
    beijos.

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  6. Liliane, vc pode fazer tudo o que quiser... Me avise que eu vou adorar...

    Que bom que os meninos estão bem!

    Olha, eu acho que cada caso é um caso. Eu sou contra a mentira e a traição. Mas apesar disso, eu não acho a fidelidade o bem mais precioso de uma relação. É estranho, parece que estou em cima do muro. Mas não é... Talvez tenha coisas mais importantes numa relação do que ser fiel. A lealdade e o respeito pra mim são primordiais. Mas só passando por situações é que vamos saber a dor ou o prazer... Cada um com seu cada um...

    Beijos, querida!

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  7. Oi Clara!

    Há quanto tempo não é!?
    Gostei do texto!
    COncordo com você!

    Abraço!

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  8. Oi Clara!

    Excelente conto!
    Na minha vida não está o dividir e nesse caso nem o somar.rsss
    Acho que a completude deve ser na união de duas pessoas que deveriam se amar e desejar. Estar com um outro para compensar significa que algo está faltando.

    Beijos!

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  9. Neo, há quanto tempo mesmo!
    Pensei que tinha esquecido o caminho.

    Em breve te mando os desenhos...

    Vê se não some..
    beijos.

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  10. Oi Valéria...

    O relacionamento é muito complexo.
    Mas vale o respeito sempre e a verdade também...

    Beijos e bom dia!!!

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  11. Um conto escrito de uma forma fácil de se ler. Concordo que sempre tem que haver a sinceridade.
    Gostei do seu blog e vou segui-la.
    Beijos.

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  12. Bem vindo de novo, Élys.

    E comente sempre, dê palpite, reclame, deixe sugestões, críticas...
    A casa é sua!

    Beijos.

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  13. Clara, concordo totalmente com você.
    Estar com outro(a), ainda mais quando se tem um parceiro(a) maravilhoso,não tem justificativa.
    Algo está mesmo errado.
    Xeros

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  14. Ana karla, muito bem vinda ao meu espaço...

    A casa é sua...

    É verdade, numa relação ambos se completam, e se cabe um terceiro é porque algo não está bem... Mas cada um sabe o que faz...

    Beijos, beijos...

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  15. Minha doce amiga,

    bem inspirado seu conto! E concordo,pelo menos, para minha vida, só um amor bem gostoso no coração. mais, para quê?

    Minha linda, pode sim, claro, escrever lá no FB, afinal o Barão de Itarar´é de todos nós risos!

    E olha, tenho recebido e-mails mas não pude ainda responder pois ando aqui a me restabelecer em exercícios. Acho que vou estender este meu "tempo só para mim", tava precisando e muito.

    Mas, o seu desabafo me ficou bem aqui no coração. O que eu fiz e muito foi rezar para vocês encontrar a paz. Isso SIM! SEMPRE! Bem, e pedir a Deus que afasatsse de vc todos os seres que pudessem te molestar, que fossem iluminados e amparados pelos espíriros de luz!
    Só.risos
    Um beijo, amadinha, com muito, muito carinho!

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  16. Maria Izabel... suas orações me ajudaram e muito, parece que me abriu portas que eu não estava conseguindo abrir.
    Também vou orar muito pra vc voltar logo, boa e curada, cheia de luz e de paz pra nos ajudar com esse dom que Deus lhe deu.
    Fique em paz e muitos beijos!!!

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